sexta-feira, 31 de maio de 2019

Cenário 31/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam na maioria em território negativo nesta sexta-feira, em dia de cautela nos mercados globais e menor apetite por risco, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas contra o México para levar o vizinho a reforçar sua postura contra imigrantes ilegais. No próprio continente, um indicador fraco da China influenciou o humor.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ontem à noite que o seu governo vai impor uma tarifa de 5% sobre todos os bens importados do México, a partir de 10 de junho, até que imigrantes ilegais vindos através do país vizinho para dentro de território americano "parem". "A tarifa vai aumentar gradualmente até que o problema da imigração ilegal esteja remediado, ponto no qual as tarifas serão removidas", disse o republicano em sua conta no Twitter.

Em um comunicado da Casa Branca divulgado após os seus tuítes, Trump explicou que a alíquota cobrada subirá cinco pontos porcentuais por mês se a "crise" de imigração ilegal persistir, podendo chegar a 25% em 1º de outubro. "As tarifas ficarão permanentemente no nível de 25% a não ser e até que o México pare substancialmente o fluxo ilegal de imigrantes entrando por meio do seu território", afirma o republicano.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da China recuou de 50,1 em abril a 49,4 em meio, na leitura oficial. O resultado abaixo de 50 indica contração da atividade na pesquisa e também ficou abaixo da previsão de 49,9 dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,24%, em 2.898,70 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 0,01%, a 1.602,03 pontos. Na semana, Xangai subiu 1,6%, mas recuou 5,8% em todo o mês de maio, seu pior desempenho mensal desde outubro. Ainda assim, hoje as ações ligadas a terras-raras voltaram a subir, em meio a relatos desta semana de que Pequim poderia restringir o envio desse componente usado na indústria para os Estados Unidos, como arma na disputa comercial.

Na Bolsa de Tóquio, a valorização do iene com a busca por segurança prejudicou ações de exportadoras do Japão. Com isso, o índice Nikkei fechou em baixa de 1,63%, em 20.601,19 pontos, sua maior queda em dois meses e para o patamar mais baixo desde 8 de fevereiro. Ações ligadas ao petróleo e a automóveis foram penalizadas. O Nikkei caiu 2,4% na semana e 7,45% em todo o mês de maio.

A chance de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) corte a taxa de juros pelo menos uma vez ainda neste ano subiu de 84,2% ontem a 89,9% hoje, segundo as apostas monitoradas pelo CME Group.

A maior parte das apostas de corte (35,4%) hoje acredita que o Fed reduzirá a taxa de juros em 50 pontos-base (pb) até dezembro, para a faixa entre 1,75% e 2,0%. Ontem, por outro lado, a maioria apostava em apenas um corte de 25 pb.

Outro destaque é que BRF e Marfrig anunciaram nesta quinta-feira, em fato relevante, que os conselhos de administração das companhias autorizaram a assinatura de um memorando de entendimentos que estabelece regras e condições para viabilizar uma operação de combinação de negócios entre as duas empresas do setor de alimentos. O acordo prevê que, por 90 dias - prorrogáveis por mais 30 -, nenhuma das partes pode negociar com outras empresas. As companhias deixaram claro que trata-se de conversas e que o acordo pode acabar não acontecendo.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 2,0 pontos em maio ante abril, para 91,8 pontos, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice diminuiu 1,6 ponto, a terceira queda consecutiva.

O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o objetivo é que ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.

Segundo o fato relevante, a combinação criaria uma empresa líder global e com menos riscos setoriais, por causa do caráter complementar das atuações. A BRF disse ainda que a transação, se completada, "reforçará o compromisso com a redução da alavancagem financeira".

O gráfico diário do IBOV mostra uma forte sequência de quatro candles de alta, com mínimas e máximas acima da sessão anterior sucessivamente, reflexo de força e domínio dos touros no curtíssimo prazo.


Tudo isso após corrigir milimetricamente até as médias móveis, materializando um mastro-bandeira clássico, com redução de volume durante a correção, diga-se de passagem.

Pois bem, o "alvo" da movimentação foi atingido, por assim dizer, sendo esse 97.610.

Hoje teremos uma abertura negativa, reflexo do exterior e do próprio índice futuro.

Teremos uma real medida da resiliência e descolamento dos ativos domésticos perante o stress visto no exterior.

Se mostrar fôlego e "segurar a onda", será um sinal de mudança de fluxo, na minha leitura.

Bons negócios!

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Cenário 30/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam em geral em queda nesta quinta-feira. Após uma sessão negativa ontem em Nova York, os mercados do continente foram pressionados pelo temor com o quadro de tensões no comércio entre Estados Unidos e China e também com a trajetória do crescimento global, mesmo que sem grandes novidades nessas frentes nas últimas horas.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,31%, em 2.905,81 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 0,63%, a 1.602,21 pontos. Xangai reduziu perdas mais para o fim do pregão, mas as ações do setor tecnológico em geral estiveram sob pressão, especialmente as fabricantes de microchips.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,44%, a 27.114,88 pontos. Tencent subiu 0,75% e os bancos em geral também avançaram, mas AIA teve queda de 2,15%. Henderson Land cedeu 2,9% e HK & China, 1,7%, ampliando perdas recentes.

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, teve baixa de 0,29%, em 20.942,53 pontos. Apesar de ter encerrado na máxima do dia, a praça japonesa atingiu seu patamar mais baixo de fechamento desde meados de fevereiro. Astellas Pharma recuou 4,2% e a varejista Aeon caiu 3,1%, enquanto alguns papéis do setor financeiro e de eletrônicos subiram, com Tokyo Election em alta de 3,3%.

A Câmara dos Deputados aprovou no início da madrugada desta quinta-feira, 30, a medida provisória que determina um pente-fino nos benefícios do INSS. O texto também modifica regras para a concessão de aposentadoria rural, eliminando o papel de sindicatos no cadastro do trabalhador do campo, com o objetivo de coibir fraudes.

O secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, e outros membros do governo estavam no Plenário da Câmara negociando diretamente com os deputados. Eles comemoraram a aprovação, apesar das modificações em parte do texto. O projeto vai ainda nesta quinta-feira ao Senado, onde precisa ser aprovado em plenário.

Em votação simbólica, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou há pouco a medida provisória 872/19, que ampliou o prazo para o pagamento de gratificações a servidores e empregados cedidos à Advocacia-Geral da União (AGU).

A medida prorrogou até 4 de dezembro de 2020 o prazo de pagamento da gratificação de representação de gabinete e da gratificação temporária a servidores ou empregados de outros órgãos que estejam trabalhando na AGU. O prazo para as gratificações se encerraria no dia 31 de janeiro deste ano, dia em que o Executivo editou a MP.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou em Plenário na quarta-feira, 29, a criação da Comissão Especial para analisar a reforma da Previdência dos militares. O Projeto de Lei 1645/19 estabelece ainda reestruturação salarial da categoria.

Os textos foram encaminhados em março pelo governo e preveem um impacto fiscal líquido de pelo menos R$ 10,45 bilhões em dez anos. Até 2022, a exposição de motivos assegura que serão R$ 2,29 bilhões.

A Comissão será composta de 34 membros titulares e de igual número de suplentes designados.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou a 0,45% em maio, após 0,92% em abril, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (30). O resultado ficou abaixo da mediana de 0,55% das estimativas da pesquisa do Projeções Broadcast, mas dentro do intervalo de expectativas, que ia de 0,33% a 0,64%.

Em 12 meses, o IGP-M também perdeu força, de 8,64% em abril para 7,64% em maio. Esse resultado também ficou aquém da mediana de 7,75%, mas no intervalo de 7,52% a 7,86%. No ano, o indicador acumula alta de 3,56%.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou queda de 0,2% no primeiro trimestre de 2019 ante o quarto trimestre de 2018, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio igual à mediana das estimativas calculada pelo Projeções Broadcast a partir do intervalo de previsões que ia de uma queda de 1,0% a elevação de 0,37%.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, o PIB apresentou alta de 0,5% no primeiro trimestre de 2019, vindo também igual à mediana das estimativas, calculada pelo Projeções Broadcast. O intervalo ia de uma queda de 0,40% a alta de 1,13%.

Ainda segundo o instituto, o PIB do primeiro trimestre de 2019 totalizou R$ 1,713 trilhão. Os técnicos do IBGE concedem entrevista dentro de instantes para comentar os resultados.

O gráfico diário do IBOV traz consigo um desenho complexo e desafiador.

Já temos considerável distância em relação à média móvel de 21 períodos porém,a memória é compradora, no curto prazo.

Acima de 96.310 poderá esticar até 97.125, quem sabe "beliscar" 97.610.

A perda de 96.310 projetaria um teste de 95.210, onde está a média móvel de 5 períodos, reforçando a região.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Cenário 27/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem sinal único, nesta segunda-feira. O destaque ficou por conta de Xangai, com alta superior a 1%, puxada pelo setor de tecnologia. A Bolsa de Tóquio também subiu, com mais moderação, com investidores também de olho na visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Japão. Ao mesmo tempo, o dia foi de negociações com volumes menores em várias praças asiáticas, antes de um dia de feriados com mercados fechados nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,38%, em 2.892,38 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 2,51%, a 1.603,79 pontos. O setor de tecnologia se destacou, recuperando-se de perdas recentes. Papéis ligados à tecnologia 5G também subiram.

O lucro de grandes empresas industriais da China recuou em abril, depois de registrar um breve aumento em março, evidenciando as dificuldades que companhias do gigante asiático enfrentam em meio à desaceleração da economia e o enfraquecimento da demanda externa.

Na comparação anual, o lucro do setor industrial chinês diminuiu 3,7% em abril, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país. Em março, houve acréscimo anual de 13,9% nos lucros.

Entre janeiro e abril, o segmento industrial lucrou 3,4% menos do que no mesmo intervalo do ano passado. No primeiro trimestre, a queda anual havia sido um pouco menor, de 3,3%.

No fim de abril, a relação dívida/patrimônio das empresas do setor era de 56,8%, ante 57% em março.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei seguiu em alta todo o dia, apoiado por ações do setor de eletrônicos. Além disso, Trump realizou declarações em geral amigáveis ao Japão, embora tenha mencionado o desequilíbrio comercial bilateral. O presidente comentou que os EUA não estão prontos para fechar um acordo comercial com a China, mas disse acreditar que isso pode ocorrer "em algum momento no futuro". Entre as ações em foco, Japan Communications subiu 5,43%, mas Mizuho Financial recuou 0,06%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,08% na terceira quadrissemana de maio, desacelerando em relação ao ganho de 0,15% observado na segunda quadrissemana do mês, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na segunda leitura deste mês, perderam força ou ficaram mais firmemente em território negativo os componentes Alimentação (de -0,31% na segunda quadrissemana a -0,68%), Saúde (0,69% a 0,49%) e Educação (de 0,06% a 0,01%).

Por outro lado, quatro grupos ganharam força ou reduziram o ritmo do recuo: Habitação (de recuo de 0,08% na segunda quadrissemana a -0,04%), Transportes (de 0,86% a 0,84%), Despesas Pessoais (de 0,48% a 0,66%) e Vestuário (0,19% a 0,26%).

Feriados hoje em NY e Londres reduzem a liquidez dos pregões domésticos, em semana de PIB/EUA e no Brasil e atividade na China - todos na 5ªF. A agenda inclui, ainda, os dados fiscais de abril e a votação da MP 870 no Senado, amanhã. Já as manifestações podem ter algum impacto de entusiasmo no mercado, após Bolsonaro ter conseguido provar que ainda tem uma forte base popular.

A decisão da Cielo, controlada por Bradesco e Banco do Brasil, de cortar a distribuição de dividendos e abandonar seu guidance para lucro neste ano pode ser um sinal de que a companhia seguirá o mesmo caminho da concorrente Rede, do Itaú Unibanco, que zerou a taxa da antecipação de recebíveis do crédito à vista. A análise é de Felipe Gaspar Salomao e Jörg Friedemann, do Citi, que já fazem as contas de um eventual impacto negativo para a número um do setor de maquininhas caso vá nesta direção.

Neste contexto, eles calculam que se a Cielo fizer uma ofensiva na antecipação de recebíveis, o capital empregado nesta operação aumentaria, o que justifica o corte nos dividendos, de 70% para 30% do lucro do segundo, terceiro e quarto trimestres deste ano. Isso porque, explicam os analistas do Citi, a companhia precisaria reter caixa adicional para financiar volumes maiores de recebíveis.

Além disso, a receita vinda do serviço de antecipação feito aos lojistas diminuiria, o que justifica, de acordo com Salomao e Friedemann, a decisão da Cielo de abandonar o guidance de lucro de R$ 2,3 bilhões a R$ 2,6 bilhões para este ano.

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 passou de 1,24% para 1,23%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 1,70%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, estava nesse mesmo patamar.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,0%. Esse porcentual foi atualizado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março.

No Focus de hoje, a projeção para a alta da produção industrial de 2019 permaneceu em 1,47%. Há um mês, estava em 2,00%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,10% para 56,20%. Há um mês, estava em 56,30%. Para 2020, a expectativa foi de 58,30% para 58,40%, ante 58,50% de um mês atrás.


O gráfico diário do IBOV mostra uma forte puxada seguida por correção, movimento normal e admissível dentro de uma expectativa de alta para o curto prazo.


Vale destacar que o volume da correção foi menor que nos dois pregões positivos e que ela ocorreu conservando as médias móveis como suportes, sinal de força e maturidade, mesmo com drivers negativos nos pregões que fecharam com perdas.

Assim sendo, é possível pensar no rompimento da cunha de baixa assim como no desenho de um mastro-bandeira ao longo dos próximos dias, por que não?

Bons negócios!

Desejo uma ótima semana e muita prosperidade.
Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Cenário 24/05/2019

As bolsas da Ásia fecharam sem sinal único, nesta sexta-feira, com Xangai praticamente estável, mas Tóquio com baixa modesta. Investidores continuaram a monitorar as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, em um quadro ainda de cautela e menos propensão à tomada de risco, o que levou a baixas em geral nas praças da região.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 0,02%, em 2.852,99 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 0,49%, a 1.564,51 pontos. A Bolsa de Xangai recuou pela quinta semana consecutiva. Ações ligadas ao consumo avançaram, enquanto papéis ligados a terras-raras e carne artificial recuaram.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei registrou queda de 0,16%, a 21.117,22 pontos, com baixa de 0,6% na semana. Pela primeira vez neste ano, a praça japonesa recuou pela terceira semana consecutiva. A queda de ontem do petróleo penalizou ações de mineradoras hoje em Tóquio.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve ganho de 0,32%, a 27.353,93 pontos, após atingir nesta semana mínimas em quatro meses. O Hang Seng também teve a terceira queda semana consecutiva pela primeira vez neste ano. Hoje, China Mobile subiu 1,8% e Techtronic avançou 3%, mas Tencent registrou sua sétima queda consecutiva, em baixa de 0,4%. Sands China caiu 3,05%.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciou nesta sexta-feira que deixará o comando do Partido Conservador em 7 de junho. Em breve discurso diante da residência oficial dos premiês em Londres, May explicou que seguirá como primeira-ministra durante a escolha do próximo líder do Partido Conservador, que será consequentemente o próximo premiê.

