quarta-feira, 15 de maio de 2019

Cenário 15/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam com ganhos nesta quarta-feira, recuperando-se após quedas recentes. Investidores monitoraram sinais da tensão comercial entre Estados Unidos e China e também indicadores chineses. Os dados mostraram desaceleração em abril, mas o sinal negativo da economia pode ter sido contrabalançado pela esperança de novos estímulos por parte de Pequim mais adiante.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,91%, em 2.938,68 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 2,33%, a 1.650,21 pontos.

Na agenda de indicadores, a produção industrial chinesa cresceu 5,4% em abril, na comparação anual, após alta de 8,5% em março, abaixo da previsão de avanço de 6,6% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. As vendas no varejo tiveram expansão de 7,2% em abril, abaixo do ganho de 8,7% de março e da previsão de acréscimo de 6,6%, enquanto os investimentos em ativos fixos não-rurais cresceram 6,1% entre janeiro e abril, ante igual intervalo de 2018, ante expectativa de alta de 6,4%.

Além disso, o governo chinês se pronunciou novamente sobre as tensões com os EUA. Em entrevista coletiva, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês disse que o país espera um "ambiente justo" para suas empresas, em meio a relatos de que o governo americano poderia restringir a presença chinesa no setor de equipamentos de telecomunicações citando como razão para isso a segurança nacional.
Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,58%, a 21.188,56 pontos. O setor de eletrônicos puxou a recuperação da praça japonesa, após várias sessões de recuos. Renesas subiu 11% após balanço, enquanto Sony avançou 4%.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha, maior economia europeia, cresceu 0,4% no primeiro trimestre do ano ante o quarto trimestre de 2018, segundo dados preliminares divulgados hoje pela Destatis, a agência de estatísticas do país.

Na comparação anual, o PIB alemão teve expansão de 0,7% entre janeiro e março.

Os resultados vieram em linha com as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

A liquidez da Gafisa no fim do primeiro trimestre de 2019 ficou mais apertada. A companhia acumulou mais dívidas com vencimento no curto prazo do que dinheiro em caixa para honrar os compromissos, conforme mostrou seu balanço.

A dívida bruta com vencimento nos 12 meses seguintes (até março de 2020) soma R$ 283,831 milhões, incluindo debêntures, capital de giro e financiamento à produção. Por outro lado, as disponibilidades de recursos no caixa são de R$ 63,068 milhões, diminuição de 69% em um ano. A dívida total é de R$ 790,172 milhões, recuo de 20%. A dívida líquida está em R$ 727,104 milhões, baixa de 7%.

A alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido) subiu de 83,1% para 161,8% em um ano, reflexo dos prejuízos acumulados nos últimos períodos, que foram maiores que a redução do endividamento bruto.

A Renova Energia elevou o prejuízo líquido em 51,2% no primeiro trimestre para R$ 182,286 milhões, o que a diretoria atribui principalmente à redução da receita operacional, ao aumento das despesas administrativas (acrescidas pela suspensão e cessão do contrato de compra e venda de energia para Cemig e Light) e ao aumento das despesas financeiras.

A Somos Educação, empresa controlada pela Saber, que pertence à Kroton, reportou no primeiro trimestre de 2019 lucro líquido ajustado de R$ 45,5 milhões, 31,3% acima do mesmo período de 2018.

A companhia ficou com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado 22,8% maior, chegando a R$ 205,5 milhões nos três primeiros meses de 2019. A margem subiu para 40% de 30% na comparação com o mesmo período de 2018.
A Embraer registrou prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 160,8 milhões no primeiro trimestre de 2019, 23% superior ao prejuízo de R$ 130,4 milhões registrado um ano antes. Já no critério ajustado, excluindo impostos diferidos e itens especiais, a companhia contabilizou prejuízo líquido de R$ 229,9 milhões entre janeiro e março, resultado 10% acima da perda de R$ 208,9 milhões reportado um ano antes.

O balanço apresentado nesta manhã ainda não considera a separação da Unidade de Aviação Comercial como operação descontinuada e a apresentação pública aos investidores. As informações financeiras trimestrais (ITR) completas do período, revisadas por um auditor externo, serão divulgadas em 31 de maio.

O Banco Central informou há pouco que seu Índice de Atividade (IBC-Br) registrou baixa de 0,68% no acumulado do trimestre até março de 2019, na comparação com o trimestre anterior (outubro a dezembro de 2018), pela série ajustada.

O BC informou ainda que o IBC-Br acumulou alta de 0,23% no trimestre até março de 2019 ante o mesmo período do ano passado, pela série sem ajustes sazonais.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

O gráfico diário do IBOV mostra a formação de um candle de equilíbrio na base do marobuzu de segunda-feira.

