terça-feira, 21 de maio de 2019

Cenário 21/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem sinal único, mas várias delas tiveram jornada positiva nesta terça-feira, após o governo dos Estados Unidos anunciar isenções temporárias para a companhia chinesa Huawei. As tensões comerciais entre EUA e Pequim, porém, continuam a gerar certa cautela e a conter o apetite por risco.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,23%, em 2.905,97 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 1,77%, a 1.619,66 pontos. Ontem, o Departamento de Comércio dos EUA afirmou que concederá licenças de 90 dias para que algumas companhias continuem a exportar para a Huawei e suas associadas, dando algum respiro à companhia de telecomunicações chinesa, alvo de restrições americanas anteriores. O diretor de pesquisas do London Capital Group, Jasper Lawler, destaca que a Huawei está presente em uma série de pontos no setor de tecnologia e diz que pode levar dias ou mesmo semanas para esse caso se desenrolar.

Já em Hong Kong, o índice Hang Seng teve queda de 0,47%, a 27.657,24 pontos. A praça local atingiu mínimas na sessão pouco antes do fim do pregão e terminou o dia nas mínimas em quase quatro meses, em parte porque uma série de ações hoje tiveram ajuste de preços para o pagamento de dividendos. Apesar dos ganhos de mais de 1% nas ações chinesas, em Hong Kong o dia foi negativo, com CNOOC em baixa de 2,05% e AIA, de 1,1%. Bank of China, por outro lado, subiu 1,4%.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei registrou baixa de 0,14%, a 21.272,45 pontos. O setor de eletrônicos não se saiu bem, com Sony em queda de 4,4%. No setor de petróleo, Inpex caiu 2,7%, mas, entre outras ações em destaque, Isuzu Motors e Kobe Steel subiram 4,3% e 1,7%, respectivamente.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua projeção de crescimento global neste ano de 3,3% para 3,2%. Segundo relatório de perspectiva divulgado nesta terça-feira pela entidade sediada em Paris, a incerteza no comércio influencia negativamente o quadro. Para 2020, a expectativa é de avanço maior no crescimento, de 3,4%, patamar mantido em relação à projeção anterior.

Com as tensões comerciais, existe incerteza e piora na confiança, o que penaliza os investimentos, aponta a OCDE. Com isso, o setor manufatureiro tem sido prejudicado. Entre os principais riscos a entidade cita justamente a chance de um período prolongado de tarifas mais altas entre Estados Unidos e China; novas barreiras comerciais entre Estados Unidos e União Europeia; uma desaceleração mais forte da economia chinesa; crescimento contido na Europa; e vulnerabilidades financeiras por causa do alto endividamento.

No caso dos Estados Unidos, a OCDE projeta crescimento de 2,8% neste ano, acima dos 2,6% previstos anteriormente. Para 2020, a expectativa subiu de alta de 2,2% para 2,3%. Para a China, as projeções de crescimento foram mantidas, em 6,2% em 2019 e 6,0% em 2020.

Na zona do euro, a projeção de crescimento aumentou de 1,0% a 1,2% em 2019, enquanto em 2020 ela passou de 1,2% para 1,4%. No Japão, por outro lado, a OCDE espera crescimento de 0,7% em 2019, quando anteriormente havia previsto avanço de 0,8%.

No caso do Brasil, a OCDE espera crescimento de 1,4% em 2019 e de 2,3% em 2020.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado na prévia da sondagem de maio teve uma queda de 1,6 ponto em relação ao resultado fechado de abril, para 96,3 pontos, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 0,4 ponto em maio, para 98,1 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 2,9 pontos ante abril, para 94,5 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria indicou uma alta de 0,2 ponto porcentual em relação ao patamar de abril, passando de 74,5% para 74,7% este mês - mesmo nível de março de 2019, segundo a FGV.

A prévia dos resultados da Sondagem da Indústria abrange a consulta a 785 empresas entre os dias 2 e 17 de maio. O resultado final da pesquisa será divulgado no próximo dia 28.

O fundador e executivo-chefe da Huawei, Reng Zhengfei, afirmou que o relaxamento de punições à empresa concedido pelos Estados Unidos não tem importância, já que a companhia havia se preparado "para o pior" no caso, tendo feito um estoque de microchips.

Ren disse que as restrições de exportação dos EUA não prejudicam o desenvolvimento de tecnologia 5G pela Huawei. Segundo ele, em alguns anos a empresa terá tecnologia 5G superior à de qualquer concorrente nesse setor.

O presidente Jair Bolsonaro fez uma brincadeira com o ministro da Economia, Paulo Guedes, ao dizer que ele vai depender do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) "com toda a certeza".

"O Paulo Guedes vai depender do INSS com toda certeza, ele está quase se aposentando", disse Bolsonaro a um grupo de estudantes de ensino fundamental. A fala provocou risadas entre ministros e auxiliares que participaram da cerimônia do hasteamento da Bandeira Nacional no Palácio da Alvorada, pela manhã.

Além dos ministros, Bolsonaro convidou alunos do quinto ano da escola pública Bela Vista da cidade de Novo Gama (GO). Pela segunda vez, o evento antecede a reunião do Conselho de Governo, que está sendo realizada na residência oficial da Presidência.

Os alunos cantaram o Hino Nacional e, ao final, o presidente tirou fotos com eles e falou até mesmo da Reforma da Previdência.

Bolsonaro disse aos estudantes que no futuro eles vão pagar a aposentadoria dos mais velhos e por isso precisam estar bem informados. "Até vocês, quando tiverem trabalhando, vão garantir a nossa aposentadoria, desse pessoal que está aqui atrás", disse o presidente ao orientar as crianças a aprenderem e serem disciplinadas. Em seguida, sem citar diretamente a capitalização, Bolsonaro ponderou que "estamos tentando outra forma de aposentadoria também, mas não vai ser de uma hora para outra".

O presidente disse, ainda, que o governo trabalha pelo futuro do Brasil, quer um "país grande" e que as crianças sejam melhores do que a geração dos seus pais. Ele também afirmou que convidou as crianças porque quer passar valores de amor à Pátria e respeito à Bandeira.


O gráfico diário do IBOV mostra uma configuração interessante no gráfico diário: rompimento falso de uma linha de retorno, formação de um doji na região, cinco candles fora da banda de bollinger inferior e após esse movimento um "algo novo", ou seja, fechamento dentro das bandas, rompimento da média móvel de 5 períodos e fechamento acima da máxima do doji (91.320).

Assim sendo, o benchmark já mira algo próximo de 93K, onde temos a média móvel de 21 períodos.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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