sexta-feira, 21 de junho de 2019

Cenário 21/06/2019

Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão desta sexta-feira sem sinal único, à medida que os investidores continuaram a digerir a guinada "dovish" por parte de grandes bancos centrais, mas também reagiram a indicadores abaixo do esperado da economia japonesa.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial do Japão mostrou que a contração na atividade do setor se aprofundou ainda mais em junho, ao cair de 49,8 pontos em maio para 49,5 pontos. "A fraqueza na demanda automotiva e a confiança moderada dos clientes na esteira dos atritos comerciais entre os Estados Unidos e a China foram frequentemente citados pelos entrevistados na pesquisa", apontou o relatório da IHS Markit. Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em baixa de 0,95%, para 21.258,64 pontos. Já em Seul, o Kospi recuou 0,27%, para 2.125,62 pontos.

Os dois indicadores não foram apoiados nem mesmo com a nova máxima histórica atingida pelo S&P 500 na quinta-feira diante da indicação de que pode haver cortes nas taxas de juros em grandes economias, como nos Estados Unidos, na zona do euro e no Japão. De acordo com a estrategista de investimentos da CFRA, Lindsey Bell, "se o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) reduzir os juros, isso significa que o ambiente econômico está desacelerando e, então, temos investidores que procuram por títulos por proteção".

Não por acaso, nos últimos dias, a busca por bônus do governo japonês (JGBs, na sigla em inglês) aumentou, fazendo com que o retorno do JGB de dez anos renovasse sucessivas mínimas históricas nos últimos dias. Para o analista de mercados sênior da London Capital Markets, Ipek Ozkardeskaya, "talvez seja questão de tempo até que o declínio dos rendimentos toque o alarme para o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês).

Também nesta sexta-feira, em solo chinês, o índice Xangai Composto fechou em alta de 0,50%, em 3.001,98 pontos, e o Shenzhen Composto, de menor abrangência, avançou 1,34%, para 1.649,73 pontos. Por lá, os investidores continuaram à espera do G20, quando o presidente americano, Donald Trump, e o chinês, Xi Jinping, devem se reunir para discutir as relações comerciais entre os dois países.

Líderes da União Europeia ressaltaram que o acordo do Brexit firmado com o Reino Unido durante o governo da primeira-ministra Theresa May não pode ser renegociado, independentemente de quem se tornar o próximo premiê britânico. Em uma cúpula de líderes do bloco nesta sexta-feira, o primeiro-ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel, comentou que o atual acordo do Brexit "é o melhor possível".

Com o conservador Boris Johnson favorito para se tornar o próximo primeiro-ministro britânico, Bettel disse que não faz diferença quem tomar posse no Reino Unido. "Não é possível alterar o acordo porque isso abre brecha para adiamentos de decisões", disse Bettel.

Líderes da UE devem discutir mais tarde os desenvolvimentos políticos no Reino Unido, que deve deixar o bloco em 31 de outubro. Alguns líderes disseram que uma nova extensão da data do Brexit só deve ser concedida para realizar novas eleições ou um novo plebiscito sobre o divórcio. Fonte: Associated Press. 

Os mercados acionários europeus operam sem sinal único na manhã desta sexta-feira à medida que os agentes monitoram os ricos geopolíticos decorrentes das tensões entre Estados Unidos e Irã, além de indicadores da economia europeia. Assim, às 8h46 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 operava em queda de 0,28%, cotado a 385,07 pontos.

Durante a madrugada, o Exército americano chegou a preparar um ataque ao Irã, em retaliação à derrubada de um drone de vigilância americano pelo país persa. Contudo o presidente Donald Trump voltou atrás da decisão abruptamente e desautorizou a operação. As tensões entre os dois países se agravaram desde o ano passado, quando Trump ordenou a retirada de Washington do acordo nuclear internacional firmado com Teerã em 2015 e impôs sanções econômicas ao país persa.

No campo macroeconômico, os agentes digeriram positivamente o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da Alemanha, que surpreendeu os agentes ao subir para 45,4 pontos na leitura preliminar de junho, acima das projeções de 44,5 pontos. Após o indicador, as bolsas europeias chegaram a renovar máximas, mas, no horário acima, o índice DAX caía 0,17%, para US$ 12.334,20 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuava 0,04%.

Ainda em solo europeu, o FTSE 100, da Bolsa de Londres, avançava 0,13%, apoiado pela fraqueza da libra esterlina diante de comentários cautelosos do presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Mark Carney, quanto à possibilidade de um Brexit sem acordo. Em Milão, o FTSE-MIB subia 0,11%; o Ibex 35, de Madri, avançava 0,09%; e o PSI 20, da Bolsa de Lisboa, apresentava alta de 0,49%.

O ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, fará nos próximos dias visita técnica a instituições norte-americanas nas cidades de El Paso e Washington, D.C. Segundo o Diário Oficial da União (DOU), Moro estará nessas localidades no período de 22 a 26 de junho. A publicação não informa quais instituições serão visitadas pelo ministro.


O gráfico diário do IBOV aponta o acionamento de um novo pivot de alta aos 99.365, agora suporte imediato em caso de correção, de acordo com o princípio de inversão de polaridade da análise técnica.


Tivemos máxima histórica em fechamento, porém não no intraday, o que já deverá ocorrer logo na abertura dessa sexta-feira.

A região de 100.440 será rompida, tornando-se o suporte mais próximo para os preços, ou piso capaz de indicar rompimento falso, portanto será crucial para o sinal de curto prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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