quinta-feira, 9 de maio de 2019

Cenário 09/05/2019

As bolsas asiáticas registraram pregão negativo nesta quinta-feira, novamente penalizadas pelas tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Além disso, investidores monitoraram indicadores da potência asiática, entre eles um dado modesto de novos empréstimos.

A Bolsa de Xangai fechou em queda de 1,48%, em 2.850,95 pontos, no seu oitavo recuo em 11 pregões e em nova mínima de fechamento em dois meses e meio. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 1,28%, a 1.579,79 pontos.

Na agenda de indicadores, os novos empréstimos da China recuaram a 1,02 trilhão de yuans (US$ 150,3 bilhões) em abril, segundo dados do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês). O montante ficou abaixo do 1,69 trilhão de yuans de março e também da previsão de 1,20 trilhão de yuans dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Já o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China subiu 2,5% em abril, na comparação com igual mês de 2018, na máxima em seis meses e em linha com a previsão. Na comparação anual, o CPI avançou 0,1%. A meta do governo é manter inflação ao consumidor abaixo de 3% em 2019. O índice de preços ao produtor (PPI) chinês subiu 0,9% na comparação anual de abril, ante expectativa de alta de 0,6%. No confronto mensal, o índice teve ganho de 0,3% em abril.

As bolsas chinesas chegaram a melhorar à tarde, mas depois disso voltaram a atingir mínimas. Há expectativa pela rodada de negociações comerciais entre americanos e chineses em Washington nesta semana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, porém, anunciou no domingo sua intenção de impor mais tarifas, acusando Pequim de recuar em compromissos assumidos. O Ministério do Comércio chinês se pronunciou hoje, prometendo retaliar caso os EUA levem adiante a ameaça.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em queda de 0,93%, em 21.402,13 pontos, na terceira queda seguida da bolsa japonesa. O iene mais forte por causa da busca por segurança entre investidores pressionou as ações de exportadoras do Japão.

A Rio Tinto acompanha de perto os problemas na produção de minério de ferro no Brasil para determinar se irá acelerar qualquer projeto para elevar sua própria produção e deve ter uma ideia mais clara disso até o fim deste ano, afirmou o executivo-chefe da mineradora, Jean-Sebastien Jacques.

As exportações do ingrediente do aço do Brasil, um dos maiores produtores de minério de ferro, têm recuado conforme a gigante Vale corta produção, após o desastre mortífero do rompimento da barragem de Brumadinho em janeiro. "Há muita incerteza em relação à Vale. Nós não sabemos o que o regulador fará no Brasil", comentou Jacques a repórteres, após reunião anual dos acionistas na Austrália. "Até o fim deste ano, nós teremos uma avaliação melhor do equilíbrio entre a oferta e a demanda e se faz sentido avançar mais ou não."

O vice-primeiro-ministro da China Liu He chega a Washington para tentar um acordo comercial com os EUA, após Trump ameaçar com alta das tarifas a produtos chineses, de 10% para 25%, a partir de amanhã. Às 9h30, o presidente do FED, Jerome Powell, faz pronunciamento. Aqui, 27 companhias divulgam balanços, com BB antes da abertura e Vale, após o fechamento. Entre os indicadores, as vendas no varejo em março podem confirmar a fraqueza da economia, um dia depois que o Copom veio um pouquinho mais dovish no comunicado.

O Banco do Brasil, que encerra hoje a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto no País, teve lucro líquido ajustado de R$ 4,247 bilhões, alta de 40,3%, ante um ano, quando somou R$ 3,026 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores o aumento foi de 10,5%.

Em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, o BB destaca que o resultado do primeiro trimestre foi impactado pelo aumento da Margem Financeira Bruta, redução das despesas de provisão de crédito, aumento das rendas de tarifas e pelo controle de custos, que desempenharam abaixo da inflação.

A carteira de crédito ampliada somou R$ 684,171 bilhões ao final de março, queda de 1,9% ante dezembro e aumento de 0,8% em um ano. Enquanto na pessoa física os empréstimos cresceram 1,7% no trimestre e 7,7% em um ano, as operações para empresas encolheram 5,2% e 6,3%, respectivamente.

O BTG Pactual encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 675 milhões, correspondente a uma elevação de 12,5% frente ao mesmo período do ano passado, de R$ 600 milhões. Em relação ao quarto trimestre de 2018, de R$ 552 milhões, o lucro líquido do banco subiu 22,3%.

Em base ajustada, o lucro do BTG no primeiro trimestre foi de R$ 721 milhões, 9,24% acima do primeiro trimestre de 2018, quando o resultado apurado foi de R$ 660 milhões, e 1,4% superior aos R$ 711 milhões do quarto trimestre.

A liderança do Brasil na melhora do clima econômico na América Latina observada no trimestre até janeiro, graças ao índice de expectativa, se inverteu e o país passou a ser o primeiro entre os piores no trimestre encerrado em abril, segundo o indicador Ifo/FGV de Clima Econômico (ICE) da América Latina elaborado em parceria entre o instituto alemão Ifo e a Fundação Getúlio Vargas.

O Brasil passou de uma alta de 3,6 pontos positivos para 21,1 pontos. O resultado foi puxado para baixo pela frustração das expectativas que ainda haviam para a melhora da economia em janeiro. Assim, ficou na média de seus pares latinos.

O ICE da América Latina saiu de uma queda de 9,1 pontos no trimestre terminado em janeiro para queda de 21,1 pontos no trimestre terminado em abril deste ano. A maior influência, segundo a FGV, foi a queda do Indicador da Situação Atual (ISA) e do Indicador das Expectativas (IE). O Indicador das Expectativas (IE) caiu 15,8 pontos ao passar de 25,0 para 9,2 pontos no mesmo período ainda permanece na zona favorável. Já, o Indicador da Situação Atual (ISA) apresentou queda menor, de 9,0 pontos, permanecendo com saldo de respostas negativo.
O gráfico diário do IBOV mostra uma movimentação complexa desde meados de fevereiro, portanto estamos praticamente há três meses de lado.

Com exceção do pico aos 100.400 e o vale a 91.585, passamos a maior parte do tempo oscilando entre 93.000 e 97.000.

O mercado tem memória e não será fácil quebrar esse padrão, quem sabe estamos perto.

Eu apostaria que sim.

Tanto que formou-se tanto um OCO como um OCOI no diário, mais equilíbrio quase impossível.

Pois bem, temos um candle de fundo marcado anteontem, uma sessão de alta com fechamento acima das médias e da máxima desse candle citado, porém com sombra superior que já levantava suspeitas sobre uma abertura negativa nessa quinta-feira, o que irá ocorrer de fato.

O desafio será mensurar a força de touros e ursos ao longo da sessão.

Eu estou com os touros hoje, acho que irão encurralar os ursos e trazer um fechamento verde, mesmo que leve.

Bons negócios!

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