quinta-feira, 27 de junho de 2019

Cenário 26/06/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações modestas nesta quarta-feira, um dia depois de o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, esfriar as expectativas para um possível corte de juros. Também continua no radar o esperado encontro entre os líderes dos EUA e da China, no fim de semana, para tentar retomar negociações comerciais.

Ontem, Powell disse que o Fed está avaliando se as atuais condições econômicas exigem de fato reduções dos juros básicos. Segundo ele, o BC americano vai manter uma postura de "esperar para ver", levando em consideração a rapidez das recentes mudanças econômicas.
Powell reiterou também a independência do Fed e ressaltou que a instituição está "isolada de interesses políticos de curto prazo", num momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, faz crescente pressão por juros menores.

Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,19% hoje, a 2.976,28 pontos, e o menos líquido Shenzhen Composto ficou inalterado, em 1.560,51 pontos.

Investidores na Ásia também aguardam com ansiedade uma reunião entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, no sábado (29) - às margens da cúpula de líderes do G20 no Japão - para discutir a disputa comercial entre as duas maiores potências econômicas globais.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 0,51% em Tóquio nesta quarta, a 21.086,59 pontos, e o Taiex apresentou queda idêntica de 0,51% em Taiwan, a 10.652,55 pontos, mas o Hang Seng teve leve alta de 0,13% em Hong Kong, a 28.221,98 pontos, e o sul-coreano Kospi registrou ganho marginal de 0,01% em Seul, a 2.121,85 pontos.

O Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse que o acordo comercial entre os Estados Unidos e a China está "90% completo" e mostrou confiança de que haverá avanço nas conversas que os líderes dos dois países terão no fim de semana.

"Estávamos cerca de 90% do caminho (para um acordo) e acho que há um rumo para completar isso", afirmou hoje Mnuchin, em entrevista à emissora americana CNBC.

Mnuchin disse estar confiante de que os presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, poderão fazer progresso no encontro que terão às margens da cúpula do G20 no Japão, previsto para sábado (29).

"Estou esperançoso de que podemos seguir adiante com um plano...o presidente Trump e o presidente Xi têm uma relação de trabalho muito próxima. Tivemos uma reunião produtiva no último G-20", disse Mnuchin à CNBC, referindo-se à cúpula do G20 realizada na Argentina em dezembro do ano passado.

Mnuchin disse também esperar que um acordo entre EUA e China seja fechado até o fim do ano, mas ressaltou que é preciso fazer "os esforços certos".

A Cielo contratou operações de derivativos em dólar com os bancos JPMorgan, Bradesco e Banco do Brasil. Os contratos aprovados pelo conselho de administração da empresa em reunião nesta terça-feira foram nos valores de US$ 121,5 milhões cada com os dois primeiros e de US$ 122,289 milhões com o BB. O prazo de vigência é até 28 de junho, sexta-feira, para manter a companhia com a exposição à variação cambial zerada após a liquidação da tender offer, também ocorrida ontem.

Nesta quarta-feira deve ocorrer o pagamento do valor principal das units, sendo que a Cielo havia informado na semana passada que pretendia aceitar US$ 372,78 milhões no agregado das Notas Cielo integrantes das Units das Notas Seniores ofertadas.

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 1,8 ponto na passagem de maio para junho, aos 93,2 pontos, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado foi o primeiro avanço registrado no ano de 2019. Em médias móveis trimestrais o indicador cedeu 1,2 ponto, quarta queda consecutiva.

Em junho, houve aumento na confiança em oito dos 13 segmentos pesquisados. O Índice de Expectativas (IE-COM) avançou 5,1 pontos em junho, mas ainda se encontra em patamar desfavorável, aos 99,9 pontos. Por outro lado, o Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 1,5 ponto em junho, para 86,8 pontos, menor patamar desde dezembro de 2017.

A coleta de dados para a edição de junho da Sondagem do Comércio foi realizada entre os dias 3 e 24 do mês e obteve informações de 851 empresas.

O Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira publica a nova lei das agências reguladoras, sancionada ontem pelo presidente Jair Bolsonaro, com vetos. O texto dispõe sobre a gestão, a organização, o processo decisório e o controle social desses órgãos. Dentre os cinco itens vetados, está o trecho que previa a escolha de dirigentes das agências por meio de seleção pública e formação de uma lista tríplice.

O gráfico diário do IBOV mostra uma barra elefante, com forte volume, mas não acima da média.


O mercado deverá abrir em alta, já deixando 100.440 para traz, o que poderá ser interpretado como rompimento falso, se o movimento for consistente ao longo do dia.

Por outro lado, se fraquejar e voltar a operar abaixo de 100.440, terá como destino a linha de tendência de baixa riscada em azul, região nevrálgica e capaz de definir a direção dos preços, caso seja colocada em xeque.

Bons negócios!

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