quinta-feira, 11 de julho de 2019

Cenário 11/07/2019

Os mercados acionários asiáticos encerraram a sessão desta quinta-feira em alta, à medida que os investidores foram às compras após o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, indicar que a autoridade monetária dos Estados Unidos deve efetuar um corte nas taxas de juros ainda neste mês. A expectativa dos agentes é de que outros bancos centrais também efetuem movimentos de afrouxamento em meio a sinais crescentes de desaceleração da economia mundial.

Durante os negócios no pregão americano de quarta-feira, os três principais índices de ações renovaram máximas históricas intraday e o S&P 500 chegou a ultrapassar pela primeira vez a marca dos 3 mil pontos. "Os mercados acionários locais estiveram no melhor dos mundos hoje, já que os investidores locais amam nada mais do que baixas taxas de juros nos EUA e um dólar mais fraco", apontou Stephen Innes, da Vanguard Markets, em nota enviada a clientes.

Apesar da queda do dólar e consequente avanço do iene, o que pesa nas ações de empresas exportadoras, o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio fechou em alta de 0,51%, com 21.643,53 pontos. Na Bolsa de Seul, o Kospi subiu 1,06%, para 2.080,58 pontos e, em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,81%, aos 28.431,80 pontos. Já no Pacífico, na Bolsa de Sydney, o S&P/ASX 200 avançou 0,39%, para 6.716,10 pontos.

Em solo chinês, os agentes digeriram novas tensões relacionadas à seara comercial. De acordo com a imprensa americana, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, pediu que fornecedores da gigante chinesa de telecomunicações Huawei Technologies busquem licença para as vendas à companhia. Durante a madrugada, o Ministério de Comércio da China pediu que os EUA removam as sanções aplicadas à Huawei e a outras empresas do país asiático. Por lá, o Xangai Composto fechou em alta de 0,08%, aos 2.917,76 pontos. Já o menos abrangente Shenzen Composto caiu 0,12%, para 1.619,79 pontos.

Os rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos e de países europeus operam em baixa na manhã desta quinta-feira à medida que os agentes continuam repercutindo o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, que, na avaliação de analistas, indicou cortes nas taxas de juros no fim deste mês. O Goldman Sachs acredita em uma redução de 25 pontos-base nos Fed funds em 31 de julho e aponta que as chances de um corte de 50 pontos-base estão em apenas 15%. Os agentes aguardam, ainda, dados de inflação nos EUA e a ata da reunião de política monetária de junho do Banco Central Europeu (BCE).

O texto-base da reforma da Previdência foi aprovado ontem à noite em primeiro turno pelo plenário da Câmara dos Deputados por 379 votos favoráveis e 131 contrários. O resultado foi proclamado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se emocionou e foi muito aplaudido pelos parlamentares.

O placar - que contou com 19 votos favoráveis de parlamentares de partidos da oposição que encaminharam votação contra o texto - superou os cálculos que haviam sido divulgados pelo governo e pelos líderes partidários com ampla margem. Para aprovar o texto, eram necessários, no mínimo, 308 votos. Além disso, o resultado foi recorde para Propostas de Emendas à Constituição (PEC) que tratam de matérias previdenciárias, superando todas as votações sobre o tema realizadas nos governos FHC e Lula.

Após a aprovação do texto-base, os deputados começaram a analisar os destaques à proposta, mas apenas um foi apreciado. Foi rejeitado, por 265 votos a 184, o destaque nº 9, apresentado pela bancada do PL, que buscava manter as regras atuais das aposentadorias dos professores dos ensinos infantil, fundamental, médio e universitário. Esse destaque havia sido rejeitado na comissão especial na semana passada.

As vendas do comércio varejista caíram 0,1% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio abaixo da mediana das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, de 0,20%, obtida a partir do intervalo de queda de 0,50% a avanço de 0,90%.

Na comparação com maio de 2018, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 1% em maio de 2019. Nesse confronto, as projeções iam de queda de 1,50% a alta de 2,80%, com mediana positiva de 1,30%.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 0,7% no ano. Em 12 meses, houve avanço de 1,3%.


O gráfico diário do IBOV deve abrir em alta, seja na esteira do exterior em caráter secundário, como pela expressiva votação na reforma da Previdência (driver principal).


O desafio é saber quanto desse fato já está embutido nos preços.

Ainda não há um sinal concreto de correção no mercado à vista, mas não podemos dizer o mesmo em relação ao BOVA11 e minicontrato futuro.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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