quinta-feira, 11 de abril de 2019

Cenário 11/04/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, à medida que a postura cautelosa do Federal Reserve e do Banco Central Europeu (BCE) reforçou a preocupação de investidores com a desaceleração da economia global e com medidas protecionistas.

Ata publicada ontem pelo Fed, como é conhecido o BC americano, mostrou que a instituição continuará sendo paciente em relação a novas mudanças em seus juros básicos. Após elevar juros em quatro ocasiões em 2018, o Fed vem mantendo as taxas inalteradas desde então e indicando que não haverá ajustes até o fim do ano.

Já o presidente do BCE, Mario Draghi, manteve tom "dovish" (favorável à manutenção de estímulos) ontem e previu que a desaceleração da zona do euro vai continuar este ano.

Também pesa no sentimento a recente escalada das tensões comerciais depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor novas tarifas a produtos da União Europeia, mesmo num momento em que Washington ainda tenta fechar um acordo comercial com a China.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto caiu 1,6% hoje, a 3.189,96 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 2,19%, a 1.740,37 pontos.

Dados oficiais do fim da noite de ontem mostraram que a taxa anual de inflação ao consumidor da China acelerou de 1,5% em fevereiro para 2,3% em março, atingindo o maior nível em cinco meses, graças a uma alta nos preços de alimentos. A inflação anual ao produtor chinês também ganhou força, passando de 0,1% para 0,4% no mesmo período.

O Brasil é mencionado em duas reportagens do jornal impresso britânico Financial Times de hoje e também é o principal tema de um longo texto divulgado há pouco na versão online da publicação. De acordo com o periódico, as bolsas de mercados emergentes têm lutado para se colocarem no mapa dos investidores, incluindo o Brasil, e o otimismo empresarial no País mostra recuperação na administração de Jair Bolsonaro. O presidente é citado em um quarto artigo divulgado no site e que aborda a criação de um clube populista global, do qual faria parte. Da mesma forma, a questão da crise de imigração no mundo é tratada como um ponto negativo sob o viés do Brasil.

No texto publicado nesta manhã, o FT traz que os lucros corporativos e o mercado de ações do Brasil subiram, dando às empresas a esperança de que o País esteja se recuperando sob o comando de Bolsonaro. "Alguns veem a maior economia da América Latina preparada para uma recuperação após sua pior recessão", pontuou o site.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Felipe Francischini (PSL-PR), reconheceu ontem que foi procurado por lideranças do Centrão para tentar antecipar no colegiado a votação da proposta que torna quase todo o Orçamento impositivo, ou seja, de execução obrigatória pelo Poder Executivo. O texto voltou à Câmara após sofrer mudanças no Senado e precisa ter a admissibilidade novamente atestada pela comissão.

Francischini, no entanto, avisou que não é afeito à pressão e que a prioridade no colegiado é a reforma da Previdência. Ele defendeu o calendário já firmado para a proposta de mudanças nas regras de aposentadoria, com votação na semana que vem. "Eu prefiro que votação do Orçamento impositivo seja feita após a reforma da Previdência", afirmou.

O parlamentar disse que até pode indicar o relator da proposta de emenda constitucional (PEC) do Orçamento ainda esta semana, mas demonstrou resistências em colocar esse debate à frente da Previdência. Ele disse que procuraria as lideranças do Centrão para chegar a um consenso e tentar convencê-los de que pode dar andamento à proposta do Orçamento logo após a da reforma da Previdência.

O gráfico diário do IBOV mostra a linha de retorno, reforçada em azul na imagem, "estancando" novamente os preços, marcando fundo na sessão de ontem.



As médias estão coladas nos preços, o que poderá gerar um movimento mais agudo seja para cima ou para baixo.

Como o movimento prévio foi de alta no curtíssimo prazo, a compra tem leve vantagem, na minha leitura.

Acima de 96.750 os touros ganham força, porém o ponto-chave seria mesmo 97.610, abrindo caminho para o topo histórico.

Caso tenhamos uma violação e consolidação abaixo de 95.490, seria uma ducha de água fria e o mercado perderia força de maneira importante, às vésperas de vencimento de opções e índice futuro.

A palavra de ordem é: um olho no peixe e o outro no gato.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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