May afirmou que a disputa pelo comando do partido deve começar na semana seguinte à saída dela da liderança conservadora. Ela disse que, em uma democracia, é importante sobretudo respeitar a vontade popular, que foi pela saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) na votação de 2016. "Infelizmente, não tenho conseguido aprovar o acordo" com a UE no Parlamento britânico, admitiu. Nesse quadro, ela disse que "está claro para ela" que é "do melhor interesse do Reino Unido" sua saída do posto.

A premiê ainda terminou seu pronunciamento com a voz embargada, ao lembrar que foi a segunda premiê da história do Reino Unido, "mas certamente não serei a última". May chegou ao poder justamente em julho de 2016 e, antes dela, apenas a também conservadora Margaret Thatcher havia ocupado esse cargo, entre 1979 e 1990.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,35% em maio, após ter avançado 0,72% em abril, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio abaixo da mediana de 0,41% computada nas estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam uma alta entre 0,31% e 0,51%.

Com o dado anunciado hoje, o IPCA-15 acumulou um aumento de 2,27% no ano. Nos 12 meses encerrados em maio, o indicador ficou em 4,93%, abaixo da mediana esperada. As projeções iam de avanço de 4,89% a 5,10%, com mediana de 5,00%.



O gráfico diário do IBOV mostra uma correção até as médias, após dois dias de forte valorização.




Com a retomada da compra nessa sexta-feira, desde que o fechamento seja positivo, o caminho mais provável será o rompimento da máxima da semana (95.210), seja hoje ou segunda-feira, acionando assim um pivot de alta.

Consequentemente haveria o rompimento da linha superior da cunha de baixa, reforçando a leitura de apreciação dos preços à frente.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 21 de maio de 2019

Cenário 21/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem sinal único, mas várias delas tiveram jornada positiva nesta terça-feira, após o governo dos Estados Unidos anunciar isenções temporárias para a companhia chinesa Huawei. As tensões comerciais entre EUA e Pequim, porém, continuam a gerar certa cautela e a conter o apetite por risco.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,23%, em 2.905,97 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 1,77%, a 1.619,66 pontos. Ontem, o Departamento de Comércio dos EUA afirmou que concederá licenças de 90 dias para que algumas companhias continuem a exportar para a Huawei e suas associadas, dando algum respiro à companhia de telecomunicações chinesa, alvo de restrições americanas anteriores. O diretor de pesquisas do London Capital Group, Jasper Lawler, destaca que a Huawei está presente em uma série de pontos no setor de tecnologia e diz que pode levar dias ou mesmo semanas para esse caso se desenrolar.

Já em Hong Kong, o índice Hang Seng teve queda de 0,47%, a 27.657,24 pontos. A praça local atingiu mínimas na sessão pouco antes do fim do pregão e terminou o dia nas mínimas em quase quatro meses, em parte porque uma série de ações hoje tiveram ajuste de preços para o pagamento de dividendos. Apesar dos ganhos de mais de 1% nas ações chinesas, em Hong Kong o dia foi negativo, com CNOOC em baixa de 2,05% e AIA, de 1,1%. Bank of China, por outro lado, subiu 1,4%.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei registrou baixa de 0,14%, a 21.272,45 pontos. O setor de eletrônicos não se saiu bem, com Sony em queda de 4,4%. No setor de petróleo, Inpex caiu 2,7%, mas, entre outras ações em destaque, Isuzu Motors e Kobe Steel subiram 4,3% e 1,7%, respectivamente.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua projeção de crescimento global neste ano de 3,3% para 3,2%. Segundo relatório de perspectiva divulgado nesta terça-feira pela entidade sediada em Paris, a incerteza no comércio influencia negativamente o quadro. Para 2020, a expectativa é de avanço maior no crescimento, de 3,4%, patamar mantido em relação à projeção anterior.

Com as tensões comerciais, existe incerteza e piora na confiança, o que penaliza os investimentos, aponta a OCDE. Com isso, o setor manufatureiro tem sido prejudicado. Entre os principais riscos a entidade cita justamente a chance de um período prolongado de tarifas mais altas entre Estados Unidos e China; novas barreiras comerciais entre Estados Unidos e União Europeia; uma desaceleração mais forte da economia chinesa; crescimento contido na Europa; e vulnerabilidades financeiras por causa do alto endividamento.

No caso dos Estados Unidos, a OCDE projeta crescimento de 2,8% neste ano, acima dos 2,6% previstos anteriormente. Para 2020, a expectativa subiu de alta de 2,2% para 2,3%. Para a China, as projeções de crescimento foram mantidas, em 6,2% em 2019 e 6,0% em 2020.

Na zona do euro, a projeção de crescimento aumentou de 1,0% a 1,2% em 2019, enquanto em 2020 ela passou de 1,2% para 1,4%. No Japão, por outro lado, a OCDE espera crescimento de 0,7% em 2019, quando anteriormente havia previsto avanço de 0,8%.

No caso do Brasil, a OCDE espera crescimento de 1,4% em 2019 e de 2,3% em 2020.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado na prévia da sondagem de maio teve uma queda de 1,6 ponto em relação ao resultado fechado de abril, para 96,3 pontos, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 0,4 ponto em maio, para 98,1 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 2,9 pontos ante abril, para 94,5 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria indicou uma alta de 0,2 ponto porcentual em relação ao patamar de abril, passando de 74,5% para 74,7% este mês - mesmo nível de março de 2019, segundo a FGV.

A prévia dos resultados da Sondagem da Indústria abrange a consulta a 785 empresas entre os dias 2 e 17 de maio. O resultado final da pesquisa será divulgado no próximo dia 28.

O fundador e executivo-chefe da Huawei, Reng Zhengfei, afirmou que o relaxamento de punições à empresa concedido pelos Estados Unidos não tem importância, já que a companhia havia se preparado "para o pior" no caso, tendo feito um estoque de microchips.

Ren disse que as restrições de exportação dos EUA não prejudicam o desenvolvimento de tecnologia 5G pela Huawei. Segundo ele, em alguns anos a empresa terá tecnologia 5G superior à de qualquer concorrente nesse setor.

O presidente Jair Bolsonaro fez uma brincadeira com o ministro da Economia, Paulo Guedes, ao dizer que ele vai depender do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) "com toda a certeza".

"O Paulo Guedes vai depender do INSS com toda certeza, ele está quase se aposentando", disse Bolsonaro a um grupo de estudantes de ensino fundamental. A fala provocou risadas entre ministros e auxiliares que participaram da cerimônia do hasteamento da Bandeira Nacional no Palácio da Alvorada, pela manhã.

Além dos ministros, Bolsonaro convidou alunos do quinto ano da escola pública Bela Vista da cidade de Novo Gama (GO). Pela segunda vez, o evento antecede a reunião do Conselho de Governo, que está sendo realizada na residência oficial da Presidência.

Os alunos cantaram o Hino Nacional e, ao final, o presidente tirou fotos com eles e falou até mesmo da Reforma da Previdência.

Bolsonaro disse aos estudantes que no futuro eles vão pagar a aposentadoria dos mais velhos e por isso precisam estar bem informados. "Até vocês, quando tiverem trabalhando, vão garantir a nossa aposentadoria, desse pessoal que está aqui atrás", disse o presidente ao orientar as crianças a aprenderem e serem disciplinadas. Em seguida, sem citar diretamente a capitalização, Bolsonaro ponderou que "estamos tentando outra forma de aposentadoria também, mas não vai ser de uma hora para outra".

