terça-feira, 11 de junho de 2019

Cenário 11/06/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira, lideradas pelas chinesas, depois de Pequim anunciar novas medidas para estimular o crescimento da segunda maior economia do mundo.

Em comunicado divulgado hoje com outras agências governamentais, o Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) anunciou que vai apoiar a emissão de bônus com propósito específico por governos locais, cujos recursos serão destinados principalmente para investimentos em grandes projetos de infraestrutura.

A iniciativa vem num momento em que as tensões comerciais com os Estados Unidos prejudicam o desempenho econômico da China.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 2,58% hoje, a 2.925,72 pontos, registrando seu maior ganho em um mês. O menos líquido Shenzhen Composto, que é formado por empresas menores, avançou 3,71%, a 1.538,23, garantindo sua maior valorização desde o início de maio.

O rali na China veio apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar ontem tarifar mais US$ 300 bilhões em produtos chineses se o presidente chinês, Xi Jinping, não comparecer a uma reunião de líderes do G20 prevista para o fim do mês, no Japão. A expectativa é que Trump e Xi discutam um acordo comercial bilateral às margens do evento, mas Pequim ainda não confirmou a presença do líder chinês.

Em Tóquio, o índice japonês Nikkei apresentou alta moderada de 0,33% nesta terça, a 21.204,28 pontos, ajudado por ações financeiras e pelo enfraquecimento do iene em relação ao dólar durante a madrugada.

A agenda de indicadores e eventos desta terça-feira (11) traz em destaque a reunião de governadores para discutir sobre a permanência dos Estados na reforma da Previdência. A Comissão Mista de Orçamento (CMO) vota projeto sobre crédito suplementar que o governo solicitou ao Congresso. Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulga o resultado da inflação medida pelo PPI em maio e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, discute as relações comerciais sino-americanas em evento do Wall Street Journal.

O presidente Jair Bolsonaro irá se encontrar pessoalmente, "em princípio", nesta terça-feira (11), com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para tratar do vazamento de suposto conteúdo de mensagens trocadas pelo então juiz federal e integrantes do Ministério Público Federal, informou ontem o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros. Segundo ele, Bolsonaro se colocará "à disposição" para "compartir" com Moro os fatos referentes ao vazamento. A agenda oficial de Bolsonaro para hoje, no entanto, não prevê este encontro.

Durante conversa com a imprensa, o porta-voz disse que o presidente não se pronunciará a respeito do conteúdo das mensagens, aguardando o retorno de Moro para a conversa. Quando perguntado se a situação apontaria para o caso de uma eventual renúncia de Moro, Rêgo Barros afirmou que "jamais foi tocado nesse assunto".

Segundo o porta-voz, a conversa é importante para o presidente "conhecer do próprio ministro a sua percepção" e, "a partir dessa conversa, traçar linhas e estratégias para avançar" no que o governo quer para o País.

O corregedor nacional do Ministério Público (CNMP), Orlando Rochadel Moreira, decidiu nesta segunda-feira abrir uma apuração preliminar para averiguar a conduta de membros do Ministério Público Federal, entre eles o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol. Para o corregedor, o episódio indica 'eventual desvio na conduta' de membros do MPF.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,73% na primeira prévia de junho, após ter aumentado 0,58% na primeira prévia de maio. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Com o resultado, o índice acumulou elevação de 4,32% no ano de 2019 e avanço de 6,44% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de junho. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 1,15%, ante um avanço de 0,74% na primeira prévia de maio. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou queda de 0,09% na prévia de junho, depois de um avanço de 0,35% em igual leitura de maio. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve redução de 0,07% na primeira prévia de junho, depois da alta de 0,09% na primeira prévia de maio.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 31 de maio. No dado fechado do mês de maio, o IGP-M teve alta de 0,45%.

O gráfico diário mostra que, apesar da queda, o IBOV resistiu bravamente na sessão de ontem (10), em meio aos rumores internos.

Três pontos importantes foram respeitados como suportes: média móvel de 5 períodos, 97.125 e a LTB curta reforçada em azul.

Hoje a abertura será positiva, com rompimento de 97.610 logo de cara.

O desafio será manter-se acima desse patamar e do já quase lendário 98.000, região tocada e respeitada há duas semanas.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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