terça-feira, 18 de junho de 2019

Cenário 18/06/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente com ganhos moderados nesta terça-feira, à medida que investidores da região mantiveram a cautela antes da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que começa mais tarde e será concluída amanhã. A expectativa é que o Fed prepare o terreno esta semana para começar a cortar juros nos próximos meses, possivelmente a partir de julho. Na Oceania, o mercado australiano foi impulsionado por indicações do banco central local de que haverá mais cortes de juros adiante.

Na China, o índice Xangai Composto teve alta marginal de 0,09% hoje, a 2.890,16 pontos, enquanto o menos líquido Shenzhen Composto subiu 0,16%, a 1.504,57 pontos.

O impasse no diálogo comercial entre EUA e China continua, mas há expectativas de que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping se encontrem às margens da reunião de cúpula de lideres do G20, a ser realizada no Japão no fim deste mês, para discutir uma solução para as divergências comerciais entre as duas maiores potências econômicas globais. Antes disso, o líder chinês visitará a Coreia do Norte e se reunirá com o líder do país, Kim Jong-un, no fim da semana.

No Japão, por outro lado, o Nikkei recuou 0,72%, a 20.972,71 pontos, pressionado pela valorização do iene frente ao dólar durante a madrugada.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu de -2,1 em maio para -21,1 em junho, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão ZEW. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda bem menor do indicador, a -8,5.

Já o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW diminuiu de 8,2 em maio para 7,8 em junho. Neste caso, a projeção era de redução maior, a 6. 

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse hoje que mais cortes de juros continuam fazendo parte das ferramentas da instituição.

Draghi, que falou durante pronunciamento no segundo dia do fórum anual do BCE, em Sintra, Portugal, previu que estímulos adicionais serão necessários se a perspectiva da zona do euro não melhorar. Indicadores dos próximos trimestres sugerem continuidade da fraqueza na região, destacou ele.

Draghi disse ainda que há espaço considerável para o BCE comprar mais ativos por meio de seu programa de relaxamento quantitativo (QE, pela sigla em inglês), que foi encerrado em dezembro do ano passado.

Draghi reiterou também que o BCE está comprometido com a estabilidade dos preços na zona do euro e afirmou que, nas próximas semanas, a instituição vai deliberar como suas ferramentas podem ser adaptadas para os riscos à inflação.

Ainda segundo Draghi, taxas de juros negativas provaram ser uma ferramenta muito importante na estratégia monetária do BCE. A atual taxa de depósitos da instituição é de -0,40%.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,75% na segunda prévia de junho, após ter aumentado 0,58% na segunda prévia de maio. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 4,33% no ano e avanço de 6,46% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de junho. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 1,15% ante um avanço de 0,72% na segunda prévia de maio.

O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou queda de 0,05% na segunda prévia de junho, depois de um avanço de 0,40% em igual leitura de maio. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve variação zero na segunda prévia de junho, depois da alta de 0,06% na segunda prévia do mês anterior.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de maio a 10 de junho. No dado fechado do mês de maio, o IGP-M teve alta de 0,45%.

O gráfico diário mostra o IBOV em um ponto decisivo, com perda da LTA de curto prazo riscada em azul, porém respeitando a região entre 97.600 e 98.000 como suporte, mesmo fechando cravada na parte baixa desse piso.


A abertura será positiva, com um provável teste de 98.325 logo de cara.

O desafio será sustentar os preços acima da média móvel de 5 períodos e romper 98.325, tarefa nada fácil, mas possível.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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