sexta-feira, 12 de julho de 2019

Cenário 12/07/2019

As bolsas asiáticas tiveram alta praticamente generalizada no último pregão da semana, dando seguimento ao sentimento positivo que ronda os índices acionários globais nos últimos dias diante da leitura de que o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, sinalizou em seus depoimentos ao Congresso americano que um corte de juros está por vir na próxima sua decisão de política monetária, em 31 de julho.

O bom humor nos mercados se traduziu em novos recordes de fechamento em Wall Street ontem, com o Dow Jones encerrando pela primeira vez acima dos 27 mil pontos. O S&P 500 também renovou seu recorde de fechamento, a menos de um ponto da casa dos 3 mil pontos.

Diante do Comitê Bancário do Senado dos EUA, ontem, Powell afirmou que os dirigentes do Fed já estão avaliando possíveis alterações na taxa de juros e suas consequências desde a mais recente reunião de política monetária da entidade, em junho. Foi o que mostrou a ata daquele encontro, divulgada na quarta-feira.

Com a perspectiva de uma nova rodada de estímulos monetários, tanto pelo BC americano quanto pelas autoridades que poderiam segui-lo, o índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, subiu 0,20%, para os 21.685,90 pontos. Em Seul, o índice Kospi avançou 0,29%, para os 2.086,66 pontos, enquanto em Hong Kong o composto Hang Seng teve alta de 0,14%, aos 28.471,62 pontos.

Na China, o índice Xangai Composto ganhou 0,44%, para os 2.930,55 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzen Composto subiu 0,51%, para os 1.556,77 pontos.

O superávit comercial da China se expandiu acentuadamente de US$ 41,65 bilhões em maio para US$ 50,98 bilhões, informou nesta sexta-feira a Administração Geral Alfandegária do país, muito além da previsão de virtual estabilidade em US$ 42 bilhões feita por analistas consultados pelo Wall Street Journal.

As importações da China caíram 7,3% na comparação anual de junho contabilizada em dólares, muito mais que a projeção de redução em 3,8%, mas desacelerando em relação à baixa anual de 8,5% em maio.

Já as exportações chinesas cederam 1,3% anualmente no mês passado, após terem crescido 1,1% em maio. A expectativa para junho era de recuo de 2,0%.

Contabilizadas em yuans, as exportações chinesas cresceram 6,1% anualmente em junho, desacelerando da alta de 7,7% em maio, enquanto as importações desceram 0,4% no mês passado em relação a junho de 2018, menos que a queda de 2,5% em maio.

A produção industrial da zona do euro avançou 0,9% na passagem de abril para maio, informou nesta sexta-feira a Eurostat, muito além da previsão de alta de 0,2% de analistas consultados pelo Wall Street Journal.

Já na comparação anual de maio, a produção industrial recuou 0,5%, menos que a perda de 1,6% estimada pelos economistas.

No quinto mês do ano em relação a abril, a produção de bens de consumo não duráveis subiu 2,7%, a de bens de consumo duráveis avançou 2,3%, a de bens de capital cresceu 1,3% e a de energia, 0,7%, enquanto a produção de bens intermediários caiu 0,2%.

A agenda de indicadores e eventos desta sexta-feira (12) prevê a continuidade da votação dos destaques para a PEC da reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados. A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), com o resultado do volume de serviços em maio, também será divulgada. No exterior, o destaque é o índice de preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos.

O plenário da Câmara dos Deputados continua votando hoje os destaques da proposta de reforma da Previdência, iniciada ontem. Integrantes do Ministério da Economia que acompanham as negociações na Câmara dos Deputados estimam que ficará bem abaixo dos R$ 100 bilhões o impacto dos destaques à Previdência que tinham acordo para aprovação entre ontem à noite e a madrugada de hoje.

Cálculos preliminares indicavam que o texto votado na quarta-feira poderia sofrer desidratação de R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões - com a economia ficando em cerca de o que garantiria economia acima de R$ 900 bilhões em dez anos. A economia original seria de R$ 987,5 bilhões.

A equipe econômica contava com quatro grandes alterações no texto. Os dois acordos fechados para alterar as regras de aposentadoria para mulheres e para policiais e o entendimento costurado ao longo desta quinta-feira para mudar as condições para professores e para homens.

