segunda-feira, 8 de julho de 2019

Cenário 04/07/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, após dados fracos do mercado de trabalho dos EUA reforçarem expectativas ontem de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) poderá cortar juros já na reunião de julho.

Em Tóquio, o índice japonês Nikkei teve modesta alta de 0,30% hoje, a 21.702,45 pontos, impulsionado por ações dos setores de telecomunicações e eletrônicos.

Na capital sul-coreana, Seul, o Kospi subiu 0,61%, a 2.108,73 pontos, com o bom desempenho de papéis de tecnologia interrompendo uma sequência de quatro pregões negativos.

O dia também foi de valorização em Taiwan, com avanço de 0,30% do Taiex, a 10.775,90 pontos.

Na China, por outro lado, o índice Xangai Composto caiu 0,33%, a 3.005,25 pontos, enquanto o menos líquido Shenzhen Composto recuou 0,55%, a 1.591,24 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ficou igualmente no vermelho, com perda de 0,21%, a 28.795,77 pontos.

Números divulgados ontem mostraram que o setor privado dos EUA criou menos empregos do que se previa em junho, fortalecendo apostas de que o Fed poderá anunciar um corte de juros ainda neste mês. A percepção de relaxamento monetário iminente ajudou a impulsionar as bolsas de Nova York a níveis recordes nos negócios da quarta-feira.

Os mercados americanos não operam nesta quinta devido ao feriado do Dia da Independência nos EUA, fator que contribuiu para reduzir a liquidez nos pregões asiáticos.

Investidores também continuam atentos a desdobramentos da disputa comercial entre EUA e China. Segundo a Bloomberg, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, disse ontem que autoridades dos dois países farão um contato telefônico na próxima semana e marcarão reuniões "cara a cara" em breve para retomar as negociações comerciais bilaterais, que estão suspensas desde o início de maio.

Na Oceania, a bolsa da Austrália ficou no azul pela quarta sessão consecutiva, favorecida por uma recuperação de ações de grandes bancos domésticos. O S&P/ASX 200 avançou 0,49% em Sydney, a 6.718,00 pontos, atingindo o maior patamar em 11 anos e meio.

A Moody's reafirmou hoje os ratings soberanos de longo prazo da China em A1. A agência de classificação de risco também manteve perspectiva estável para os ratings chineses.

Em comunicado, a Moody's argumenta que o rating A1 é sustentado pela avaliação de que o governo da China dispõe de meios financeiros e políticos para conter a tendência de aumento da alavancagem, mobilizar recursos para ajudar entidades do setor público que enfrentem dificuldades e manter a estabilidade financeira.

Segundo a Moody's, episódios de estresse envolvendo bancos e estatais locais provavelmente continuarão testando a capacidade dos governos central e regionais de prevenir contágio.

Para a agência, contudo, as amplas reservas internacionais e fiscais da China e o controle pelo governo de partes da economia e do sistema financeiro garantem a "eficácia de medidas destinadas a controlar riscos à estabilidade financeira".

A partir do dia 1º de agosto, os sistemas da rede Onofre serão integrados aos do grupo Raia Drogasil (RD). Das 50 lojas adquiridas em fevereiro, 42 passarão a operar com a marca Raia Drogasil e oito serão fechadas devido à sobreposição de unidades ou baixo desempenho. Sem lojas físicas, a Onofre passa a atuar somente com vendas on-line. 

A Neoenergia fechou a 6ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações em duas séries, no valor de R$ 1,294 bilhão. O montante anterior seria de R$ 1,296 bilhão. Isso porque houve a desistência de alguns investidores, cujo prazo foi encerrado em 1º de julho. Foram canceladas 871 debêntures da 1ª série e 948 da 2ª série, ficando a quantidade total em 1.294.449 títulos.

A Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara retomará o processo de votação do relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) no início desta manhã. A sessão está marcada para começar às 9h, mas a expectativa é de que haja atraso. Há pouco, a comissão abriu o plenário para o registro de presença dos deputados. Até o momento, três parlamentares estão presentes, e são necessários 25 para o início da sessão.

Na sessão aberta ontem, que acabou por volta da 1h40 da madrugada de hoje, o presidente da comissão, Marcelo Ramos (PL-AM), abriu o procedimento de votação no final da reunião, o que deve impedir que novas alterações sejam feitas no parecer. Ramos deu ainda um prazo até 10h desta quinta-feira para que partidos apresentem destaques, que são instrumentos para alterar pontos específicos do texto. Até o momento, foram apresentados 138 destaques, mas 14 já foram retirados. Do restante, 25 são de bancadas e 99 individuais.

Ramos afirmou que já há também um requerimento para a inadmissibilidade em bloco dos destaques individuais. Há ainda um acordo para que partidos que defendem a aprovação da reforma também retirem os seus destaques, mas o cumprimento desse pacto ainda não é certo porque há legendas insatisfeitas com o teor final do parecer. Os destaques que sobraram deverão ser votados após a análise do relatório de Moreira.

O destaque mais polêmico é o do PSD, apresentado pelo deputado Hugo Leal (PSD-RJ), que propõe regras mais brandas para a aposentadoria de policiais federais. Ontem, os líderes tentaram construir um acordo e até mesmo o presidente Jair Bolsonaro entrou em campo para negociar mudanças. Mas a proposta feita não agradou a categoria e a tentativa de se chegar a um consenso nesse ponto não prosperou.



O IBOV segui os bons ventos vindos do exterior na sessão de ontem e fechou em forte alta, desenhando um candle com massa e expressão.

Hoje deveremos ter giro reduzido devido ao feriado norte americano.

Acima de 102.620 temos um pivot de alta, sendo esse o suporte imediato desde então.

O desafio será manter os preços elevados, com institucionais (touros) x estrangeiros (ursos).

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário