quarta-feira, 13 de março de 2019

Cenário 13/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, em meio a incertezas geradas pela decisão do Parlamento britânico de mais uma vez rejeitar os termos de um acordo para que o Reino Unido se retire da União Europeia, num processo conhecido como Brexit.

No Japão, o índice Nikkei caiu 0,99%, a 21.290,24 pontos, pressionado por ações de corretoras e de fabricantes de eletrônicos.

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto recuou 1,09%, a 3.026,95 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda de 2,32%, a 1.656,54 pontos, depois de ambos acumularem ganhos expressivos nos dois pregões anteriores.

No fim da noite de hoje, a China irá divulgar dados sobre produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos referentes ao primeiro bimestre.

Os últimos números da balança comercial chinesa, revelados na semana passada, vieram muito abaixo do esperado e reforçaram preocupações sobre a tendência de desaceleração da China, que há meses vem tentando negociar um acordo para encerrar sua disputa comercial com os Estados Unidos.

Ontem, o novo acordo de Brexit apresentado pela primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, foi rejeitado no Parlamento britânico, criando dúvidas sobre se e como o país eventualmente sairá da UE.

Nesta quarta, os parlamentares britânicos irão votar a possibilidade de um Brexit sem acordo. Se esta opção também for rejeitada, eles decidirão amanhã sobre o adiamento da data final - o próximo dia 29 - para a implementação do divórcio do Reino Unido com a UE.

O petróleo opera em alta nesta quarta-feira, ainda de olho em sinais da demanda e oferta global da commodity, em meio à redução nas exportações de países-chave da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Às 9h17 (de Brasília), o petróleo WTI para abril subia 1,06%, a US$ 57,47 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o Brent para maio avançava 0,79%, a US$ 67,20 o barril, na ICE.

Contribuem para o movimento desta manhã as estimativas de estoques de petróleo em solo americano divulgadas ontem pelo American Petroleum Institute (API). Segundo o órgão, o volume estocado caiu 2,5 milhões de barris na última semana. Os estoques de gasolina, por sua vez, recuaram 5,8 milhões de barris, e os de destilados tiveram aumento de 200 mil barris. Às 11h30, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga seu relatório semanal.

Ontem, em seu relatório de curto prazo para energia, o DoE apresentou projeção menor de produção média em relação ao documento do mês anterior, para 12,3 milhões de barris por dia (bpd) em 2019 e 13,03 milhões em bpd em 2020. 

Os futuros de cobre operam perto da estabilidade nesta manhã, em meio a incertezas sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit, e à espera de uma série de indicadores relevantes da China.

Por volta das 9h22 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) se mantinha estável, a US$ 6.468,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta marginal de 0,07%, a US$ 2,9305 por libra-peso.

Ontem, o Parlamento britânico rejeitou pela segunda vez o acordo de Brexit proposto pela primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May.

Nesta quarta-feira, os parlamentares vão decidir sobre a possibilidade de um Brexit sem acordo. Se esta opção também não for aceita, eles votarão amanhã o possível adiamento da data final - o próximo dia 29 - para a implementação do divórcio do Reino Unido com a UE.

Investidores dos mercados de metais também aguardam os últimos números sobre produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos da China, que serão divulgados no fim da noite de hoje. Mais adiante, na sexta-feira (15), o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, deverá discursar no encerramento do Congresso Nacional do Povo.

Os chineses são os maiores consumidores mundiais de cobre.

Entre outros metais básicos na LME, não havia direção única. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio tinha alta de 1,01%, a US$ 1.896,50, a do zinco caía 0,65%, a US$ 2.823,00, a do estanho recuava 0,33%, a US$ 21.150,00, a do níquel cedia 0,95%, a US$ 12.995,00, e a do chumbo subia 0,81%, a US$ 2.103,00 por tonelada. 

A agenda de indicadores e eventos desta quarta-feira tem como destaque a instalação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, prevista para ocorrer à noite. O novo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, receberá o cargo de Ilan Goldfajn em cerimônia na sede do BC em Brasília.

O gráfico diário do IBOV mostra uma correção na parte alta do marobuzu desenhado no pregão de segunda-feira (11).

As máximas estão praticamente justapostas, trata-se de um enforcado e o volume foi abaixo da média.

Naturalmente, acima da máxima da semana e especialmente se houver rompimento e consolidação sobre 98.190, a compra ganha terreno e impõe a sua força.

Porém a perda de 97.265, mínima de ontem, deverá jogar o mercado nas médias, região de 96.000, na minha leitura.

Bons negócios"

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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