quinta-feira, 27 de junho de 2019

Cenário 27/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta quinta-feira, com investidores mais esperançosos de que Estados Unidos e China poderão superar suas desavenças após os desdobramentos mais recentes da disputa comercial entre as duas maiores potências econômicas globais.

Segundo o South China Morning Post, EUA e China fecharam um acordo de trégua provisório para reverter a próxima rodada de tarifas de Washington contra mais US$ 300 bilhões em produtos chineses, abrindo o caminho para que os dois países retomem suas negociações comerciais.

Fontes citadas pelo jornal chinês dizem que ambos os lados preparam comunicados de imprensa separados com detalhes do acordo, antes do encontro previsto para sábado (29) entre os presidentes americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, às margens da cúpula de líderes do G20 em Osaka, no Japão.

Ontem, Trump disse que um acordo comercial com Pequim é possível, mas alertou que está disposto a impor tarifas adicionais aos produtos chineses que ainda não foram punidos se as conversas fracassarem. Antes disso, o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, havia declarado que o pacto estava "90% completo" e poderá ser concluído até o fim do ano.
Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 0,69% hoje, a 2.996,79 pontos, e o menos líquido Shenzhen Composto teve ganho mais expressivo, de 1,09%, a 1.577,56 pontos. Contribuiu para o apetite por risco o último dado sobre lucro industrial de grandes empresas industriais da China, que teve expansão anual de 1,1% em maio, revertendo parte da queda de 3,7% observada em abril.

Em Tóquio, o Nikkei avançou 1,19%, terminando o pregão na máxima intraday de 21.338,17 pontos, uma vez que o iene se enfraquece frente ao dólar desde ontem com os sinais de avanços no diálogo comercial sino-americano.

O índice de sentimento econômico da zona do euro, que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, caiu de 105,2 em maio para 103,3 em junho, atingindo o menor nível desde agosto de 2016, segundo dados publicados hoje pela Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda menor do indicador, a 104,6.

Apenas a confiança do consumidor recuou de -6,5 em maio para -7,2 neste mês, confirmando estimativa prévia e em linha com a previsão de analistas, enquanto a confiança da indústria diminuiu de -2,9 para -5,6, tocando o menor patamar desde setembro de 2013 e frustrando projeção de declínio mais contido, a -3,2. Já a de serviços diminuiu de +12,1 para +11.

O índice de clima das empresas do bloco europeu, por sua vez, recuou de +0,30 em maio para +0,17 em junho. 

A Câmara dos Deputados cancelou a reunião da Comissão Especial da reforma da Previdência que estava agendada para a manhã desta quinta-feira. A sessão havia sido marcada para a leitura do relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), mas não houve consenso entre os líderes sobre o conteúdo do parecer. Ainda não há um acordo sobre a inclusão dos Estados e municípios ou não na reforma.

Apesar do cancelamento, integrantes da Comissão Especial e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ainda negociam a possibilidade de se convocar uma nova sessão para que o relatório seja lido mais tarde, ainda hoje. Dessa forma, o texto só deverá ser votado na próxima semana.

O debate da comissão especial foi encerrado ontem. A leitura do voto poderia ter acontecido na sequência, mas foi adiada.

A reunião entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e quatro governadores do Nordeste, realizada nesta quarta-feira, terminou sem um acordo sobre a inclusão dos Estados e municípios na reforma, segundo o governador do Piauí, Wellington Dias (PT). Maia queria o comprometimento das bancadas dos entes federativos para colocá-los na proposta e, ao mesmo tempo, garantir votos para a aprovação da medida.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou que a proposta de reforma da Previdência, da forma que está apresentada, alcança apenas a Previdência geral e a União. "Ela não alcança o desequilíbrio dos Estados. Portanto, é preciso pensar em fontes alternativas de receita para que os Estados possam financiar o déficit que tem ocorrido nos últimos anos e está projetado pelo menos até 2025, 2026, com crescimento exponencial, independente de votação de qualquer reforma", afirmou Costa, após reunião de governadores do Norte e Nordeste com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para discutir fontes alternativas de receitas para os Estados.

Outro destaque é que o Banco Central anunciou a redução da alíquota do recolhimento do compulsório sobre recursos a prazo em dois pontos porcentuais, de 33% para 31%. A mudança, conforme o BC, vai implicar na redução do recolhimento da ordem de R$ 16,1 bilhões.
Os compulsórios correspondem à parcela dos depósitos que as instituições financeiras precisam, obrigatoriamente, recolher no Banco Central. Ao reduzir a alíquota aplicada sobre recursos a prazo, o BC está liberando R$ 16,1 bilhões no sistema financeiro. Isso significa mais recursos disponíveis para as operações de crédito dos bancos, por exemplo. Na nota, o BC informou que a mudança entrará em vigor em 1º de julho, com efeitos financeiros a partir de 15 de julho.

Como a votação do relatório da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara deve ficar para a semana que vem, o investidor poderá focar hoje na pesada agenda interna em meio a uma piora nos mercados internacionais nesta manhã. Estarão no radar o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de maio e a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), que vai definir a meta de inflação para 2022. 

No caso do RTI, o maior interesse é pela entrevista do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para comentar o relatório, que poderá ajudar nos prognósticos do mercado sobre o início do ciclo e tamanho dos cortes da taxa Selic, além da queda do compulsório bancário sobre recursos a prazo, que deve liberar R$ 16,1 bilhões no sistema financeiro. Quanto ao CMN, a aposta é de que o colegiado reduzirá em mais 0,25 ponto porcentual a meta de inflação em 2022, a partir do objetivo de 3,75% definido para 2021.

O gráfico diário do IBOV mostra uma reação tímida após a barra elefante de anteontem, porém com bom volume e fechamento acima da média móvel de 5 períodos e do forte 100.440, antiga máxima histórica.


A abertura de hoje deverá ser negativa, refletindo o exterior indefinido e o índice futuro em baixa.

Uma possibilidade seria o toque da LTA riscada em azul, seguido de reação, uma vez que a memória recente é compradora.

Caso contrário, a barra elefante poderá assustar os compradores.

Bons negócios!

Cenário 26/06/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações modestas nesta quarta-feira, um dia depois de o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, esfriar as expectativas para um possível corte de juros. Também continua no radar o esperado encontro entre os líderes dos EUA e da China, no fim de semana, para tentar retomar negociações comerciais.

Ontem, Powell disse que o Fed está avaliando se as atuais condições econômicas exigem de fato reduções dos juros básicos. Segundo ele, o BC americano vai manter uma postura de "esperar para ver", levando em consideração a rapidez das recentes mudanças econômicas.
Powell reiterou também a independência do Fed e ressaltou que a instituição está "isolada de interesses políticos de curto prazo", num momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, faz crescente pressão por juros menores.

Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,19% hoje, a 2.976,28 pontos, e o menos líquido Shenzhen Composto ficou inalterado, em 1.560,51 pontos.

Investidores na Ásia também aguardam com ansiedade uma reunião entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, no sábado (29) - às margens da cúpula de líderes do G20 no Japão - para discutir a disputa comercial entre as duas maiores potências econômicas globais.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 0,51% em Tóquio nesta quarta, a 21.086,59 pontos, e o Taiex apresentou queda idêntica de 0,51% em Taiwan, a 10.652,55 pontos, mas o Hang Seng teve leve alta de 0,13% em Hong Kong, a 28.221,98 pontos, e o sul-coreano Kospi registrou ganho marginal de 0,01% em Seul, a 2.121,85 pontos.

O Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse que o acordo comercial entre os Estados Unidos e a China está "90% completo" e mostrou confiança de que haverá avanço nas conversas que os líderes dos dois países terão no fim de semana.

"Estávamos cerca de 90% do caminho (para um acordo) e acho que há um rumo para completar isso", afirmou hoje Mnuchin, em entrevista à emissora americana CNBC.

Mnuchin disse estar confiante de que os presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, poderão fazer progresso no encontro que terão às margens da cúpula do G20 no Japão, previsto para sábado (29).

"Estou esperançoso de que podemos seguir adiante com um plano...o presidente Trump e o presidente Xi têm uma relação de trabalho muito próxima. Tivemos uma reunião produtiva no último G-20", disse Mnuchin à CNBC, referindo-se à cúpula do G20 realizada na Argentina em dezembro do ano passado.

Mnuchin disse também esperar que um acordo entre EUA e China seja fechado até o fim do ano, mas ressaltou que é preciso fazer "os esforços certos".

A Cielo contratou operações de derivativos em dólar com os bancos JPMorgan, Bradesco e Banco do Brasil. Os contratos aprovados pelo conselho de administração da empresa em reunião nesta terça-feira foram nos valores de US$ 121,5 milhões cada com os dois primeiros e de US$ 122,289 milhões com o BB. O prazo de vigência é até 28 de junho, sexta-feira, para manter a companhia com a exposição à variação cambial zerada após a liquidação da tender offer, também ocorrida ontem.

Nesta quarta-feira deve ocorrer o pagamento do valor principal das units, sendo que a Cielo havia informado na semana passada que pretendia aceitar US$ 372,78 milhões no agregado das Notas Cielo integrantes das Units das Notas Seniores ofertadas.

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 1,8 ponto na passagem de maio para junho, aos 93,2 pontos, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado foi o primeiro avanço registrado no ano de 2019. Em médias móveis trimestrais o indicador cedeu 1,2 ponto, quarta queda consecutiva.

Em junho, houve aumento na confiança em oito dos 13 segmentos pesquisados. O Índice de Expectativas (IE-COM) avançou 5,1 pontos em junho, mas ainda se encontra em patamar desfavorável, aos 99,9 pontos. Por outro lado, o Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 1,5 ponto em junho, para 86,8 pontos, menor patamar desde dezembro de 2017.

A coleta de dados para a edição de junho da Sondagem do Comércio foi realizada entre os dias 3 e 24 do mês e obteve informações de 851 empresas.

O Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira publica a nova lei das agências reguladoras, sancionada ontem pelo presidente Jair Bolsonaro, com vetos. O texto dispõe sobre a gestão, a organização, o processo decisório e o controle social desses órgãos. Dentre os cinco itens vetados, está o trecho que previa a escolha de dirigentes das agências por meio de seleção pública e formação de uma lista tríplice.

O gráfico diário do IBOV mostra uma barra elefante, com forte volume, mas não acima da média.


O mercado deverá abrir em alta, já deixando 100.440 para traz, o que poderá ser interpretado como rompimento falso, se o movimento for consistente ao longo do dia.

Por outro lado, se fraquejar e voltar a operar abaixo de 100.440, terá como destino a linha de tendência de baixa riscada em azul, região nevrálgica e capaz de definir a direção dos preços, caso seja colocada em xeque.

Bons negócios!

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Cenário 24/06/2019

As maiores bolsas asiáticas fecharam em leve alta nesta segunda-feira, na expectativa de que os líderes dos EUA e da China consigam retomar discussões comerciais nos próximos dias, mas atentas também à recente escalada das tensões no Oriente Médio.

Investidores aguardam com ansiedade um encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em busca de sinais de reversão na disputa comercial que está prejudicando a economia global e afetando a confiança das empresas. Trump e Xi vão se reunir às margens da cúpula do G20 que ocorrerá no Japão no fim da semana.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 0,21% hoje, a 3.008,15 pontos, mas o menos líquido Shenzhen Composto teve baixa marginal de 0,09%, a 1.576,09 pontos.

Também no radar está a tensa situação no Oriente Médio desde que o Irã derrubou um drone dos EUA que teria supostamente sobrevoado águas iranianas na semana passada. O episódio chegou perto de gerar um confronto armado na região. No fim de semana, Trump anunciou planos de impor novas sanções ao regime iraniano, mas também mostrou disposição de negociar com Teerã sem impor precondições.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei avançou 0,13% em Tóquio hoje, a 21.285,99 pontos - ajudado por suave valorização do dólar frente ao iene durante a madrugada -, enquanto o Hang Seng subiu 0,14% em Hong Kong, a 28.513,00 pontos, e o sul-coreano Kospi teve ligeira alta de 0,03% em Seul, a 2.126,33 pontos, mas o Taiex caiu 0,23% em Taiwan, a 10.779,45 pontos, depois de acumular ganhos por cinco pregões seguidos.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu de 97,9 pontos em maio para 97,4 pontos em junho, atingindo o menor nível desde novembro de 2014, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado ficou um pouco abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda do indicador a 97,6 pontos neste mês.

O chamado subíndice de expectativas econômicas do Ifo diminuiu de 95,2 pontos em maio para 94,2 pontos em junho. Por outro lado, o subíndice de condições atuais apresentou leve melhora, de 100,7 para 100,8 pontos.

A pesquisa mensal do Ifo envolve cerca de 9.000 empresas dos setores de manufatura, serviços, comércio e construção.

A agenda semanal traz a terceira leitura do PIB dos EUA, enquanto no Brasil tem ata do Copom e IPCA-15, em meio às apostas de que o ciclo de afrouxamento monetário pode começar no Copom de julho. 

Na semana passada, bancos estrangeiros mudaram suas projeções e agora esperam até três cortes da Selic este ano, podendo fechar 2019 em 5%. 

O relatório Focus da segunda-feira passada pela primeira vez apontou a possibilidade de redução de juros este ano. Na agenda de Brasília, as atenções estão na reforma da Previdência, cujo texto do relator com ajustes finais deve ser apresentado na quarta-feira na Comissão Especial da Câmara. 

O presidente Jair Bolsonaro disse no fim de semana não estar preocupado sobre um possível adiamento da votação do relatório por causa das festas juninas desta semana. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), articula para tentar votar o texto também em plenário antes do recesso parlamentar. 

No radar estão ainda novos diálogos atribuídos ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, e ao procurador da República Deltan Dallagnol revelados pelo site The Intercept Brasil junto com a Folha de S.Paulo, desta vez sugerindo evitar tensões com o Supremo Tribunal Federal (STF). Nas mensagens trocadas em 2016, Moro também chama os membros do Movimento Brasil Livre de "tontos". O ministro enviou áudio ontem ao MBL pedindo desculpas. "Consta ali um termo que não sei se usei mesmo, acredito que não, pode ter sido adulterado, mas queria assim pedir minhas escusas, se eu eventualmente utilizei (o termo)", disse o ministro em áudio. 

Após ir ao Senado na semana passada para falar sobre as mensagens vazadas, Moro adiou para a primeira semana de julho sua ida à Câmara, que estava prevista para esta quarta-feira. No depoimento no Senado, Moro afirmou pela primeira vez não ter apego ao cargo e admitiu a possibilidade de deixar o governo caso seja constatada ilegalidade.

A Caixa anuncia lucro líquido de R$ 3,920 bilhões no primeiro trimestre, alta de 22,9% sobre o mesmo período de 2018. O resultado é atribuído pela administração a maiores receitas de prestação de serviços, redução das despesas de calotes (PDD), e estabilidade da margem financeira em relação ao primeiro trimestre de 2018. No quarto trimestre de 2018, o banco público teve prejuízo de R$ 1,113 bilhão.

O lucro recorrente ficou em R$ 3,870 bilhões, alta de 5,8% em doze meses e de 740,8% sobre o resultado de R$ 460 milhões no trimestre anterior.

As receitas com prestação de serviços aumentaram 2,3% em 12 meses, para R$ 6,5 bilhões, sendo 19,8% maiores as receitas de serviços com fundos de investimento e 8,5% as de convênios e cobrança bancária. Já as despesas de provisões para créditos de liquidação duvidosa caíram 24,4% ante o primeiro trimestre de 2018, para R$ 2,827 bilhões. Também influenciado por esse dado, o resultado bruto da intermediação financeira soma R$ 9,580 bilhões, 10,6% maior em 12 meses.

O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta manhã pelo Banco Central, mostrou que a mediana das projeções do IGP-M de 2019 passou de alta de 5,98% para elevação de 6,12%. Há um mês, estava em 5,91%. No caso de 2020, o IGP-M projetado foi de alta de 4,10% para elevação de 4,13%, ante 4,00% de quatro semanas antes.

Calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do câmbio e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.



O gráfico diário do Ibovespa mostra uma forte sequência de alta, rompendo a máxima histórica com facilidade e surpreendendo muitos participantes do mercado.



Para muitos é somente o início da escalada, para outros houve exagero e haverá correção.

Na minha visão os drivers externos terão mais impacto essa semana, portanto o momento é de cautela e muita atenção.

A "antiga" máxima histórica (100.440) é suporte imediato.

Bons negócios!

Excelente semana.

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Cenário 21/06/2019

Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão desta sexta-feira sem sinal único, à medida que os investidores continuaram a digerir a guinada "dovish" por parte de grandes bancos centrais, mas também reagiram a indicadores abaixo do esperado da economia japonesa.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial do Japão mostrou que a contração na atividade do setor se aprofundou ainda mais em junho, ao cair de 49,8 pontos em maio para 49,5 pontos. "A fraqueza na demanda automotiva e a confiança moderada dos clientes na esteira dos atritos comerciais entre os Estados Unidos e a China foram frequentemente citados pelos entrevistados na pesquisa", apontou o relatório da IHS Markit. Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em baixa de 0,95%, para 21.258,64 pontos. Já em Seul, o Kospi recuou 0,27%, para 2.125,62 pontos.

Os dois indicadores não foram apoiados nem mesmo com a nova máxima histórica atingida pelo S&P 500 na quinta-feira diante da indicação de que pode haver cortes nas taxas de juros em grandes economias, como nos Estados Unidos, na zona do euro e no Japão. De acordo com a estrategista de investimentos da CFRA, Lindsey Bell, "se o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) reduzir os juros, isso significa que o ambiente econômico está desacelerando e, então, temos investidores que procuram por títulos por proteção".

Não por acaso, nos últimos dias, a busca por bônus do governo japonês (JGBs, na sigla em inglês) aumentou, fazendo com que o retorno do JGB de dez anos renovasse sucessivas mínimas históricas nos últimos dias. Para o analista de mercados sênior da London Capital Markets, Ipek Ozkardeskaya, "talvez seja questão de tempo até que o declínio dos rendimentos toque o alarme para o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês).

Também nesta sexta-feira, em solo chinês, o índice Xangai Composto fechou em alta de 0,50%, em 3.001,98 pontos, e o Shenzhen Composto, de menor abrangência, avançou 1,34%, para 1.649,73 pontos. Por lá, os investidores continuaram à espera do G20, quando o presidente americano, Donald Trump, e o chinês, Xi Jinping, devem se reunir para discutir as relações comerciais entre os dois países.

Líderes da União Europeia ressaltaram que o acordo do Brexit firmado com o Reino Unido durante o governo da primeira-ministra Theresa May não pode ser renegociado, independentemente de quem se tornar o próximo premiê britânico. Em uma cúpula de líderes do bloco nesta sexta-feira, o primeiro-ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel, comentou que o atual acordo do Brexit "é o melhor possível".

Com o conservador Boris Johnson favorito para se tornar o próximo primeiro-ministro britânico, Bettel disse que não faz diferença quem tomar posse no Reino Unido. "Não é possível alterar o acordo porque isso abre brecha para adiamentos de decisões", disse Bettel.

Líderes da UE devem discutir mais tarde os desenvolvimentos políticos no Reino Unido, que deve deixar o bloco em 31 de outubro. Alguns líderes disseram que uma nova extensão da data do Brexit só deve ser concedida para realizar novas eleições ou um novo plebiscito sobre o divórcio. Fonte: Associated Press. 

Os mercados acionários europeus operam sem sinal único na manhã desta sexta-feira à medida que os agentes monitoram os ricos geopolíticos decorrentes das tensões entre Estados Unidos e Irã, além de indicadores da economia europeia. Assim, às 8h46 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 operava em queda de 0,28%, cotado a 385,07 pontos.

Durante a madrugada, o Exército americano chegou a preparar um ataque ao Irã, em retaliação à derrubada de um drone de vigilância americano pelo país persa. Contudo o presidente Donald Trump voltou atrás da decisão abruptamente e desautorizou a operação. As tensões entre os dois países se agravaram desde o ano passado, quando Trump ordenou a retirada de Washington do acordo nuclear internacional firmado com Teerã em 2015 e impôs sanções econômicas ao país persa.

No campo macroeconômico, os agentes digeriram positivamente o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da Alemanha, que surpreendeu os agentes ao subir para 45,4 pontos na leitura preliminar de junho, acima das projeções de 44,5 pontos. Após o indicador, as bolsas europeias chegaram a renovar máximas, mas, no horário acima, o índice DAX caía 0,17%, para US$ 12.334,20 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuava 0,04%.

Ainda em solo europeu, o FTSE 100, da Bolsa de Londres, avançava 0,13%, apoiado pela fraqueza da libra esterlina diante de comentários cautelosos do presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Mark Carney, quanto à possibilidade de um Brexit sem acordo. Em Milão, o FTSE-MIB subia 0,11%; o Ibex 35, de Madri, avançava 0,09%; e o PSI 20, da Bolsa de Lisboa, apresentava alta de 0,49%.

O ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, fará nos próximos dias visita técnica a instituições norte-americanas nas cidades de El Paso e Washington, D.C. Segundo o Diário Oficial da União (DOU), Moro estará nessas localidades no período de 22 a 26 de junho. A publicação não informa quais instituições serão visitadas pelo ministro.


O gráfico diário do IBOV aponta o acionamento de um novo pivot de alta aos 99.365, agora suporte imediato em caso de correção, de acordo com o princípio de inversão de polaridade da análise técnica.


Tivemos máxima histórica em fechamento, porém não no intraday, o que já deverá ocorrer logo na abertura dessa sexta-feira.

A região de 100.440 será rompida, tornando-se o suporte mais próximo para os preços, ou piso capaz de indicar rompimento falso, portanto será crucial para o sinal de curto prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Cenário 19/06/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta quarta-feira, após desdobramentos positivos relacionados à disputa comercial entre Estados Unidos e China. Há expectativas também de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) siga hoje o caminho do Banco Central Europeu (BCE) no sentido de abrir as portas para futuros cortes de juros.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 0,96%, a 2.917,80 pontos, e o menos líquido Shenzhen Composto terminou o dia com valorização de 1,48%, a 1.526,77 pontos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou no Twitter ontem que "teve uma conversa telefônica muito boa" com o presidente chinês, Xi Jinping, e que ambos terão uma "reunião estendida" na próxima semana às margens da cúpula de líderes do G20 a ser realizada em Osaka, no Japão, reavivando esperanças de que as duas maiores economias do mundo consigam fechar um acordo comercial.

Antes de encontrar Xi, segundo Trump, autoridades dos dois países irão retomar as discussões comerciais que estão congeladas desde o mês passado. Os comentários do presidente americano ajudaram as bolsas de Nova York a fechar ontem com robustos ganhos, que variaram de cerca de 1% a 1,4%.

Investidores na Ásia - e em outras partes do mundo - também aguardam a decisão de política monetária do Fed, que será anunciada às 15h (de Brasília). A previsão é de que o Fed mantenha seus juros básicos nos níveis atuais, mas sinalize a possibilidade de cortes nos próximos meses, em parte por causa das incertezas no diálogo comercial sino-americano.

Se as apostas se confirmarem, o Fed seguirá a trajetória do presidente do BCE, Mario Draghi, que ontem sugeriu que a instituição poderá voltar a cortar juros e comprar ativos se não houver melhora na perspectiva econômica da zona do euro.

Em Tóquio, o Nikkei avançou 1,72% hoje, a 21.333,87 pontos, também na expectativa para o anúncio de política monetária do Banco do Japão (BoJ), prevista para a madrugada desta quinta-feira.

A taxa anual de inflação ao produtor da Alemanha, medida pelo índice conhecido como PPI, desacelerou de 2,5% em abril para 1,9% em maio, segundo dados publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis.

Em relação a abril, o PPI alemão caiu 0,1% em maio.

Excluindo-se custos de energia, que podem mostrar volatilidade, o PPI da Alemanha teve aumento de 1,1% na comparação anual de maio, mas ficou estável ante abril, informou a Destatis.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) disse hoje que adiará sua reunião para os dias 1 e 2 de julho, confirmando rumores que circularam mais cedo. Originalmente, o encontro estava marcado para os próximos dias 25 e 26.

Em comunicado, a Opep informou que a reunião de ministros de Energia do grupo será no dia 1º de julho. No dia seguinte, 2 de julho, se reunirão ministros da Opep e de um grupo de dez países aliados, liderados pela Rússia, conhecidos coletivamente como Opep+.

Na ocasião, a Opep+ irá discutir a manutenção ou não de cortes na produção que entraram em vigor no começo do ano e vencem no fim deste mês. Desde janeiro, produtores da Opep+ têm buscado reduzir sua oferta combinada em 1,2 milhão de barris por dia, numa tentativa de impulsionar os preços do petróleo.

A Arábia Saudita, líder informal da Opep, deseja estender os cortes na produção para o segundo semestre, segundo autoridades ouvidas pela Dow Jones Newswires.

A Vale poderá retomar as operações a úmido da mina de Brucutu, em Minas Gerais, em até 72 horas, após decisão do Superior Tribunal de Justiça. Também no comunicado assinado pelo diretor executivo de Relações com Investidores, Luciano Siani Pires, a companhia reitera as projeções (guidance) de vendas de minério de ferro e pelotas de 307 milhões a 332 milhões de toneladas este ano, como anteriormente divulgado, e informa que "a expectativa atual é que as vendas se aproximem do centro da faixa."

A decisão do STJ acata pedido apresentado pelo município de São Gonçalo do Rio Abaixo, suspendendo a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, em pedido liminar do Ministério Público, que impedia atividades da barragem Laranjeiras, em Brucutu.

Além disso, a companhia informa que como consequência dessa retomada, "haverá um incremento da qualidade média do portfólio de produtos".

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, irá ao Senado nesta quarta-feira, 19, para explicar as supostas mensagens trocadas com procuradores da Lava Jato durante à Operação. A audiência será realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa a partir das 9 horas.

Moro vai ao Senado um dia depois de novas mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil, em que o ex-juiz teria questionado, em 2017, uma investigação envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

O ministro terá 30 minutos para fazer uma exposição inicial. Na sequência, cada senador terá cinco minutos para fazer perguntas. Moro terá cinco minutos para responder, além de dois minutos para réplica e outros dois para tréplica. As inscrições para os senadores começaram mesmo antes do início da audiência. O primeiro a chegar, às 7h45, e a se inscrever foi o líder do PDT, Weverton (MA). A segunda foi a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS).

A estratégia de governistas é defender Moro no colegiado atacando a invasão de celulares e classificando como normais os contatos entre magistrados e procuradores. Já a oposição quer concentrar as perguntas no conteúdo das mensagens divulgadas, questionando o ministro sobre sua conduta enquanto juiz da Lava Jato. Alguns parlamentares ponderam que ainda querem aguardar novas revelações do caso.

Ontem, o ministro da Justiça almoçou com deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e com a senadora Soraya. Ela relatou que Moro mostrou tranquilidade com sua presença no Senado.


O gráfico diário do IBOV mostra uma barra elefante, com bom volume e sem sombras, mostrando pleno domínio dos touros na sessão de ontem.

Fechou logo acima de um ponto-chave (99.365), capaz de acionar um pivot de alta ou marcar um topo duplo.

A super quarta promete.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 18 de junho de 2019

Cenário 18/06/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente com ganhos moderados nesta terça-feira, à medida que investidores da região mantiveram a cautela antes da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que começa mais tarde e será concluída amanhã. A expectativa é que o Fed prepare o terreno esta semana para começar a cortar juros nos próximos meses, possivelmente a partir de julho. Na Oceania, o mercado australiano foi impulsionado por indicações do banco central local de que haverá mais cortes de juros adiante.

Na China, o índice Xangai Composto teve alta marginal de 0,09% hoje, a 2.890,16 pontos, enquanto o menos líquido Shenzhen Composto subiu 0,16%, a 1.504,57 pontos.

O impasse no diálogo comercial entre EUA e China continua, mas há expectativas de que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping se encontrem às margens da reunião de cúpula de lideres do G20, a ser realizada no Japão no fim deste mês, para discutir uma solução para as divergências comerciais entre as duas maiores potências econômicas globais. Antes disso, o líder chinês visitará a Coreia do Norte e se reunirá com o líder do país, Kim Jong-un, no fim da semana.

No Japão, por outro lado, o Nikkei recuou 0,72%, a 20.972,71 pontos, pressionado pela valorização do iene frente ao dólar durante a madrugada.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu de -2,1 em maio para -21,1 em junho, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão ZEW. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda bem menor do indicador, a -8,5.

Já o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW diminuiu de 8,2 em maio para 7,8 em junho. Neste caso, a projeção era de redução maior, a 6. 

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse hoje que mais cortes de juros continuam fazendo parte das ferramentas da instituição.

Draghi, que falou durante pronunciamento no segundo dia do fórum anual do BCE, em Sintra, Portugal, previu que estímulos adicionais serão necessários se a perspectiva da zona do euro não melhorar. Indicadores dos próximos trimestres sugerem continuidade da fraqueza na região, destacou ele.

Draghi disse ainda que há espaço considerável para o BCE comprar mais ativos por meio de seu programa de relaxamento quantitativo (QE, pela sigla em inglês), que foi encerrado em dezembro do ano passado.

Draghi reiterou também que o BCE está comprometido com a estabilidade dos preços na zona do euro e afirmou que, nas próximas semanas, a instituição vai deliberar como suas ferramentas podem ser adaptadas para os riscos à inflação.

Ainda segundo Draghi, taxas de juros negativas provaram ser uma ferramenta muito importante na estratégia monetária do BCE. A atual taxa de depósitos da instituição é de -0,40%.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,75% na segunda prévia de junho, após ter aumentado 0,58% na segunda prévia de maio. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 4,33% no ano e avanço de 6,46% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de junho. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 1,15% ante um avanço de 0,72% na segunda prévia de maio.

O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou queda de 0,05% na segunda prévia de junho, depois de um avanço de 0,40% em igual leitura de maio. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve variação zero na segunda prévia de junho, depois da alta de 0,06% na segunda prévia do mês anterior.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de maio a 10 de junho. No dado fechado do mês de maio, o IGP-M teve alta de 0,45%.

O gráfico diário mostra o IBOV em um ponto decisivo, com perda da LTA de curto prazo riscada em azul, porém respeitando a região entre 97.600 e 98.000 como suporte, mesmo fechando cravada na parte baixa desse piso.


A abertura será positiva, com um provável teste de 98.325 logo de cara.

O desafio será sustentar os preços acima da média móvel de 5 períodos e romper 98.325, tarefa nada fácil, mas possível.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Cenário 17/06/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações modestas nesta segunda-feira, em clima de cautela antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), a ser anunciada na quarta-feira (19).

Embora não haja expectativa de que o Fed agirá nesta semana, a persistente desavença comercial entre EUA e China e sinais de desaceleração da economia global geram apostas de que o BC americano poderá voltar a cortar juros nos próximos meses, provavelmente a partir de julho.

O apetite por risco na Ásia também é contido pelo impasse nas negociações comerciais sino-americanas e por fatores geopolíticos.

No fim da semana passada, a China divulgou que sua produção industrial cresceu em maio no menor ritmo em 17 anos, mais uma evidência dos efeitos da rixa comercial entre Washington e Pequim. Além disso, um ataque a dois navios petroleiros no Golfo de Omã, na última quinta-feira (13), ajudou a intensificar as tensões entre EUA e Irã, desestimulando investimentos em ativos financeiros considerados mais arriscados.

Na China, o índice Xangai Composto subiu 0,20% hoje, a 2.887,62 pontos, graças a ações de companhias farmacêuticas, mas o menos líquido Shenzhen Composto recuou 0,20%, a 1.502,12 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei ficou perto da estabilidade, mas garantiu o segundo ganho consecutivo, de 0,03%, a 21.124,00 pontos.

O Deutsche Bank planeja criar um "banco ruim" para abrigar ou vender ativos avaliados em até 50 bilhões de euros (US$ 56 bilhões), à medida que a instituição prepara uma reestruturação de sua divisão de trading. A reestruturação deverá ser anunciada no fim de julho, junto com o balanço semestral do banco. 

Com a saída de Joaquim Levy da presidência do BNDES após ser duramente criticado pelo presidente Jair Bolsonaro, o governo cogita mudanças para o banco. Uma das hipóteses é que a instituição seja assumida pelo secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar, e, com ele, seja transferido para o BNDES parte das atribuições da secretaria. Outros cotados são Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central que assumiu a presidência do conselho do BNDES neste ano, Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do banco, e Solange Vieira, funcionária de carreira do BNDES e atual presidente da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

À espera do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, nesta semana, os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019 e 2020. A principal novidade é que, agora, eles projetam uma Selic este ano abaixo do piso histórico atual, de 6,50% ao ano.

O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic em 2019 foi de 6,50% para 5,75% ao ano. Há um mês, estava em 6,50%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 foi de 7,00% para 6,50% ao ano, ante 7,25% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção seguiu em 7,50%, ante 8,00% de um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 foi mantida em 7,50%, também igual ao visto um mês antes.

Em 8 de maio, o Copom anunciou a manutenção, pela nona vez consecutiva, da Selic em 6,50% ao ano. Ao mesmo tempo, indicou que o risco de uma inflação menor devido ao fraco desempenho econômico se elevou desde a reunião anterior, em março. A instituição reiterou, porém, que manterá "cautela, serenidade e perseverança" em suas próximas decisões, "inclusive diante de cenários voláteis". Na quarta-feira (19), o Copom volta a decidir sobre a Selic.

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 foi de 6,50% para 5,75% ao ano, ante 6,50% de um mês antes. No caso de 2020, seguiu em 6,50%, ante 7,00% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 seguiu em 7,50%. Há um mês, estava em 8,00%. Para 2022, a projeção do Top 5 foi de 7,50% para 7,00%, ante 7,75% de um mês antes.


O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark em um ponto decisivo, pois a mínima do pregão de sexta-feira (14) foi uma forte resistência recente, derrubando os preços no intraday por quase duas semanas seguidamente.

O mercado tem memória e poderemos ter alta na sessão de hoje, apesar de todas a turbulência do final de semana.

Na minha leitura, para isso bastaria um rompimento firme de 98.325, levando junto a média móvel de 5 períodos.

Ademais, temos uma LTA tocada, fechamento acima de 98k e sombra inferior.

A palavra de ordem será volatilidade.

Os "entendidos" que adiantaram um cenário de baixa, sangue, depreciação de ativos com forte volume, caos e perdas generalizadas para essa segunda-feira, após a correta demissão de Joaquim Levy, na minha visão pessoal, serão profetas ou patetas?

O mercado, sempre soberano, dará a resposta.

Meu nome preferido para o BNDES é Gustavo Franco, mas penso que os potenciais indicados são ótimos.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Cenário 14/06/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, à medida que a escalada de tensões no Oriente Médio levou investidores a evitar ativos financeiros considerados mais arriscados, como ações.

O apetite por risco foi prejudicado depois que dois navios petroleiros foram atacados ontem no Golfo de Omã, na costa do Irã. Os Estados Unidos acusam os iranianos de estarem por trás do ataque, que deu forte impulso às cotações do petróleo.

O regime iraniano tem ameaçado bloquear o tráfego no Estreito de Ormuz, que fica próximo ao local do ataque, em retaliação à decisão de Washington de retomar sanções contra Teerã.

Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,99% hoje, a 2.881,97 pontos, enquanto o menos líquido Shenzhen Composto teve queda mais expressiva, de 1,81%, a 1.505,06 pontos. Na semana, porém, o Shangai e o Shenzhen acumularam ganhos de 1,90% e 2,75%, respectivamente, em parte impulsionados por planos do governo chinês de incentivar grandes projetos de infraestrutura.

Quando os negócios nos mercados chineses estavam se encerrando, foram divulgados os últimos números de produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos do país, que mostram desaceleração mais acentuada da segunda maior economia do mundo.

A produção industrial chinesa teve expansão anual de 5% em maio, menor que o ganho de 5,4% de abril e abaixo da projeção de analistas (+5,5%). Por sua vez, os investimentos em ativos fixos não-rurais cresceram 5,6% entre janeiro e maio ante igual período de 2018, desempenho que frustrou as expectativas de aumento de 6,1%, variação que foi observada nos primeiros quatro meses do ano.

Por outro lado, as vendas no varejo da China se recuperaram em relação a abril, que havia marcado o pior resultado em anos. Em maio, o setor varejista do país vendeu 8,6% mais do que no mesmo mês de 2018, superando a projeção de economistas, que era de ganho de 8,2%. Em abril, as vendas haviam subido 7,2% na comparação anual.

Os dados vêm num momento de impasse nas negociações comerciais entre Washington e Pequim. Há expectativas de que os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, se encontrem às margens da reunião de cúpula de líderes do G20 prevista para o fim deste mês, no Japão, para discutir um acordo comercial. A presença de Xi no evento, porém, ainda não foi confirmada.

O Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira formaliza a exoneração do general Carlos Alberto dos Santos Cruz do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência e publica a nomeação de seu substituto, o também general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira.

Alvo de ataques do escritor Olavo de Carvalho e do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), Santos Cruz foi demitido ontem pelo presidente Jair Bolsonaro durante almoço no Palácio do Planalto. O diálogo ocorreu pouco antes de Bolsonaro viajar para Belém (PA), com a presença também dos ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno Ribeiro, e da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

Santos Cruz vinha acumulando desgaste desde que reagiu às críticas de Olavo, mas não foi endossado por Bolsonaro. Ele integrava o núcleo duro do Planalto e é o primeiro ministro militar a deixar o governo.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) desacelerou a alta a 0,49% em junho, após ter aumentado 0,70% em maio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado anunciado há pouco ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de 0,13% e 0,66%, e abaixo da mediana de 0,51%.

Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10 de junho, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram avanço de 0,72% no mês, ante uma elevação de 0,84% em maio. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram crescimento de 0,02% em junho, após a elevação de 0,47% em maio. Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve aumento de 0,04% em junho, depois de um avanço de 0,31% em maio.

O IGP-10 acumulou um aumento de 3,78% no ano. A taxa em 12 meses ficou positiva em 6,57%.

O período de coleta de preços para o indicador de junho foi do dia 11 de maio a 10 deste mês.


O gráfico diário do IBOV segue sua movimentação complexa e enigmática no curto prazo, deixando sinais dúbios e de difícil interpretação.

Por um lado temos sombra superior e preços distantes da média de 21, por outro forte volume, conservação de 98.325 e da média móvel de 5 períodos como suporte, além de mínima e máxima de ontem mais altas que na véspera.

Os drivers internos e externos são antagônicos, exemplo maior metais x petróleo, que caminham em direções opostas no curto prazo.

Na minha visão, o fechamento da semana será a prova do nove, como dizia-se na minha época de primário.

Depois vinha o ginásio, colegial e faculdade para os poucos privilegiados.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quinta-feira, 13 de junho de 2019

Cenário 13/06/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, em meio a dúvidas sobre a capacidade de Estados Unidos e China de superarem suas desavenças comerciais e protestos em Hong Kong que pressionaram o mercado local pelo segundo dia consecutivo, embora o Hang Seng tenha praticamente zerado as perdas no fim do pregão.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto ficou perto da estabilidade, com alta marginal de 0,05%, a 2.910,74 pontos. Já o menos líquido Shenzhen Composto teve modesta valorização de 0,29%, a 1.532,79 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,05%, a 27.294,71 pontos, depois de chegar a registrar queda de 1% no começo dos negócios, em reação a violentos confrontos entre a polícia local e manifestantes contrários a um polêmico projeto de lei que propõe a extradição de supostos criminosos para a China continental. A votação da proposta foi adiada.

O impasse nas negociações comerciais entre EUA e China continua no radar, após o recente endurecimento da retórica pelos governos de ambos os países.

Nos últimos dias, o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, alertou que um eventual encontro entre os presidentes americano, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, às margens da reunião de cúpula do G20 marcada para o fim deste mês no Japão, não levará a um acordo comercial definitivo entre as duas maiores economias do mundo.

O diálogo comercial sino-americano foi interrompido semanas atrás, após surgirem divergências sobre determinados pontos do acordo que estava em discussão.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei recuou 0,46% em Tóquio hoje, a 21.032,00 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi cedeu 0,27% em Seul, a 2.103,15 pontos, e o Taiex caiu 0,51% em Taiwan, a 10.561,01 pontos.

Um grupo de segurança marítima do Reino Unido fez um alerta hoje sobre um incidente não especificado no Golfo de Omã e pediu "extrema cautela" em meio a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã e uma visita oficial do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, ao país do Oriente Médio. Em reação à notícia, o petróleo tipo Brent chegou a subir mais de 4% nos negócios da madrugada desta quinta-feira.

A mídia iraniana alega - sem oferecer evidências - que houve uma explosão que tinha como alvo navios petroleiros no Golfo de Omã. Uma empresa privada de inteligência afirmou posteriormente que um petroleiro estava à deriva e em chamas.

A companhia Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, pela sigla em inglês), que é gerida pela marinha britânica, fez o alerta, mas não deu mais detalhes sobre o incidente.

Às 9h40 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para entrega em agosto subia 3,13% na ICE, a US$ 61,85, depois de chegar a ser negociado a US$ 62,64, com alta de mais de 4%. Já o barril do WTÏ para julho avançava 2,76% na Nymex, a US$ 52,55.

Ontem, os futuros de petróleo sofreram tombos de 3,7% a 4%, em reação a um inesperado aumento nos estoques de petróleo bruto dos EUA na semana passada, de cerca de 2 milhões de barris, apontado em pesquisa do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano.

O site The Intercept Brasil publicou na noite de quinta-feira uma versão expandida das conversas já publicadas entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, obtidas por meio de subtração do aplicativo de mensagens Telegram ao longo de vários anos da Lava Jato. O site explica que não se trata da íntegra do material até aqui publicado, pois há conversas ainda sob investigação e ainda não foram fornecidos os contextos de trocas de mensagens entre Deltan e outros procuradores, no grupo da força-tarefa.

Nos diálogos expandidos não há muitas revelações além do que já havia sido publicado, só mais detalhamento ora de preocupações com o futuro da operação, ora de estratégias para próximas fases ou contraposição a manifestações do PT ou do STF. Também falam sobre recursos do Ministério Público e combinam pelo menos uma reunião.

A leitura do relatório da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara deve concentrar as atenções do mercado de câmbio nesta quinta-feira de agenda externa mais fraca.

O investidor deve monitorar ainda os desdobramentos do anúncio ontem pela Petrobras de revisão na periodicidade de reajustes nos preços de óleo diesel e gasolina comercializados em suas refinarias. E também deve avaliar o desempenho misto do dólar no exterior. O índice do dólar (DXY) mostra viés de baixa, enquanto a divisa americana opera sem direção única frente moedas de países emergentes exportadores de commodities.

O presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência, deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), disse, em entrevista à GloboNews nesta manhã, que espera que a apresentação do parecer do relator sobre a reforma, Samuel Moreira (PSDB-SP), ocorra sem obstrução da oposição. De acordo com ele, ficou difícil para o bloco ficar contra reforma porque "tudo o que eles queriam que fosse retirado, como BPC, aposentadoria rural e idade mínima de 60 anos para professores, caiu". A estimativa de economia fiscal para o governo, caso o projeto seja aprovado do jeito que está hoje, em 10 anos, é de R$ 850 bilhões, disse o relator da proposta, Samuel Moreira. Ramos afirmou ainda que a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSSL) dos bancos poderia, no relatório de Samuel Moreira, ficar em 20% para financiar a Previdência.

Em relação à retirada dos Estados e municípios da reforma, Ramos disse que acredita ser possível a inclusão em Plenário. O diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), Felipe Salto, alerta que "o problema fiscal dos Estados e municípios é mais sério que o da União". "Eles têm menos instrumentos para fazer frente à crise econômica, que afeta a geração de receitas", avalia. A retirada dos Estados do relatório representa, na visão de Salto, a perda de uma "oportunidade de ouro para endereçar uma mudança estrutural nas contas públicas". Ele lembrou que o déficit atuarial dos Estados está em mais de R$ 5 trilhões e que apenas quatro das 27 unidades federativas têm superávit financeiro.


O gráfico diário do IBOV mostra um candle de baixa relevante, acompanhado de volume e amplitude, distante da média móvel de 21 períodos, sinal de cautela e atenção.


Por outro lado, respeitou a média móvel de 5 períodos como suporte, marcando mínima na região, além de preservar a cabeça do pivot de alta (97.990) e o topo mais recente (98.325).

A abertura será altista, o desafio será manter os preços elevados.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Cenário 12/06/2019

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta-feira, após os mercados acionários de Nova York interromperem ontem uma sequência recente de valorização em meio à disputa comercial entre Estados Unidos e China.

Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a defender o uso de tarifas como parte de sua estratégia comercial e disse que não avançará nas negociações com a China a menos que Pequim ceda em quatro ou cinco "grandes pontos" que ele não especificou. O governo chinês, por sua vez, prometeu uma "dura resposta" se Washington insistir em intensificar as tensões comerciais.

Há expectativas de que Trump e o presidente da China, Xi Jinping, se encontrem às margens da reunião de cúpula de líderes do G20 prevista para o fim deste mês, em Osaka, no Japão. A presença de Xi no evento, porém, ainda não foi confirmada.

Depois de avançarem nos dois pregões anteriores, os mercados chineses migraram para o vermelho hoje. O Xangai Composto caiu 0,56%, a 2.909,38 pontos, e o menos líquido Shenzhen Composto, formado por empresas menores, recuou 0,64%, a 1.528,40 pontos.

A queda também veio na esteira dos últimos dados de inflação da China. A taxa anual de inflação ao consumidor do gigante asiático acelerou de 2,5% em abril para 2,7% em maio, como previam analistas, atingindo o maior nível em 15 meses.

A desvalorização mais acentuada, porém, foi do Hang Seng, que caiu 1,73% em Hong Kong, a 27.308,46 pontos, em meio a violentos protestos locais contra um polêmico projeto de lei que propõe a extradição de supostos criminosos para julgamento na China continental.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 0,35% em Tóquio, a 21.129,72 pontos, após subir nas três sessões anteriores, e o sul-coreano Kospi recuou 0,14% em Seul, a 2.108,75 pontos, depois de quatro pregões de ganhos, mas o Taiex registrou alta marginal de 0,01% em Taiwan, a 10.615,66 pontos.

O Congresso Nacional aprovou, com apoio unânime de governistas, parlamentares de centro e oposição, uma autorização especial para que o governo possa pagar R$ 248,9 bilhões em benefícios sociais com dinheiro obtido com empréstimos. A prática é vedada pela Constituição e seu descumprimento é crime de responsabilidade, passível de impeachment.

A única exceção é se metade do Legislativo der o aval para que o governo emita títulos e use esses recursos para bancar as despesas. É essa permissão que foi aprovada ontem por 450 deputados e 61 senadores.

Após o fim da sessão, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que o resultado da votação era um "sinal claro" da disposição dos parlamentares em apreciar matérias de interesse do País, não do governo. Ele agradeceu aos congressistas pela "maturidade" ao lidar com o tema.

A votação do crédito suplementar para liberar as despesas travadas pela regra de ouro só foi possível porque o governo selou um acordo que vai liberar R$ 1 bilhão em recursos para o Minha Casa Minha Vida e mais R$ 1 bilhão para o custeio de universidades. Também foram prometidos R$ 550 milhões para a transposição do Rio São Francisco e R$ 330 milhões para bolsas de pesquisas ligadas ao Ministério de Ciência e Tecnologia, áreas estranguladas pelo forte aperto orçamentário. O governo já precisou contingenciar R$ 32 bilhões até agora devido à frustração nas receitas.

Além disso, antes da votação do crédito suplementar para o governo, o Congresso derrubou quatro vetos presidenciais, três deles do presidente Jair Bolsonaro, na sessão conjunta de deputados e senadores nesta terça-feira.

Já sobre a reforma da Previdência, o presidente da comissão especial que trata do tema, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), disse ontem que a discussão do parecer do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) deve se estender por duas ou três sessões. Nesse cronograma, o debate ocuparia praticamente toda a semana que vem, caso o relator mantenha a previsão de leitura do parecer nesta quinta-feira (13).

Ele evitou, porém dizer se a votação na comissão acabará ficando para a primeira semana de julho, diante do feriado de Corpus Christi e das festas juninas - que geralmente mobilizam parlamentares do Nordeste a ficarem nas suas bases.

Após a reunião do Fórum dos Governadores, ontem, o governador do Piauí, Wellington Dias, deve se reunir com a bancada estadual na próxima semana para tratar da reforma da Previdência. Ele calcula que hoje é possível ter até seis votos de uma bancada de dez deputados. Com mudanças solicitadas pelos governadores, como a exclusão de mudanças na aposentadoria rural e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), será possível ampliar o número de apoiadores da reforma em outros três votos, prevê.

Outros governadores do Nordeste, que preferem falar em condição de anonimato, calculam que podem convencer ao menos dois terços de suas bancadas a votar a favor da reforma.

A Gerdau está negociando a aquisição da Siderúrgica latino-americana (Silat), localizada em Caucaia, no Ceará, que pertence ao grupo espanhol Hierros Añón. A companhia é produtora de aços longos, produto usado na construção civil. A empresa tem capacidade instalada anual para fazer 600 mil toneladas de vergalhões e fio-máquina e 60 mil toneladas de malhas eletrosoldadas. Segundo fontes, o valor do negócio é da ordem de US$ 100 milhões.


O gráfico diário do IBOV mostra uma marobuzu, acompanhado por forte volume na sessão de ontem (11), com a mínima marcada na média móvel de 5 períodos e rompimento de 97.610 e 98.325, agora suportes em caso de correção, pela inversão de polaridade da análise técnica.

O sinal é forte, mas não seria uma surpresa haver alguma correção, especialmente no intraday, seja pelo exterior negativo ou volatilidade extra em razão do vencimento do índice futuro nessa quarta-feira.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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