terça-feira, 7 de maio de 2019

Cenário 07/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem sinal único, nesta terça-feira. As praças chinesas tiveram sessão mais calma e subiram, após o recuo forte da sessão anterior, que foi marcada pela aversão ao risco após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar no domingo a decisão de impor mais tarifas contra produtos chineses. Hoje, a Bolsa de Tóquio registrou perdas, depois de não ter operado no dia anterior.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 0,69%, em 2.926,39 pontos, e a de Shenzhen registrou ganho de 1,62%, a 1.610,76 pontos. Com isso, recuperaram-se após ambas registrarem na segunda-feira o maior recuo diário desde fevereiro de 2016. Air China subiu 0,76% e Bright Dairy & Food A teve ganho de 5,60%, em Xangai.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei recuou 1,51%, a 21.923,72 pontos. Entre os maiores declínios estiveram os setores de eletrônicos e maquinário. Murata Manufacturing caiu 13,20, Komatsu teve baixa de 10,06% e Fujitsu, de 9,10%.

O vice-primeiro-ministro da China, Liu He, irá visitar Washington na quinta e sexta-feira (9 e 10) para uma nova rodada de discussões comerciais com os Estados Unidos, segundo comunicado divulgado hoje pelo Ministério de Comércio chinês.

No domingo (5), circularam rumores de que Pequim poderia cancelar a visita de Liu, que já estava prevista para esta semana, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que o governo americano elevará tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses na próxima sexta.

O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse que os Estados Unidos reconsiderariam a imposição de tarifas mais altas à China se as negociações voltassem aos trilhos. Segundo ele e o representante comercial do país, Robert Lighthizer, um acordo ainda poderia ser alcançado, já que a delegação chinesa não cancelou os planos de viagem à Washington para uma nova rodada de conversas.

Um dia após uma jornada de quedas acentuadas pelo agravamento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, as bolsas europeias operam sem sinal único, mas em geral com modesta recuperação, no início dos negócios desta terça-feira. 

Na agenda, as encomendas à indústria da Alemanha cresceram 0,6% em março ante fevereiro, abaixo da previsão de alta de 1,2% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Entre os balanços, a AB InBev teve lucro de US$ 3,571 bilhões no primeiro trimestre, avanço de 250% na comparação anual, mas a ação recuava 1,4% na Bolsa de Bruxelas. Em Frankfurt, o papel da BMW caía 1,1%, após balanço, mas Hannover Re subia 1,4%, depois de resultados que agradaram. Londres destoava entre as demais bolsas, já que não havia funcionado ontem por causa de feriado no Reino Unido. 

O Magazine Luiza apresentou no primeiro trimestre lucro líquido de R$ 132,1 milhões, o que representa uma queda de 10,4% sobre o mesmo período do ano passado. O dado considera a adoção do IFRS 16, que se refere à contabilidade de arrendamentos. Já o dado pró-forma, sem esse efeito e em bases comparáveis, foi de R$ 138,6 milhões, queda de 6%.

A Ambev registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,762 bilhões no primeiro trimestre de 2019, resultado 6,2% maior que os R$ 2,600 bilhões de igual período no ano passado. Já o lucro líquido ajustado atribuído ao controlador foi de R$ 2,674 bilhões, alta de também 6,2% na comparação anual. Os resultados já contabilizam a adoção da norma contábil IFRS16, que altera a divulgação de arrendamentos. A Ambev decidiu pela adoção retrospectiva completa e reapresentou os saldos de 2018.

Após subir 0,02% em março, o preço médio dos imóveis residenciais no País mostrou uma aceleração e cresceu 0,14% em abril. Os dados são da pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que é feita a partir do levantamento de anúncios de moradias de 50 cidades no site Zap. O levantamento apontou também que os preços médios avançaram 0,38% nos primeiros quatro meses do ano e acumularam alta de 0,26% nos últimos 12 meses.

O gráfico diário do IBOV mostra um recuo atá a região de 50% de Fibonacci, portanto uma correção técnica e admissível, mantendo a inclinação de alta e um possível pivot, o qual seria confirmado e traria o famoso "algo novo" acima de 97.125.

A sessão de hoje será essencial, pois seria o "dia depois de amanhã". ou seja, após a turbulência um pregão mais moderado, equilibrado e teoricamente racional.

A abertura deverá ser levemente negativa, talvez lateral, com posterior reação, na minha leitura, e um fechamento positivo.

Se terminar a sessão acima das médias móveis será uma amostra de força relevante.

Bons negócios!

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