Geralmente existe continuidade do movimento prévio após padrões como esse, porém a baixa já vinha pressionando muito antes do candle de baixa com massa, o que indica chances de repique e quem sabe, inflexão, nessa região.

A abertura deverá ser levemente negativa com base no índice futuro, que tem queda de 0,99% enquanto escrevo.

Uma recuperação ao longo do dia seria factível, na minha leitura.

Bons negócios!

terça-feira, 14 de maio de 2019

Cenário 14/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam na maioria em território negativo, nesta terça-feira. Os mercados continuaram a ser influenciados pela cautela com as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, com Xangai e Tóquio encerrando o dia em baixa. Por outro lado, o tom do presidente americano, Donald Trump, de minimizar a retaliação chinesa e dizer que não decidiu sobre mais tarifas amenizou o quadro.

Depois do fechamento asiático de ontem, a China levou adiante a ameaça e anunciou a imposição de tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos americanos. Na tarde de ontem, Trump minimizou a retaliação e disse que ainda não tomou decisões sobre novas tarifas. O presidente não comentou quando as negociações serão retomadas, mas disse que pretende se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, na reunião do G-20 no Japão, no fim de junho.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,69%, em 2.883,61 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 0,62%, a 1.612,67 pontos. No setor bancário em Xangai, Bank of China caiu 0,81% e China Merchants Bank, 0,73%.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em queda de 0,59%, a 21.067,23 pontos, em sua sétima baixa seguida, a maior sequência negativa desde 2016. Isuzu Motors caiu 16%, após balanço, enquanto Nissan cedeu 2,9%, antes de publicar resultados que saíram depois do fechamento no Japão.

O índice ZEW de expectativas econômicas recuou de 3,1 em abril a -2,1 em maio, informou o próprio instituto nesta terça-feira. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta a 5,0.

O índice para as condições atuais, por outro lado, avançou de 5,5 em abril a 8,2 em maio. A expectativa, nesse caso, era de alta menor, a 7,5.

Presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Nova York, John Williams afirmou que, até o momento, os efeitos das tarifas bilaterais de Estados Unidos e China têm sido "relativamente pequenos". Ele alertou, contudo, que esse efeito pode mais adiante se tornar "significativo", por isso os dirigentes do banco central monitoram atentamente a questão.

Williams falou em entrevista à Bloomberg TV, durante visita a Zurique, onde realizou um discurso mais cedo. Com direito a voto nas decisões do Fed, ele comentou que a economia e a política monetária americanas estão em "uma boa posição", no quadro atual, com a atividade econômica reagindo após a desaceleração vista no fim do ano passado.

O presidente do Fed de Nova York falou ainda na entrevista sobre o quadro na inflação nos EUA. Ele lembrou que o mandato do BC prevê que a inflação chegue em 2% e seja mantida nesse patamar. Segundo o dirigente, as tarifas comerciais em vigor devem acrescentar "cerca de 0,2" pontos porcentuais à inflação do país no ano atual.

O presidente americano, Donald Trump, voltou a criticar a China hoje, no Twitter. "Nós podemos fazer um acordo com a China amanhã, antes que as empresas comecem a sair para não perder os negócios nos Estados Unidos, mas na última vez em que estivemos próximos [de um entendimento] eles quiseram renegociar o acordo", escreveu. E acrescentou: "de jeito nenhum!".

O presidente argumentou que "estamos em uma posição muito melhor agora do que qualquer acordo que pudéssemos ter feito", ao defender os impactos das tarifas impostas à China para a economia americana, que teriam sido responsáveis pelo forte crescimento do primeiro trimestre. "Somos agora uma economia muito maior do que a China e aumentamos substancialmente de tamanho desde as grandes eleições de 2016", ressaltou.

Trump acrescentou que, em um ano, as tarifas reconstruíram a indústria siderúrgica dos EUA. "Colocamos uma tarifa de 25% sobre o aço 'descartado' da China e de outros países, e agora temos uma indústria grande e crescente", escreveu na rede social.

A Eletrobras fechou o primeiro trimestre de 2019 com um lucro líquido de R$ 1,347 bilhão, 178% maior que o de R$ 484 milhões no mesmo período do ano anterior. O resultado com operações continuadas foi de R$ 1,570 bilhão, queda de 34% ante o primeiro trimestre de 2018, e com as descontinuadas, ou seja, as distribuidoras, houve um prejuízo líquido de R$ 223 milhões. O prejuízo de R$ 1,176 bilhão da Amazonas D foi compensado parcialmente pelo lucro de R$ 94 milhões da Ceal e o resultado da venda da elétrica de Alagoas de R$ 859 milhões.

A Oi, em recuperação judicial, fechou o primeiro trimestre de 2019 com um lucro líquido consolidado de R$ 766 milhões no primeiro trimestre de 2019, conforme seu balanço. O resultado representa uma queda de 97,5% em comparação com o mesmo período de 2018, quando a companhia teve um lucro de R$ 30,526 bilhões impulsionado pelo enxugamento da dívida dentro do plano de recuperação judicial aprovado pelos credores.

O lucro líquido atribuído aos acionistas controladores atingiu R$ 568 milhões, recuo de 98,1% na comparação entre os mesmos trimestres.

A vitória eleitoral do presidente admirador de armas do Brasil foi imortalizada em uma arma criada em sua homenagem. Feito pelo fabricante brasileiro Forjas Taurus, o revólver cromado - apropriadamente calibre .38 - está gravado com o rosto de Jair Bolsonaro e inscrito com as palavras "Bolsonaro - 38º Presidente". A descrição consta de uma das reportagens de um caderno especial sobre o Brasil, com seis páginas, publicado hoje pelo jornal britânico Financial Times (Leia mais nas notas das 4h44, 5h25, 5h39, 5h54 e 6h51).

De acordo com a publicação, a homenagem parece adequada a Bolsonaro, um capitão reformado do Exército, que conquistou a presidência com a plataforma de "lei e ordem" no ano passado. Uma de suas promessas de campanha era ampliar o acesso a armas de fogo para brasileiros. Há 80 anos a Taurus fabrica pistolas e revólveres no Brasil, detendo quase o monopólio do setor. Negocia na Bolsa e vem colhendo os benefícios das promessas eleitorais.

Os mercados já estavam fechados quando os EUA formalizaram a proposta de impor tarifas de 25% sobre mais US$ 300 bilhões em produtos chineses, para decisão no final de junho, que coincidirá com o encontro de Trump e Xi Jinping, no G-20. Também aqui, o que pode ser o "tsunami" de Bolsonaro, quebra dos sigilos fiscal e bancário de seu filho Flávio, só pegou os futuros abertos, levando a bolsa às mínimas e o dólar às máximas.

Temos muitos drivers e balanços que terão forte impacto nos preços, sejam eles nacionais ou internacionais.

Vejo semelhança entre a movimentação teoricamente exagerada de ontem e a que tivemos no dia 27/03.

Naquele momento, logo na sessão seguinte o mercado corrigiu a sangria e negou a barra, o que levou à formação de um fundo importante e forte alta a seguir.

Hoje será o dia "D", o famoso dia depois de amanhã.

Um sinal de fundo seria fortalecido com o fechamento sobre 92.340 e especialmente acima de 92.750, praticamente selando um piso de curto prazo.

Bons negócios!

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Cenário 13/05/2019

As bolsas asiáticas registraram sessão negativa nesta segunda-feira, novamente influenciadas pelas dificuldades nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. A aversão ao risco pressionou os mercados acionários e também moedas locais.

Na sexta-feira, entraram em vigor mais tarifas dos EUA contra produtos chineses. Os dois países devem continuar a negociar, mas o governo de Pequim reafirmou hoje sua intenção de retaliar e disse que "não se renderá nunca à pressão externa", nas palavras de um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. O governo chinês, contudo, ainda não detalhou como pode ser essa retaliação, enquanto o governo do presidente Donald Trump acena com mais uma rodada em breve de tarifas contra produtos chineses.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 1,21%, em 2.903,71 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 1,08%, em 1.622,80 pontos. Papéis do setor financeiro estiveram entre os mais penalizados em Xangai, com quedas de cerca de 2%. O setor de energia, por sua vez, registrou baixas modestas.

No Japão, o índice Nikkei fechou em queda de 0,72%, em 21.191,28 pontos. A Bolsa de Tóquio recuou pelo sexto dia consecutivo, a maior sequência do tipo em oito meses, com ações do setor de tecnologia em baixa, especialmente as ligadas a microchips.

Os contratos futuros de petróleo operam com ganhos nesta manhã, após a Arábia Saudita afirmar que dois de seus navios-tanque que transportam petróleo foram atacados a caminho do Estreito de Ormuz. Com isso, a commodity recupera parte das perdas vistas até agora em maio.

Às 9h31 (de Brasília), o petróleo WTI para junho subia 1,38%, a US$ 62,51 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho avançava 1,59%, a US$ 71,74 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O ministro da Energia saudita, Khalid al-Falih, afirmou que não houve um vazamento de óleo, mas que o ataque no fim de semana causou "danos significativos" às duas embarcações. Ele qualificou o episódio como sabotagem, sem apontar o suposto autor.

O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica para os produtores do Golfo Pérsico. Estrategista do BNP Paribas, Harry Tchilinguirian diz que a ameaça à livre circulação de petróleo em uma das áreas mais cruciais do mundo naturalmente apoia os preços. A SEB Markets corrobora na mesma linha, para explicar o movimento.

Nas últimas semanas, os preços têm sido pressionados, com investidores tirando um pouco do foco sobre os fundamentos para a oferta e a demanda para a deterioração das relações comerciais entre EUA e China. Nesta semana, há ainda expectativa pelos relatórios mensais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Agência Internacional de Energia (AIE).

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 recuou pelo 11ª semana consecutiva e passou de 1,49% para 1,45%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 1,95%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, estava em 2,58%.

A projeção do Banco Central (BC) para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,0%. Esse porcentual foi atualizado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março.

No Focus de hoje, a projeção para a alta da produção industrial de 2019 foi de 1,76% para 1,70%. Há um mês, estava em 2,30%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,30% para 56,20%. Há um mês, estava em 56,20%. Para 2020, a expectativa seguiu em 58,30%, mesmo patamar de um mês atrás.

O Burger King Brasil reportou lucro líquido de R$ 3,051 milhões no primeiro trimestre de 2019, resultado que representa queda de 65,4% em relação ao mesmo período de 2018. Excluindo os efeitos da norma contábil IFRS 16, o lucro líquido teria totalizado R$ 8,1 milhões, segundo o informe de resultados.

O grupo biofarmacêutico Biotoscana Investments registrou queda de 49,9% no lucro líquido do primeiro trimestre em moeda nominal ante o mesmo período do ano anterior, para R$ 8,0 milhões. Em moeda constante, a redução seria de 19,4%. No demonstrativo ajustado, o resultado foi de R$ 9,4 milhões, excluindo itens não-caixa, queda de 57,9% nominal e de 8,4% constante.
O gráfico diário do IBOV mantém o desenho de OCOI como válido, na minha leitura.

Temos a região de 93.300 respeitada como fundo, assim como a LTA riscada em azul, que conecta os últimos fundos, desde março.

Com base no exterior e índice futuro no Brasil, o qual cede 1,51% enquanto escrevo, teremos uma abertura negativa, com perda da LTA, dos 93.300 e até mesmo da mínima da semana passada aos 92.750.

Logo abaixo há um suporte (92.340), fundo marcado em 17/04.

Se houver reação e o benchmark operar acima de 92.740, um pouco depois da abertura, especialmente quando as bolsas norte-americanas iniciarem os negócios às 10h30, poderemos ter um rompimento falso, marcação de fundo duplo e reação intradiária.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Cenário 09/05/2019

As bolsas asiáticas registraram pregão negativo nesta quinta-feira, novamente penalizadas pelas tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Além disso, investidores monitoraram indicadores da potência asiática, entre eles um dado modesto de novos empréstimos.

A Bolsa de Xangai fechou em queda de 1,48%, em 2.850,95 pontos, no seu oitavo recuo em 11 pregões e em nova mínima de fechamento em dois meses e meio. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 1,28%, a 1.579,79 pontos.

Na agenda de indicadores, os novos empréstimos da China recuaram a 1,02 trilhão de yuans (US$ 150,3 bilhões) em abril, segundo dados do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês). O montante ficou abaixo do 1,69 trilhão de yuans de março e também da previsão de 1,20 trilhão de yuans dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Já o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China subiu 2,5% em abril, na comparação com igual mês de 2018, na máxima em seis meses e em linha com a previsão. Na comparação anual, o CPI avançou 0,1%. A meta do governo é manter inflação ao consumidor abaixo de 3% em 2019. O índice de preços ao produtor (PPI) chinês subiu 0,9% na comparação anual de abril, ante expectativa de alta de 0,6%. No confronto mensal, o índice teve ganho de 0,3% em abril.

As bolsas chinesas chegaram a melhorar à tarde, mas depois disso voltaram a atingir mínimas. Há expectativa pela rodada de negociações comerciais entre americanos e chineses em Washington nesta semana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, porém, anunciou no domingo sua intenção de impor mais tarifas, acusando Pequim de recuar em compromissos assumidos. O Ministério do Comércio chinês se pronunciou hoje, prometendo retaliar caso os EUA levem adiante a ameaça.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em queda de 0,93%, em 21.402,13 pontos, na terceira queda seguida da bolsa japonesa. O iene mais forte por causa da busca por segurança entre investidores pressionou as ações de exportadoras do Japão.