O presidente disse, ainda, que o governo trabalha pelo futuro do Brasil, quer um "país grande" e que as crianças sejam melhores do que a geração dos seus pais. Ele também afirmou que convidou as crianças porque quer passar valores de amor à Pátria e respeito à Bandeira.


O gráfico diário do IBOV mostra uma configuração interessante no gráfico diário: rompimento falso de uma linha de retorno, formação de um doji na região, cinco candles fora da banda de bollinger inferior e após esse movimento um "algo novo", ou seja, fechamento dentro das bandas, rompimento da média móvel de 5 períodos e fechamento acima da máxima do doji (91.320).

Assim sendo, o benchmark já mira algo próximo de 93K, onde temos a média móvel de 21 períodos.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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segunda-feira, 20 de maio de 2019

Cenário 20/05/2019

As bolsas da Ásia fecharam sem direção única nesta segunda-feira, enquanto investidores ainda mantêm tensões comerciais entre Estados Unidos e China no radar, junto a notícias locais, como as eleições na Austrália e indicadores da economia japonesa.

O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, surpreendeu ao vencer as eleições legislativas que ocorreram no país. A Bolsa de Sydney, em meio à notícia, liderou os ganhos, com o índice S&P/ASX 200 em alta de 1,74%, em 6.476,10 pontos.

No Japão, o Nikkei 225 registrou alta de 0,24%, a 21.301,73 pontos, após a economia local apresentar o segundo trimestre consecutivo de expansão. Economistas previam uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, mas a forte demanda residencial e os gastos do governo ajudaram a sustentar a atividade.

"Continuamos a esperar que a economia japonesa se expanda apenas modestamente em 2019, com crescimento limitado por exportações fracas e desaceleração nos gastos de capital", afirmou o economista da Oxford Economics Stefan Angrick em nota. "A recente escalada nas tensões comerciais deve pesar ainda mais sobre o ímpeto [da atividade] em 2019-2020", acrescentou.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,41%, em 2.870,60 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 0,75%, a 1.521,72 pontos, em meio às tensões com os EUA. Na sexta-feira, relatos deram conta de que as negociações bilaterais parecem paradas após as novas ofensivas da administração de Donald Trump contra a gigante Huawei. Ao mesmo tempo, o governo chinês desvalorizou o yuan frente ao dólar hoje, fixando a moeda em 6,8988 por dólar, contra 6,9138 na sexta-feira.

A agenda de eventos internacionais desta semana traz como destaque a fala do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,

A fim de ajustar a proposta de mudança nas regras de aposentadoria, o relator na comissão especial da Câmara, Samuel Moreira (PSDB-SP), reúne-se com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no começo da tarde de hoje, após ter se encontrado ontem com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). 

O líder do Governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo (PSL-GO), disse neste domingo que após conversar com o relator da reforma da Previdência na Comissão Especial, Samuel Moreira (PSDB-MG), não acredita em um novo texto da reforma da Previdência. Moreira disse que quer simplificar as regras de transição para trabalhadores que já contribuem para a Previdência. O relator afirmou que pretende apresentar o relatório final à Comissão Especial até a primeira quinzena de junho. 

O Broadcast/Estado apurou, porém, que esse prazo pode ser encurtado para a primeira semana do mês. Maia indicou que vai encampar a proposta final do relator. O presidente da Comissão, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), adiantou que um grupo de deputados decidiu que o projeto de reforma da Previdência terá o DNA do Parlamento, e não a do Executivo, sem mudar os prazos de tramitação.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,58% na segunda prévia de maio, registrando desaceleração em relação à segunda prévia do mês anterior, quando a inflação medida pelo índice ficou em 0,78%, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano, o IGP-M acumula alta de 3,69% e, nos últimos 12 meses, de 7,78%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) também arrefeceu, de um patamar de 0,89% na segunda prévia de abril para 0,72% em maio. Os preços dos Bens Finais subiram 0,26% em maio, após alta de 0,89% em abril. A maior contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -0,23% para -5,46%.

O índice referente aos Bens Intermediários subiu 0,97% em maio, contra 0,42% em abril.

"O destaque coube ao subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 0,64% para 4,07%. A taxa do grupo Matérias-Primas Brutas foi de 1,45% em abril para 0,97% em maio", informou a FGV Ibre em nota.

O IPA agrícola caiu 1,85%, depois de ter subido 0,54% na segunda prévia do mês anterior, puxado pela soja e o milho, entre outros produtos que tiveram seu preço depreciado.

Já o IPA Industrial se manteve positivo, com alta de 1,58%, contra alta de 1% contra a segunda prévia de abril.

As matérias-primas brutas também desaceleraram o preço, saindo de uma alta de 1,4% na segunda prévia de abril para alta de 0,97% em maio.

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 recuou pela 12ª semana consecutiva e passou de 1,45% para 1,24%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 1,71%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de crescimento do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, também estava em 2,50%.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,0%. Esse porcentual foi atualizado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março, mas deve ser revisto no próximo documento, em junho.

No Focus de hoje, a projeção para o avanço da produção industrial de 2019 foi de 1,70% para 1,47%. Há um mês, estava em 1,70%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,20% para 56,10%. Há um mês, estava em 56,25%. Para 2020, a expectativa permaneceu em 58,30%, ante 58,70% de um mês atrás.


O gráfico diário do IBOV mostra uma linha de retorno, que une os fundos de fevereiro, março e o atual, que ainda não foi conformado como tal, mas tem potencial.



O padrão desenhado é denominado doji e mostra equilíbrio de forças após uma pernada baixista.

Para haver confiança no sinal, a máxima do candle de sexta-feira (17) deverá ser rompida, com fechamento acima da mesma e, de preferência, sobre 91.585, caso contrário o movimento seria um fraco repique, típico voo de galinha.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Cenário 15/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam com ganhos nesta quarta-feira, recuperando-se após quedas recentes. Investidores monitoraram sinais da tensão comercial entre Estados Unidos e China e também indicadores chineses. Os dados mostraram desaceleração em abril, mas o sinal negativo da economia pode ter sido contrabalançado pela esperança de novos estímulos por parte de Pequim mais adiante.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,91%, em 2.938,68 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 2,33%, a 1.650,21 pontos.

Na agenda de indicadores, a produção industrial chinesa cresceu 5,4% em abril, na comparação anual, após alta de 8,5% em março, abaixo da previsão de avanço de 6,6% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. As vendas no varejo tiveram expansão de 7,2% em abril, abaixo do ganho de 8,7% de março e da previsão de acréscimo de 6,6%, enquanto os investimentos em ativos fixos não-rurais cresceram 6,1% entre janeiro e abril, ante igual intervalo de 2018, ante expectativa de alta de 6,4%.

Além disso, o governo chinês se pronunciou novamente sobre as tensões com os EUA. Em entrevista coletiva, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês disse que o país espera um "ambiente justo" para suas empresas, em meio a relatos de que o governo americano poderia restringir a presença chinesa no setor de equipamentos de telecomunicações citando como razão para isso a segurança nacional.
Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,58%, a 21.188,56 pontos. O setor de eletrônicos puxou a recuperação da praça japonesa, após várias sessões de recuos. Renesas subiu 11% após balanço, enquanto Sony avançou 4%.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha, maior economia europeia, cresceu 0,4% no primeiro trimestre do ano ante o quarto trimestre de 2018, segundo dados preliminares divulgados hoje pela Destatis, a agência de estatísticas do país.

Na comparação anual, o PIB alemão teve expansão de 0,7% entre janeiro e março.

Os resultados vieram em linha com as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

A liquidez da Gafisa no fim do primeiro trimestre de 2019 ficou mais apertada. A companhia acumulou mais dívidas com vencimento no curto prazo do que dinheiro em caixa para honrar os compromissos, conforme mostrou seu balanço.

A dívida bruta com vencimento nos 12 meses seguintes (até março de 2020) soma R$ 283,831 milhões, incluindo debêntures, capital de giro e financiamento à produção. Por outro lado, as disponibilidades de recursos no caixa são de R$ 63,068 milhões, diminuição de 69% em um ano. A dívida total é de R$ 790,172 milhões, recuo de 20%. A dívida líquida está em R$ 727,104 milhões, baixa de 7%.

A alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido) subiu de 83,1% para 161,8% em um ano, reflexo dos prejuízos acumulados nos últimos períodos, que foram maiores que a redução do endividamento bruto.

A Renova Energia elevou o prejuízo líquido em 51,2% no primeiro trimestre para R$ 182,286 milhões, o que a diretoria atribui principalmente à redução da receita operacional, ao aumento das despesas administrativas (acrescidas pela suspensão e cessão do contrato de compra e venda de energia para Cemig e Light) e ao aumento das despesas financeiras.

A Somos Educação, empresa controlada pela Saber, que pertence à Kroton, reportou no primeiro trimestre de 2019 lucro líquido ajustado de R$ 45,5 milhões, 31,3% acima do mesmo período de 2018.

A companhia ficou com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado 22,8% maior, chegando a R$ 205,5 milhões nos três primeiros meses de 2019. A margem subiu para 40% de 30% na comparação com o mesmo período de 2018.
A Embraer registrou prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 160,8 milhões no primeiro trimestre de 2019, 23% superior ao prejuízo de R$ 130,4 milhões registrado um ano antes. Já no critério ajustado, excluindo impostos diferidos e itens especiais, a companhia contabilizou prejuízo líquido de R$ 229,9 milhões entre janeiro e março, resultado 10% acima da perda de R$ 208,9 milhões reportado um ano antes.

O balanço apresentado nesta manhã ainda não considera a separação da Unidade de Aviação Comercial como operação descontinuada e a apresentação pública aos investidores. As informações financeiras trimestrais (ITR) completas do período, revisadas por um auditor externo, serão divulgadas em 31 de maio.

O Banco Central informou há pouco que seu Índice de Atividade (IBC-Br) registrou baixa de 0,68% no acumulado do trimestre até março de 2019, na comparação com o trimestre anterior (outubro a dezembro de 2018), pela série ajustada.

O BC informou ainda que o IBC-Br acumulou alta de 0,23% no trimestre até março de 2019 ante o mesmo período do ano passado, pela série sem ajustes sazonais.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

O gráfico diário do IBOV mostra a formação de um candle de equilíbrio na base do marobuzu de segunda-feira.

Geralmente existe continuidade do movimento prévio após padrões como esse, porém a baixa já vinha pressionando muito antes do candle de baixa com massa, o que indica chances de repique e quem sabe, inflexão, nessa região.

A abertura deverá ser levemente negativa com base no índice futuro, que tem queda de 0,99% enquanto escrevo.

Uma recuperação ao longo do dia seria factível, na minha leitura.

Bons negócios!

terça-feira, 14 de maio de 2019

Cenário 14/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam na maioria em território negativo, nesta terça-feira. Os mercados continuaram a ser influenciados pela cautela com as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, com Xangai e Tóquio encerrando o dia em baixa. Por outro lado, o tom do presidente americano, Donald Trump, de minimizar a retaliação chinesa e dizer que não decidiu sobre mais tarifas amenizou o quadro.

Depois do fechamento asiático de ontem, a China levou adiante a ameaça e anunciou a imposição de tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos americanos. Na tarde de ontem, Trump minimizou a retaliação e disse que ainda não tomou decisões sobre novas tarifas. O presidente não comentou quando as negociações serão retomadas, mas disse que pretende se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, na reunião do G-20 no Japão, no fim de junho.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,69%, em 2.883,61 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 0,62%, a 1.612,67 pontos. No setor bancário em Xangai, Bank of China caiu 0,81% e China Merchants Bank, 0,73%.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em queda de 0,59%, a 21.067,23 pontos, em sua sétima baixa seguida, a maior sequência negativa desde 2016. Isuzu Motors caiu 16%, após balanço, enquanto Nissan cedeu 2,9%, antes de publicar resultados que saíram depois do fechamento no Japão.

O índice ZEW de expectativas econômicas recuou de 3,1 em abril a -2,1 em maio, informou o próprio instituto nesta terça-feira. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta a 5,0.

O índice para as condições atuais, por outro lado, avançou de 5,5 em abril a 8,2 em maio. A expectativa, nesse caso, era de alta menor, a 7,5.

Presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Nova York, John Williams afirmou que, até o momento, os efeitos das tarifas bilaterais de Estados Unidos e China têm sido "relativamente pequenos". Ele alertou, contudo, que esse efeito pode mais adiante se tornar "significativo", por isso os dirigentes do banco central monitoram atentamente a questão.

Williams falou em entrevista à Bloomberg TV, durante visita a Zurique, onde realizou um discurso mais cedo. Com direito a voto nas decisões do Fed, ele comentou que a economia e a política monetária americanas estão em "uma boa posição", no quadro atual, com a atividade econômica reagindo após a desaceleração vista no fim do ano passado.

O presidente do Fed de Nova York falou ainda na entrevista sobre o quadro na inflação nos EUA. Ele lembrou que o mandato do BC prevê que a inflação chegue em 2% e seja mantida nesse patamar. Segundo o dirigente, as tarifas comerciais em vigor devem acrescentar "cerca de 0,2" pontos porcentuais à inflação do país no ano atual.

O presidente americano, Donald Trump, voltou a criticar a China hoje, no Twitter. "Nós podemos fazer um acordo com a China amanhã, antes que as empresas comecem a sair para não perder os negócios nos Estados Unidos, mas na última vez em que estivemos próximos [de um entendimento] eles quiseram renegociar o acordo", escreveu. E acrescentou: "de jeito nenhum!".

O presidente argumentou que "estamos em uma posição muito melhor agora do que qualquer acordo que pudéssemos ter feito", ao defender os impactos das tarifas impostas à China para a economia americana, que teriam sido responsáveis pelo forte crescimento do primeiro trimestre. "Somos agora uma economia muito maior do que a China e aumentamos substancialmente de tamanho desde as grandes eleições de 2016", ressaltou.

Trump acrescentou que, em um ano, as tarifas reconstruíram a indústria siderúrgica dos EUA. "Colocamos uma tarifa de 25% sobre o aço 'descartado' da China e de outros países, e agora temos uma indústria grande e crescente", escreveu na rede social.

A Eletrobras fechou o primeiro trimestre de 2019 com um lucro líquido de R$ 1,347 bilhão, 178% maior que o de R$ 484 milhões no mesmo período do ano anterior. O resultado com operações continuadas foi de R$ 1,570 bilhão, queda de 34% ante o primeiro trimestre de 2018, e com as descontinuadas, ou seja, as distribuidoras, houve um prejuízo líquido de R$ 223 milhões. O prejuízo de R$ 1,176 bilhão da Amazonas D foi compensado parcialmente pelo lucro de R$ 94 milhões da Ceal e o resultado da venda da elétrica de Alagoas de R$ 859 milhões.

A Oi, em recuperação judicial, fechou o primeiro trimestre de 2019 com um lucro líquido consolidado de R$ 766 milhões no primeiro trimestre de 2019, conforme seu balanço. O resultado representa uma queda de 97,5% em comparação com o mesmo período de 2018, quando a companhia teve um lucro de R$ 30,526 bilhões impulsionado pelo enxugamento da dívida dentro do plano de recuperação judicial aprovado pelos credores.