A mudança no cálculo da aposentadoria para as mulheres foi aprovada pelo plenário da Câmara por 344 votos a 132 - além de 15 abstenções. A emenda aglutinativa nº 5 foi apresentada pela bancada do DEM.

Pelo texto-base da reforma da Previdência aprovado anteontem no Plenário, com 20 anos de contribuição, o benefício será de 60% da média salarial de contribuição, subindo dois pontos porcentuais para cada ano a mais de trabalho. A bancada feminina negociou para que a regra dos dois pontos fosse aplicada a partir dos 15 anos de contribuição para as mulheres, já que, para elas, a reforma prevê que o tempo mínimo de contribuição é de 15 anos, e não 20, como no caso dos homens.

Com votação da emenda aglutinativa nº 5, ficaram prejudicados os destaques nº 1 e nº 74 (sobre valor das pensões), além das emendas aglutinativas nº 6, nº 7 e nº 11 (que também tratavam sobe a regras para as mulheres).

O plenário rejeitou o destaque nº 95, apresentado pela bancada do PSB, que buscava a retirada do texto de um dispositivo que prevê que somente será reconhecida, para fins de contagem de tempo para a aposentadoria, a contribuição que seja igual ou superior ao valor mínimo mensal exigido para uma determinada categoria. Esse destaque já havia sido rejeitado na comissão especial na semana passada. Agora, no plenário, a mudança foi reprovada por 334 votos a 155.

Foi rejeitado, por 322 votos a 164, o destaque nº 2, apresentado pela bancada do Cidadania. O destaque buscava suprimir os requisitos previstos em lei para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Um dos principais requisitos é o de renda per capital familiar de 1/4 do salário mínimo, mas há outros critérios para a concessão.

Outro destaque rejeitado foi o de nº 14, apresentado pela bancada do PSOL, que buscava suprimir da reforma as mudanças no pagamento do abono salarial. Como o destaque era supressivo, os favoráveis ao texto-base precisavam reunir 308 votos para manter o texto aprovado anteontem. Foram 326 para derrubar a medida do PSOL, contra 164.

Em uma tentativa de resolver um impasse com a bancada evangélica, a equipe econômica sugeriu a edição de uma portaria que facilita a situação do dependente que recebe pensão por morte e perde sua renda formal. Com a norma, depois editada por lei complementar, a conversão para o recebimento de salário mínimo seria automática, sem necessidade de a viúva, por exemplo, provar no INSS que perdeu a condição de empregabilidade. O objetivo da medida seria reduzir a burocracia.

Outra notícia é que o presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira, que convidou um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para assumir a embaixada do Brasil nos Estados Unidos. A decisão, segundo o presidente, depende apenas do "sim" de Eduardo, que estuda a possibilidade de ter que renunciar ao mandato parlamentar para assumir a função de embaixador.

Eduardo Bolsonaro deixou claro que aceitaria um convite de seu pai para assumir o cargo de embaixador do País nos Estados Unidos. "Se for da vontade do presidente e ele realmente me entregar essa função de maneira oficial, eu aceitaria", afirmou Eduardo Bolsonaro em coletiva na Câmara dos Deputados.

O filho do presidente afirmou que sua prioridade a frente da embaixada será de "reatar" as relações com os Estados Unidos, que para ele foi prejudicada nos governos anteriores, e evitou afirmar que teria um papel mais atuante na questão da Venezuela. "A missão é de reatar essa relação, resgatar a credibilidade do País no exterior, atrair investimentos", afirmou o parlamentar.

Para Eduardo Bolsonaro, a indicação de um filho do presidente para o cargo de embaixador vai ser bem vista pelo o governo americano. Ele disse que tem todas as credenciais para assumir o cargo, apesar de não ser um diplomata de carreira.

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro em transmissão ao vivo feita pelo Facebook, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que Eduardo Bolsonaro é um "excelente nome" para o posto de embaixador do Brasil em Washington.

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark longe da média móvel de 21 períodos, o que limita o espaço para mais uma arrancada, apesar de a tendência ser claramente altista, em gênero, número e grau.


Apesar da euforia e otimismo, temos um sinal de topo: harami, mulher grávida, em japonês.

Será que a sexta-feira vai "lacrar" a semana com uma sessão positiva, anulando o sinal visto ontem?

Eis a questão...

Bons negócios e um ótimo final de semana.

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