segunda-feira, 18 de março de 2019

Cenário 18/03/19

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta segunda-feira, em meio à especulação de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) será decididamente "dovish" - favorável à manutenção de estímulos - na reunião de política monetária desta semana.

Na China, os mercados ampliaram ganhos no fim do pregão, ajudando a impulsionar outras bolsas da Ásia. O índice Xangai subiu 2,47%, a 3.096,42 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,71%, a 1.685,79 pontos. Destacaram-se ações ligadas a consumo - cerca de dez fabricantes de bebidas alcoólicas atingiram o limite de valorização diário de 10% - e papéis do setor imobiliário.

Em Tóquio, o japonês Nikkei teve alta de 0,62%, encerrando o dia a 21.584,50 pontos, graças ao bom desempenho de empresas ligadas à demanda doméstica.

A expectativa é a de que o Fed mantenha seus juros básicos inalterados no encontro de terça e quarta-feira (19 e 20) e reduza suas projeções para futuros aumentos das taxas, assim como para o crescimento econômico dos EUA. Há também rumores de que o BC americano planeja parar de reduzir seu balanço patrimonial, que é formado por quase US$ 3,8 trilhões em títulos.

Investidores também aguardam novidades das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e monitoram o Reino Unido, que enfrenta dificuldades para chegar a um consenso sobre o Brexit, como é conhecido o processo para que o país se retire da União Europeia, antes da data final de 29 de março.

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro busca redefinir laços com os Estados Unidos durante visita à Casa Branca, de acordo com o jornal britânico Financial Times, que o chama mais uma vez de "Trump Tropical". Segundo a publicação, dias antes do encontro de Bolsonaro com Donald Trump esta semana, um seleto grupo de entusiastas se reuniu no Trump International Hotel, em Washington, para celebrar as ideias que ajudaram a levar os dois líderes populistas de direita ao poder.

O diário relata que Eduardo Bolsonaro, filho do presidente brasileiro que venceu uma eleição esmagadora em outubro, estava lá. Assim também, como Steve Bannon, o ex-estrategista da Casa Branca que criou um clube de líderes populistas nacionalistas chamado The Movement, ou O Movimento.

O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 1,00% nos 12 meses encerrados em janeiro de 2019, informou há pouco o Banco Central. O porcentual diz respeito à série sem ajuste sazonal.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2019. O Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 3,87% para elevação de 3,89%. Há um mês, estava em 3,87%. A projeção para o índice em 2020 seguiu em 4,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo nível.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos.

A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual para mais ou menos (o que resulta em intervalo de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

No início de fevereiro, ao manter a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano, o BC atualizou suas projeções para a inflação no cenário de mercado: 3,9% para 2019 e 3,8% para 2020. Na próxima quarta-feira, após nova reunião, o Copom divulgará novamente suas projeções.

No Focus de hoje, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2019 passou de 3,85% para 4,01%. Para 2020, a estimativa do Top 5 permaneceu em 4,00%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,86% e 4,00%, nesta ordem.

No caso de 2021, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 3,75%, igual ao verificado há um mês. Já a projeção para 2022 no Top 5 passou de 3,50% há um mês para 3,63% no relatório divulgado hoje. 




O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark acima do importante 98.590, ponto que eu considero um divisor de águas.



Seria a parte limite de um retângulo, padrão que guiou os preços desde meados de janeiro/19.

Acima do mesmo, teremos os touros no comando.

Abaixo, naturalmente haverá pressão por parte dos ursos.

Hoje temos vencimento de opções, a pimenta do acarajé.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário