quinta-feira, 18 de julho de 2019

CENÁRIO 18/07/2019

Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão desta quinta-feira em baixa diante do impasse nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China em meio a questões envolvendo a gigante de telecomunicações chinesa Huawei Technologies.

De acordo com a agência de notícias Dow Jones Newswires, os esforços para reativar as negociações sino-americanas não estão progredindo diante das restrições à Huawei. Em meio a relatos recentes de que os EUA vão relaxar algumas restrições a vendas da empresa chinesa, Pequim supostamente está esperando para ver as ações de Washington antes de se comprometer com uma nova rodada de negociações. As incertezas em relação aos dois países têm pesado nas perspectivas para a economia global e feito com que, nas últimas semanas, diversos bancos centrais adotassem um tom mais voltado à flexibilização monetária.

O índice Xangai Composto recuou 1,04%, para 2.901,18 pontos, terminando o pregão na mínima do dia. O menos abrangente Shenzen Composto caiu 1,6%, para 1.548,64 pontos. Já na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em baixa de 0,46%, para 28.461,66 pontos.

O Banco Central Europeu (BCE) deve voltar a um viés de flexibilização monetária ainda neste mês e decidir por uma nova rodada de estímulos em setembro, na avaliação da agência de classificação de risco S&P Global Ratings. "Esperamos que o BCE volte ao modo acomodatício em sua reunião na próxima semana e abra a porta para um pacote de estímulos em setembro, uma vez que a incerteza permanece e a economia continua atrapalhada pela fraqueza externa."

De acordo com a agência, há riscos de que a fraqueza no setor industrial seja transmitida para o setor de serviços, e não o inverso. "A persistência de vários riscos externos está se tornando um risco próprio na zona do euro", disse o economista-chefe para EMEA da S&P, Sylvain Broyer. Para ele, nesse contexto, é possível ver mais revisões de baixa nas projeções do BCE para crescimento do PIB e inflação ainda em 2019.

Apesar de a taxa de depósito do BCE já estar em território negativo, a S&P acredita que o banco central tem espaço para cortar pelo menos 10 pontos-base dos juros sem atingir o limite inferior efetivo. Além disso, para a agência, "os últimos anos mostraram também que o BCE tem outras ferramentas eficientes à disposição". Na avaliação da S&P, o BCE pode reduzir as taxas de juros a partir de setembro e potencialmente retomar as compras de ativos em 15 bilhões de euros por mês a partir de outubro.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,53% na segunda prévia de julho, após ter aumentado 0,75% na segunda leitura de junho. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 6,15% no ano e avanço de 8,04% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda medição do IGP-M de julho. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 0,62% ante um avanço de 1,15% na segunda prévia de junho.

O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,10% na segunda medição de julho, depois de uma queda de 0,05% em igual leitura de junho. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve alta de 0,93% na segunda prévia deste mês, depois da estabilidade registrada na segunda prévia do mês anterior.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de junho a 10 de julho. No dado fechado do mês de junho, o IGP-M teve alta de 0,80%.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que aguarda a proposta do governo para a reforma tributária e que, quando encaminhada, ela será tratada com "todo o respeito" pelo Parlamento.

Transparecendo a disputa criada pelo protagonismo sobre o tema, Maia classificou como "inveja" e "recalque" a avaliação de integrantes da equipe econômica de que a proposta encampada pela Câmara criaria o maior imposto sobre valor agregado (IVA) do mundo, conforme mostrou o jornal O Estado de S.Paulo.

O presidente da Câmara criticou ainda a proposta de criação de um tributo sobre transações nos moldes da extinta CPMF. "Querem voltar com a CMPF para o Brasil, com esse imposto que a gente acabou, que é cumulativo, ruim." Para ele, dificilmente os parlamentares darão aval a essa proposta.

Sobre a reforma tributária defendida pelo Senado, baseada no texto do ex-deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), Maia disse que a proposta é "muito boa" e que irá trabalhar com a Casa para construir um projeto convergente.

O gráfico diário do IBOV mostra três sessões seguidas de muito equilíbrio entre ursos e touros.

Percebemos a aproximação da média móvel de 21 períodos, que logo deverá tocar o topo anterior (102.620 assim como a linha de tendência de alta riscada em azul.

Nesse caso teríamos um tríplice suporte, reforçada pela retração de 38,2% de Fibonacci.

No meu entendimento, a estrutura supra citada separar o joio do trigo, os homens dos meninos.

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br




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