terça-feira, 30 de julho de 2019

CENÁRIO 30/07/2019

As bolsas da Ásia encerraram em alta o pregão desta terça-feira, com um misto de balanços locais e fatores externos, notadamente a iminência da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e a retomada das negociações comerciais entre os americanos e a China contribuindo para o sentimento positivo do dia.

Houve também o anúncio do próprio Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), que manteve a sua política monetária inalterada, mas garantiu que não hesitará se precisar adotar afrouxamento adicional diante de uma eventual perda do ímpeto dos preços, inclusive aprofundando as taxas de juros ainda mais em território negativo.

Para o Fed, é consenso nos mercados que haverá um corte de juros já amanhã, muito provavelmente da ordem de 25 pontos-base, para a faixa entre 2,00% e 2,25%.

No principal mercado acionário desse mesmo país, fora as questões de política monetária e comércio global, as atenções se voltaram para a expectativa por alguns importantes balanços corporativos, como os da Nintendo e da Sony - esta última empresa divulgou após o fechamento ter obtido lucro líquido de 152,12 bilhões de ienes no trimestre encerrado em junho deste ano, acima do consenso de analistas providenciado pela Quick.

O índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, fechou em alta de 0,43%, aos 21.709,31 pontos. A ação da Sony perdeu 0,09%.

São retomadas nesta terça-feira, com a chegada do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, e o representante comercial do país (USTR, na sigla em inglês), Robert Lighthizer, as negociações comerciais com a China. Ambos chegaram hoje a Xangai. Declarações ambíguas das duas partes da tratativa no passado recente deixa pouco claro quão próximos Washington e Pequim estão de chegar a algum tipo de entendimento em meio à atual trégua tarifária.

O índice de confiança do consumidor da Alemanha medido pela GfK caiu de 9,8 em julho para 9,7 no "valor do clima" projetado para agosto, em linha com a previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal. "Expectativas de renda compensaram parcialmente as perdas pesadas do mês anterior, mas as expectativas econômicas e a propensão a comprar sofreram um declínio", escreve o instituto em nota.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Alemanha avançou 0,5% na comparação mensal de julho e teve alta anual de 1,7%, informou nesta terça-feira a leitura preliminar do Destatis. Os números vieram acima do esperado por analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam expansão de 0,3% e 1,5%, respectivamente.

Já o CPI harmonizado, calculado para fins estatísticos da União Europeia, subiu 0,4% na margem e 1,1% em relação a julho de 2018. Nesse último caso, a comparação anual veio em linha com a projeção, mas a estimativa para o avanço mensal era de 0,3%.

Para a GfK, a desaceleração econômica global, os conflitos comerciais e o Brexit estão tendo um impacto cada vez maior sobre a confiança dos consumidores.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou a 0,40% em julho após mostrar alta de 0,80% em junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (30).

Com o resultado de julho, o IGP-M acumula alta de 4,79% no ano e de 6,39% em 12 meses, de 6,51% no período finalizado em junho. Esse dado também ficou menor que a mediana de 6,52% (intervalo de 6,22% a 6,78%).

Entre os componentes do indicador, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) foi o responsável pelo alívio, indo de 1,16% para 0,40%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) deixou a deflação de 0,07% e passou a subir 0,16%, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) acelerou o ritmo de alta de 0,44% em junho para 0,91% em julho.

O presidente Jair Bolsonaro está reunido com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em um café da manhã no Palácio da Alvorada.

O deputado Fábio Faria (PSD-RN) também estava na agenda do presidente para o encontro.

A Câmara retomará os trabalhos na próxima semana quando deverá votar o segundo turno da reforma da Previdência.

O Itaú Unibanco anunciou ontem, 29, um lucro líquido recorrente superior a R$ 7 bilhões no segundo trimestre de 2019, uma alta de 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O banco atribuiu o resultado ao aumento da carteira de crédito nos segmentos pessoa física e pequenas e médias empresas.

O gráfico diário do IBOV mostra três mínimas sucessivas marcadas na região de 102.620 e logo abaixo da média móvel de 21 períodos.

Vale destacar que as médias estão próximas e lineares, reflexo de dias seguidos com movimentação lateral ou praticamente lateral.

O fechamento da véspera ocorreu acima das médias e do forte 103.360.

Hoje haverá uma pressão vendedora na abertura, uma vez que os ventos internacionais apontam nesse sentido.

Vamos acompanhar a briga entre ursos e touros durante a tempestade, uma prévia da super quarta com decisões do FED e COPOM.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br



segunda-feira, 29 de julho de 2019

CENÁRIO 29/07/2019

As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em queda no primeiro pregão desta semana, enquanto aguardam pela retomada das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e a decisão de grandes bancos centrais, como Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês).

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,19%, para 21.616,80 pontos, com destaque negativo para a performance de ações de eletrônicos, depois que a fabricante de sensores Keyence recuou 4,4% após divulgar uma queda no lucro líquido e nas vendas do primeiro trimestre.

Já na Bolsa de Seul, o índice Kospi caiu 1,78%, a 2.029,48 pontos, pressionado por ações de tecnologia e de montadoras. Gigantes de tecnologia como Samsung (-2,2%) e a fabricante de chips SK Hynix (-3,5%) sofrem com a expectativa pelas tratativas comerciais, que continuam a impor incertezas sobre os negócios.

Investidores ainda monitoram um plano do Japão para expandir as restrições às exportações de materiais sensíveis para a Coreia do Sul. A partir de 4 de julho, as empresas japonesas precisam de aprovações caso a caso para exportar para território sul-coreano três materiais usados para fabricar semicondutores e displays usados em smartphones e outros dispositivos de alta tecnologia.

Em solo chinês, o Xangai Composto recuou 0,12%, para 2.941,01 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto terminou o pregão em alta de 0,09%, com 1.574,95 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, cedeu 1,03%, para 28.106,41 pontos, enquanto o australiano S&P/ASX 200 subiu 0,48%, para 6.825,80 pontos.

A Bolsa de Londres se destaca das demais praças da Europa na manhã desta segunda-feira com alta firme gerada pela notícia de duas megafusões: uma da própria Bolsa e outra do setor de entrega de alimentos. Os outros pregões estão bastante voláteis, transitando pelos territórios positivo e negativo, mas não muito distantes da estabilidade.

A falta de um norte se dá porque a semana se inicia com os investidores de todo o mundo se preparando para quarta-feira, quando o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) deve cortar os juros pela primeira vez desde a crise financeira internacional - outros bancos centrais também atuarão nos próximos dias. Além disso, também na quarta-feira, será apresentado o andamento da atividade no continente.

As apostas do mercado, que já chegaram a ser maiores, são de uma redução das taxas pelo Fed de 0,25 ponto porcentual. A primeira tesourada em mais de uma década recebeu o apoio na noite de ontem da ex-presidente da autoridade monetária americana, Janet Yellen. Para ela, essa é a saída adequada para uma economia global enfraquecida em um contexto de inflação baixa nos EUA.

A BRMalls confirma que está negociando a venda de alguns de seus shoppings para fundo imobiliário administrado pelo BTG Pactual. A empresa diz que está em tratativas avançadas, "mas não existindo documentos vinculantes" no momento. A informação foi notícia no final de semana do jornal O Globo. Conforme comunicado deste domingo, será vendida integralmente a participação em sete shoppings, dentre eles Ilha Plaza (RJ) e Osasco Plaza (SP).

A venda segue estratégia de priorizar no portfólio shoppings de maior porte e em mercados de grande potencial de consumo, segundo o comunicado.

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 seguiu em 0,82%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 0,85%.

Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,10%. Quatro semanas atrás, estava em 2,20%.

No fim de junho, o BC atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,0% para elevação de 0,8%.

No Focus de hoje, a projeção para a crescimento da produção industrial de 2019 foi de 0,66% para 0,50%. Há um mês, estava em 0,71%. No caso de 2020, a estimativa de avanço da produção industrial seguiu em 3,00%, igual a quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,10% para 56,05%. Há um mês, estava em 56,19%. Para 2020, a expectativa seguiu em 58,30%, ante 58,55% de um mês atrás.

O gráfico diário do IBOV mostra uma "quase" harami de fundo desenhado na sessão de sexta-feira (26).

Vale destacar que o padrão foi marcado sobre um suporte importante (103.620), além do intermediário 102.430.

Caso essa estrutura seja preservada como piso e exista o rompimento das médias e de 103.360, naturalmente de baixo para cima, a compra poderá dar as cartas no curto prazo.

Se fraquejar e perder as mínimas da semana anterior, os ursos serão mais agressivos e poderemos ter um banho de sangue.

Bons negócios e uma excelente semana.


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br




sexta-feira, 26 de julho de 2019

CENÁRIO 26/07/2019



A maioria dos principais indicadores acionários da Ásia encerrou a sessão desta sexta-feira em baixa, diante de uma escalada nas tensões comerciais entre Japão e Coreia do Sul. Também contribuíram para as perdas nas bolsas asiáticas sinais menos "dovish" do que o esperado por parte do Banco Central Europeu (BCE).

Na Bolsa de Seul, o índice Kospi caiu 0,40% nesta sexta-feira, chegando ao fim do pregão com 2.066,26 pontos, depois de notícias da imprensa japonesa de que Tóquio pretende retirar a Coreia do Sul da lista de parceiros comerciais mais favorecidos. Tensões comerciais entre os dois países aumentaram desde que um tribunal sul-coreano decidiu, no ano passado, que as empresas japonesas deveriam pagar uma compensação por práticas de trabalho forçado antes e durante a Segunda Guerra Mundial, um veredicto que o Japão alegou ser ilegal sob a lei internacional.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,45%, para 21.658,15 pontos, enquanto o australiano S&P/ASX 200 recuou 0,36%, para 6.793,40 pontos. Em solo chinês, o Xangai Composto subiu 0,24%, para 2.944,54 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzen Composto terminou o dia estável, com 1.573,45 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,69%, para 28.397,74 pontos.

Pesquisa do Banco Central Europeu (BCE) feita com analistas do mercado financeiro mostrou que economistas acreditam em uma fraqueza ainda maior da inflação na zona do euro neste ano e em 2020 e 2021, enquanto as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) se mantiveram inalteradas neste ano e em 2021, mas sofreram revisões para baixo em 2020.

De acordo com o levantamento feito pelo BCE, o índice de preços ao consumidor harmonizado (HICP, na sigla em inglês) da zona do euro deve ficar em 1,3% em 2019, uma queda de 0,1 ponto porcentual em relação à pesquisa anterior, quando foi projetada inflação de 1,4%. A pesquisa também indicou revisões de menos 0,1 ponto porcentual na inflação em 2020 e em 2021. Para o próximo ano, o HICP é projetado para ficar em 1,4% ante o nível de 1,5% observado na sondagem anterior. Para 2021, os economistas projetam que a inflação ficará em 1,5%, enquanto esperavam 1,6% anteriormente.

A pesquisa da autoridade monetária da zona do euro também mostrou que o crescimento do PIB da região sofreu revisão para baixo em 2020. O levantamento, agora, indica expectativa de que a expansão na zona do euro no próximo ano será de 1,3%, enquanto o levantamento anterior apontava para crescimento de 1,4%. As projeções tanto para 2019 quanto para 2021 foram mantidas inalteradas em 1,2% e 1,4%, respectivamente.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu à taxa anualizada de 2,1% no segundo trimestre, mostrou a primeira estimativa do indicador divulgada nesta sexta-feira pelo Departamento do Comércio. A leitura veio dentro do intervalo das 46 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, entre 1,0% e 2,5%, e acima da mediana, de 1,9%.

Trata-se de uma desaceleração em relação ao avanço anualizado da economia americana de 3,1% registrado entre janeiro e março deste ano.

O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) cresceu à taxa anualizada de 2,3%, uma aceleração significativa em relação à alta observada no primeiro trimestre, que foi revisada de 0,5% para 0,4%.

Já o núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia, subiu 1,8% entre abril e junho, também em ritmo superior ao dos três primeiros meses do ano, revisado de 1,2% para 1,1%.

Segundo o Departamento do Comércio, a desaceleração do PIB no segundo trimestre reflete impactos negativos de investimentos e exportações, que foram "parcialmente compensados" por acelerações no PCE e nos gastos do governo federal.

O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) acelerou o ritmo de alta a 0,91% em julho, após 0,44% em junho, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV).

A taxa do indicador relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços desacelerou a velocidade de elevação a 0,07%, na comparação com 0,11% no sexto mês do ano. Em contrapartida, a taxa do índice referente à Mão de Obra avançou a 1,63% em julho, depois de 0,72% em junho.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, a taxa do segmento de Materiais e Equipamentos arrefeceu a 0,04% em relação à variação de 0,09% em junho.

Dos quatro subgrupos componentes, dois apresentaram desaceleração, com destaque para materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,07% a 0,01%.

Já o segmento de Serviços repetiu a taxa de 0,30% do mês passado. Nesta categoria, a FGV destaca o alívio em item projetos, de 0,48% para variação zero. Em contrapartida, o item aluguel de máquinas saiu de 0,14% para 0,59% em julho.

O INCC-M apresentou aceleração em cinco das sete capitais pesquisadas: Belo Horizonte (0,05% para 0,08%), Recife (0,51% para 2,16%), Rio de Janeiro (-0,02% para alta de 0,17%), Porto Alegre (-0,05% a -0,03%) e São Paulo (0,93% a 1,77%). As taxas de Brasília (0,15% para 0,11%) e Salvador (-0,02% para -0,06%) registraram decréscimo.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

A Usiminas reverteu o prejuízo líquido de R$ 19 milhões do segundo trimestre de 2018 em lucro líquido de R$ 171 milhões de abril a junho.

A companhia siderúrgica mineira apresentou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 576 milhões, alta de 11% na mesma comparação, com margem de 16%; estável sobre o segundo trimestre de 2018 e 2 pontos porcentuais acima do primeiro trimestre deste ano. O critério ajustado considera a participação proporcional de 70% da Unigal e outras controladas em conjunto.

O gráfico diário do IBOV aponta um marobuzu, candle amplo, com domínio vendedor do início ao final da sessão de ontem (25).

O forte volume chamou a atenção, deixando no ar uma dúvida sobre início de um movimento de queda mais acentuado e duradouro ou exaustão, com troca de mãos entre os players.

O sinal que será desenhado nessa sexta-feira será nevrálgico, essencial e decisivo.

Percebem que o benchmark opera sobre o topo marcado em junho e colado na média móvel de 21 períodos.

Apertem os cintos e bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br



quinta-feira, 25 de julho de 2019

CENÁRIO 25/07/2019



Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão desta quinta-feira em alta à medida que os investidores digeriram positivamente as relações comerciais entre Estados Unidos e China, depois que os dois países confirmaram que autoridades se reunirão na próxima semana em Xangai. Além disso, os investidores aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), na próxima semana.

A Casa Branca confirmou, na tarde de ontem, que uma delegação comandada pelo secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e pelo representante comercial americano, Robert Lighthizer, irá a Xangai nos dias 30 e 31 de julho para uma nova rodada de negociações comerciais com a equipe comandada pelo vice-primeiro-ministro chinês Liu He. Após o fechamento dos mercados chineses, o Ministério de Comércio do país asiático apontou que empresários irão ao encontro e assinarão contratos para adquirirem produtos agrícolas dos EUA.

O índice Xangai Composto fechou em alta de 0,48%, na máxima do dia, cotado a 2.937,36 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzen Composto subiu 0,6%, para 1.572,80 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,25%, para 28.594,30 pontos, enquanto o Nikkei, da Bolsa de Tóquio, ganhou 0,22%, para 21.756,55 pontos. No Pacífico, o australiano S&P/ASX 200 encerrou o pregão em alta de 0,61%, cotado a 6.818,00 pontos.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu de 97,5 pontos em junho para 95,7 pontos neste mês, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo instituto alemão Ifo. O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que projetavam queda menos acentuada do indicador, para 97,0 pontos.

O subíndice de expectativas econômicas das empresas alemãs diminuiu de 94,0 pontos em junho para 92,2 pontos em julho, enquanto analistas projetavam manutenção do indicador. Já o subíndice de condições atuais recuou de 101,1 pontos no mês passado para 99,4 pontos neste mês, abaixo das projeções de analistas, que esperavam queda menor, para 100,3.

A pesquisa mensal do Ifo envolve cerca de 9 mil empresas do setor de manufatura, serviços, comércio e construção.

