sexta-feira, 14 de junho de 2019

Cenário 14/06/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, à medida que a escalada de tensões no Oriente Médio levou investidores a evitar ativos financeiros considerados mais arriscados, como ações.

O apetite por risco foi prejudicado depois que dois navios petroleiros foram atacados ontem no Golfo de Omã, na costa do Irã. Os Estados Unidos acusam os iranianos de estarem por trás do ataque, que deu forte impulso às cotações do petróleo.

O regime iraniano tem ameaçado bloquear o tráfego no Estreito de Ormuz, que fica próximo ao local do ataque, em retaliação à decisão de Washington de retomar sanções contra Teerã.

Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,99% hoje, a 2.881,97 pontos, enquanto o menos líquido Shenzhen Composto teve queda mais expressiva, de 1,81%, a 1.505,06 pontos. Na semana, porém, o Shangai e o Shenzhen acumularam ganhos de 1,90% e 2,75%, respectivamente, em parte impulsionados por planos do governo chinês de incentivar grandes projetos de infraestrutura.

Quando os negócios nos mercados chineses estavam se encerrando, foram divulgados os últimos números de produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos do país, que mostram desaceleração mais acentuada da segunda maior economia do mundo.

A produção industrial chinesa teve expansão anual de 5% em maio, menor que o ganho de 5,4% de abril e abaixo da projeção de analistas (+5,5%). Por sua vez, os investimentos em ativos fixos não-rurais cresceram 5,6% entre janeiro e maio ante igual período de 2018, desempenho que frustrou as expectativas de aumento de 6,1%, variação que foi observada nos primeiros quatro meses do ano.

Por outro lado, as vendas no varejo da China se recuperaram em relação a abril, que havia marcado o pior resultado em anos. Em maio, o setor varejista do país vendeu 8,6% mais do que no mesmo mês de 2018, superando a projeção de economistas, que era de ganho de 8,2%. Em abril, as vendas haviam subido 7,2% na comparação anual.

Os dados vêm num momento de impasse nas negociações comerciais entre Washington e Pequim. Há expectativas de que os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, se encontrem às margens da reunião de cúpula de líderes do G20 prevista para o fim deste mês, no Japão, para discutir um acordo comercial. A presença de Xi no evento, porém, ainda não foi confirmada.

O Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira formaliza a exoneração do general Carlos Alberto dos Santos Cruz do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência e publica a nomeação de seu substituto, o também general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira.

Alvo de ataques do escritor Olavo de Carvalho e do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), Santos Cruz foi demitido ontem pelo presidente Jair Bolsonaro durante almoço no Palácio do Planalto. O diálogo ocorreu pouco antes de Bolsonaro viajar para Belém (PA), com a presença também dos ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno Ribeiro, e da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

Santos Cruz vinha acumulando desgaste desde que reagiu às críticas de Olavo, mas não foi endossado por Bolsonaro. Ele integrava o núcleo duro do Planalto e é o primeiro ministro militar a deixar o governo.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) desacelerou a alta a 0,49% em junho, após ter aumentado 0,70% em maio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado anunciado há pouco ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de 0,13% e 0,66%, e abaixo da mediana de 0,51%.

Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10 de junho, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram avanço de 0,72% no mês, ante uma elevação de 0,84% em maio. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram crescimento de 0,02% em junho, após a elevação de 0,47% em maio. Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve aumento de 0,04% em junho, depois de um avanço de 0,31% em maio.

O IGP-10 acumulou um aumento de 3,78% no ano. A taxa em 12 meses ficou positiva em 6,57%.

O período de coleta de preços para o indicador de junho foi do dia 11 de maio a 10 deste mês.


O gráfico diário do IBOV segue sua movimentação complexa e enigmática no curto prazo, deixando sinais dúbios e de difícil interpretação.

Por um lado temos sombra superior e preços distantes da média de 21, por outro forte volume, conservação de 98.325 e da média móvel de 5 períodos como suporte, além de mínima e máxima de ontem mais altas que na véspera.

Os drivers internos e externos são antagônicos, exemplo maior metais x petróleo, que caminham em direções opostas no curto prazo.

Na minha visão, o fechamento da semana será a prova do nove, como dizia-se na minha época de primário.

Depois vinha o ginásio, colegial e faculdade para os poucos privilegiados.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário