terça-feira, 23 de abril de 2019

Cenário 23/04/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, repercutindo a decisão dos Estados Unidos de retirar a isenção concedida a países compradores de petróleo iraniano e sinais de que a China poderá atenuar sua agressiva campanha de estímulos econômicos.

No Japão, o índice Nikkei subiu 0,19% hoje, a 22.259,74 pontos, impulsionado por ações dos setores petrolífero e minerador. A petroleira Inpex, por exemplo, saltou 2,8%.

Como se previa, os EUA confirmaram que não irão mais renovar isenções concedidas a oito países para importar petróleo do Irã, que está sob sanções de Washington. Em reação à decisão, as cotações do petróleo subiram entre 2,3% e 2,9% ontem e ampliaram ganhos na madrugada desta terça.

Já na China, as bolsas encerraram os negócios em baixa, num pregão marcado por volatilidade. Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto caiu 0,51%, a 3.198,59 pontos. Menos abrangente e formado por empresas de menor valor de mercado, o Shenzhen Composto recuou 1,32%, a 1.728,86 pontos.

No fim de semana, o jornal South China Morning Post noticiou que líderes chineses planejam agora focar reformas estruturais, em vez de lançar mais medidas de estímulos, diante do desempenho melhor do que o esperado da economia da China no primeiro trimestre. Divulgados recentemente, tanto o Produto Interno Bruto (PIB) chinês de janeiro a março quanto números de produção industrial e vendas no varejo do último mês vieram acima das expectativas.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng - que voltou a operar hoje após feriados na sexta e ontem - ficou praticamente estável em Hong Kong, com baixa marginal de 0,02 ponto, a 29.963,24 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,17% em Seul, a 2.220,51 pontos, apesar da fraqueza da Samsung Electronics (-0,3%) após notícia de que a empresa vai adiar o lançamento de seu smartphone com tela dobrável, e o Taiex subiu 0,35% em Taiwan, a 11.025,68 pontos.

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, negou, em entrevista à Rádio CBN, que haja sigilo dos estudos que embasam a reforma da Previdência e disse que é do interesse do governo a "transparência absoluta" dos documentos na comissão de mérito.

"Não decretamos sigilo. São documentos preparatórios que embasaram a entrega do projeto ao Congresso Nacional. Colocamos acesso restrito aos funcionários que estão trabalhando com o tema, mas, a partir da discussão do mérito da reforma na comissão especial, os documentos se tornam públicos."

Segundo Marinho, ao contrário do que ocorreu com projetos anteriores, o governo tem todo interesse de mostrar os dados de maneira desagregada para que a sociedade saiba qual é o impacto caso haja concessões na proposta. "O nosso interesse é de que tenha absoluta transparência na comissão de mérito, ao contrário do que ocorreu antes."

O secretário ainda disse que o movimento da oposição de entrar na Justiça para suspender a tramitação da reforma até que o sigilo seja levantado é "claramente um movimento postergatório". "Estamos absolutamente tranquilos sobre possível judicialização da reforma." Marinho repetiu que o governo quer uma discussão "transparente" e que os dados serão apresentados sem que seja necessária decisão da Justiça.

O relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Marcelo Freitas (PSL-MG), condicionou as alterações pedidas pelo Centrão no parecer da proposta a um acordo com os demais partidos aliados. "Nós precisamos realmente conversar com os partidos aliados, olhar olho no olho e profundamente compreender se isso atende plenamente aos interesses dos partidos aliados", disse Freitas após reunião com o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO).

A Caixa quer abrir capital de suas subsidiárias tanto no Brasil, na B3, quanto em Nova York, na Nyse. A dupla listagem visa maior liquidez e melhor precificação para as quatro ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês) das empresas de seguros, cartões, lotérica e gestora. A listagem de ADRs será no Nível 3, segundo fonte. Analistas calculam que os IPOs movimentem entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões.

Após reunião de quatro horas com integrantes da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e cerca de 20 lideranças dos caminhoneiros, o Ministério da Infraestrutura declarou ter firmado uma agenda de trabalho de curto prazo, com o objetivo de amenizar os efeitos da variação do preço do diesel para a categoria, e destacou que a pasta está dispostO a "manter aberto o diálogo".

Em nota à imprensa, o ministério detalha que essa agenda envolve estudos para a eliminação de multas desnecessárias aos caminhoneiros, a transferência do custo do diesel para a tabela de frete e a fiscalização da referência de custo do piso mínimo do frete. Para garantir que essa fiscalização será efetiva, a pasta celebrou um termo de compromisso com as entidades representantes.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, comentou sobre a reunião em sua conta do Twitter e reiterou que "as portas estão sempre abertas".

Depois do encontro com o ministério, os caminhoneiros descartaram a chance de uma nova paralisação. Um dos líderes da categoria, Wanderlei Alves, conhecido como Dedéco, afirmou que os próprios caminhoneiros deverão ser agentes de fiscalização dos preços mínimos para o frete rodoviário, levando denúncias de empresas que não estão cumprindo a tabela à CNTA, que por sua vez repassará à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e governo.

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark acima de 94.125, o que é positivo, porém sem forças para romper a média móvel de 21 períodos, linha de tendência de alta traçada em azul e a região entre 95.040 e 95.140.



Podemos considerá-la uma tríplice e decisiva barreira.

Suportes imediatos na média móvel de 5 períodos, 94.125 e 93.305.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário