terça-feira, 19 de março de 2019

Cenário 19/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações modestas nesta terça-feira, à medida que alguns investidores assumiram postura mais cautelosa antes do anúncio de política monetária do Federal Reserve, ainda que a expectativa seja a de que o banco central dos Estados Unidos permaneça "dovish", isto é, favorável à manutenção de estímulos.

Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,18% hoje, a 3.090,98 pontos, apagando parte do ganho de quase 2,5% do pregão anterior, mas o Shenzhen Composto, que é formado por empresas menores, subiu 0,18%, a 1.688,76 pontos.

Em Tóquio, o japonês Nikkei teve ligeira queda de 0,08%, a 21.566,85 pontos, influenciado pelo fraco desempenho de ações do setor varejista.

O Fed, como é conhecido o banco central americano, se reúne nesta terça e quarta-feira para rever sua política monetária. Espera-se que a instituição mantenha seus juros básicos na faixa atual de 2,25% a 2,50% e reduza projeções para futuros aumentos das taxas, assim como para o crescimento econômico dos EUA.

Analistas, porém, alertam que sempre há o risco de que o Fed seja menos "dovish" do que o esperado, o que tende a gerar cautela nos mercados financeiros.

Também no radar continuam as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que podem demorar mais do que se previa para ser concluídas, e a questão do Brexit, como é conhecido o processo para que o Reino Unido se retire da União Europeia.

Os contratos futuros de minério de ferro negociados na China subiram moderadamente nesta terça-feira, mas renovaram máxima em duas semanas, em parte influenciados pelo corte na oferta da brasileira Vale.

No fim da semana passada, uma ordem judicial suspendeu as operações da Vale na Mina de Timbopeba, em Ouro Preto (MG), mais uma consequência do rompimento da barragem da empresa em Brumadinho (MG), no final de janeiro.

Na Bolsa de Dalian, o futuro de minério de ferro para maio fechou em alta de 0,40% hoje, a 637 yuans por tonelada. Já na Bolsa de Xangai, o futuro do vergalhão de aço para julho encerrou a sessão com ganho de 0,50%, a 3.695 yuans por tonelada.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 1,06% na segunda prévia de março, após ter avançado 0,55% na segunda leitura de fevereiro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 1,96% neste ano e avanço de 8,05% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de março. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 1,41%, ante uma alta de 0,73% na segunda prévia de fevereiro.

O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, avançou 0,50% na segunda medição deste mês, depois de um avanço de 0,17% em igual leitura de fevereiro. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve aumento de 0,11% na segunda prévia de março, depois de elevação de 0,29% na segunda leitura do mês anterior.

O IGP-M é tradicionalmente usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de fevereiro a 10 de março. No dado fechado do mês de fevereiro, o IGP-M teve alta de 0,88%. 

Os contratos futuros de cobre avançam nesta manhã, ajudados pelo enfraquecimento do dólar em meio a expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) seja "dovish" (favorável à manutenção de estímulos) na decisão de política monetária de amanhã. Planos da China de implementar mais medidas de incentivo fiscal também ajudam a sustentar o metal básico.

Às 9h33 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia quase 1%, a US$ 6.496,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta de 1,13%, a US$ 2,9420 por libra-peso.

O dólar está pressionado nos negócios da manhã, tornando o cobre mais atraente para operadores que utilizam outras moedas, com a especulação de que o Fed não apenas manterá os juros básicos inalterados, como reduzirá suas projeções para futuros aumentos das taxas e também para a perspectiva econômica. Há rumores ainda de que o BC americano poderá interromper a redução de seu balanço patrimonial, estimado em quase US$ 3,8 trilhões.

Já o governo da China, maior consumidor mundial de cobre e de outros metais para uso industrial, recentemente confirmou planos de cortar impostos como forma de conter a tendência de desaceleração de sua economia. O imposto sobre valor agregado (IVA) para o setor manufatureiro, por exemplo, será reduzido de 16% para 13%.

Entre outros metais básicos na LME, os ganhos eram generalizados. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio subia 0,62%, a US$ 1.932,35, a do zinco avançava 1%, a US$ 2.801,50, a do estanho tinha alta de 0,47%, a US$ 21.230,00, a do níquel aumentava 1,35%, a US$ 13.185,00, e a do chumbo exibia ganho mais modesto, de 0,17%, a US$ 2.038,00 por tonelada. 



O gráfico diário do IBOV mostra a manutenção dos preços acima do forte 98.590 e de 99.270, topo anterior com menor força, porém mais recente.




Apenas a perda da mínima de ontem (99.140) poderia trazer cautela e correção de preços, na minha leitura, levando a um teste de 98.590 na primeira batida.

Vale destacar que a média móvel de 5 períodos protege a região, nesse momento.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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