sexta-feira, 5 de abril de 2019

Cenário 05/04/2019


As bolsas do Japão e da Coreia do Sul fecharam em alta moderada nesta sexta-feira, ainda sustentadas por expectativas de que Estados Unidos e China eventualmente fecharão um acordo comercial e à espera de novos dados do mercado de trabalho americano. Os mercados acionários chineses, assim como os de Hong Kong e Taiwan, não operaram hoje devido a feriados.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ontem que um acordo "monumental" entre Washington e Pequim poderá ser concluído em quatro semanas ou pouco mais. Já o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou esperar que as negociações comerciais entre os dois países sejam finalizadas o mais rápido possível.

Nos últimos dois dias, funcionários de alto escalão dos governos americano e chinês se reuniram em Washington para dar prosseguimento às discussões comerciais da semana passada em Pequim. Segundo o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, que ontem se encontrou com Trump, um novo "consenso" foi alcançado entre os dois lados nesta semana.

O índice japonês Nikkei subiu 0,38% em Tóquio hoje, a 21.807,50 pontos, atingindo o maior nível em um mês, graças ao bom desempenho de ações do setor de eletrônicos e ajudado também pela fraqueza do iene frente ao dólar durante a madrugada. Na semana, o Nikkei acumulou valorização de 2,84%.

Em Seul, o sul-coreano Kospi avançou 0,14%, a 2.209,61 pontos, encerrando a semana com ganho de 3,2%, o maior desde janeiro. A Samsung Electronics, maior blue chip do índice, porém, caiu 0,2% após alertar sobre uma possível queda de 60% em seu lucro operacional do primeiro trimestre.

Investidores na Ásia também aguardam o relatório de emprego dos EUA referente a março, que será divulgado no meio da manhã desta sexta. Conhecido como "payroll", o documento tem forte influência nas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

A produção industrial da Alemanha cresceu 0,7% em fevereiro ante janeiro, segundo dados com ajustes sazonais publicados hoje pela Destatis, a agência de estatísticas do país. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam alta menor na produção, de 0,5%.

Apenas a produção manufatureira teve leve contração de 0,2% na comparação mensal de fevereiro, mas o setor de construção registrou forte expansão, de 6,8%.

Em relação a igual mês do ano passado, a produção geral da indústria alemã diminuiu 0,4% em fevereiro no cálculo sem ajustes, informou a Destatis.

Os números da produção industrial de janeiro foram revisados, mostrando estabilidade ante dezembro e recuo de 2,7% no confronto anual. 

Em uma carta de 10 parágrafos enviada hoje ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, solicitou a extensão do prazo do Brexit - processo para que os britânicos saiam da União Europeia (UE) - até 30 de junho. Esta é a mais nova tentativa da premiê de ganhar tempo para o divórcio por meio do Parlamento. Apesar da pressão do bloco comum para adiar as negociações por um prazo mais longo, ela tem buscado extensões pequenas do prazo. Inicialmente, a separação estava prevista para ocorrer no dia 29 de março passado, mas sofreu vários reveses do Legislativo, que negou por três vezes sua proposta de acordo fechada com os líderes da UE.

A expectativa de May agora é a de que até essa nova data ela consiga obter um acordo com o aval do Parlamento. No documento, a primeira-ministra salientou que o impasse do Brexit não pode continuar e enfatizou que o Reino Unido está criando incertezas e prejudicando a fé na política, enquanto a UE tem o legítimo desejo de poder tomar suas decisões sobre seu próprio futuro.

A expectativa com o relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll, de março (9h30) deve ajudar a guiar os juros e outros ativos pouco depois da abertura, num dia em que o único destaque local é a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no fórum empresarial Lide, em Campos de Jordão ao longo do dia.

O governo também pode reagir à pesquisa XP, mostrando com piora na avaliação do presidente Jair Bolsonaro. A pesquisa mostra queda na avaliação positiva do presidente de 40% para 35% e aumento da avaliação negativa de 20% para 26%. De março para abril, passou de 37% para 42% o grupo que avalia o governo como ruim ou péssimo. O levantamento, realizado entre os dias 1.º e 3 de abril com mil pessoas, indica ainda que 61% dizem ser necessária a Nova Previdência, ante 71% em janeiro.

De radar do investidor, de qualquer modo, segue na articulação do governo pela reforma da Previdência. Ontem as taxas fecharam em leve baixa diante da sinais de vários partidos de apoio à reforma, embora a maioria das legendas não tenha fechado questão sobre o tema ainda. Ontem Bolsonaro se encontrou com líderes do DEM, PRB, PSDB, PP, PROS, PR e MDB e na próxima semana se reúne com a liderança do Avante, Novo, Solidariedade, Podemos, PR e PSL.


O gráfico do IBOV fechou ontem em um ponto decisivo, após respeitar a retração de 50% de Fibonacci.

O candle da véspera apresentou bom volume, massa e varreu as médias móveis com facilidade.


Temos dois pontos chave: linha azul reforçada e o forte 96.750, cujo rompimento e consolidação acionará um pivot de alta, se ocorrer.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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