terça-feira, 16 de julho de 2019

Cenário 16/07/2019

Os mercados acionários asiáticos não adotaram direção única nesta terça-feira, à medida que os agentes continuaram a monitorar sinais relativos a mais afrouxamento monetário por parte de grandes bancos centrais, além de novidades na seara comercial com as negociações entre Estados Unidos e China de volta ao radar. Assim, as bolsas asiáticas não conseguiram acompanhar os níveis recordes em Wall Street, embora os principais índices de ações americanos tenham apresentado ganhos modestos.

No front comercial, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse na segunda-feira que ele e o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, devem viajar em breve para a China para uma nova rodada de negociações comerciais caso as conversas com autoridades chinesas nesta semana sejam bem-sucedidas.

Em solo chinês, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) injetou o equivalente a US$ 23 bilhões em liquidez via acordos de recompra reversa de 7 dias para dar apoio à segunda maior economia do globo, um dia após o governo chinês informar o menor crescimento trimestral do país em 27 anos. Por lá, o índice Xangai Composto caiu 0,16%, para 2.937,62 pontos. O menos abrangente Shenzen Composto recuou 0,03%, para 1.643,76 pontos.

Voltando de feriado, o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, fechou em queda de 0,69%, a 21.535,25 pontos. O sul-coreano Kospi, da Bolsa de Seul, subiu 0,45%, para 2.091,47 pontos. Já o Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, avançou 0,23%, para 28.619,62 pontos.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu de -21,1 pontos em junho para -24,5 em julho, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo instituto alemão ZEW. Analistas consultados pelo Wall Street Journal previam queda menor do indicador, para -22,5 pontos.

Já o índice das condições atuais medido pelo ZEW diminuiu de 7,8 em junho para -1,1 em julho. Neste caso, a projeção era de redução menor, para 3,0 pontos.

NY tem uma agenda forte hoje, com vendas do varejo, produção industrial e uma fala de Powell (14h), que podem influenciar as apostas ao FED. Wall Street também deve reagir aos balanços do JPMorgan e Wells Fargo, esta manhã, e ao depoimento de representantes da Amazon, Apple, Facebook e Google em subcomitê antitruste da Câmara norte-americana. Aqui, tem o IGP-10 de julho, a reunião do conselho de governo com o presidente Bolsonaro e a posse de Gustavo Montezano no BNDES, em cerimônia às 11h, no Palácio do Planalto.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 0,61% em julho, acima da alta registrada no mês anterior, quando índice subiu 0,49%. O resultado ficou próximo ao teto estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimava alta entre 0,32% e 0,62%, com mediana de 0,51. No ano, o índice acumula alta de 4,41% e 6,23% nos últimos 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) voltou a subir 0,72%, mesma taxa do mês anterior, enquanto Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,07% em julho, contra 0,02% em junho. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,08%, após variação de 0,04% no mês anterior.

O período de coleta de preços para o indicador de junho foi do dia 11 de junho a 10 de julho.



O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark corrigindo e se aproximando de pontos importantes, que formam um tríplice suporte, digamos assim: topo anterior (102.620), média móvel de 21 períodos (que poderá subir, uma vez que é móvel por definição) e a linha de tendência de alta riscada em azul.

A questão é: vai realmente descer para testar essa região e se ela será respeitada caso essa manobra ocorra, de fato?

Para completar, temos a retração de 38,2% de Fibonacci colada nessa estrutura supra citada.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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