A Rio Tinto acompanha de perto os problemas na produção de minério de ferro no Brasil para determinar se irá acelerar qualquer projeto para elevar sua própria produção e deve ter uma ideia mais clara disso até o fim deste ano, afirmou o executivo-chefe da mineradora, Jean-Sebastien Jacques.

As exportações do ingrediente do aço do Brasil, um dos maiores produtores de minério de ferro, têm recuado conforme a gigante Vale corta produção, após o desastre mortífero do rompimento da barragem de Brumadinho em janeiro. "Há muita incerteza em relação à Vale. Nós não sabemos o que o regulador fará no Brasil", comentou Jacques a repórteres, após reunião anual dos acionistas na Austrália. "Até o fim deste ano, nós teremos uma avaliação melhor do equilíbrio entre a oferta e a demanda e se faz sentido avançar mais ou não."

O vice-primeiro-ministro da China Liu He chega a Washington para tentar um acordo comercial com os EUA, após Trump ameaçar com alta das tarifas a produtos chineses, de 10% para 25%, a partir de amanhã. Às 9h30, o presidente do FED, Jerome Powell, faz pronunciamento. Aqui, 27 companhias divulgam balanços, com BB antes da abertura e Vale, após o fechamento. Entre os indicadores, as vendas no varejo em março podem confirmar a fraqueza da economia, um dia depois que o Copom veio um pouquinho mais dovish no comunicado.

O Banco do Brasil, que encerra hoje a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto no País, teve lucro líquido ajustado de R$ 4,247 bilhões, alta de 40,3%, ante um ano, quando somou R$ 3,026 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores o aumento foi de 10,5%.

Em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, o BB destaca que o resultado do primeiro trimestre foi impactado pelo aumento da Margem Financeira Bruta, redução das despesas de provisão de crédito, aumento das rendas de tarifas e pelo controle de custos, que desempenharam abaixo da inflação.

A carteira de crédito ampliada somou R$ 684,171 bilhões ao final de março, queda de 1,9% ante dezembro e aumento de 0,8% em um ano. Enquanto na pessoa física os empréstimos cresceram 1,7% no trimestre e 7,7% em um ano, as operações para empresas encolheram 5,2% e 6,3%, respectivamente.

O BTG Pactual encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 675 milhões, correspondente a uma elevação de 12,5% frente ao mesmo período do ano passado, de R$ 600 milhões. Em relação ao quarto trimestre de 2018, de R$ 552 milhões, o lucro líquido do banco subiu 22,3%.

Em base ajustada, o lucro do BTG no primeiro trimestre foi de R$ 721 milhões, 9,24% acima do primeiro trimestre de 2018, quando o resultado apurado foi de R$ 660 milhões, e 1,4% superior aos R$ 711 milhões do quarto trimestre.

A liderança do Brasil na melhora do clima econômico na América Latina observada no trimestre até janeiro, graças ao índice de expectativa, se inverteu e o país passou a ser o primeiro entre os piores no trimestre encerrado em abril, segundo o indicador Ifo/FGV de Clima Econômico (ICE) da América Latina elaborado em parceria entre o instituto alemão Ifo e a Fundação Getúlio Vargas.

O Brasil passou de uma alta de 3,6 pontos positivos para 21,1 pontos. O resultado foi puxado para baixo pela frustração das expectativas que ainda haviam para a melhora da economia em janeiro. Assim, ficou na média de seus pares latinos.

O ICE da América Latina saiu de uma queda de 9,1 pontos no trimestre terminado em janeiro para queda de 21,1 pontos no trimestre terminado em abril deste ano. A maior influência, segundo a FGV, foi a queda do Indicador da Situação Atual (ISA) e do Indicador das Expectativas (IE). O Indicador das Expectativas (IE) caiu 15,8 pontos ao passar de 25,0 para 9,2 pontos no mesmo período ainda permanece na zona favorável. Já, o Indicador da Situação Atual (ISA) apresentou queda menor, de 9,0 pontos, permanecendo com saldo de respostas negativo.
O gráfico diário do IBOV mostra uma movimentação complexa desde meados de fevereiro, portanto estamos praticamente há três meses de lado.

Com exceção do pico aos 100.400 e o vale a 91.585, passamos a maior parte do tempo oscilando entre 93.000 e 97.000.

O mercado tem memória e não será fácil quebrar esse padrão, quem sabe estamos perto.

Eu apostaria que sim.