O Banco Central Europeu (BCE) alterou nesta quinta-feira o seu guidance, que agora passa a prever que as taxas de juros "permaneçam nos seus níveis presentes ou mais baixos ao menos até o fim do primeiro semestre de 2020", abrindo espaço para um corte de juros mais à frente. A taxa básica de juros, a de refinanciamento, e a de depósito foram mantidas em 0% e -0,40%, respectivamente.

Uma outra mudança significativa foi a informação de que o conselho do BCE incumbiu comitês do sistema do euro de examinar opções como o tamanho e a composição de potenciais novas compras líquidas de ativos sob o programa de afrouxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês), além de "reforçar" o guidance e desenhar um sistema de camadas para a remuneração de reservas de bancos depositadas junto à autoridade monetária.

Em seu comunicado sobre a decisão de política monetária, que será comentada pelo presidente da instituição, Mario Draghi, em entrevista coletiva a partir das 9h30 (de Brasília), o BCE informou ainda que o conselho ressaltou "a necessidade por uma política monetária altamente acomodatícia por um período prolongado de tempo, à medida que as taxas de inflação, tanto real quanto projetada, têm estado persistentemente abaixo de níveis que estejam em linha com a sua meta", que é classificada como "perto, mas abaixo de" 2%.

A Ambev registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,712 bilhões no segundo trimestre de 2019, resultado 16,1% maior que os R$ 2,335 bilhões apurados em igual período no ano passado. Já o lucro líquido ajustado atribuído ao controlador foi de R$ 2,616 bilhões, alta de 16,8% na comparação anual.

O Oibda do grupo espanhol de telecomunicações Telefónica ficou em 4,438 bilhões de euros no segundo trimestre do ano, o que representou um acréscimo de 4,7% em relação ao mesmo período de 2018 em termos totais e de 1,6% em bases orgânicas, conforme informou há pouco a companhia.

O Oibda é uma medida similar ao Ebitda, mas seu ponto de partida é o lucro operacional, e não o lucro. A sigla, obtida a partir de uma expressão em inglês, não inclui receita não-operacional, apenas as registradas com operações regulares, e ignora itens como mudança cambial e itens fiscais.

A operadora de planos de saúde Hapvida informou nesta quinta-feira, 25, que o preço da ação em sua oferta subsequente (follow-on) foi definido em R$ 42,50.

Segundo o fato relevante, foram colocadas na operação 55.728.000 novas ações (considerando o lote adicional), de modo que a oferta totalizou R$ 2,37 bilhões.

O Bradesco apresentou lucro líquido recorrente de R$ 6,462 bilhões no segundo trimestre, 25,2% maior que o visto no mesmo período do ano passado, de R$ 5,161 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, quando ficou em R$ 6,238 bilhões, a alta foi de 3,6%.

Na primeira metade do ano, o lucro líquido do Bradesco foi de R$ 12,700 bilhões, elevação de 23,7% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 10,263 bilhões.

O IBOV respeitou a linha de tendência de alta ajustada no estudo de ontem, formando um candle discreto, contido e de reduzida amplitude.

O fechamento ocorreu acima da média móvel de 5 períodos, fato que contrasta com a sombra superior formada na sessão.

A abertura dessa quinta-feira será positiva, com um provável teste de uma região decisiva, ao redor de 104.500.

O ponto-chave, na minha visão, capaz de destravar os negócios seria 104.775, eixo de uma suposta simetria positiva.

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


quarta-feira, 24 de julho de 2019

CENÁRIO 24/07/2019

Os mercados acionários asiáticos encerram o pregão desta quarta-feira em alta, ampliando os ganhos da sessão anterior, à medida que renovadas expectativas quanto à retomada das negociações comerciais entre Estados Unidos e China deram apoio às compras de ações. De acordo com o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, uma delegação americana viajará à China na próxima semana para a primeira conversa in loco entre autoridades americanas e chinesas desde a cúpula de líderes do G20.

Os comentários de Kudlow "impulsionaram o ânimo nesta quarta-feira, mas os investidores continuam ansiosos antes da reunião do Banco Central Europeu (BCE) e do Federal Reserve (Fed), na próxima semana", afirmaram os economistas Nicholas Mapa e Prakash Sakpal, do banco holandês ING. De acordo com Kudlow, a China pode comprar mais produtos agrícolas americanos e estaria disposta a fazer isso como um "gesto de boa vontade".

Com o noticiário comercial no foco, as bolsas asiáticas terminaram no positivo. Em solo chinês, o índice Xangai Composto fechou em alta de 0,80%, cotado a 2.923,28 pontos, e o menos abrangente Shenzen Composto subiu 1,1%, para 1.562,97 pontos. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,20%, para 28.524,04 pontos, enquanto o japonês Nikkei, da Bolsa de Tóquio, ganhou 0,41%, para 21.709,57 pontos.

A China apontou que não vai renunciar ao uso da força em seu esforço para reunificar Taiwan ao continente e prometeu tomar todas as medidas militares necessárias para derrotar "separatistas". No Livro Branco do Ministério da Defesa, divulgado nesta quarta-feira, a China listou entre suas principais prioridades a resolução de "conter a independência de Taiwan" e combater o que considera forças separatistas no Tibete e na região de Xinjiang, no extremo oeste de seu território.

O documento, publicado de anos em anos, é um esboço da política de defesa nacional da China. O relatório desta quarta-feira destacou a abordagem "defensiva" chinesa, mas também indicou que o país "certamente irá contra-atacar se for atacado". De acordo com o porta-voz do Ministério de Defesa da China, Wu Qian, a ameaça do separatismo de Taiwan está crescendo. Ele alertou, ainda, que os que buscam a independência da região vão enfrentar um "beco sem saída". "Se alguém ousa separar Taiwan da China, o Exército chinês certamente lutará, defendendo resolutamente a unidade soberana e a integridade territorial do país."

Ilha governada democraticamente, Taiwan se separou da China em meio à guerra civil de 1949. A China afirma que Taiwan faz parte de seu território e busca uma "completa reunificação". Os Estados Unidos repetidamente levantaram a ira de Pequim ao venderem armas para Taiwan. Embora os americanos não tenham laços diplomáticos formais com os taiwaneses, a lei dos EUA exige o fornecimento de equipamentos e serviços de defesa suficientes para autodefesa de Taiwan. 

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da Alemanha recuou de 45,0 pontos em junho para 43,1 pontos na leitura preliminar de julho, de acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira pela IHS Markit. O resultado veio abaixo do esperado por analistas consultados pelo Wall Street Journal, que projetavam estabilidade do indicador. Foi o menor nível em 84 meses do PMI industrial alemão. Leituras abaixo de 50 pontos indicam contração da atividade econômica.

Já o PMI de serviços da maior economia da zona do euro cedeu de 55,8 pontos em junho para 55,4 pontos na leitura preliminar deste mês, resultado acima do projetado por analistas, que estimavam queda ligeiramente mais acentuada do indicador, pra 55,3 pontos. Combinando os dois segmentos da atividade, o PMI composto da Alemanha passou de 52,6 pontos no mês passado para 51,4 agora em julho, o menor nível em quatro meses.

A Weg, fabricante de motores elétricos e tintas e vernizes, anuncia lucro líquido no segundo trimestre de R$ 389,0 milhões, com crescimento de 15,6% ante um ano e de 26,8% em relação ao primeiro trimestre.

A receita líquida foi de R$ 3,286 bilhões, alta de 7,5% na comparação com segundo trimestre de 2018 e de 12,1% sobre o trimestre imediatamente anterior.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) soma R$ 537,2 milhões, um aumento de 15,4% e 16,3%, respectivamente. A margem Ebitda chegou a 16,3%, 1,1 ponto porcentual acima do segundo trimestre de 2018 e 0,6 pp maior do que no primeiro trimestre deste ano, o que a diretoria atribui a "ganhos de margens tanto em algumas operações no Brasil como no exterior, além do mix mais favorável dos produtos vendidos."

A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, teve lucro líquido contábil de R$ 1,420 bilhão no segundo trimestre de 2019, o que representa recuo de 55,2% em relação ao mesmo período de 2018.

