quarta-feira, 10 de julho de 2019

Cenário 10/07/2019

Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão desta quarta-feira sem sinal único diante da cautela dos investidores antes do depoimento do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, no Congresso dos Estados Unidos. Os agentes do mercado esperam que Powell dê mais pistas sobre o futuro das taxas de juros americanas à medida que precificam, no momento, 100% de chance de cortes nos juros ainda neste mês, de acordo com os contratos futuros dos Fed funds compilados pelo CME Group.

Na agenda de indicadores da Ásia, os dados mais relevantes foram os de inflação na China. O índice de preços ao consumidor (CPI) do país asiático subiu 2,7% na comparação anual de junho, em linha com o esperado por analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. O índice de preços ao produtor (PPI), porém, ficou estável ante projeções de alta de 0,2% na base anual de junho. Na avaliação do economista Li Wei, do Standard Chartered, as leituras mais suaves de inflação devem abrir caminho para uma flexibilização adicional da política monetária no país.

"A inflação baixa cria uma janela para impulsionar menores taxas de juros ou de mais estímulos para as empresas", disse Li. Apesar disso, o índice Xangai Composto fechou em queda de 0,44%, em 2.915,30 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzen Composto recuou 0,47%, para 1.621,81 pontos.

A China tem buscado formas de reduzir ainda mais as tarifas de importação como parte de seus esforços para estabilizar o comércio exterior, informou a televisão estatal CCTV nesta quarta-feira, citando uma reunião semanal do Conselho de Estado.

As importações chinesas caíram 8,5% em maio em relação ao ano anterior, após alta de 4,0% em abril, de acordo com o país. A queda de maio foi mais acentuada do que as expectativas de muitos economistas.

Os mercados chineses deixaram de lado até mesmo novas conversas entre o vice-premiê Liu He com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, e o representante comercial americano, Robert Lighthizer, por telefone. A espera pelos comentários de Powell ditou, ainda, o rumo dos negócios no Japão, onde o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, fechou em queda de 0,15%, com 21.533,48 pontos, após dia sem sinal único em Nova York.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,31%, para 28.204,69 pontos, e, em Seul, o Kospi avançou 0,33%, para 2.058,78 pontos. Na Oceania, o índice australiano S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, fechou a quarta-feira com alta de 0,36%, para 6.689,80 pontos.

O Irã disse nesta quarta-feira que não irá reverter sua decisão de aumentar o enriquecimento de urânio para além dos limites estabelecidos no acordo nuclear internacional de 2015 com potências mundiais até alcançar seus "direitos totais" no âmbito do pacto.

Os comentários foram feitos, de acordo com a agência de notícias oficial IRNA, por Ali Shamkhani, funcionário de segurança do Irã, que disse a um diplomata francês que a decisão sobre o urânio enriquecido é uma "estratégia imutável". Shamkhani continuou a criticar os países europeus pela "falta de vontade" no alívio das sanções dos Estados Unidos. A França e outros países pediram ao Irã que volte a cumprir o acordo nuclear.

Subiu para 300 o número de deputados favoráveis à reforma da Previdência. Deste total, apenas 25 condicionam o voto sim a mudanças do texto. O número é referente ao levantamento até à 7h19. A ferramenta é atualizada constantemente pelo Estado.

O número de votos contrários chegou a 117. Até o momento, 24 ainda se dizem indecisos. Outros 63 deputados não quiseram responder. Apenas sete deputados não foram encontrados.

Para aprovar o texto na Câmara, são necessários 308 votos, em dois turnos. Esse apoio, porém, é o maior já registrado em todas as edições do Placar da Previdência já feitas pelo Estado.

Nos cálculos do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o governo já conta com 330 votos para aprovar a proposta na Câmara.

O Estado procura todos os 513 deputados nas últimas duas semanas por telefone, e-mail ou assessoria de imprensa. Pelo placar, os leitores podem se comunicar, por e-mail, com os deputados para cobrá-los sobre seu posicionamento.

O PSL, partido do presidente, passou a dar 44 votos já certos para aprovar o texto, de uma bancada de 54 deputados. No domingo, o número era quatro números menor. Já o DEM, de Maia, garantia 28 votos favoráveis de um total de 30 deputados. O presidente da Câmara não vota.

A cada 3 deputados sulistas, 2 declararam apoio à reforma da previdência em trâmite na Câmara dos Deputados. O menor apoio está no Nordeste: 41% da bancada de 151 deputados se manifestaram a favor do texto. 

O gráfico diário do IBOV mostra um mercado complexo, distante da média móvel de 21 períodos, subindo aos trancos e barrancos, mesmo com a ausência dos estrangeiros e puxados pelos institucionais, no "fio do bigode".


Com os avanços da Previdência a caminho mais provável seria de uma quarta-feira altista, mesmo que leve, discreta, cozinhando o sapo em banho maria.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário