quinta-feira, 28 de março de 2019

Cenário 28/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, após o juro da T-note de 10 anos atingir o menor nível em mais de um ano e à espera dos desdobramentos de uma nova rodada de negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Ontem, o juro da T-note de 10 anos chegou a cair ao menor patamar desde meados de dezembro de 2017. Investidores estão acompanhando de perto os juros dos Treasuries desde que o retorno da T-note de 10 anos ficou abaixo do rendimento da T-bill de 3 meses pela primeira vez desde 2007, na última sexta-feira (22). Esse fenômeno, conhecido como inversão da curva de juros, é visto como sinal de maior probabilidade de recessão nos EUA. Nas últimas décadas, recessões americanas anteriores foram precedidas por inversões na curva de juros.

Em Tóquio, o índice acionário japonês Nikkei teve queda de 1,61% hoje, a 21.033,76 pontos, pressionado tanto pela valorização do iene frente ao dólar quanto por uma redução nos juros dos bônus do governo japonês (JGBs), que seguiram o comportamento dos Treasuries. No mercado de JGBs, o rendimento do papel de 10 anos recuou 3 pontos-base, a -0,10%, nova mínima em dois anos e meio.

Em Pequim, uma delegação americana vai retomar negociações comerciais com autoridades chinesas durante o jantar nesta quinta, segundo o Ministério de Comércio chinês. Porta-voz do ministério, Gao Feng disse mais cedo que EUA e China avançaram em rodadas anteriores, mas ainda têm "muito trabalho a fazer".

Há relatos de que a China teria apresentado aos EUA propostas inéditas para uma série de questões, incluindo a de transferência forçada de tecnologia.

No começo de abril, possivelmente já na próxima semana, o diálogo sino-americano irá se transferir para Washington. Negociadores de ambos os lados disseram esperar que a nova rodada de discussões leve a um acordo comercial entre EUA e China até o fim de abril.

Após um breve respiro de perdas recentes ontem, as bolsas chinesas voltaram para o vermelho nesta quinta. O Xangai Composto caiu 0,92%, a 2.994,94 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,90%, a 1.639,72 pontos.

Os contratos futuros de cobre operam em alta nesta manhã, com investidores à espera de desdobramentos de uma nova rodada de negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que começa nesta quinta-feira e se estenderá até amanhã.

Por volta das 9h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,58%, a US$ 6.372,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre avançava 0,59%, a US$ 2,8800 por libra-peso.

Funcionários de alto escalão dos governos chinês e americano retomam discussões comerciais em Pequim hoje. Segundo a Reuters, a China teria feito propostas "sem precedentes" aos EUA para vários questões, inclusive a de transferência forçada de tecnologia, assunto que está no cerne da disputa comercial sino-americana.

Entre outros metais básicos na LME, não havia direção única. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio tinha alta de 0,60%, a US$ 1.914,50, e a do zinco subia 0,21%, a US$ 2,891,50, atingindo o maior nível em nove meses, mas a do o estanho caía 0,47%, a US$ 21.280,00, a do níquel recuava 0,42%, a US$ 12.995,00, e a do chumbo mostrava baixa marginal de 0,09%, a US$ 2.019,00. (Sergio Caldas, com informações da Dow Jones Newswires - sergio.caldas@estadao.com)

A Eletrobras encerrou 2018 com um lucro líquido de R$ 13,348 bilhões, revertendo prejuízo líquido de R$ 1,726 bilhão em 2017, o qual foi reapresentado. O resultado vem de lucro líquido de R$ 15,227 bilhões em operações continuadas e prejuízo de R$ 1,879 bilhão em operações descontinuadas, as distribuidoras.

No quarto trimestre, a companhia anotou lucro líquido de R$ 12,073 bilhões, ante
prejuízo líquido de R$ 3,998 bilhões no mesmo período do ano anterior. O resultado foi beneficiado por reversão de provisões para contingências no montante de R$ 1,201 bilhão no quarto trimestre de 2018, sendo R$ 563 milhões relativos a provisão para empréstimos compulsórios.

O Banco Central (BC) reafirmou hoje, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), que "cautela, serenidade e perseverança" nas decisões sobre juros, "inclusive diante de cenários voláteis, têm sido úteis na perseguição de seu objetivo precípuo de manter a trajetória de inflação em direção às metas".

O trecho do RTI retoma uma ideia que já aparecia no comunicado e na ata do encontro da semana passada do Copom, quando a Selic (a taxa básica de juros) foi mantida em 6,50% ao ano pela oitava vez consecutiva. A primeira vez que o BC citou estes três fatores como referência para a tomada de decisão foi na ata de dezembro do Copom.

O destaque dado a estes conceitos desde dezembro ocorre em meio ao surgimento de percepção, em parte do mercado financeiro, de que o BC poderia iniciar um ciclo de novos cortes da Selic - e não de elevação. Isso porque a atividade econômica segue fraca, enquanto os índices de inflação estão controlados.

Porém, ao citar "cautela, serenidade e perseverança" nas decisões, o BC tem sugerido que será criterioso ao iniciar um novo ciclo, para um lado ou para outro.

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) acelerou em março para 1,26% de uma taxa de 0,88% anotada em fevereiro, divulgou há instantes a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com o avanço de março, o IGP-M passou a acumular no ano alta de 2,16% e elevação de 8,27% no período de 12 meses encerrado neste período.



O gráfico diário do IBOV mostra um recuo previsível até 93.300, região de fundos marcados em fevereiro e março.

A surpresa, digamos assim, foi pela perda fácil dessa região de suporte.

Todavia, temos uma LTA que marcou os fundos de setembro e dezembro de 2018.

Ela foi violada e "puxou" os preços após a perda do piso supra citado.

Será que teremos o terceiro fundo sobre a mesma LTA?

Um rompimento falso dela poderia gerar um forte movimento contrário, frustrando os vendidos mais recentes, por que não...

Ou a perda da mesma seria somente o começo da baixa?

Eu acho mais provável a primeira opção, mas o mercado é soberano.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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