Desconsiderando os efeitos da norma contábil IFRS 16, portanto pro-forma, o lucro líquido da companhia foi de R$ 1,485 bilhão, queda de 53,1%.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 4,265 bilhões, queda de 18% na mesma base de comparação. A margem Ebitda recuou 8,8 pontos porcentuais, para 39,2%.

A Neoenergia, que estreou no início de julho na B3, encerrou o segundo trimestre com lucro líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 519 milhões, 32,4% acima do apurado no mesmo período do ano passado. Com isso, no acumulado do semestre o resultado soma R$ 1,011 bilhão, alta de 48,02%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do grupo, que controla as distribuidoras Coelba, Celpe, Cosern e Elektro, atingiu R$ 1,363 bilhão, 19,67% maior que o verificado entre abril e junho do ano passado. Em seis meses, o indicador acumula R$ 2,699 bilhões, alta de 23,64%.

A Cielo anunciou na noite de ontem lucro líquido de R$ 431,2 milhões no segundo trimestre, cifra 33,3% menor que a vista um ano antes. O volume financeiro atingiu R$ 164,514 bilhões no segundo trimestre deste ano, aumento de 8,9% no ano. A concorrente Getnet entregou avanço de 6,35%, totalizando R$ 46,9 bilhões, na mesma base de comparação.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, confirmou na manhã desta quarta-feira, 24, a liberação do saque de até R$ 500 das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em entrevista à "Rádio Gaúcha", o ministro disse que a liberação irá injetar cerca de R$ 30 bilhões na economia brasileira neste ano e mais R$ 10 bilhões no ano que vem. Com os recursos do PIS/Pasep, o total chegará a R$ 42 bilhões, até março de 2020.

De acordo com o ministro, os saques terão o limite de R$ 500 por conta e não por CPF, contudo, serão proporcionais ao montante que o trabalhador tem na conta. Ou seja, quem tem um montante na faixa dos R$ 500, não poderá sacar tudo, pois terá de respeitar a proporcionalidade elaborada pela Caixa e que será anunciada na tarde de hoje, na cerimônia que ocorrerá a partir das 16h, no Palácio do Planalto. Onyx confirmou que das 260 milhões de contas do FGTS, mais de 80% ou 211 milhões, possuem saldo de apenas R$ 500.

A medida, de acordo com Onyx, deve ajudar até 96 milhões de trabalhadores e vem da preocupação do presidente Bolsonaro com os mais de 60 milhões de brasileiros endividados, que têm o nome sujo no Serasa.

O IBOV inicia essa quarta-feira com leve valorização, operando há alguns dias pendurado na média móvel de 5 períodos feito uma peça de roupa no varal.

Já é a oitava sessão que isso ocorre, "puxando" a média móvel de 21 períodos para cima no semanal e no diário.

Percebam que a mesma já rompeu 102.620 e caminha para encostar no forte 103.360.

Fiz um ajuste na linha de tendência de alta riscada em azul.

Nessa caso, a mesma ainda não teria sido perdida e poderia sustentar os preços.

Será que o benchmark irá decolar ou a roupa cairá do varal?

Eis a questão...

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


terça-feira, 23 de julho de 2019

CENÁRIO 23/07/19

Os mercados acionários asiáticos encerraram a sessão desta terça-feira em alta, ainda apoiados pela expectativa dos agentes por movimentos de maior afrouxamento monetário por parte de grandes bancos centrais e à espera de uma nova rodada de negociações comerciais entre Estados Unidos e China na próxima semana.

De acordo com o jornal South China Morning Post, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e o representante comercial americano, Robert Lighthizer, irão a Pequim na próxima semana, onde se reunirão com o vice-primeiro-ministro chinês Liu He para uma nova rodada de negociações entre os dois países - a primeira desde a reunião de cúpula do G20, onde foi acertada a nova trégua comercial sino-americana. Com esse noticiário no radar, as bolsas asiáticas apresentaram um pregão de ganhos, apagando algumas das perdas observadas no dia anterior.

O índice Xangai Composto fechou em alta de 0,45%, aos 2.899,94 pontos, e o menos abrangente Shenzen Composto avançou 0,9%, para 1.545,87 pontos. Na Bolsa de Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,34%, para 28.466,48 pontos e, na Bolsa de Seul, o Kospi teve alta de 0,39%, para 2.101,45 pontos. Os investidores deixaram de lado questões geopolíticas, como os disparos de alerta feitos pela Força Aérea sul-coreana a um avião militar russo que invadiu o espaço aéreo do país asiático.

A alta das bolsas asiáticas também foi apoiada pela informação de que o presidente americano, Donald Trump, concordou em tomar decisões de licenciamento "oportunas" para empresas de tecnologia dos EUA que buscam renovar as vendas à Huawei Technologies, gigante chinesa de telecomunicações. Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei, que subiu 0,95%, para 21.620,88 pontos, teve os ganhos sustentados por ações de eletrônicos, como a Tokyo Electron (+3,04%) e a Murata Manufacturing (+2,48%).

O ex-secretário de Assuntos Externos do Reino Unido e ex-prefeito de Londres Boris Johnson confirmou o seu amplo favoritismo e foi eleito nesta terça-feira o novo presidente do Partido Conservador, derrotando o atual chefe da diplomacia britânica Jeremy Hunt por 92.153 votos a 46.656. Agora, Johnson substituirá Theresa May também como primeiro-ministro britânico.

Em um breve discurso após o anúncio do resultado, o novo líder dos Tories insistiu ser factível que o Reino Unido mantenha uma parceria estreita com a União Europeia (UE) ao mesmo tempo em que cumpre o seu desejo por um "autogoverno democrático", referindo-se ao Brexit e à sua promessa central de campanha, que é tornar a separação do bloco uma realidade em 31 de outubro "com ou sem acordo". Isso seria possível com "um espírito de 'podemos fazer'", acrescentou.

A retórica se encaixa no slogan de BoJo, como é conhecido o próximo primeiro-ministro britânico: "Vamos entregar o Brexit, unir o país e derrotar Jeremy Corbyn", em que atiça também o medo dos conservadores de que o presidente do Partido Trabalhista e líder da oposição pudesse assumir o governo em uma eventual eleição antecipada.

O governo estuda agora limitar os saques das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em R$ 500 neste ano. O valor máximo seria para contas ativas (dos contratos atuais) e inativas (de contratos inativos). Independentemente de quantas contas tiver, o trabalhador só poderia sacar no máximo esse valor para cada conta.

O limite foi discutido nesta segunda-feira em uma reunião no Ministério da Economia, segundo apurou o Estadão/Broadcast. O público-alvo da medida são 100 milhões de contas do fundo (um trabalhador pode ter mais de uma conta).

O limite de R$ 500 para este ano seria uma forma de atender à construção civil. Um dos principais apoiadores do setor é o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. No Ministério da Economia, porém, há quem acredite que um valor tão baixo vai ter pouco efeito na atividade econômica neste ano. Na Caixa, por outro lado, há reclamações de que será preciso um grande esforço no atendimento - que deverá ser ampliado para os fins de semana - sem nenhum tipo de retorno para o banco.

A partir do ano que vem, a ideia é permitir que os trabalhadores tenham direito a uma nova modalidade de retirada dos recursos: o "saque aniversário". Se escolher essa opção, o trabalhador vai ter que abrir mão de resgatar a totalidade do fundo caso seja demitido sem justa causa. Nessa situação, ele continuaria a sacar a parcela dos recursos anualmente até acabar.

A ideia agora é ampliar as faixas do saque aniversário. Estão sendo estudadas faixas de limite e também um valor fixo. Por exemplo: quem tem até R$ 500, poderia sacar a metade. A partir daí, seria fixado um porcentual mais um valor fixo. Para quem tem acima de R$ 20 mil, a opção estudada é limitar em 5% mais um valor fixo de R$ 2,9 mil.

O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, afirmou que o anúncio dos detalhes sobre a liberação do saque do FGTS está mantido para esta quarta-feira.

A diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou a suspensão da nova tabela de fretes, até que seja resolvido o “impasse com o setor”. A decisão foi aprovada por unanimidade ontem no fim da tarde, após o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, informar, pela manhã, que ela seria revogada. Com a decisão, a tabela anterior, referente ao ano passado, volta a vigorar. Uma nova reunião com os caminhoneiros está prevista para quarta-feira (24).