O lucro líquido atribuído aos acionistas controladores atingiu R$ 568 milhões, recuo de 98,1% na comparação entre os mesmos trimestres.

A vitória eleitoral do presidente admirador de armas do Brasil foi imortalizada em uma arma criada em sua homenagem. Feito pelo fabricante brasileiro Forjas Taurus, o revólver cromado - apropriadamente calibre .38 - está gravado com o rosto de Jair Bolsonaro e inscrito com as palavras "Bolsonaro - 38º Presidente". A descrição consta de uma das reportagens de um caderno especial sobre o Brasil, com seis páginas, publicado hoje pelo jornal britânico Financial Times (Leia mais nas notas das 4h44, 5h25, 5h39, 5h54 e 6h51).

De acordo com a publicação, a homenagem parece adequada a Bolsonaro, um capitão reformado do Exército, que conquistou a presidência com a plataforma de "lei e ordem" no ano passado. Uma de suas promessas de campanha era ampliar o acesso a armas de fogo para brasileiros. Há 80 anos a Taurus fabrica pistolas e revólveres no Brasil, detendo quase o monopólio do setor. Negocia na Bolsa e vem colhendo os benefícios das promessas eleitorais.

Os mercados já estavam fechados quando os EUA formalizaram a proposta de impor tarifas de 25% sobre mais US$ 300 bilhões em produtos chineses, para decisão no final de junho, que coincidirá com o encontro de Trump e Xi Jinping, no G-20. Também aqui, o que pode ser o "tsunami" de Bolsonaro, quebra dos sigilos fiscal e bancário de seu filho Flávio, só pegou os futuros abertos, levando a bolsa às mínimas e o dólar às máximas.

Temos muitos drivers e balanços que terão forte impacto nos preços, sejam eles nacionais ou internacionais.

Vejo semelhança entre a movimentação teoricamente exagerada de ontem e a que tivemos no dia 27/03.

Naquele momento, logo na sessão seguinte o mercado corrigiu a sangria e negou a barra, o que levou à formação de um fundo importante e forte alta a seguir.

Hoje será o dia "D", o famoso dia depois de amanhã.

Um sinal de fundo seria fortalecido com o fechamento sobre 92.340 e especialmente acima de 92.750, praticamente selando um piso de curto prazo.

Bons negócios!

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Cenário 13/05/2019

As bolsas asiáticas registraram sessão negativa nesta segunda-feira, novamente influenciadas pelas dificuldades nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. A aversão ao risco pressionou os mercados acionários e também moedas locais.

Na sexta-feira, entraram em vigor mais tarifas dos EUA contra produtos chineses. Os dois países devem continuar a negociar, mas o governo de Pequim reafirmou hoje sua intenção de retaliar e disse que "não se renderá nunca à pressão externa", nas palavras de um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. O governo chinês, contudo, ainda não detalhou como pode ser essa retaliação, enquanto o governo do presidente Donald Trump acena com mais uma rodada em breve de tarifas contra produtos chineses.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 1,21%, em 2.903,71 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 1,08%, em 1.622,80 pontos. Papéis do setor financeiro estiveram entre os mais penalizados em Xangai, com quedas de cerca de 2%. O setor de energia, por sua vez, registrou baixas modestas.

No Japão, o índice Nikkei fechou em queda de 0,72%, em 21.191,28 pontos. A Bolsa de Tóquio recuou pelo sexto dia consecutivo, a maior sequência do tipo em oito meses, com ações do setor de tecnologia em baixa, especialmente as ligadas a microchips.

Os contratos futuros de petróleo operam com ganhos nesta manhã, após a Arábia Saudita afirmar que dois de seus navios-tanque que transportam petróleo foram atacados a caminho do Estreito de Ormuz. Com isso, a commodity recupera parte das perdas vistas até agora em maio.

Às 9h31 (de Brasília), o petróleo WTI para junho subia 1,38%, a US$ 62,51 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho avançava 1,59%, a US$ 71,74 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O ministro da Energia saudita, Khalid al-Falih, afirmou que não houve um vazamento de óleo, mas que o ataque no fim de semana causou "danos significativos" às duas embarcações. Ele qualificou o episódio como sabotagem, sem apontar o suposto autor.

O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica para os produtores do Golfo Pérsico. Estrategista do BNP Paribas, Harry Tchilinguirian diz que a ameaça à livre circulação de petróleo em uma das áreas mais cruciais do mundo naturalmente apoia os preços. A SEB Markets corrobora na mesma linha, para explicar o movimento.

Nas últimas semanas, os preços têm sido pressionados, com investidores tirando um pouco do foco sobre os fundamentos para a oferta e a demanda para a deterioração das relações comerciais entre EUA e China. Nesta semana, há ainda expectativa pelos relatórios mensais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Agência Internacional de Energia (AIE).

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 recuou pelo 11ª semana consecutiva e passou de 1,49% para 1,45%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 1,95%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, estava em 2,58%.

A projeção do Banco Central (BC) para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,0%. Esse porcentual foi atualizado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março.

No Focus de hoje, a projeção para a alta da produção industrial de 2019 foi de 1,76% para 1,70%. Há um mês, estava em 2,30%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,30% para 56,20%. Há um mês, estava em 56,20%. Para 2020, a expectativa seguiu em 58,30%, mesmo patamar de um mês atrás.

O Burger King Brasil reportou lucro líquido de R$ 3,051 milhões no primeiro trimestre de 2019, resultado que representa queda de 65,4% em relação ao mesmo período de 2018. Excluindo os efeitos da norma contábil IFRS 16, o lucro líquido teria totalizado R$ 8,1 milhões, segundo o informe de resultados.

O grupo biofarmacêutico Biotoscana Investments registrou queda de 49,9% no lucro líquido do primeiro trimestre em moeda nominal ante o mesmo período do ano anterior, para R$ 8,0 milhões. Em moeda constante, a redução seria de 19,4%. No demonstrativo ajustado, o resultado foi de R$ 9,4 milhões, excluindo itens não-caixa, queda de 57,9% nominal e de 8,4% constante.
O gráfico diário do IBOV mantém o desenho de OCOI como válido, na minha leitura.

Temos a região de 93.300 respeitada como fundo, assim como a LTA riscada em azul, que conecta os últimos fundos, desde março.

Com base no exterior e índice futuro no Brasil, o qual cede 1,51% enquanto escrevo, teremos uma abertura negativa, com perda da LTA, dos 93.300 e até mesmo da mínima da semana passada aos 92.750.

Logo abaixo há um suporte (92.340), fundo marcado em 17/04.

Se houver reação e o benchmark operar acima de 92.740, um pouco depois da abertura, especialmente quando as bolsas norte-americanas iniciarem os negócios às 10h30, poderemos ter um rompimento falso, marcação de fundo duplo e reação intradiária.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Cenário 09/05/2019

As bolsas asiáticas registraram pregão negativo nesta quinta-feira, novamente penalizadas pelas tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Além disso, investidores monitoraram indicadores da potência asiática, entre eles um dado modesto de novos empréstimos.

A Bolsa de Xangai fechou em queda de 1,48%, em 2.850,95 pontos, no seu oitavo recuo em 11 pregões e em nova mínima de fechamento em dois meses e meio. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 1,28%, a 1.579,79 pontos.

Na agenda de indicadores, os novos empréstimos da China recuaram a 1,02 trilhão de yuans (US$ 150,3 bilhões) em abril, segundo dados do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês). O montante ficou abaixo do 1,69 trilhão de yuans de março e também da previsão de 1,20 trilhão de yuans dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Já o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China subiu 2,5% em abril, na comparação com igual mês de 2018, na máxima em seis meses e em linha com a previsão. Na comparação anual, o CPI avançou 0,1%. A meta do governo é manter inflação ao consumidor abaixo de 3% em 2019. O índice de preços ao produtor (PPI) chinês subiu 0,9% na comparação anual de abril, ante expectativa de alta de 0,6%. No confronto mensal, o índice teve ganho de 0,3% em abril.

As bolsas chinesas chegaram a melhorar à tarde, mas depois disso voltaram a atingir mínimas. Há expectativa pela rodada de negociações comerciais entre americanos e chineses em Washington nesta semana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, porém, anunciou no domingo sua intenção de impor mais tarifas, acusando Pequim de recuar em compromissos assumidos. O Ministério do Comércio chinês se pronunciou hoje, prometendo retaliar caso os EUA levem adiante a ameaça.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em queda de 0,93%, em 21.402,13 pontos, na terceira queda seguida da bolsa japonesa. O iene mais forte por causa da busca por segurança entre investidores pressionou as ações de exportadoras do Japão.

A Rio Tinto acompanha de perto os problemas na produção de minério de ferro no Brasil para determinar se irá acelerar qualquer projeto para elevar sua própria produção e deve ter uma ideia mais clara disso até o fim deste ano, afirmou o executivo-chefe da mineradora, Jean-Sebastien Jacques.

As exportações do ingrediente do aço do Brasil, um dos maiores produtores de minério de ferro, têm recuado conforme a gigante Vale corta produção, após o desastre mortífero do rompimento da barragem de Brumadinho em janeiro. "Há muita incerteza em relação à Vale. Nós não sabemos o que o regulador fará no Brasil", comentou Jacques a repórteres, após reunião anual dos acionistas na Austrália. "Até o fim deste ano, nós teremos uma avaliação melhor do equilíbrio entre a oferta e a demanda e se faz sentido avançar mais ou não."

O vice-primeiro-ministro da China Liu He chega a Washington para tentar um acordo comercial com os EUA, após Trump ameaçar com alta das tarifas a produtos chineses, de 10% para 25%, a partir de amanhã. Às 9h30, o presidente do FED, Jerome Powell, faz pronunciamento. Aqui, 27 companhias divulgam balanços, com BB antes da abertura e Vale, após o fechamento. Entre os indicadores, as vendas no varejo em março podem confirmar a fraqueza da economia, um dia depois que o Copom veio um pouquinho mais dovish no comunicado.

O Banco do Brasil, que encerra hoje a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto no País, teve lucro líquido ajustado de R$ 4,247 bilhões, alta de 40,3%, ante um ano, quando somou R$ 3,026 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores o aumento foi de 10,5%.

Em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, o BB destaca que o resultado do primeiro trimestre foi impactado pelo aumento da Margem Financeira Bruta, redução das despesas de provisão de crédito, aumento das rendas de tarifas e pelo controle de custos, que desempenharam abaixo da inflação.

A carteira de crédito ampliada somou R$ 684,171 bilhões ao final de março, queda de 1,9% ante dezembro e aumento de 0,8% em um ano. Enquanto na pessoa física os empréstimos cresceram 1,7% no trimestre e 7,7% em um ano, as operações para empresas encolheram 5,2% e 6,3%, respectivamente.

O BTG Pactual encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 675 milhões, correspondente a uma elevação de 12,5% frente ao mesmo período do ano passado, de R$ 600 milhões. Em relação ao quarto trimestre de 2018, de R$ 552 milhões, o lucro líquido do banco subiu 22,3%.

Em base ajustada, o lucro do BTG no primeiro trimestre foi de R$ 721 milhões, 9,24% acima do primeiro trimestre de 2018, quando o resultado apurado foi de R$ 660 milhões, e 1,4% superior aos R$ 711 milhões do quarto trimestre.

A liderança do Brasil na melhora do clima econômico na América Latina observada no trimestre até janeiro, graças ao índice de expectativa, se inverteu e o país passou a ser o primeiro entre os piores no trimestre encerrado em abril, segundo o indicador Ifo/FGV de Clima Econômico (ICE) da América Latina elaborado em parceria entre o instituto alemão Ifo e a Fundação Getúlio Vargas.

O Brasil passou de uma alta de 3,6 pontos positivos para 21,1 pontos. O resultado foi puxado para baixo pela frustração das expectativas que ainda haviam para a melhora da economia em janeiro. Assim, ficou na média de seus pares latinos.

O ICE da América Latina saiu de uma queda de 9,1 pontos no trimestre terminado em janeiro para queda de 21,1 pontos no trimestre terminado em abril deste ano. A maior influência, segundo a FGV, foi a queda do Indicador da Situação Atual (ISA) e do Indicador das Expectativas (IE). O Indicador das Expectativas (IE) caiu 15,8 pontos ao passar de 25,0 para 9,2 pontos no mesmo período ainda permanece na zona favorável. Já, o Indicador da Situação Atual (ISA) apresentou queda menor, de 9,0 pontos, permanecendo com saldo de respostas negativo.
O gráfico diário do IBOV mostra uma movimentação complexa desde meados de fevereiro, portanto estamos praticamente há três meses de lado.

Com exceção do pico aos 100.400 e o vale a 91.585, passamos a maior parte do tempo oscilando entre 93.000 e 97.000.

O mercado tem memória e não será fácil quebrar esse padrão, quem sabe estamos perto.

Eu apostaria que sim.

Tanto que formou-se tanto um OCO como um OCOI no diário, mais equilíbrio quase impossível.

Pois bem, temos um candle de fundo marcado anteontem, uma sessão de alta com fechamento acima das médias e da máxima desse candle citado, porém com sombra superior que já levantava suspeitas sobre uma abertura negativa nessa quinta-feira, o que irá ocorrer de fato.

O desafio será mensurar a força de touros e ursos ao longo da sessão.

Eu estou com os touros hoje, acho que irão encurralar os ursos e trazer um fechamento verde, mesmo que leve.

Bons negócios!

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Cenário 08/05/2019

As bolsas asiáticas tiveram jornada negativa nesta quarta-feira, novamente influenciadas pelo temor sobre o comércio entre Estados Unidos e China. Além disso, investidores monitoraram os dados da balança comercial chinesa.

A Bolsa de Xangai fechou em queda de 1,12%, em 2.893,76 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve baixa de 0,65%, para 1.600,28 pontos. Após um pregão negativo em Nova York, os mercados chineses acompanharam o movimento, com analistas em geral destacando as dificuldades para que as duas potências possam fechar um acordo rápido e evitar as novas tarifas anunciadas sobre produtos chineses pelo presidente americano, Donald Trump, que entrariam em vigor já nesta sexta-feira.

Na agenda de indicadores, as exportações chinesas recuaram 2,7% em abril, na comparação anual, segundo os números medidos em dólares. Isso contrariou a previsão de alta de 1,8% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Já as importações do país cresceram 4% na mesma comparação, ante expectativa de queda de 2,7% dos economistas. O superávit comercial da China diminuiu a US$ 13,84 bilhões em abril, bem abaixo da previsão de US$ 33,63 bilhões.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei registrou baixa de 1,46%, a 21.602,59 pontos. Entre os papéis mais negociados, Mizuho Financial Group caiu 1,22% e Mitsubishi UFJ recuou 1,02%. Honda Motor recuou 2,84% após balanço e Toyota Motor perdeu 0,95%, também após divulgar resultados trimestrais.

Londres foi escolhida pelo Facebook como o centro de pagamentos do WhatsApp. O anúncio ocorre uma semana depois de o presidente-executivo da plataforma, Mark Zuckerberg, comunicar que a nova ferramenta de seu serviço de mensagens seria lançada este ano em vários países, após a realização de um teste inicial na Índia.

