sexta-feira, 15 de março de 2019

cenário 15/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira, à medida que o sentimento na região melhorou após notícias de que houve avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Investidores também acompanharam a decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) e a aprovação parlamentar no Reino Unido do adiamento do Brexit, como é conhecido o processo para retirar o país da União Europeia.

Segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, conversou por telefone com o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e o Representante do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e os dois lados fizeram progresso significativo nas discussões comerciais.

Ontem, Mnuchin já havia comentado, durante audiência no Congresso americano, que havia participado de duas teleconferências recentes com Liu He e Lighthizer.

Mnuchin, porém, disse também que uma reunião de cúpula para selar um acordo comercial entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, não acontecerá no fim deste mês, como foi cogitado anteriormente, porque mais negociações ainda são necessárias. Os últimos rumores são de que uma eventual cúpula entre Trump e Xi ficaria para abril.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 1,04% hoje, a 3.021,75 pontos (preliminar), e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,43%, a 1.641,37 pontos. Ao longo da semana, o Xangai acumulou valorização de 1,7% e o Shenzhen, de 2,2%.

No Japão, o Nikkei teve alta de 0,77%, a 21.450,85 pontos, encerrando a semana com ganho de 2%. Como se previa, o BoJ - como é conhecido o banco central japonês - manteve hoje sua política monetária inalterada. Já seu presidente, Haruhiko Kuroda, comentou que a desaceleração da economia global afetou as exportações e produção do Japão, embora a demanda doméstica permaneça firme. Para Kuroda, é apropriado que o BoJ preserve as agressivas medidas de estímulo monetário em vigor.

Participantes dos mercados asiáticos também repercutiram a decisão do Parlamento britânico, ontem, de aprovar um projeto para que o governo da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, peça à UE o adiamento do período do Brexit até pelo menos 30 de junho. Com isso, diminui o risco de que o Reino Unido deixe o bloco de forma desordenada no próximo dia 29, que é originalmente a data final para a implementação do Brexit.

Os futuros de cobre operam em alta nesta manhã, impulsionados por planos da China de reduzir impostos para combater sua desaceleração econômica.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,42%, a US$ 6.412,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio avançava 0,57%, a US$ 2,9080 por libra-peso.

A valorização do cobre veio depois de o governo chinês anunciar que implementará cortes de impostos no dia 1º de abril, com redução do IVA de 16% para 13%. 

A China, cuja economia vem dando sinais de arrefecimento em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos, é o maior consumidor mundial de cobre e de outros metais.

O cobre também é sustentado por um atraso na retomada de operações de duas unidades de fundição em minas do metal no Chile, de acordo com o Commerzbank. "Os problemas no Chile provavelmente significam que várias centenas de toneladas não estão disponíveis para o já apertado mercado de cobre", disseram analistas do banco alemão.

Entre outros metais básicos na LME, não havia direção única. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio tinha alta de 0,42%, a US$ 1.910,00, a do zinco caía 0,39%, a US$ 2.810,50, a do estanho recuava 0,33%, a US$ 21.160,00, a do níquel subia 0,70%, a US$ 12.995,00, e a do chumbo diminuía 0,76%, a US$ 2.092,50 por tonelada.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 1,40% em março, após ter aumentado 0,40% em fevereiro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado anunciado há pouco ficou acima das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam uma alta entre 0,80% e 1,39%, com mediana positiva de 1,23%.

Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10 de março, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram avanço de 1,93% no mês, ante uma elevação de 0,40% em fevereiro. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram crescimento de 0,48% em março, após a elevação de 0,38% em fevereiro. Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve aumento de 0,07% em março, depois de um avanço de 0,41% em fevereiro.

O IGP-10 acumulou um aumento de 1,54% no ano. A taxa em 12 meses ficou positiva em 7,99%.

O período de coleta de preços para o indicador de março foi do dia 11 de fevereiro a 10 deste mês. 


O IBOV trabalhou entra a média móvel de 5 períodos e a região logo acima do decisivo 98.590 na sessão de ontem, com baixo volume.



Na minha interpretação o benchmark sofrerá muita pressão da venda nessa região, uma vez que temos um retângulo no diário e operamos na parte alta do padrão.

Um fechamento acima de 98.590 mostraria força, enquanto a perda da mínima de ontem em 97.775 provavelmente traria o mercado para testar a média de 21 períodos em uma ou duas sessões, na minha leitura.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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