Tanto que formou-se tanto um OCO como um OCOI no diário, mais equilíbrio quase impossível.

Pois bem, temos um candle de fundo marcado anteontem, uma sessão de alta com fechamento acima das médias e da máxima desse candle citado, porém com sombra superior que já levantava suspeitas sobre uma abertura negativa nessa quinta-feira, o que irá ocorrer de fato.

O desafio será mensurar a força de touros e ursos ao longo da sessão.

Eu estou com os touros hoje, acho que irão encurralar os ursos e trazer um fechamento verde, mesmo que leve.

Bons negócios!

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Cenário 08/05/2019

As bolsas asiáticas tiveram jornada negativa nesta quarta-feira, novamente influenciadas pelo temor sobre o comércio entre Estados Unidos e China. Além disso, investidores monitoraram os dados da balança comercial chinesa.

A Bolsa de Xangai fechou em queda de 1,12%, em 2.893,76 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve baixa de 0,65%, para 1.600,28 pontos. Após um pregão negativo em Nova York, os mercados chineses acompanharam o movimento, com analistas em geral destacando as dificuldades para que as duas potências possam fechar um acordo rápido e evitar as novas tarifas anunciadas sobre produtos chineses pelo presidente americano, Donald Trump, que entrariam em vigor já nesta sexta-feira.

Na agenda de indicadores, as exportações chinesas recuaram 2,7% em abril, na comparação anual, segundo os números medidos em dólares. Isso contrariou a previsão de alta de 1,8% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Já as importações do país cresceram 4% na mesma comparação, ante expectativa de queda de 2,7% dos economistas. O superávit comercial da China diminuiu a US$ 13,84 bilhões em abril, bem abaixo da previsão de US$ 33,63 bilhões.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei registrou baixa de 1,46%, a 21.602,59 pontos. Entre os papéis mais negociados, Mizuho Financial Group caiu 1,22% e Mitsubishi UFJ recuou 1,02%. Honda Motor recuou 2,84% após balanço e Toyota Motor perdeu 0,95%, também após divulgar resultados trimestrais.

Londres foi escolhida pelo Facebook como o centro de pagamentos do WhatsApp. O anúncio ocorre uma semana depois de o presidente-executivo da plataforma, Mark Zuckerberg, comunicar que a nova ferramenta de seu serviço de mensagens seria lançada este ano em vários países, após a realização de um teste inicial na Índia.

A empresa com sede na Califórnia, nos Estados Unidos, conta com cerca de 400 funcionários e agora deve ampliar o quadro de pessoal em um quarto, ao contratar mais 100 pessoas. Os engenheiros mais experientes foram enviados à capital britânica no ano passado para recrutar profissionais e a expectativa é a de que a maior parte dos engenheiros de software fique contratada em Londres e uma equipe de operações adicional, em Dublin, na Irlanda. A nova equipe criará o serviço de pagamentos e também produtos voltados para segurança e spam.

O aplicativo, que tem 1,5 bilhão de usuários no mundo, conta com uma grande penetração na Índia, no Brasil, na Indonésia e no México. De acordo com o Facebook, a escolha pelo Reino Unido se dá justamente porque se trata de uma cidade que atrai uma força de trabalho multicultural de muitos dos países onde o WhatsApp é amplamente utilizado. O serviço de mensagens também é mais popular na Grã-Bretanha do que no seu país de origem.

O Hermes Pardini apurou lucro líquido, excluindo efeitos do IFRS 16, de R$ 30,2 milhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 1,9% sobre o mesmo período do ano anterior, quando foi de R$ 29,6 milhões. O resultado com o impacto da nova norma contábil sobre arrendamentos seria de R$ 29,069 milhões, um pouco abaixo dos R$ 29,584 milhões do primeiro trimestre de 2018.

A Gerdau registrou lucro líquido consolidado de R$ 453 milhões no primeiro trimestre deste ano, representando um avanço de 1% na comparação com o resultado líquido do mesmo intervalo do ano passado, de R$ R$ 448 milhões. A empresa divulgou ainda um lucro líquido consolidado ajustado, que contabiliza ganhos não recorrentes do primeiro trimestre do ano passado, com alta de 0,4%, mas que também somou R$ 453 milhões, porém elevou em R$ 6 milhões a base de comparação anual.

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal deflagraram na manhã de hoje, 8, a 61ª fase da Operação Lava Jato, chamada Disfarces de Mamom. Cerca de 170 Policiais federais cumprem 3 mandados de prisão preventiva e 41 mandados de busca e apreensão em 35 locais diferentes nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. As informações foram divulgadas pela Polícia Federal.

Os alvos são funcionários de um banco investigado. Na época dos crimes, um deles atuava na mesa de câmbio, outro era diretor da área de operações de câmbio e o terceiro era diretor geral da instituição. Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba-PR.

A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro praticado por altos funcionários de um banco que faziam a contratação de empresas de fachada. As companhias emitiam notas fiscais e contratos fictícios para justificar serviços não prestados e assim camuflar pagamentos feitos e recebidos pelo banco no exterior.

Uma vez pagos, tais empresas, com ajuda de doleiros, remetiam numerário para exterior por meio de operações tipo dólar-cabo, conferindo assim aparência de legalidade às operações e obtendo, deste modo, dinheiro em moeda estrangeira com aparência legal.

O gráfico diário do IBOV mostra uma movimentação importante, talvez algo novo.

Negociou fora da banda de bollinger inferior, deixou sombra inferior relevante, tocou uma LTA riscada em azul e temos ainda um martelo, candle tradicional de inflexão.

Um fechamento acima da máxima de ontem, região ligeiramente acima de 95K, seria um reforço da leitura supra citada.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 7 de maio de 2019

Cenário 07/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem sinal único, nesta terça-feira. As praças chinesas tiveram sessão mais calma e subiram, após o recuo forte da sessão anterior, que foi marcada pela aversão ao risco após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar no domingo a decisão de impor mais tarifas contra produtos chineses. Hoje, a Bolsa de Tóquio registrou perdas, depois de não ter operado no dia anterior.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 0,69%, em 2.926,39 pontos, e a de Shenzhen registrou ganho de 1,62%, a 1.610,76 pontos. Com isso, recuperaram-se após ambas registrarem na segunda-feira o maior recuo diário desde fevereiro de 2016. Air China subiu 0,76% e Bright Dairy & Food A teve ganho de 5,60%, em Xangai.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei recuou 1,51%, a 21.923,72 pontos. Entre os maiores declínios estiveram os setores de eletrônicos e maquinário. Murata Manufacturing caiu 13,20, Komatsu teve baixa de 10,06% e Fujitsu, de 9,10%.

O vice-primeiro-ministro da China, Liu He, irá visitar Washington na quinta e sexta-feira (9 e 10) para uma nova rodada de discussões comerciais com os Estados Unidos, segundo comunicado divulgado hoje pelo Ministério de Comércio chinês.

No domingo (5), circularam rumores de que Pequim poderia cancelar a visita de Liu, que já estava prevista para esta semana, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que o governo americano elevará tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses na próxima sexta.

O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse que os Estados Unidos reconsiderariam a imposição de tarifas mais altas à China se as negociações voltassem aos trilhos. Segundo ele e o representante comercial do país, Robert Lighthizer, um acordo ainda poderia ser alcançado, já que a delegação chinesa não cancelou os planos de viagem à Washington para uma nova rodada de conversas.

Um dia após uma jornada de quedas acentuadas pelo agravamento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, as bolsas europeias operam sem sinal único, mas em geral com modesta recuperação, no início dos negócios desta terça-feira. 

Na agenda, as encomendas à indústria da Alemanha cresceram 0,6% em março ante fevereiro, abaixo da previsão de alta de 1,2% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Entre os balanços, a AB InBev teve lucro de US$ 3,571 bilhões no primeiro trimestre, avanço de 250% na comparação anual, mas a ação recuava 1,4% na Bolsa de Bruxelas. Em Frankfurt, o papel da BMW caía 1,1%, após balanço, mas Hannover Re subia 1,4%, depois de resultados que agradaram. Londres destoava entre as demais bolsas, já que não havia funcionado ontem por causa de feriado no Reino Unido. 

O Magazine Luiza apresentou no primeiro trimestre lucro líquido de R$ 132,1 milhões, o que representa uma queda de 10,4% sobre o mesmo período do ano passado. O dado considera a adoção do IFRS 16, que se refere à contabilidade de arrendamentos. Já o dado pró-forma, sem esse efeito e em bases comparáveis, foi de R$ 138,6 milhões, queda de 6%.

A Ambev registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,762 bilhões no primeiro trimestre de 2019, resultado 6,2% maior que os R$ 2,600 bilhões de igual período no ano passado. Já o lucro líquido ajustado atribuído ao controlador foi de R$ 2,674 bilhões, alta de também 6,2% na comparação anual. Os resultados já contabilizam a adoção da norma contábil IFRS16, que altera a divulgação de arrendamentos. A Ambev decidiu pela adoção retrospectiva completa e reapresentou os saldos de 2018.

Após subir 0,02% em março, o preço médio dos imóveis residenciais no País mostrou uma aceleração e cresceu 0,14% em abril. Os dados são da pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que é feita a partir do levantamento de anúncios de moradias de 50 cidades no site Zap. O levantamento apontou também que os preços médios avançaram 0,38% nos primeiros quatro meses do ano e acumularam alta de 0,26% nos últimos 12 meses.

O gráfico diário do IBOV mostra um recuo atá a região de 50% de Fibonacci, portanto uma correção técnica e admissível, mantendo a inclinação de alta e um possível pivot, o qual seria confirmado e traria o famoso "algo novo" acima de 97.125.

A sessão de hoje será essencial, pois seria o "dia depois de amanhã". ou seja, após a turbulência um pregão mais moderado, equilibrado e teoricamente racional.

A abertura deverá ser levemente negativa, talvez lateral, com posterior reação, na minha leitura, e um fechamento positivo.

Se terminar a sessão acima das médias móveis será uma amostra de força relevante.

Bons negócios!

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Cenário 02/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta, nesta quinta-feira, com investidores voltando do feriado e avaliando notícias locais e a decisão do dia anterior do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que decidiu manter os juros e sinalizou preocupação com a fraqueza recente da inflação. As bolsas chinesas avançaram, enquanto Tóquio continuou sem operar devido a um feriado prolongado no Japão.

A manutenção dos juros tende a apoiar o apetite por risco. Por outro lado, o presidente do Fed, Jerome Powell, apontou que a fraqueza nos preços pode ser transitória, o que poderia abrir caminho para um aperto monetário mais adiante. Após a declaração, diminuíram as apostas de corte de juros pela inflação fraca nos EUA. Na Ásia, investidores em geral viram a comunicação do Fed como mais positiva, diante da saúde da economia americana e de outras pelo mundo. Estrategista do Deutsche Bank, Jim Reid ressalta que Powell falou positivamente sobre a perspectiva de crescimento na China e também na Europa.

Nas praças chinesas, a Bolsa de Xangai avançou 0,52%, a 3.078,34 pontos, e a de Shenzhen subiu 0,67%, a 1.711,55 pontos. O JPMorgan afirma em nota que mantém uma avaliação em geral positiva sobre as ações chinesas, já que o apoio político ao mercado acionário deve continuar e há uma recuperação cíclica, que deve se traduzir em balanços melhores em trimestres futuros.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da zona do euro avançou de 47,5 em março a 47,9 em abril, segundo a IHS Markit. Com isso, o resultado foi superior à previsão dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal e à preliminar do dado, ambas em 47,8.

A IHS Markit afirma que houve recuo nas novas encomendas à indústria da região em abril, com a Alemanha puxando a queda. Com isso, o PMI industrial da zona do euro continuou abaixo da marca de 50, que separa contração de expansão da atividade nessa pesquisa.

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidiu nesta quinta-feira por unanimidade manter a taxa básica de juros em 0,75%. Além disso, não alterar o estoque de compras de bônus, em 435 bilhões de libras.

O banco central ainda reiterou as incertezas com o processo de saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, citando também o impacto da desaceleração global. O processo do Brexit afeta especialmente o investimento das empresas, alertou o BoE.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,29% em abril, desacelerando em relação ao ganho de 0,51% de março e também ante o avanço de 0,36% da terceira quadrissemana de abril, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O resultado veio no piso do intervalo das estimativas de dez instituições de mercado consultadas pelo Projeções Broadcast, que iam de alta de 0,29% a 0,38%, e abaixo da mediana das previsões, de avanço de 0,32%.

A expectativa da própria Fipe era de que o indicador atingisse 0,28% em abril.

No primeiro quadrimestre, a inflação acumulada foi de 1,93% na pesquisa. Nos 12 meses até abril, ela ficou em 4,99%.

No mês de abril, quatro dos sete componentes do IPC-Fipe subiram com menos força ou passaram à deflação. Os componentes são Habitação (de alta de 0,20% em março a 0,07% em abril), Alimentação (de 1,75% a 0,23%), Transportes (de 0,69% a 0,58%) e Educação (de alta de 0,09% em março a recuo de 0,01% em abril.

O gráfico diário do IBOV mostra dois OCOI's, circulados em marrom e azul.

Falta combustível para a alta dos preços, uma vez que definitivamente os estrangeiros estão de fora da "festa".


A abertura deverá ser negativa, segundo o EWZ na véspera e mercado futuro nessa quinta-feira, após o feriado.

Na minha visão, haverá um teste da média móvel de 21 períodos no diário e ela será o fiel da balança, quem sabe marcando um fundo e a mínima da sessão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br