A empresa com sede na Califórnia, nos Estados Unidos, conta com cerca de 400 funcionários e agora deve ampliar o quadro de pessoal em um quarto, ao contratar mais 100 pessoas. Os engenheiros mais experientes foram enviados à capital britânica no ano passado para recrutar profissionais e a expectativa é a de que a maior parte dos engenheiros de software fique contratada em Londres e uma equipe de operações adicional, em Dublin, na Irlanda. A nova equipe criará o serviço de pagamentos e também produtos voltados para segurança e spam.

O aplicativo, que tem 1,5 bilhão de usuários no mundo, conta com uma grande penetração na Índia, no Brasil, na Indonésia e no México. De acordo com o Facebook, a escolha pelo Reino Unido se dá justamente porque se trata de uma cidade que atrai uma força de trabalho multicultural de muitos dos países onde o WhatsApp é amplamente utilizado. O serviço de mensagens também é mais popular na Grã-Bretanha do que no seu país de origem.

O Hermes Pardini apurou lucro líquido, excluindo efeitos do IFRS 16, de R$ 30,2 milhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 1,9% sobre o mesmo período do ano anterior, quando foi de R$ 29,6 milhões. O resultado com o impacto da nova norma contábil sobre arrendamentos seria de R$ 29,069 milhões, um pouco abaixo dos R$ 29,584 milhões do primeiro trimestre de 2018.

A Gerdau registrou lucro líquido consolidado de R$ 453 milhões no primeiro trimestre deste ano, representando um avanço de 1% na comparação com o resultado líquido do mesmo intervalo do ano passado, de R$ R$ 448 milhões. A empresa divulgou ainda um lucro líquido consolidado ajustado, que contabiliza ganhos não recorrentes do primeiro trimestre do ano passado, com alta de 0,4%, mas que também somou R$ 453 milhões, porém elevou em R$ 6 milhões a base de comparação anual.

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal deflagraram na manhã de hoje, 8, a 61ª fase da Operação Lava Jato, chamada Disfarces de Mamom. Cerca de 170 Policiais federais cumprem 3 mandados de prisão preventiva e 41 mandados de busca e apreensão em 35 locais diferentes nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. As informações foram divulgadas pela Polícia Federal.

Os alvos são funcionários de um banco investigado. Na época dos crimes, um deles atuava na mesa de câmbio, outro era diretor da área de operações de câmbio e o terceiro era diretor geral da instituição. Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba-PR.

A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro praticado por altos funcionários de um banco que faziam a contratação de empresas de fachada. As companhias emitiam notas fiscais e contratos fictícios para justificar serviços não prestados e assim camuflar pagamentos feitos e recebidos pelo banco no exterior.

Uma vez pagos, tais empresas, com ajuda de doleiros, remetiam numerário para exterior por meio de operações tipo dólar-cabo, conferindo assim aparência de legalidade às operações e obtendo, deste modo, dinheiro em moeda estrangeira com aparência legal.

O gráfico diário do IBOV mostra uma movimentação importante, talvez algo novo.

Negociou fora da banda de bollinger inferior, deixou sombra inferior relevante, tocou uma LTA riscada em azul e temos ainda um martelo, candle tradicional de inflexão.

Um fechamento acima da máxima de ontem, região ligeiramente acima de 95K, seria um reforço da leitura supra citada.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 7 de maio de 2019

Cenário 07/05/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem sinal único, nesta terça-feira. As praças chinesas tiveram sessão mais calma e subiram, após o recuo forte da sessão anterior, que foi marcada pela aversão ao risco após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar no domingo a decisão de impor mais tarifas contra produtos chineses. Hoje, a Bolsa de Tóquio registrou perdas, depois de não ter operado no dia anterior.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 0,69%, em 2.926,39 pontos, e a de Shenzhen registrou ganho de 1,62%, a 1.610,76 pontos. Com isso, recuperaram-se após ambas registrarem na segunda-feira o maior recuo diário desde fevereiro de 2016. Air China subiu 0,76% e Bright Dairy & Food A teve ganho de 5,60%, em Xangai.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei recuou 1,51%, a 21.923,72 pontos. Entre os maiores declínios estiveram os setores de eletrônicos e maquinário. Murata Manufacturing caiu 13,20, Komatsu teve baixa de 10,06% e Fujitsu, de 9,10%.

O vice-primeiro-ministro da China, Liu He, irá visitar Washington na quinta e sexta-feira (9 e 10) para uma nova rodada de discussões comerciais com os Estados Unidos, segundo comunicado divulgado hoje pelo Ministério de Comércio chinês.

No domingo (5), circularam rumores de que Pequim poderia cancelar a visita de Liu, que já estava prevista para esta semana, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que o governo americano elevará tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses na próxima sexta.

O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse que os Estados Unidos reconsiderariam a imposição de tarifas mais altas à China se as negociações voltassem aos trilhos. Segundo ele e o representante comercial do país, Robert Lighthizer, um acordo ainda poderia ser alcançado, já que a delegação chinesa não cancelou os planos de viagem à Washington para uma nova rodada de conversas.

Um dia após uma jornada de quedas acentuadas pelo agravamento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, as bolsas europeias operam sem sinal único, mas em geral com modesta recuperação, no início dos negócios desta terça-feira. 

Na agenda, as encomendas à indústria da Alemanha cresceram 0,6% em março ante fevereiro, abaixo da previsão de alta de 1,2% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Entre os balanços, a AB InBev teve lucro de US$ 3,571 bilhões no primeiro trimestre, avanço de 250% na comparação anual, mas a ação recuava 1,4% na Bolsa de Bruxelas. Em Frankfurt, o papel da BMW caía 1,1%, após balanço, mas Hannover Re subia 1,4%, depois de resultados que agradaram. Londres destoava entre as demais bolsas, já que não havia funcionado ontem por causa de feriado no Reino Unido. 

O Magazine Luiza apresentou no primeiro trimestre lucro líquido de R$ 132,1 milhões, o que representa uma queda de 10,4% sobre o mesmo período do ano passado. O dado considera a adoção do IFRS 16, que se refere à contabilidade de arrendamentos. Já o dado pró-forma, sem esse efeito e em bases comparáveis, foi de R$ 138,6 milhões, queda de 6%.

A Ambev registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,762 bilhões no primeiro trimestre de 2019, resultado 6,2% maior que os R$ 2,600 bilhões de igual período no ano passado. Já o lucro líquido ajustado atribuído ao controlador foi de R$ 2,674 bilhões, alta de também 6,2% na comparação anual. Os resultados já contabilizam a adoção da norma contábil IFRS16, que altera a divulgação de arrendamentos. A Ambev decidiu pela adoção retrospectiva completa e reapresentou os saldos de 2018.

Após subir 0,02% em março, o preço médio dos imóveis residenciais no País mostrou uma aceleração e cresceu 0,14% em abril. Os dados são da pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que é feita a partir do levantamento de anúncios de moradias de 50 cidades no site Zap. O levantamento apontou também que os preços médios avançaram 0,38% nos primeiros quatro meses do ano e acumularam alta de 0,26% nos últimos 12 meses.

O gráfico diário do IBOV mostra um recuo atá a região de 50% de Fibonacci, portanto uma correção técnica e admissível, mantendo a inclinação de alta e um possível pivot, o qual seria confirmado e traria o famoso "algo novo" acima de 97.125.

A sessão de hoje será essencial, pois seria o "dia depois de amanhã". ou seja, após a turbulência um pregão mais moderado, equilibrado e teoricamente racional.

A abertura deverá ser levemente negativa, talvez lateral, com posterior reação, na minha leitura, e um fechamento positivo.

Se terminar a sessão acima das médias móveis será uma amostra de força relevante.

Bons negócios!