quarta-feira, 10 de abril de 2019

Cenário 10/04/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira, após o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortar mais uma vez sua previsão para o crescimento da economia mundial este ano e em meio a uma nova disputa tarifária entre Estados Unidos e União Europeia.

Na China, o índice Xangai Composto teve alta marginal de 0,07% hoje, a 3.241,93 pontos, graças ao bom desempenho de ações ligadas a consumo, mas o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,21%, a 1.779,28 pontos.

Ontem, o FMI reduziu sua projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) global para 2019, de 3,5% para 3,3%. Segundo o Fundo, a desaceleração mundial tem sido mais intensa do que se previa e pode exigir que os governos dos principais países adotem medidas de estímulo coordenadas.

Investidores também acompanham um novo embate comercial entre EUA e UE. Ontem, o presidente americano, Donald Trump, confirmou planos de tarifar US$ 11 bilhões em importações da UE, em retaliação a subsídios concedidos à fabricante de aviões Airbus, que tem sede na França.

O gesto de Trump vem num momento em que os EUA se esforçam para fechar um acordo comercial com a China, na tentativa de encerrar um conflito comercial iniciado em meados do ano passado.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 0,53% em Tóquio hoje, a 21.687,57 pontos, e o Hang Seng teve leve baixa de 0,13% em Hong Kong, a 30.119,56 pontos, mas o sul-coreano Kospi subiu 0,49% em Seul, a 2.224,39 pontos, garantindo o nono pregão seguido de ganhos, e o Taiex avançou 0,15% em Taiwan, se valorizando pela sétima sessão consecutiva e renovando máxima em seis meses.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse, em entrevista à Bloomberg TV, acreditar que a reforma da Previdência poderá ser aprovada pelo Congresso até "o fim de julho ou começo de agosto".

Sobre as alterações que parlamentares podem promover na proposta de mudanças nas regras de aposentadoria, Mourão avaliou que um texto que permita economia fiscal de R$ 850 bilhões ("US$ 200 bilhões") em 10 anos ainda seria "bom para o País", mas o "ideal" seria o R$ 1,1 trilhão ("US$ 260 bilhões") originalmente previsto pela equipe econômica. Mourão concedeu a entrevista, falando em inglês, ao canal de TV americano especializado em negócios durante visita a Washington, na terça-feira, 9.

Questionado sobre as dificuldades do governo em montar sua base de apoio no Congresso, Mourão observou que o presidente Jair Bolsonaro tem se reunido com líderes partidários nos últimos dias e afirmou que os encontros têm surtido o efeito pretendido. "Todos, quando saem das reuniões, dizem 'OK, não apoiamos o governo, mas vamos apoiar a reforma da Previdência'", disse o vice-presidente.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,47% na primeira quadrissemana de abril, desacelerando em relação ao ganho de 0,51% observado no fechamento de março, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na primeira leitura deste mês, quatro dos sete componentes do IPC-Fipe subiram com menos força. Foi o caso de Alimentação (de 1,75% em março para 1,43% na primeira quadrissemana de abril), Transportes (de 0,69% para 0,63%), Vestuário (de 0,05% para 0,00%) e Educação (de 0,09% para 0,08%).

Por outro lado, avançaram de forma mais acentuada ou reduziram deflação os segmentos Habitação (de 0,20% para 0,26%), Saúde (de 0,48% para 0,64%) e Despesas Pessoais (de -0,84% para -0,67%).

Em declaração antes da cúpula do Conselho Europeu que ocorre hoje para definir o futuro do divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia (UE), o Parlamento Europeu afirma que "a incerteza em torno do Brexit, que afeta os nossos cidadãos e as nossas empresas, precisa terminar", mas a primeira-ministra Theresa Mya não pode "vir de mãos vazias" ao encontro desta quarta-feira.

No contexto, o Conselho Europeu "seria aconselhado a fornecer ao Reino Unido uma prorrogação [da data de saída] que deveria ser adequadamente enquadrada para respeitar o princípio da cooperação leal" e, "em circunstância alguma", permitir a renegociação de termos do Acordo de Saída ou as conversas sobre as futuras relações iniciadas.

O Parlamento Europeu também reforça a importância das negociações do governo com outros partidos e "apoiaria uma melhoria da declaração política, que poderia incluir a participação na união aduaneira ou no mercado único, no pleno respeito dos princípios da UE". O documento ainda reitera que "compartilhamos a consideração de que uma saída sem acordo seria prejudicial para os cidadãos e a economia e deve ser evitada".

O gráfico diário do IBOV mostra uma movimentação interessante: marcou sombra inferior após tocar uma linha de retorno importante no curto prazo.



Fechou acima das médias e deverá rasgar 96.750 desde a abertura.

Caso consiga consolidar-se acima desse nível, mostrará força e a compra voltará aos holofotes, na minha leitura.

Bons negócios!

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