segunda-feira, 8 de abril de 2019

Cenário 08/04/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda-feira, repercutindo dados melhores do que o esperado do mercado de trabalho americano e sinais de novos estímulos na China, mas também mostrando cautela antes de uma temporada de balanços dos EUA que promete ser difícil.

Já no fim de semana, a China prometeu intensificar sua política de reduzir compulsórios bancários direcionados de forma a estimular financiamentos para pequenas e médias empresas, que têm papel-chave para o crescimento da segunda maior economia do mundo.

Após um feriado na última sexta, o principal índice acionário chinês, o Xangai Composto chegou a renovar máximas em 13 meses hoje, mas acabou encerrando o dia em baixa marginal de 0,05%, a 3.244,81 pontos, à medida que ações financeiras mostraram fraqueza. Com isso, o Xangai interrompeu uma sequência de cinco pregões de valorização. O menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,55%, a 1.770,20 pontos.

Antes do feriado, os mercados chineses acumularam ganhos em meio à avaliação de que Estados Unidos e China caminham no sentido de fechar um acordo comercial, depois de encerrarem uma nova rodada de discussões comerciais em Washington, no fim da semana passada. Em comunicados oficiais, tanto os americanos quanto os chineses falaram em "progressos" nas últimas negociações.

No entanto, há uma ameaça mais adiante à medida que grandes bancos dos EUA se preparam para iniciar o que analistas esperam ser o primeiro trimestre de queda nos lucros corporativos desde 2016. JPMorgan Chase e Wells Fargo divulgam seus resultados na próxima sexta (12).

Antes disso, na quarta-feira (10), o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) publica a ata de sua última reunião de política monetária. Após elevar juros em quatro ocasiões no ano passado, o Fed vem mantendo as taxas inalteradas desde então e já sinalizou que não pretende ajustá-las até pelo menos o fim de 2019.

A Alemanha teve superávit comercial de 18,7 bilhões de euros (US$ 20,9 bilhões) em fevereiro, ligeiramente maior do que o saldo positivo de 18,5 bilhões de euros registrado em janeiro, segundo dados com ajustes sazonais publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. O resultado superou a expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam superávit de 17,3 bilhões de euros em fevereiro.

Também no cálculo ajustado, as exportações alemãs caíram 1,3% em fevereiro ante janeiro, enquanto as importações tiveram queda de 1,6%, informou a Destatis.

O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Jeremy Hunt, afirmou nesta segunda-feira que a primeira-ministra Theresa May "não está deixando pedra sobre pedra para tentar resolver o Brexit" dois dias antes de uma reunião de cúpula extraordinária do Conselho Europeu que deve discutir o assunto. Hunt disse que os outros 27 Estados-membros da União Europeia desejam que o Brexit seja resolvido "o mais rápido possível".

Como último recurso, May chegou a iniciar conversas com o líder da oposição trabalhista Jeremy Corbyn, mas não obteve grandes resultados até o momento. "Não é nada fácil para Theresa May iniciar conversas com alguém como Jeremy Corbyn,mas ela está fazendo isso porque está totalmente determinada a entregar o Brexit", disse Hunt antes de uma reunião de ministros de Relações Exteriores do bloco europeu.

Ex-secretário de Relações Exteriores britânico, Boris Johnson afirmou que o Reino Unido não deve concordar com uma união alfandegária permanente com a UE. Os comentários do conservador vêm em meio a especulações de que o governo de May está prestes a propor esse acordo para obter apoio da oposição trabalhista. De acordo com Johnson, a união alfandegária proposta por Corbyn "escravizaria" o Reino Unido.

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 passou de 1,98% para 1,97%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 2,28%. Para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de alta do PIB de 2,75% para 2,70%. Quatro semanas atrás, estava em 2,80%.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,0%. Esse porcentual foi atualizado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março.

No Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2019 permaneceu em 2,50%. Há um mês, estava em 2,80%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 seguiu em 56,20%. Há um mês, estava em 56,25%. Para 2020, a expectativa foi de 58,20% para 58,50%, ante 58,40% de um mês atrás.



O gráfico diário do IBOV acionou um pivot de alta na última sexta-feira, o qual pode ser interpretado também como um mastro-bandeira.




O grande desafio será sustentar os preços acima da cabeça do pivot, com principal destaque para a sessão de hoje, pós-rompimento.

Caso exista essa consolidação, o que será um grande desafio, quem sabe os players já mirem a máxima histórica como algo factível.


Teríamos uma simetria em "V" em andamento?

Saberemos brevemente a resposta.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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