quarta-feira, 24 de julho de 2019

CENÁRIO 24/07/2019

Os mercados acionários asiáticos encerram o pregão desta quarta-feira em alta, ampliando os ganhos da sessão anterior, à medida que renovadas expectativas quanto à retomada das negociações comerciais entre Estados Unidos e China deram apoio às compras de ações. De acordo com o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, uma delegação americana viajará à China na próxima semana para a primeira conversa in loco entre autoridades americanas e chinesas desde a cúpula de líderes do G20.

Os comentários de Kudlow "impulsionaram o ânimo nesta quarta-feira, mas os investidores continuam ansiosos antes da reunião do Banco Central Europeu (BCE) e do Federal Reserve (Fed), na próxima semana", afirmaram os economistas Nicholas Mapa e Prakash Sakpal, do banco holandês ING. De acordo com Kudlow, a China pode comprar mais produtos agrícolas americanos e estaria disposta a fazer isso como um "gesto de boa vontade".

Com o noticiário comercial no foco, as bolsas asiáticas terminaram no positivo. Em solo chinês, o índice Xangai Composto fechou em alta de 0,80%, cotado a 2.923,28 pontos, e o menos abrangente Shenzen Composto subiu 1,1%, para 1.562,97 pontos. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,20%, para 28.524,04 pontos, enquanto o japonês Nikkei, da Bolsa de Tóquio, ganhou 0,41%, para 21.709,57 pontos.

A China apontou que não vai renunciar ao uso da força em seu esforço para reunificar Taiwan ao continente e prometeu tomar todas as medidas militares necessárias para derrotar "separatistas". No Livro Branco do Ministério da Defesa, divulgado nesta quarta-feira, a China listou entre suas principais prioridades a resolução de "conter a independência de Taiwan" e combater o que considera forças separatistas no Tibete e na região de Xinjiang, no extremo oeste de seu território.

O documento, publicado de anos em anos, é um esboço da política de defesa nacional da China. O relatório desta quarta-feira destacou a abordagem "defensiva" chinesa, mas também indicou que o país "certamente irá contra-atacar se for atacado". De acordo com o porta-voz do Ministério de Defesa da China, Wu Qian, a ameaça do separatismo de Taiwan está crescendo. Ele alertou, ainda, que os que buscam a independência da região vão enfrentar um "beco sem saída". "Se alguém ousa separar Taiwan da China, o Exército chinês certamente lutará, defendendo resolutamente a unidade soberana e a integridade territorial do país."

Ilha governada democraticamente, Taiwan se separou da China em meio à guerra civil de 1949. A China afirma que Taiwan faz parte de seu território e busca uma "completa reunificação". Os Estados Unidos repetidamente levantaram a ira de Pequim ao venderem armas para Taiwan. Embora os americanos não tenham laços diplomáticos formais com os taiwaneses, a lei dos EUA exige o fornecimento de equipamentos e serviços de defesa suficientes para autodefesa de Taiwan. 

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da Alemanha recuou de 45,0 pontos em junho para 43,1 pontos na leitura preliminar de julho, de acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira pela IHS Markit. O resultado veio abaixo do esperado por analistas consultados pelo Wall Street Journal, que projetavam estabilidade do indicador. Foi o menor nível em 84 meses do PMI industrial alemão. Leituras abaixo de 50 pontos indicam contração da atividade econômica.

Já o PMI de serviços da maior economia da zona do euro cedeu de 55,8 pontos em junho para 55,4 pontos na leitura preliminar deste mês, resultado acima do projetado por analistas, que estimavam queda ligeiramente mais acentuada do indicador, pra 55,3 pontos. Combinando os dois segmentos da atividade, o PMI composto da Alemanha passou de 52,6 pontos no mês passado para 51,4 agora em julho, o menor nível em quatro meses.

A Weg, fabricante de motores elétricos e tintas e vernizes, anuncia lucro líquido no segundo trimestre de R$ 389,0 milhões, com crescimento de 15,6% ante um ano e de 26,8% em relação ao primeiro trimestre.

