quarta-feira, 17 de abril de 2019

Cenário 17/04/2019

As principais bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira, uma vez que uma série de indicadores melhores do que o esperado da China sinalizou que a política de estímulos de Pequim pode finalmente estar contendo a desaceleração da segunda maior economia do mundo. Já nos negócios da Oceania, a bolsa da Austrália foi puxada para baixo por mineradoras, que reagiram negativamente à decisão judicial que permitiu à brasileira Vale retomar operações em uma de suas maiores minas.

Dados publicados no fim da noite de ontem (já quarta-feira em Pequim) mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês teve expansão anual de 6,4% no primeiro trimestre, maior do que o acréscimo de 6,3% previsto por analistas.

Além disso, a produção industrial da China deu um salto anual de 8,5% em março, bem acima da projeção de ganho de 6%. As vendas no varejo chinês, por sua vez, avançaram 8,7% na mesma comparação, também superando as expectativas do mercado, de alta de 8,4%.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 0,29% hoje, a 3.263,12 pontos, renovando máxima em 13 meses, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,72%, a 1.772,71 pontos. O setor automotivo foi destaque, com as ações de cerca de uma dezena de empresas atingindo o limite diário de valorização de 10% após a abertura do Salão do Automóvel de Xangai.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei se valorizou 0,25% em Tóquio, a 22.277,97 pontos, atingindo o maior nível em quatro meses, e o Taiex subiu 0,64% em Taiwan, a 10.997,26 pontos. Por outro lado, o Hang Seng terminou o pregão em baixa marginal de 0,02% em Hong Kong, a 30.124,68 pontos, e o sul-coreano Kospi teve leve queda de 0,12% em Seul, a 2.245,89 pontos, depois de acumular ganhos por 13 pregões consecutivos, sequência que igualou um recorde de 1987.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,78% na segunda prévia de abril, após ter aumentado 1,06% na segunda prévia de março. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Com o resultado, o índice acumulou elevação de 2,96% no ano de 2019 e avanço de 8,50% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de abril. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 0,89%, ante um avanço de 1,41% na segunda prévia de março. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,66% na prévia de abril, depois de um avanço de 0,50% em igual leitura de março. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve aumento de 0,39% na segunda prévia de abril, depois da alta de 0,11% na segunda prévia de março.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de março a 10 de abril. No dado fechado do mês de março, o IGP-M teve alta de 1,26%.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que a reforma da Previdência "vai existir" e que a questão agora é "só a potência fiscal dela". Guedes também disse que o presidente Jair Bolsonaro decidiu interferir no preço do diesel por estar atento às ruas e ao "barulho" que outra greve de caminhoneiros poderia gerar. Segundo o ministro, uma nova paralisação pode "frear todo o Brasil, fazer o PIB cair mais 3%, 4%".

Guedes avaliou que a reforma da Previdência é "incontornável" e disse confiar na "inteligência e astúcia" da classe política, quando perguntado se o texto pode ser aprovado até julho. Segundo ele, se a reforma for "fraquinha, um remendo, como as anteriores, o governo continuará prisioneiro do baixo crescimento". "Se ela for mais potente, sinaliza para o equilíbrio fiscal. Você abre a comporta e vão entrar ondas de investimento privado".

Até por isso, Guedes aposta no apoio à mudança nas aposentadorias. Segundo ele, há uma pauta de concessões, privatizações e descentralização de recursos para Estados e municípios. "É uma pauta muito atraente, inclusive para a oposição", disse o ministro, que usa o exemplo de um prefeito. Em sua visão, ele (prefeito) prefere que a reforma seja aprovada em seis meses para falar de recursos que vão chegar em seus municípios do que "ficar falando de Previdência um ano".

A compensação pelos investimentos já feitos nas áreas que serão licitadas no leilão de volume excedente da cessão onerosa pode chegar a US$ 20 bilhões, segundo a consultoria internacional Wood Mackenzie, que alerta para incertezas nesse acerto de contas. Só Búzios, principal ativo do leilão, já gerou fluxo de caixa negativo de US$ 18 bilhões para a Petrobras.

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark operando acima das tríplice resistência, formada pela média móvel de 5 períodos, fundo marcado no dia 03/04 aos 94.125 pontos e linha de tendência de alta traçada em azul.

Caso opere e feche acima desses pontos supra citados, mostrará força e terá espaço para escalar, uma vez que eles tornar-se-ão suportes no caso, pela inversão de polaridade da análise técnica.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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