quarta-feira, 20 de março de 2019

Cenário 20/03/2019


As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações modestas nesta quarta-feira, em meio a novas incertezas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China e à espera do anúncio de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Na China, o índice Xangai Composto ficou praticamente estável, com ligeira baixa de 0,01%, a 3.090,64 pontos, depois de chegar a cair 1% no meio do pregão. Já o menos abrangente Shenzhen Composto, formado por empresas menores, recuou 0,25%, a 1.684,57 pontos.

Ontem, surgiram relatos de que o governo chinês estaria mostrando resistência a demandas feitas por Washington nas recentes discussões comerciais. No entanto, as apostas ainda são de que EUA e China eventualmente chegarão a algum tipo de acordo comercial, uma vez que autoridades de ambos os lados continuam engajadas nas conversas.
O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, devem viajar à China na próxima semana para uma nova rodada de negociações com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, segundo fontes ouvidas pela Dow Jones Newswires. Na semana seguinte, será a vez de Liu ir a Washington, dizem as fontes.

Investidores na Ásia também aguardam a decisão de política monetária do Fed, a ser anunciada às 15h (de Brasília). A expectativa é que o BC americano mantenha seus juros básicos na atual faixa de 2,25% a 2,50% e reduza sua projeção para futuros aumentos das taxas. De modo geral, a expectativa é que o Fed reforce o tom "dovish" - favorável à manutenção de estímulos - dos últimos meses, diante de sinais de desaceleração dos EUA e de outras grandes economias.

No Japão, o índice Nikkei subiu 0,20% hoje, a 21.608,92 pontos, impulsionado por ações de empresas que atendem o mercado doméstico.

Na bolsa chinesa de futuros de Dalian, o contrato do minério de ferro para maio sofreu um tombo de 3,7% hoje, depois que decisões judiciais autorizaram a brasileira Vale a retomar algumas de suas operações. 

Incertezas sobre o rumo das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e em relação ao desfecho do Brexit deixam os mercados mistos nesta manhã em meio também a expectativas pelas decisões de juros do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, além da entrega hoje pelo governo do projeto de lei da reforma das aposentadorias dos militares ao Congresso.

Após sofrer questionamentos sobre os esforços do Executivo em conduzir as negociações da reforma da Previdência com parlamentares, o presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa do projeto, destacando que as mudanças nas regras de aposentadoria são o "centro de gravidade" de seu governo. Em artigo publicado no jornal Valor Econômico nesta quarta-feira, 20, Bolsonaro garante que despenderá todo seu esforço para que a reforma previdenciária seja aprovada "o quanto antes".

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta quarta-feira, revertendo ganhos da madrugada.

Horas atrás, o petróleo exibia valorização modesta, em reação a números amplamente favoráveis da pesquisa semanal do American Petroleum Institute (API) sobre os estoques dos EUA.

Ontem à tarde, o API estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA sofreu queda de 2,1 milhões de barris na última semana. O API também apontou reduções nos estoques de gasolina, de 2,8 milhões de barris, e de destilados, de 1,6 milhão de barris.

No fim da manhã, às 11h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano divulga a pesquisa oficial sobre estoques, que inclui dados sobre a produção dos EUA. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires preveem que o DoE mostrará aumento de 800 mil barris nos estoques de petróleo bruto da semana passada.

Às 9h03 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para maio caía 0,33% na Interncontinental Exchange (ICE), a US$ 67,39, enquanto o do WTI para o mesmo mês recuava 0,93% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 58,74. 

Os contratos futuros de cobre operam perto da estabilidade nesta manhã, à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e em meio a incertezas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Por volta das 9h08 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) tinha baixa marginal de 0,06%, a US$ 6.455,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio exibia ligeira alta de 0,03%, a US$ 2,9240 por libra-peso.

Participantes do mercado também acompanham notícias da Zâmbia, onde a Glencore suspendeu ontem a produção nas minas de cobre de Mopani, depois de um acidente que matou dois trabalhadores. Mopani produz cerca de 100 mil toneladas de cobre por ano.

Entre outros metais básicos na LME, os ganhos eram generalizados. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio subia 0,13%, a US$ 1.942,00, a do zinco avançava 1,14%, a US$ 2.847,00, a do estanho tinha leve alta de 0,02%, a US$ 21.310,00, a do níquel aumentava 0,61%, a US$ 13.235,00, e a do chumbo exibia ganho de 0,32%, a US$ 2.042,00 por tonelada.


O gráfico diário do IBOV mostra um sinal de topo discreto, porém válido.

Trata-se de um harami, com o detalhe da máxima ter sido marcada fora da banda de bollinger superior.


A perda da mínima de ontem projetaria um teste de 98.590, topo anterior.

Lembremos que a memória do mercado é altista e, somente um algo novo, traria a venda de volta aos holofotes.

Como hoje a agenda é cheia, quem sabe...

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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