A receita líquida foi de R$ 3,286 bilhões, alta de 7,5% na comparação com segundo trimestre de 2018 e de 12,1% sobre o trimestre imediatamente anterior.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) soma R$ 537,2 milhões, um aumento de 15,4% e 16,3%, respectivamente. A margem Ebitda chegou a 16,3%, 1,1 ponto porcentual acima do segundo trimestre de 2018 e 0,6 pp maior do que no primeiro trimestre deste ano, o que a diretoria atribui a "ganhos de margens tanto em algumas operações no Brasil como no exterior, além do mix mais favorável dos produtos vendidos."

A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, teve lucro líquido contábil de R$ 1,420 bilhão no segundo trimestre de 2019, o que representa recuo de 55,2% em relação ao mesmo período de 2018.

Desconsiderando os efeitos da norma contábil IFRS 16, portanto pro-forma, o lucro líquido da companhia foi de R$ 1,485 bilhão, queda de 53,1%.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 4,265 bilhões, queda de 18% na mesma base de comparação. A margem Ebitda recuou 8,8 pontos porcentuais, para 39,2%.

A Neoenergia, que estreou no início de julho na B3, encerrou o segundo trimestre com lucro líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 519 milhões, 32,4% acima do apurado no mesmo período do ano passado. Com isso, no acumulado do semestre o resultado soma R$ 1,011 bilhão, alta de 48,02%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do grupo, que controla as distribuidoras Coelba, Celpe, Cosern e Elektro, atingiu R$ 1,363 bilhão, 19,67% maior que o verificado entre abril e junho do ano passado. Em seis meses, o indicador acumula R$ 2,699 bilhões, alta de 23,64%.

A Cielo anunciou na noite de ontem lucro líquido de R$ 431,2 milhões no segundo trimestre, cifra 33,3% menor que a vista um ano antes. O volume financeiro atingiu R$ 164,514 bilhões no segundo trimestre deste ano, aumento de 8,9% no ano. A concorrente Getnet entregou avanço de 6,35%, totalizando R$ 46,9 bilhões, na mesma base de comparação.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, confirmou na manhã desta quarta-feira, 24, a liberação do saque de até R$ 500 das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em entrevista à "Rádio Gaúcha", o ministro disse que a liberação irá injetar cerca de R$ 30 bilhões na economia brasileira neste ano e mais R$ 10 bilhões no ano que vem. Com os recursos do PIS/Pasep, o total chegará a R$ 42 bilhões, até março de 2020.

De acordo com o ministro, os saques terão o limite de R$ 500 por conta e não por CPF, contudo, serão proporcionais ao montante que o trabalhador tem na conta. Ou seja, quem tem um montante na faixa dos R$ 500, não poderá sacar tudo, pois terá de respeitar a proporcionalidade elaborada pela Caixa e que será anunciada na tarde de hoje, na cerimônia que ocorrerá a partir das 16h, no Palácio do Planalto. Onyx confirmou que das 260 milhões de contas do FGTS, mais de 80% ou 211 milhões, possuem saldo de apenas R$ 500.

A medida, de acordo com Onyx, deve ajudar até 96 milhões de trabalhadores e vem da preocupação do presidente Bolsonaro com os mais de 60 milhões de brasileiros endividados, que têm o nome sujo no Serasa.

O IBOV inicia essa quarta-feira com leve valorização, operando há alguns dias pendurado na média móvel de 5 períodos feito uma peça de roupa no varal.

Já é a oitava sessão que isso ocorre, "puxando" a média móvel de 21 períodos para cima no semanal e no diário.

Percebam que a mesma já rompeu 102.620 e caminha para encostar no forte 103.360.

Fiz um ajuste na linha de tendência de alta riscada em azul.

Nessa caso, a mesma ainda não teria sido perdida e poderia sustentar os preços.

Será que o benchmark irá decolar ou a roupa cairá do varal?

Eis a questão...

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


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