terça-feira, 30 de julho de 2019

CENÁRIO 30/07/2019

As bolsas da Ásia encerraram em alta o pregão desta terça-feira, com um misto de balanços locais e fatores externos, notadamente a iminência da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e a retomada das negociações comerciais entre os americanos e a China contribuindo para o sentimento positivo do dia.

Houve também o anúncio do próprio Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), que manteve a sua política monetária inalterada, mas garantiu que não hesitará se precisar adotar afrouxamento adicional diante de uma eventual perda do ímpeto dos preços, inclusive aprofundando as taxas de juros ainda mais em território negativo.

Para o Fed, é consenso nos mercados que haverá um corte de juros já amanhã, muito provavelmente da ordem de 25 pontos-base, para a faixa entre 2,00% e 2,25%.

No principal mercado acionário desse mesmo país, fora as questões de política monetária e comércio global, as atenções se voltaram para a expectativa por alguns importantes balanços corporativos, como os da Nintendo e da Sony - esta última empresa divulgou após o fechamento ter obtido lucro líquido de 152,12 bilhões de ienes no trimestre encerrado em junho deste ano, acima do consenso de analistas providenciado pela Quick.

O índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, fechou em alta de 0,43%, aos 21.709,31 pontos. A ação da Sony perdeu 0,09%.

São retomadas nesta terça-feira, com a chegada do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, e o representante comercial do país (USTR, na sigla em inglês), Robert Lighthizer, as negociações comerciais com a China. Ambos chegaram hoje a Xangai. Declarações ambíguas das duas partes da tratativa no passado recente deixa pouco claro quão próximos Washington e Pequim estão de chegar a algum tipo de entendimento em meio à atual trégua tarifária.

O índice de confiança do consumidor da Alemanha medido pela GfK caiu de 9,8 em julho para 9,7 no "valor do clima" projetado para agosto, em linha com a previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal. "Expectativas de renda compensaram parcialmente as perdas pesadas do mês anterior, mas as expectativas econômicas e a propensão a comprar sofreram um declínio", escreve o instituto em nota.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Alemanha avançou 0,5% na comparação mensal de julho e teve alta anual de 1,7%, informou nesta terça-feira a leitura preliminar do Destatis. Os números vieram acima do esperado por analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam expansão de 0,3% e 1,5%, respectivamente.

Já o CPI harmonizado, calculado para fins estatísticos da União Europeia, subiu 0,4% na margem e 1,1% em relação a julho de 2018. Nesse último caso, a comparação anual veio em linha com a projeção, mas a estimativa para o avanço mensal era de 0,3%.

Para a GfK, a desaceleração econômica global, os conflitos comerciais e o Brexit estão tendo um impacto cada vez maior sobre a confiança dos consumidores.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou a 0,40% em julho após mostrar alta de 0,80% em junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (30).

Com o resultado de julho, o IGP-M acumula alta de 4,79% no ano e de 6,39% em 12 meses, de 6,51% no período finalizado em junho. Esse dado também ficou menor que a mediana de 6,52% (intervalo de 6,22% a 6,78%).

Entre os componentes do indicador, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) foi o responsável pelo alívio, indo de 1,16% para 0,40%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) deixou a deflação de 0,07% e passou a subir 0,16%, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) acelerou o ritmo de alta de 0,44% em junho para 0,91% em julho.

O presidente Jair Bolsonaro está reunido com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em um café da manhã no Palácio da Alvorada.

O deputado Fábio Faria (PSD-RN) também estava na agenda do presidente para o encontro.

A Câmara retomará os trabalhos na próxima semana quando deverá votar o segundo turno da reforma da Previdência.

O Itaú Unibanco anunciou ontem, 29, um lucro líquido recorrente superior a R$ 7 bilhões no segundo trimestre de 2019, uma alta de 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O banco atribuiu o resultado ao aumento da carteira de crédito nos segmentos pessoa física e pequenas e médias empresas.

O gráfico diário do IBOV mostra três mínimas sucessivas marcadas na região de 102.620 e logo abaixo da média móvel de 21 períodos.

Vale destacar que as médias estão próximas e lineares, reflexo de dias seguidos com movimentação lateral ou praticamente lateral.

O fechamento da véspera ocorreu acima das médias e do forte 103.360.

Hoje haverá uma pressão vendedora na abertura, uma vez que os ventos internacionais apontam nesse sentido.

Vamos acompanhar a briga entre ursos e touros durante a tempestade, uma prévia da super quarta com decisões do FED e COPOM.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br



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