quarta-feira, 3 de abril de 2019

Cenário 03/04/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira, impulsionadas por relatos de que Estados Unidos e China estão mais próximos de concluir um acordo comercial.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 1,24%, a 3.216,30 pontos, atingindo o maior nível em um ano, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,82%, a 1.772,09 pontos.

Funcionários de alto escalão dos governos dos EUA e da China retomam negociações comerciais hoje em Washington, dando continuidade ao diálogo da semana passada em Pequim. Antes da reunião, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, comentou que os dois países "esperam fazer mais progresso" nas discussões.

Americanos e chineses se aproximaram ainda mais de um pacto comercial, segundo matéria do Financial Times. Citado pelo jornal britânico, o vice-presidente executivo para assuntos internacionais da Câmara de Comércio dos EUA, Myron Brilliant, disse que "90% do acordo está pronto", embora os 10% finais sejam "a parte mais difícil".

Também contribuiu para o bom humor na Ásia números que mostraram o setor de serviços da China se expandindo em março no ritmo mais forte em 14 meses. Antes disso, dados do fim de semana haviam apontado recuperação da manufatura chinesa, que superou um período de contração e voltou a crescer no mês passado.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei subiu 0,97% em Tóquio hoje, a 21.713,21 pontos, também favorecido pela fraqueza do iene ante o dólar durante a madrugada, enquanto o Hang Seng avançou 1,22% em Hong Kong, a 29.986,39 pontos, o sul-coreano Kospi teve alta de 1,20% em Seul, a 2.203,27 pontos, e o Taiex registrou ligeiro ganho de 0,13% em Taiwan, a 10.704,38 pontos.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, e o líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, devem se encontrar nesta quarta-feira, ainda sem horário definido, para discutir formas de terminar o impasse sobre a saída do país da União Europeia (UE).

Ontem, May anunciou que iria tentar adiar o Brexit por mais tempo e manter conversações com a oposição para buscar um acordo que possa ser aprovado no Parlamento.

O secretário do Brexit, Stephen Barclay, disse hoje que o governo não está estabelecendo precondições para as negociações com o líder do Partido Trabalhista, mas também não está oferecendo um "cheque em branco".

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que engloba os setores de serviços e industrial, caiu de 52,8 em fevereiro para 51,4 em março, atingindo o menor nível desde junho de 2013, segundo pesquisa final divulgada hoje pela IHS Markit.

Apenas o PMI de serviços da maior economia europeia aumentou levemente no mesmo período, de 55,3 para 55,4, tocando o maior patamar desde setembro do ano passado. O dado ficou acima da leitura preliminar de março e da previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal, de 54,9 em ambos os casos.

Já o PMI industrial alemão, que foi divulgado na segunda-feira (01), caiu de 47,6 em fevereiro para 44,1 em março, atingindo o menor nível desde julho de 2012 e pressionando o PMI composto.

Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade. Já números abaixo de 50 sugerem contração. 

Após uma série de atritos, o presidente Jair Bolsonaro disse que está disposto a dialogar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). "Se for em Brasília, estou disposto a conversar, posso ir até a casa do Maia", comentou. Ele descartou, no entanto, a intermediação do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que vem ganhando cada vez mais espaço no cenário político nacional. "Pelo que fiquei sabendo, o Doria estava preparando um jantar na sexta agora. Falei para minha assessoria que, para mim, está barra pesada, 'to' com 64 anos, não dá para ter uma batida dessa não", disse ele no encerramento de sua viagem a Israel, que teve início no domingo passado.

A agenda de indicadores e eventos de quarta-feira (2) tem como destaque a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara, que analisa a proposta de reforma da previdência do governo Jair Bolsonaro.

No exterior, as atenções se concentram nos dados em dados do setor de serviços e no relatório ADP sobre criação de empregos no setor privado nos Estado Unidos.


O gráfico diário do IBOV mostra duas tentativas consecutivas de romper a média móvel de 21 períodos, sem sucesso, o que mostra o momento complexo para o front doméstico.


Se o mercado fraquejar, poderá descer e testar a linha de tendência de alta traçada em azul na imagem.

Por outro lado, talvez o mais provável, se romper 96.750 teremos um pivot de alta no diário, além da média móvel ficar para traz e "virar" suporte, pelo princípio de inversão de polaridade da análise técnica.

Apertem os cintos e bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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