quarta-feira, 15 de maio de 2019

Cenário 15/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam com ganhos nesta quarta-feira, recuperando-se após quedas recentes. Investidores monitoraram sinais da tensão comercial entre Estados Unidos e China e também indicadores chineses. Os dados mostraram desaceleração em abril, mas o sinal negativo da economia pode ter sido contrabalançado pela esperança de novos estímulos por parte de Pequim mais adiante.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,91%, em 2.938,68 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 2,33%, a 1.650,21 pontos.

Na agenda de indicadores, a produção industrial chinesa cresceu 5,4% em abril, na comparação anual, após alta de 8,5% em março, abaixo da previsão de avanço de 6,6% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. As vendas no varejo tiveram expansão de 7,2% em abril, abaixo do ganho de 8,7% de março e da previsão de acréscimo de 6,6%, enquanto os investimentos em ativos fixos não-rurais cresceram 6,1% entre janeiro e abril, ante igual intervalo de 2018, ante expectativa de alta de 6,4%.

Além disso, o governo chinês se pronunciou novamente sobre as tensões com os EUA. Em entrevista coletiva, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês disse que o país espera um "ambiente justo" para suas empresas, em meio a relatos de que o governo americano poderia restringir a presença chinesa no setor de equipamentos de telecomunicações citando como razão para isso a segurança nacional.
Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,58%, a 21.188,56 pontos. O setor de eletrônicos puxou a recuperação da praça japonesa, após várias sessões de recuos. Renesas subiu 11% após balanço, enquanto Sony avançou 4%.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha, maior economia europeia, cresceu 0,4% no primeiro trimestre do ano ante o quarto trimestre de 2018, segundo dados preliminares divulgados hoje pela Destatis, a agência de estatísticas do país.

Na comparação anual, o PIB alemão teve expansão de 0,7% entre janeiro e março.

Os resultados vieram em linha com as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

A liquidez da Gafisa no fim do primeiro trimestre de 2019 ficou mais apertada. A companhia acumulou mais dívidas com vencimento no curto prazo do que dinheiro em caixa para honrar os compromissos, conforme mostrou seu balanço.

A dívida bruta com vencimento nos 12 meses seguintes (até março de 2020) soma R$ 283,831 milhões, incluindo debêntures, capital de giro e financiamento à produção. Por outro lado, as disponibilidades de recursos no caixa são de R$ 63,068 milhões, diminuição de 69% em um ano. A dívida total é de R$ 790,172 milhões, recuo de 20%. A dívida líquida está em R$ 727,104 milhões, baixa de 7%.

A alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido) subiu de 83,1% para 161,8% em um ano, reflexo dos prejuízos acumulados nos últimos períodos, que foram maiores que a redução do endividamento bruto.

A Renova Energia elevou o prejuízo líquido em 51,2% no primeiro trimestre para R$ 182,286 milhões, o que a diretoria atribui principalmente à redução da receita operacional, ao aumento das despesas administrativas (acrescidas pela suspensão e cessão do contrato de compra e venda de energia para Cemig e Light) e ao aumento das despesas financeiras.

A Somos Educação, empresa controlada pela Saber, que pertence à Kroton, reportou no primeiro trimestre de 2019 lucro líquido ajustado de R$ 45,5 milhões, 31,3% acima do mesmo período de 2018.

A companhia ficou com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado 22,8% maior, chegando a R$ 205,5 milhões nos três primeiros meses de 2019. A margem subiu para 40% de 30% na comparação com o mesmo período de 2018.
A Embraer registrou prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 160,8 milhões no primeiro trimestre de 2019, 23% superior ao prejuízo de R$ 130,4 milhões registrado um ano antes. Já no critério ajustado, excluindo impostos diferidos e itens especiais, a companhia contabilizou prejuízo líquido de R$ 229,9 milhões entre janeiro e março, resultado 10% acima da perda de R$ 208,9 milhões reportado um ano antes.

O balanço apresentado nesta manhã ainda não considera a separação da Unidade de Aviação Comercial como operação descontinuada e a apresentação pública aos investidores. As informações financeiras trimestrais (ITR) completas do período, revisadas por um auditor externo, serão divulgadas em 31 de maio.

O Banco Central informou há pouco que seu Índice de Atividade (IBC-Br) registrou baixa de 0,68% no acumulado do trimestre até março de 2019, na comparação com o trimestre anterior (outubro a dezembro de 2018), pela série ajustada.

O BC informou ainda que o IBC-Br acumulou alta de 0,23% no trimestre até março de 2019 ante o mesmo período do ano passado, pela série sem ajustes sazonais.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

O gráfico diário do IBOV mostra a formação de um candle de equilíbrio na base do marobuzu de segunda-feira.

Geralmente existe continuidade do movimento prévio após padrões como esse, porém a baixa já vinha pressionando muito antes do candle de baixa com massa, o que indica chances de repique e quem sabe, inflexão, nessa região.

A abertura deverá ser levemente negativa com base no índice futuro, que tem queda de 0,99% enquanto escrevo.

Uma recuperação ao longo do dia seria factível, na minha leitura.

Bons negócios!

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