sexta-feira, 1 de março de 2019

IBOV abre em queda no pregão que antecede o carnaval

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta sexta-feira, lideradas pelas chinesas, que subiram após o MSCI anunciar que irá ampliar fortemente o peso de ações da China em seu influente índice de emergentes este ano.

O MSCI informou que pretende ampliar o "fator de inclusão" de ações chinesas em seus índices, de 5% para 20%. Com a iniciativa, o peso de ações da China no índice MSCI de mercados emergentes saltará de cerca de 0,7% atualmente para 3,3% até novembro.

A decisão não apenas torna papéis negociados nas Bolsas de Xangai e Shenzhen muito mais relevantes para investidores globais como deverá atrair cerca de US$ 80 bilhões em novos fluxos estrangeiros para a China, segundo cálculo do MSCI.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 1,80% hoje, a 2.994,01 pontos, atingindo o maior nível desde junho de 2018. Na semana, o Xangai acumulou valorização de 6,8%. O menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,20%, a 1.564,84 pontos, assegurando ganho semanal de 5,9%.

Já os últimos dados da IHS Markit e Caixin Media mostram tentativa de recuperação no setor manufatureiro da China. O chamado índice de gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial chinês subiu de 48,3 em janeiro para 49,9 em fevereiro, superando projeção de analistas de alta para 49. De qualquer forma, a leitura abaixo de 50 marcou o terceiro mês de contração na manufatura.

Investidores também continuam atentos às negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Larry Kudlow, principal assessor econômico do presidente americano, Donald Trump, disse ontem que os dois lados vêm tendo progresso "fantástico" nas conversas. "Acho que estamos nos encaminhando para um acordo notável, histórico", disse à emissora CNBC.

Anteontem, o representante do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, exibiu tom mais cauteloso, ao dizer que a China precisa se esforçar mais para garantir um pacto comercial permanente com Washington.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei subiu 1,02% hoje, a 21.602,69 pontos, alcançando o maior patamar em 11 meses, enquanto o Hang Seng avançou 0,63% em Hong Kong, a 28.812,17 pontos. Ao longo da semana, o Nikkei se valorizou 0,83%, mas o Hang Seng ficou praticamente estável. Na Coreia do Sul e em Taiwan, não houve negócios nesta sexta devido a feriados locais.

Os contratos futuros de petróleo operam em leve alta nesta sexta-feira à medida que os investidores continuam a monitorar sinais dados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) quanto aos cortes na oferta da commodity. A alta dos mercados acionários tanto na Ásia quanto na Europa também dá algum apoio aos preços, embora a força moderada do dólar exerça pressão contrária.

Às 9h22 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para entrega em maio subia 0,15%, para US$ 66,41 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI para abril avançava 0,38%, para US$ 57,44.

Os preços do petróleo subiram cerca de 20% desde o início do ano devido aos cortes liderados pelo cartel, após terem despencado cerca de 40% no quarto trimestre do ano passado. O aumento da produção de petróleo nos EUA, impulsionado pela oferta de xisto, ajuda a manter um teto sobre os preços, de acordo com analistas. O Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA espera que a produção média diária do ano seja de 12,4 milhões de barris. 

Os contratos futuros de cobre operam em alta nesta manhã, tendendo a fechar mais uma semana de ganhos à medida que o sentimento do mercado em torno da China continua a melhorar.

Na London Metal Exchange (LME), a tonelada do cobre para entrega em três meses subia 0,22%, para US$ 6.495,00, acumulando ganho semanal de 1,9%. Já na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o metal para maio subia 0,31%, para US$ 2,9570 por libra-peso. O metal já subiu quase 10% desde o início do ano em Londres.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio para três meses subia 0,18%, para US$ 1.908,50 por tonelada; o zinco avançava 1,14%, para US$ 2.791,00 por tonelada; o estanho avançava 0,07%, para US$ 21.650,00 por tonelada; o níquel ganhava 1,15%, para US$ 13.215,00 por tonelada; e o chumbo tinha alta de 0,33%, para US$ 2.146,00 por tonelada.


O gráfico diário do IBOV mostra uma movimentação lateral de nove sessões, seguida por um marobuzu, com perda da média móvel de 21 períodos como suporte e fechamento abaixo da mínima do dia 21/02.

Além disso temos uma importante LTA perdida, o que teoricamente poderá trazer mais baixa.

Para complicar e colocar pimenta no acarajé, o mercado futuro abriu subindo, na esteira das bolsas internacionais.

O grande desafio dos touros, no pregão dessa sexta-feira que precede o Carnaval, será ter fôlego para manter os preços altos, em campo positivo.

Qualquer deslize no exterior poderá arrefecer os negócios por aqui, na minha leitura.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário