quinta-feira, 2 de maio de 2019

Cenário 02/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta, nesta quinta-feira, com investidores voltando do feriado e avaliando notícias locais e a decisão do dia anterior do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que decidiu manter os juros e sinalizou preocupação com a fraqueza recente da inflação. As bolsas chinesas avançaram, enquanto Tóquio continuou sem operar devido a um feriado prolongado no Japão.

A manutenção dos juros tende a apoiar o apetite por risco. Por outro lado, o presidente do Fed, Jerome Powell, apontou que a fraqueza nos preços pode ser transitória, o que poderia abrir caminho para um aperto monetário mais adiante. Após a declaração, diminuíram as apostas de corte de juros pela inflação fraca nos EUA. Na Ásia, investidores em geral viram a comunicação do Fed como mais positiva, diante da saúde da economia americana e de outras pelo mundo. Estrategista do Deutsche Bank, Jim Reid ressalta que Powell falou positivamente sobre a perspectiva de crescimento na China e também na Europa.

Nas praças chinesas, a Bolsa de Xangai avançou 0,52%, a 3.078,34 pontos, e a de Shenzhen subiu 0,67%, a 1.711,55 pontos. O JPMorgan afirma em nota que mantém uma avaliação em geral positiva sobre as ações chinesas, já que o apoio político ao mercado acionário deve continuar e há uma recuperação cíclica, que deve se traduzir em balanços melhores em trimestres futuros.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da zona do euro avançou de 47,5 em março a 47,9 em abril, segundo a IHS Markit. Com isso, o resultado foi superior à previsão dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal e à preliminar do dado, ambas em 47,8.

A IHS Markit afirma que houve recuo nas novas encomendas à indústria da região em abril, com a Alemanha puxando a queda. Com isso, o PMI industrial da zona do euro continuou abaixo da marca de 50, que separa contração de expansão da atividade nessa pesquisa.

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidiu nesta quinta-feira por unanimidade manter a taxa básica de juros em 0,75%. Além disso, não alterar o estoque de compras de bônus, em 435 bilhões de libras.

O banco central ainda reiterou as incertezas com o processo de saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, citando também o impacto da desaceleração global. O processo do Brexit afeta especialmente o investimento das empresas, alertou o BoE.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,29% em abril, desacelerando em relação ao ganho de 0,51% de março e também ante o avanço de 0,36% da terceira quadrissemana de abril, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O resultado veio no piso do intervalo das estimativas de dez instituições de mercado consultadas pelo Projeções Broadcast, que iam de alta de 0,29% a 0,38%, e abaixo da mediana das previsões, de avanço de 0,32%.

A expectativa da própria Fipe era de que o indicador atingisse 0,28% em abril.

No primeiro quadrimestre, a inflação acumulada foi de 1,93% na pesquisa. Nos 12 meses até abril, ela ficou em 4,99%.

No mês de abril, quatro dos sete componentes do IPC-Fipe subiram com menos força ou passaram à deflação. Os componentes são Habitação (de alta de 0,20% em março a 0,07% em abril), Alimentação (de 1,75% a 0,23%), Transportes (de 0,69% a 0,58%) e Educação (de alta de 0,09% em março a recuo de 0,01% em abril.

O gráfico diário do IBOV mostra dois OCOI's, circulados em marrom e azul.

Falta combustível para a alta dos preços, uma vez que definitivamente os estrangeiros estão de fora da "festa".


A abertura deverá ser negativa, segundo o EWZ na véspera e mercado futuro nessa quinta-feira, após o feriado.

Na minha visão, haverá um teste da média móvel de 21 períodos no diário e ela será o fiel da balança, quem sabe marcando um fundo e a mínima da sessão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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