A TIM e a Telefônica Brasil (Vivo) assinaram um memorando de entendimentos com o objetivo de iniciar discussões sobre compartilhamento de redes e de serviços.

Segundo as empresas, os estudos terão como foco o compartilhamento de rede 2G no modelo Single Grid; estabelecimento de novos acordos de compartilhamento de infraestrutura de rede 4G na faixa de 700Mhz, direcionados a cidades com menos de 30 mil habitantes, o que poderá ser, posteriormente, expandido a cidades maiores; outras oportunidades de compartilhamento de rede em outras frequências e
Tecnologias e outras oportunidades de eficiência e redução de custos em operação e manutenção de redes.

Em comunicado, as companhias apontam que as discussões têm como objetivo melhorar "a qualidade de serviço para clientes de ambas as operadoras, bem como a eficiência na alocação de investimentos e nos custos operacionais".

No entanto, ambas destacam que preservarão sua autonomia comercial e de gestão de clientes, independentemente de qualquer acordo que possa resultar dessas discussões e que este memorando "não cria uma joint venture ou qualquer parceria comercial ou relação formal de negócios".

O Santander Brasil anunciou nesta manhã lucro líquido gerencial, que não desconta o ágio de aquisições, de R$ 3,635 bilhões no segundo trimestre deste ano, cifra 20,16% maior que a de R$ 3,025 bilhões registradas um ano antes. Ante os três meses anteriores, cresceu 4,3%. No semestre, o resultado totalizou R$ 7,120 bilhões, expansão de 21,0% em 12 meses.

O resultado do Santander no segundo trimestre foi puxado, conforme explica o banco em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, pelo crescimento da margem financeira como reflexo do aumento dos empréstimos. Contribuíram ainda maiores ganhos com receitas e prestação de serviços a despeito do aumento do resultado com créditos de liquidação duvidosa no período.

O gráfico diário do IBOV mostra um harami de fundo, limitado pelo movimento quase lateral antes dele.

A formação ocorreu sobre uma região de duplo suporte, formada pela LTA riscada em azul, assim como pelo fundo recente marcado aos 103.360.

A abertura de hoje será positiva, seguindo os ventos internacionais.

O ponto que separa o joio do trigo é 104.775, na minha leitura.

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


segunda-feira, 22 de julho de 2019

CENÁRIO 22/07/19

Os principais indicadores acionários asiáticos encerraram a sessão desta segunda-feira em baixa diante de um novo dia marcado pela expectativa quanto a reuniões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), nesta semana, e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), na próxima. Enquanto isso, os agentes observaram o primeiro dia de negócios da Shanghai Stock Exchange’s STAR Market, ou apenas STAR, destinada a empresas de alta tecnologia.

Inspirada na Nasdaq, a STAR será voltada para empresas de tecnologia que desempenham um papel importante nos planos de desenvolvimento do governo chinês. A tendência é de volatilidade nestes primeiros dias, enquanto os negócios são digeridos pelos investidores. "Inicialmente, pode haver desequilíbrios no trading entre oferta e demanda e o mercado deve olhar para as flutuações de forma razoável", disse o vice-gerente geral da Bolsa de Valores de Xangai, Liu Ti. A STAR começa com 25 empresas listas, das quais um fabricante estatal de controles ferroviários responde pela maior parte de valor de mercado.

Ainda em solo chinês, o índice Xangai Composto encerrou o pregão em queda de 1,27%, com 2.886,97 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzen Composto recuou 1,8%, para 1.532,43 pontos. Na Bolsa de Seul, o índice Kospi cedeu 0,05%, para 2.093,34 pontos e, em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em baixa de 1,37%, para 28.371,26 pontos.

No Japão, os investidores digeriram os resultados da eleição legislativa do país, que resultou em um fortalecimento da coalizão governista do primeiro-ministro Shinzo Abe. "Com a maioria assegurada nas duas casas do Parlamento, o poder político de Abe deve permanecer forte até o final de seu mandato, em setembro de 2021", disseram os economistas Takuji Aida e Arata Oto, do Société Générale. Para eles, a coalizão governista poderá continuar a implementar a "Abenomics" e, assim, o governo deve avançar com o aumento de impostos sobre o consumo em outubro, "mas provavelmente mais por motivos políticos do que econômicos". Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,23%, para 21.416,79 pontos.

No noticiário macroeconômico, em um dia esvaziado de indicadores, os agentes voltaram a se atentar à política do Fed à medida que crescem as chances de uma redução de 25 pontos-base nos juros na próxima semana, o que seria um corte preventivo das taxas pelo banco central americano. A reunião do BCE também é aguardada pelos investidores, que esperam pelo anúncio de novas medidas de estímulo pela autoridade monetária da zona do euro.

No Brasil, os mercados esperam a divulgação do IPCA-15 de julho, os dados de arrecadação e de emprego formal em junho.

Em Brasília, com o fluxo de notícias mais fraco sobre a reforma da Previdência em meio ao recesso no Congresso, as atenções estarão sobre as discussão da reforma Tributária e medidas de estímulo, como a liberação parcial de recursos de contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS). O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesse domingo que poderá rever, no futuro, o porcentual de 40% da multa do FGTS paga ao empregado demitido sem justa causa, mas que não pretende extingui-la. 

Para alterar o valor da multa, é preciso encaminhar ao Congresso uma proposta de lei complementar para regulamentar o tema, já que a multa é uma cláusula pétrea da Constituição. Com viagem prevista para esta terça-feira para Vitória da Conquista, na Bahia, Bolsonaro disse que não teme ataques e protestos, como reação aos comentários feitos por ele na sexta-feira passada em relação a governadores do Nordeste. Em conversa com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse para "não dar nada" ao governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB. Ontem, Bolsonaro afirmou não temer visitar a região e que o Nordeste é sua terra e que ele pode andar por qualquer lugar do território brasileiro. 

Também um "novo corte" no Orçamento de R$ 2,5 bilhões deve ser anunciado e as lideranças dos caminhoneiros voltam a se reunir nesta semana com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para tratar da nova resolução sobre a política de preços mínimos do frete rodoviário. Os caminhoneiros reclamam que as empresas estão querendo pagar só o custo sem qualquer remuneração para o caminhoneiro. A categoria não descarta a possibilidade de paralisação, mas o ministério disse que buscará um consenso. 

No exterior, em meio a especulações de que uma nova rodada de negociações sino-americanas poderia ocorrer no fim deste mês, o governo chinês estaria considerando implementar um plano para aumentar as compras de soja americana, de acordo com pessoas familiarizadas com as discussões. Além disso, há um compasso de espera pelo Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre dos Estados Unidos e os resultados trimestrais de Santander, Boeing, Amazon e Facebook.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado na prévia da sondagem de julho teve um recuo de 1,7 ponto em relação ao resultado fechado de junho, para 94,0 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Houve piora tanto na percepção dos empresários em relação à situação atual quanto nas perspectivas futuras dos negócios. O Índice da Situação Atual (ISA) recuou 2,5 pontos, para 94,1 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) encolheu 0,9 ponto, para 93,9 pontos, o menor patamar desde julho de 2017.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria indicou uma alta de 0,6 ponto porcentual em relação ao patamar de junho, passando de 75,0% para 75,6% em julho.

A prévia dos resultados da Sondagem da Indústria abrange a consulta a 784 empresas entre os dias 1 e 18 de julho. O resultado final da pesquisa será divulgado no próximo dia 29.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019, mas alteraram a perspectiva para o encerramento de 2020.

O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic em 2019 seguiu em 5,50% ao ano. Há um mês, estava em 5,75%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 caiu de 6,00% para 5,75% ao ano, ante 6,50% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção seguiu em 7,00%, ante 7,50% de um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 foi de 7,50% para 7,00%, ante 7,50% de quatro semanas antes.

No dia 19 de junho, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a manutenção da Selic em 6,50% ao ano. Ao mesmo tempo, vinculou eventuais novos cortes da taxa ao andamento da reforma da Previdência no Congresso. No comunicado sobre a decisão, o BC também disse que a recuperação econômica parou e avaliou que o cenário externo está mais favorável.

Já as projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,6% em 2019, 3,9% em 2020 e 3,9% em 2021. Elas constaram no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado no fim de junho.

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 5,50% ao ano, igual a um mês antes. No caso de 2020, passou de 6,25% para 5,50%, ante 6,25% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 seguiu em 7,50%. Há um mês, estava no mesmo nível. Para 2022, a projeção do Top 5 permaneceu em 7,00% ao ano, igual a um mês antes.

O IBOV inicia a semana parecendo um prisioneiro empurrado pelo pirata na prancha, quase caindo no mar.

Fechou no limite da LTA e sobre um suporte marcado recentemente (103.360).

Naturalmente, atrairá a compra no início da sessão, que verá a região como oportunidade, lembrando que o IBOV é tão somente uma média.

O desafio será manter os ursos domados durante essa segunda-feira.

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 19 de julho de 2019

CENÁRIO 19/07/2019


Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão desta sexta-feira em alta à medida que os agentes se viram motivados a ir às compras diante da possibilidade de uma postura mais agressiva pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) quanto a uma redução nas taxas de juros neste mês.

A especulação entre os investidores ganhou força ainda na quinta-feira, quando o presidente da distrital de Nova York do Fed, John Williams, defendeu a necessidade de uma ação rápida na política monetária diante de sinais de "aflição" na economia. Considerado um dos dirigentes mais influentes do banco central, Williams disse que o cenário "desafiador" para os formuladores de políticas indica que é preciso tomar "medidas rápidas quando confrontado com condições econômicas adversas". O viés "dovish" de Williams tentou ser desfeito pelo Fed de Nova York. Em comunicado, a distrital apontou que o dirigente fez um "discurso acadêmico", e não falou sobre uma eventual ação do banco central.

Os comentários de Williams fizeram com que as apostas de um corte de 50 pontos-base nos juros passassem a ser majoritárias. Após o recuo do Fed de Nova York, a possibilidade de uma redução de 25 pontos-base voltou a ser majoritária. Vice-presidente do Fed, Richard Clarida não foi tão enfático quanto Williams, mas manteve abertas as portas para cortes nos juros em duas semanas. Para ele, o trabalho do Fed é tomar medidas preventivas antes que os indicadores econômicos fiquem muito ruins.

Na Bolsa de Tóquio, os investidores, além do viés "dovish" do Fed, também operaram na expectativa das eleições do Japão no próximo domingo, quando serão eleitos 124 dos 245 membros da Câmara dos Conselheiros, a Câmara alta do Legislativo japonês. Por lá, o índice Nikkei fechou em alta de 2,00%, a 21.466,99 pontos. Já na Bolsa de Sydney, o australiano S&P/ASX 200 subiu 0,77%, para 6.700,30 pontos.

Em solo chinês, ainda repercutiu entre os agentes a conversa por teleconferência entre o vice-primeiro-ministro da China Liu He, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, e o representante comercial americano, Robert Lighthizer. Por lá, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) conduziu a maior injeção de liquidez no sistema financeiro ao injetar 471,5 bilhões de yuans por meio de recompras reversas. O índice Xangai Composto fechou em alta de 0,79%, cotado a 2.924,20 pontos. Já o menos abrangente Shenzen Composto subiu 0,8%, para 1.560,27 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,07%, para 28.765,40 pontos.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha recuou 0,4% na passagem de maio para junho e registrou alta de 1,2% na comparação anual, de acordo com dados publicados nesta sexta-feira pela agência de estatísticas do país, a Destatis. O resultado ficou abaixo das expectativas de analistas consultados pela Trading Economics, que projetavam avanço de 1,4% do indicador na base anual em junho.

Com os números do mês passado, o PPI alemão apresentou forte desaceleração em relação aos dados de maio, quando a inflação ao produtor subiu 1,9% na base anual. Assim, o indicador atingiu o seu menor nível desde dezembro de 2016. Excluindo-se custos de energia, que podem mostrar volatilidade, o PPI alemão desacelerou de 1,1% em maio para 0,9% na comparação anual de junho.

A ação do ressegurador IRB Brasil Re em sua oferta subsequente (follow on) saiu a R$ 88,00. O valor, confirmado há pouco em fato relevante, foi antecipado pela Coluna Broadcast, que também traz a informação de que foi uma reprecificação, pois segundo fontes estava em R$ 90,00 na noite de ontem. O total ficou em R$ 7,39 bilhões.

A ação do ressegurador IRB Brasil Re em sua oferta subsequente (follow on) saiu a R$ 88,00. O valor, confirmado há pouco em fato relevante, foi antecipado pela Coluna Broadcast, que também traz a informação de que foi uma reprecificação, pois segundo fontes estava em R$ 90,00 na noite de ontem. O total ficou em R$ 7,39 bilhões.

O Banco Inter anuncia oferta pública de distribuição primária, com esforços restritos de colocação, de certificados de depósitos de ações (units). Cada unit é representada por uma ação ordinária e duas preferenciais - o banco explica, em fato relevante, que o preço por ação na oferta será correspondente a um terço do preço por unit. As units começam a ser negociadas nesta sexta-feira, 19, na B3.

A agenda de indicadores e eventos de sexta-feira (19) traz os discursos de dirigentes do Federal Reserve em eventos nos Estados Unidos, além de indicadores econômicos no país, como o sentimento do consumidor. No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro participa de eventos comemorativos em Brasília.

O gráfico diário do IBOV mostra a formação de um suposto fundo aos 103.360.

Vale destacar que, as máximas das três últimas sessões foi rompida, em fechamento, com bom volume.

Houve aproximação entre médias e preços e por pouco a linha de tendência de alta, riscada em azul, a qual guia os negócios desde maio, não foi testada.

O pregão dessa sexta-feira será essencial, decisivo e nevrálgico, pois temos sinal de topo no semanal e de fundo no diário.

Quem vencerá?

Bons negócios e um ótimo final de semana!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 18 de julho de 2019

CENÁRIO 18/07/2019

Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão desta quinta-feira em baixa diante do impasse nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China em meio a questões envolvendo a gigante de telecomunicações chinesa Huawei Technologies.

De acordo com a agência de notícias Dow Jones Newswires, os esforços para reativar as negociações sino-americanas não estão progredindo diante das restrições à Huawei. Em meio a relatos recentes de que os EUA vão relaxar algumas restrições a vendas da empresa chinesa, Pequim supostamente está esperando para ver as ações de Washington antes de se comprometer com uma nova rodada de negociações. As incertezas em relação aos dois países têm pesado nas perspectivas para a economia global e feito com que, nas últimas semanas, diversos bancos centrais adotassem um tom mais voltado à flexibilização monetária.

O índice Xangai Composto recuou 1,04%, para 2.901,18 pontos, terminando o pregão na mínima do dia. O menos abrangente Shenzen Composto caiu 1,6%, para 1.548,64 pontos. Já na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em baixa de 0,46%, para 28.461,66 pontos.

O Banco Central Europeu (BCE) deve voltar a um viés de flexibilização monetária ainda neste mês e decidir por uma nova rodada de estímulos em setembro, na avaliação da agência de classificação de risco S&P Global Ratings. "Esperamos que o BCE volte ao modo acomodatício em sua reunião na próxima semana e abra a porta para um pacote de estímulos em setembro, uma vez que a incerteza permanece e a economia continua atrapalhada pela fraqueza externa."

De acordo com a agência, há riscos de que a fraqueza no setor industrial seja transmitida para o setor de serviços, e não o inverso. "A persistência de vários riscos externos está se tornando um risco próprio na zona do euro", disse o economista-chefe para EMEA da S&P, Sylvain Broyer. Para ele, nesse contexto, é possível ver mais revisões de baixa nas projeções do BCE para crescimento do PIB e inflação ainda em 2019.

Apesar de a taxa de depósito do BCE já estar em território negativo, a S&P acredita que o banco central tem espaço para cortar pelo menos 10 pontos-base dos juros sem atingir o limite inferior efetivo. Além disso, para a agência, "os últimos anos mostraram também que o BCE tem outras ferramentas eficientes à disposição". Na avaliação da S&P, o BCE pode reduzir as taxas de juros a partir de setembro e potencialmente retomar as compras de ativos em 15 bilhões de euros por mês a partir de outubro.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,53% na segunda prévia de julho, após ter aumentado 0,75% na segunda leitura de junho. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 6,15% no ano e avanço de 8,04% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda medição do IGP-M de julho. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 0,62% ante um avanço de 1,15% na segunda prévia de junho.

