sexta-feira, 12 de abril de 2019

Cenário 12/04/2019


As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, com a maioria delas sem chance de reagir a dados sólidos de exportação da China que foram publicados mais tarde do que o normal.

Os mercados chineses, que ainda estavam abertos quando a balança comercial do país referente a março foi divulgada, reduziram perdas mas terminaram o pregão em baixa marginal. O índice Xangai caiu 0,04%, a 3.188,63 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,11%, a 1.738,52 pontos.

Na semana, as bolsas da China tiveram o pior desempenho do ano, com perdas de 1,8% em Xangai e de 2,3% em Shenzhen.

Quando faltava cerca de meia hora para o encerramento dos negócios na China, Pequim divulgou que as exportações do país deram um salto anual de 14,2% em março, superando a alta de 8,7% prevista por analistas e revertendo queda de 20,7% de fevereiro.

O dado positivo vem num momento de preocupação com a desaceleração da China, em particular, e da economia global como um todo.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei subiu 0,73% em Tóquio hoje, a 21.870,56 pontos, graças a fortes ganhos de blue chips, como a varejista Fast Retailing (+7,9%) e a empresa de telecomunicações SoftBAnk (+4,9%); o Hang Seng avançou 0,24% em Hong Kong, a 29.909,76 pontos; e o sul-coreano Kospi teve ganho de 0,41% em Seul, a 2.233,45 pontos; mas o Taiex registrou ligeira baixa de 0,03% em Taiwan, a 10.805,30 pontos.

As importações de petróleo e de minério de ferro da China avançaram na comparação anual de março, mas as de cobre caíram no período, segundo dados preliminares divulgados hoje pela Administração Geral de Alfândega do país.

No mês passado, as compras chinesas de petróleo bruto avançaram 0,4% no confronto anual, a 39,34 milhões de toneladas, enquanto as de minério de ferro ampliaram 0,7%, a 86,42 milhões de toneladas. As de cobre, por outro lado, sofreram queda de 11,0%, a 391 mil toneladas.

No primeiro trimestre, a China importou 121,17 milhões de toneladas de petróleo, um avanço de 8,2% em relação a igual período de 2018. As importações de minério de ferro tiveram redução de 3,5%, a 260,79 milhões de toneladas, enquanto as de cobre recuaram 4,3%, a 1,18 milhão de toneladas. 

O JPMorgan Chase informou hoje que teve lucro líquido de US$ 9,179 bilhões no primeiro trimestre de 2019, resultado 5,4% maior do que o ganho do mesmo período do ano passado, de US$ 8,712 bilhões. O lucro por ação entre janeiro e março foi de US$ 2,65, comparado a US$ 2,37 um ano antes e superando a previsão de analistas consultados pela FactSet, que projetavam ganho de US$ 2,35 por ação.

Já a receita do maior banco dos Estados Unidos ficou em US$ 29,851 bilhões no último trimestre, alta de 4,7% em relação ao mesmo intervalo de 2018.

O lucro líquido do Wells Fargo cresceu a US$ 5,86 bilhões, ou US$ 1,20 por ação no primeiro trimestre deste ano, acima da previsão de US$ 1,12 por ação dos analistas consultados pela FactSet. Em igual período de 2018, o lucro líquido havia sido de US$ 5,1 bilhões, ou US$ 0,96 por ação.

A receita do banco americano, no entanto, recuou de US$ 21,9 bilhões no primeiro trimestre do ano passado a US$ 21,6 bilhões agora.

Após o balanço, a ação do banco acelerou a alta e tinha ganho de 2,51% no pré-mercado em Nova York, às 9h04 (de Brasília). 

Depois da sinalização ontem de que a reforma da Previdência poderia ser a segunda votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima quarta-feira (17), após apreciação da reforma tributária, o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, declarou nesta manhã que o presidente da CCJ, deputado Felipe Franceschini, afirmou que manterá a Previdência como prioridade na sessão.

"Franceschini publicará hoje a pauta da comissão e me disse pessoalmente que será votada primeiro a PEC da Previdência", disse Marinho em entrevista à Radio Bandeirantes. "Ouvi dele ontem que a pauta da comissão dará prioridade à Previdência. O cronograma estabelecido na CCJ está mantido", reforçou.

Marinho reconhece que, pela importância da proposta, o texto deverá seguir sob escrutínio dos parlamentares. "O parlamento certamente está debruçado sobre o tema e dá a importância que ele requer. A sociedade brasileira tem pressa e entendemos que deverá haver celeridade sem haver prejuízo na qualidade do debate", comentou.

"Em todas as bancadas que visitei, 11 na Câmara e duas no Senado, encontrei um espírito extremamente propositivo em relação à reforma, num ambiente melhor do que era durante a tramitação da proposta do governo Temer", disse. "Até mesmo a oposição, quando discute conosco a proposta, admite e reconhece a necessidade de se reestruturar o sistema previdenciário", apontou o secretário. 


O IBOV certamente abrirá em baixa, refletindo a queda de índice futuro, que cede 1,62% enquanto escrevo.

Talvez o mercado tenha exagerado na baixa, não somente de hoje, como da semana em si.


Desenhei um possível ombro-cabeça-ombro-invertido no gráfico diário, sendo o segundo ombro pontilhado na imagem.

Na minha visão, seria algo factível.

O mercado deverá buscar algum ponto abaixo de 94.125 logo após a abertura.

Se realmente o fizer e posteriormente voltar a trabalhar acima desse ponto, deixando sombra inferior, reforça a leitura do possível OCOI (ombro-cabeça-ombro-invertido).

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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