O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,10% na segunda medição de julho, depois de uma queda de 0,05% em igual leitura de junho. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve alta de 0,93% na segunda prévia deste mês, depois da estabilidade registrada na segunda prévia do mês anterior.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de junho a 10 de julho. No dado fechado do mês de junho, o IGP-M teve alta de 0,80%.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que aguarda a proposta do governo para a reforma tributária e que, quando encaminhada, ela será tratada com "todo o respeito" pelo Parlamento.

Transparecendo a disputa criada pelo protagonismo sobre o tema, Maia classificou como "inveja" e "recalque" a avaliação de integrantes da equipe econômica de que a proposta encampada pela Câmara criaria o maior imposto sobre valor agregado (IVA) do mundo, conforme mostrou o jornal O Estado de S.Paulo.

O presidente da Câmara criticou ainda a proposta de criação de um tributo sobre transações nos moldes da extinta CPMF. "Querem voltar com a CMPF para o Brasil, com esse imposto que a gente acabou, que é cumulativo, ruim." Para ele, dificilmente os parlamentares darão aval a essa proposta.

Sobre a reforma tributária defendida pelo Senado, baseada no texto do ex-deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), Maia disse que a proposta é "muito boa" e que irá trabalhar com a Casa para construir um projeto convergente.

O gráfico diário do IBOV mostra três sessões seguidas de muito equilíbrio entre ursos e touros.

Percebemos a aproximação da média móvel de 21 períodos, que logo deverá tocar o topo anterior (102.620 assim como a linha de tendência de alta riscada em azul.

Nesse caso teríamos um tríplice suporte, reforçada pela retração de 38,2% de Fibonacci.

No meu entendimento, a estrutura supra citada separar o joio do trigo, os homens dos meninos.

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br




quarta-feira, 17 de julho de 2019

CENÁRIO 17/07/2019

Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão desta quarta-feira em baixa, diante de novas preocupações relativas ao comércio entre Estados Unidos e China após comentários do presidente americano, Donald Trump. O líder dos EUA indicou que um acordo com os chineses está "longe de ser alcançado", o que gerou preocupações entre os investidores, que optaram por vender ações.

"A ameaça renovada do presidente Trump de mais tarifas sobre produtos chineses fez com que os investidores se preparassem para um dia perdas nas bolsas asiáticas, acompanhando o sentimento negativo visto em Wall Street", apontaram os economistas Nicholas Mapa e Prakash Sakpal, do ING. De acordo com eles, os comentários de Trump ofuscaram as vendas no varejo e a produção industrial dos EUA, que "continuaram a indicar uma economia mais firme mesmo diante da guerra comercial".

Na China, o índice Xangai Composto fechou em queda de 0,20%, a 2.931,69 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzen Composto subiu 0,2%, para 1.574,35 pontos. O economista Elliot Clarke, do Westpac, sugere, em nota a clientes, que os dados de crédito chineses mais recentes destacaram que é preciso maior flexibilização monetária na segunda maior economia do mundo, enquanto o investimento privado permanece sendo uma preocupação significativa. "Em parte, isso se deve às circunstâncias em que a China está, com a demanda corporativa por crédito restringida pela incerteza persistente sobre as relações comerciais com os EUA", disse.

Em solo japonês, perdas nos setores de eletrônicos e de varejo fizeram com que o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, recuasse 0,31%, para 21.469,18 pontos. Esses dois segmentos compensaram os ganhos em papéis ligados ao setor financeiro, que se recuperou modestamente à medida que diminuiu a especulação quanto a um afrouxamento agressivo pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) diante de indicadores mais fortes do que o esperado nos EUA.

As construções de moradias inicias nos Estados Unidos recuaram 0,9% na passagem de maio para junho, para a taxa anual sazonalmente ajusta de 1,253 milhões, informou o Departamento do Comércio do país nesta quarta-feira. O resultado negativo foi ligeiramente mais acentuado do que o projetado por analistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam queda de 0,7% nas construções.

As permissões para novas obras, que sinalizam o volume das construções no país, cederam 6,1% em junho na mesma base comparativa, para um ritmo anual de 1,220 milhão. Essa foi a pior queda desde março de 2016 e marcou um recuo muito mais acentuado do que o projetado por analistas, de apenas 0,3%.

Os números das construções de casas nos EUA tendem a ser voláteis a cada mês e são sujeitos a revisão. A Queda na construção de moradias iniciadas em maio foi revisada de queda de 0,9% para recuo de 0,4% na comparação com abril.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o texto de reforma tributária que será apresentado pelo governo federal proporá a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) para unificar tributos federais. Segundo Guedes, Estados e municípios poderão adotar o sistema, caso lhes convenha.

Guedes destacou que a intenção do governo com a reforma é desonerar a folha de pagamentos, uma vez que os encargos atuais seriam responsáveis por criar "milhões de desempregados no País". Ele comentou ainda que a equipe econômica estuda mudanças no Imposto de Renda e a criação de um tributo sobre transações financeiras.

O Ministério da Economia estuda liberar aos trabalhadores uma parcela dos recursos das contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A medida, inédita, atingiria contas de contratos de trabalho que estão em vigor. Uma das ideias em estudo é autorizar os saques na seguinte proporção: quem tem até R$ 5 mil no fundo poderia sacar 35% do saldo; trabalhadores com até R$ 10 mil no FGTS teriam autorização para retirada de 30%.

Ainda se discute criar uma faixa intermediária, entre aqueles que têm saldo de R$ 10 mil e os que acumularam até R$ 50 mil, mas o porcentual de saque ainda não foi definido. Já para aqueles com saldo superior a R$ 50 mil, o limite para retirada seria de 10%.

No fim de maio, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a permissão para o saque das contas ativas seria feita depois da aprovação da reforma da Previdência, junto com a liberação do PIS/Pasep. Mas há quem defenda a liberação antes do fim da tramitação da reforma - que ainda precisa passar por uma segunda votação na Câmara dos Deputados, antes de seguir para o Senado.

O calendário de liberação seria feito pela data do aniversário dos trabalhadores. Aqueles que já fizeram aniversário neste ano já teriam direito ao benefício. A ideia é que a injeção de recursos ajude na retomada da economia, via consumo.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,10% na segunda quadrissemana de julho, desacelerando em relação à alta de 0,17% verificada na primeira quadrissemana deste mês, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na segunda leitura de julho, cinco dos sete componentes do IPC-Fipe subiram com mais força ou registraram deflação menor. Foi o caso de Alimentação (de -0,28% na primeira quadrissemana para -0,24% na segunda quadrissemana), de Transportes (de -0,31% para -0,30%), de Saúde (de 0,24% para 0,36%), de Vestuário (de -0,15% para -0,01%) e de Educação (de 0,02% para 0,15%).

Por outro lado, os demais itens avançaram de forma mais contida: Habitação (de 0,70% para 0,55%) e Despesas Pessoais (de 0,46% para 0,03%).

O gráfico diário do IBOV mostra um teste da retração de 50% de Fibonacci na sessão de ontem (16).

Houve a formação de nova sombra inferior, assim como no pregão de segunda-feira (15).

Temos três barreiras, cujos rompimentos mostrariam alguma força dos touros no curtíssimo prazo: média móvel de 5 períodos, retração de 61,8% de Fibonacci na região de 104.135 e a máxima de ontem (16) aos 104.440.

Caso tenhamos a perda da mínima de ontem em 103.360, a região compreendida entre 102.585 e a linha de tendência de alta, riscada em azul, seria alvo natural.

Bons negócios!



terça-feira, 16 de julho de 2019

Cenário 16/07/2019

Os mercados acionários asiáticos não adotaram direção única nesta terça-feira, à medida que os agentes continuaram a monitorar sinais relativos a mais afrouxamento monetário por parte de grandes bancos centrais, além de novidades na seara comercial com as negociações entre Estados Unidos e China de volta ao radar. Assim, as bolsas asiáticas não conseguiram acompanhar os níveis recordes em Wall Street, embora os principais índices de ações americanos tenham apresentado ganhos modestos.

No front comercial, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse na segunda-feira que ele e o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, devem viajar em breve para a China para uma nova rodada de negociações comerciais caso as conversas com autoridades chinesas nesta semana sejam bem-sucedidas.

Em solo chinês, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) injetou o equivalente a US$ 23 bilhões em liquidez via acordos de recompra reversa de 7 dias para dar apoio à segunda maior economia do globo, um dia após o governo chinês informar o menor crescimento trimestral do país em 27 anos. Por lá, o índice Xangai Composto caiu 0,16%, para 2.937,62 pontos. O menos abrangente Shenzen Composto recuou 0,03%, para 1.643,76 pontos.

Voltando de feriado, o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, fechou em queda de 0,69%, a 21.535,25 pontos. O sul-coreano Kospi, da Bolsa de Seul, subiu 0,45%, para 2.091,47 pontos. Já o Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, avançou 0,23%, para 28.619,62 pontos.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu de -21,1 pontos em junho para -24,5 em julho, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo instituto alemão ZEW. Analistas consultados pelo Wall Street Journal previam queda menor do indicador, para -22,5 pontos.

Já o índice das condições atuais medido pelo ZEW diminuiu de 7,8 em junho para -1,1 em julho. Neste caso, a projeção era de redução menor, para 3,0 pontos.

NY tem uma agenda forte hoje, com vendas do varejo, produção industrial e uma fala de Powell (14h), que podem influenciar as apostas ao FED. Wall Street também deve reagir aos balanços do JPMorgan e Wells Fargo, esta manhã, e ao depoimento de representantes da Amazon, Apple, Facebook e Google em subcomitê antitruste da Câmara norte-americana. Aqui, tem o IGP-10 de julho, a reunião do conselho de governo com o presidente Bolsonaro e a posse de Gustavo Montezano no BNDES, em cerimônia às 11h, no Palácio do Planalto.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 0,61% em julho, acima da alta registrada no mês anterior, quando índice subiu 0,49%. O resultado ficou próximo ao teto estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimava alta entre 0,32% e 0,62%, com mediana de 0,51. No ano, o índice acumula alta de 4,41% e 6,23% nos últimos 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) voltou a subir 0,72%, mesma taxa do mês anterior, enquanto Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,07% em julho, contra 0,02% em junho. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,08%, após variação de 0,04% no mês anterior.

O período de coleta de preços para o indicador de junho foi do dia 11 de junho a 10 de julho.



O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark corrigindo e se aproximando de pontos importantes, que formam um tríplice suporte, digamos assim: topo anterior (102.620), média móvel de 21 períodos (que poderá subir, uma vez que é móvel por definição) e a linha de tendência de alta riscada em azul.

A questão é: vai realmente descer para testar essa região e se ela será respeitada caso essa manobra ocorra, de fato?

Para completar, temos a retração de 38,2% de Fibonacci colada nessa estrutura supra citada.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Cenário 15/07/2019

Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão desta segunda-feira sem sinal único, em um dia de ganhos para as bolsas chinesas, que se viram apoiadas pela indústria e pelo varejo da segunda maior economia do mundo. A indústria da China produziu mais do que o esperado por analistas em junho, ao mesmo tempo em que o comércio varejista do gigante asiático vendeu acima do previsto. Os dados deixaram em segundo plano o Produto Interno Bruto (PIB) da China do segundo trimestre, cujo crescimento foi o mais lento em 27 meses.

O índice Xangai Composto fechou em alta de 0,40%, aos 2.942,19 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzen Composto subiu 1,00%, para 1.644,32 pontos. De acordo com os dados oficiais, o PIB chinês cresceu 6,2% no segundo trimestre ante o mesmo período do ano anterior, enquanto analistas esperavam expansão ligeiramente mais forte, de 6,3%. Os números foram os mais fracos desde o primeiro trimestre de 2009, quando a economia chinesa foi afetada pela crise financeira global.

Apesar do crescimento chinês aquém das expectativas, investidores digeriram outros indicadores da segunda maior economia do mundo, que animaram os mercados. Em junho, a indústria chinesa produziu 6,3% mais do que no mesmo mês de 2018, superando a projeção de alta de 5,3%. Já as vendas no varejo subiram 9,8%, acima do avanço de 8,4% estimado. Apesar disso, o economista Raymond Yeung, do ANZ, disse que o banco continua "preocupado" sobre se a expansão do crédito poderá "impulsionar as atividades econômicas reais".

No Japão, os mercados ficaram fechados devido a um feriado local. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,29%, para 28.554,88 pontos. Destoando dos demais, o australiano S&P/ASX 200 encerrou o pregão em queda de 0,65%, aos 6.653,00 pontos, na Bolsa de Sydney. Já o índice Kospi, da Bolsa de Seul, recuou 0,20%, para 2.082,48 pontos, ainda reagindo às tensões comerciais entre Coreia do Sul e Japão.

No Brasil, a comissão especial da Câmara aprovou a redação final da reforma da Previdência apenas no início da madrugada de sábado, por 35 votos a favor e 12 contra. Agora, o texto será votado em um segundo turno também pelo plenário, com início no dia 6 de agosto, após o recesso parlamentar que começa no próximo dia 18. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que quer entregar a reforma para o Senado até o dia 9 de agosto. 

Entre os senadores, o Placar da Previdência, elaborado pelo Estado, aponta 42 votos "sim" ao texto, antes mesmo de ele chegar ao Senado. O número representa mais do que a metade do total de senadores, mas ainda está sete votos aquém do mínimo necessário para a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição na Casa - 49 senadores. Na sexta-feira passada, a Câmara concluiu a votação do primeiro turno em plenário com a análise dos destaques. No final, foram aprovadas mudanças que suavizaram as regras para homens, mulheres, professores e policiais, mas a economia após as mudanças ainda deve ficar em torno de R$ 900 bilhões em dez anos. 

De acordo com a equipe econômica, a perda na Previdência deve ser compensada pela Medida Provisória 871, convertida na lei 13.846, de combate às fraudes na concessão de benefícios do INSS, que fará com que a União ganhe "pouco mais de R$ 200 bilhões nos próximos dez anos a partir de 2020". "Entre a PEC da Previdência e a MP 871, teremos impacto fiscal de R$ 1,1 trilhão, aproximadamente", afirmou o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

O texto aprovado propõe que os homens só poderão se aposentar aos 65 anos e as mulheres, aos 62 anos, com um tempo mínimo de contribuição de 15 anos (homens e mulheres) no setor privado e 25 anos no serviço público. Professores e policiais terão regras próprias, com idades mais baixas para aposentadoria. Os novos critérios valerão para quem ainda não começou a trabalhar. Quem já está trabalhando e contribuindo para o INSS ou o setor público terá regras de transição.

O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 0,94% no ano até maio, informou há pouco o Banco Central. O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais.

Pela mesma série, o IBC-Br apresenta alta de 1,31% nos 12 meses encerrados em maio.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

A Via Varejo anuncia o novo cargo de Chief Digital Officer (CDO), para o qual contratou Helisson Lemos. Ele veio da Móvile e antes foi presidente do Mercado Livre. A posição lidera as áreas de TI e Recursos Humanos.

Lemos "será responsável por acelerar e consolidar a transformação digital da Companhia, com a incumbência de transformá-la em uma plataforma 100% multicanal", diz o fato relevante. Ele assume em agosto.

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 desacelerou de 0,82% para 0,81%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 0,93%.

Para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de crescimento do PIB de 2,20% para 2,10%. Quatro semanas atrás, estava em 2,20%.

No fim de junho, o BC atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,0% para elevação de 0,8%.

No Focus de hoje, a projeção para a alta da produção industrial de 2019 foi de 0,70% para 0,65%. Há um mês, estava em 0,65%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, ante 2,80% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,10% para 56,05%. Há um mês, estava em 56,10%. Para 2020, a expectativa permaneceu em 58,30%, ante 58,43% de um mês atrás.


O gráfico diário do IBOV mostra um harami de topo (mulher grávida em japonês), seguido por uma marobuzu com leve sombra superior, o que não invalida o padrão.


Tracei retrações de Fibonacci entre o fundo marcado dia 02/07 e o topo recente.

O benchmark fechou logo abaixo da primeira retração e da média móvel de 5 períodos.

Acompanhando os bons ventos internacionais e mercado futuro, a abertura será positiva, com algum fôlego no período da manhã, na minha leitura.

O desafio será sustentar os preços ao longo do dia, porque cachorro picado por cobra tem medo de linguiça.

Bons negócios e uma ótima semana.

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br