terça-feira, 12 de março de 2019

Cenário 12/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira, após o desempenho positivo dos mercados acionários de Nova York ontem e notícias de que o Reino Unido conseguiu apoio de última hora da União Europeia para mudanças no acordo de Brexit.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 1,10% hoje, a 3.060,31 pontos. Já o menos abrangente Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups com menor valor de mercado, avançou 1,68%, a 1.695,81 pontos, renovando máxima em nove meses. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,46%, a 28.920,87 pontos.

Nos negócios de segunda-feira, as bolsas americanas se recuperaram e interromperam uma sequência de cinco pregões negativos, graças a fortes ganhos de ações de tecnologia. Dados melhores do que o esperado de vendas no varejo dos Estados Unidos também contribuíram para a confiança em Wall Street, após uma série recente de indicadores decepcionantes.

No rastro de Nova York, os papéis de tecnologia contribuíram para a valorização de várias bolsas asiáticas nesta terça. Foi o caso do japonês Nikkei, que subiu 1,79% em Tóquio, a 21.503,69 pontos, também sustentado por ações financeiras; do sul-coreano Kospi, que avançou 0,89% em Seul, a 2.157,18 pontos; e do Taiex, que registrou alta de 0,91% em Taiwan, a 10.343,33 pontos, impulsionado por fornecedores da Apple.

Investidores na Ásia também acompanham de perto o noticiário sobre o Brexit, como é conhecido o processo para que o Reino Unido se retire da União Europeia. Ontem, foi anunciado que a primeira-ministra britânica, Theresa May, obteve concessões de última hora no acordo de Brexit que negociou com a UE. A revisão aumenta as chances de que o acordo seja aprovado em votação a ser realizada hoje pelo Parlamento britânico, o que evitaria uma ruptura desorganizada do Reino Unido com a UE. A data final para que o Brexit seja implementado é dia 29.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo (PSL-GO), afirmou ao Broadcast nesta segunda-feira que o Executivo liberará até a próxima semana o pagamento de mais de um R$ 1 bilhão em emendas parlamentares impositivas. A medida ajudará na disposição dos congressistas em votar a reforma da Previdência.

O montante corresponde a emendas impositivas que foram empenhadas desde 2014 até o fim do ano passado cujos pagamentos ainda não foram realizados. Serão pagos R$ 711 milhões em emendas individuais dos parlamentares e cerca de R$ 300 milhões referentes às emendas das bancadas estaduais.

A Câmara, porém, só deverá votar a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previdência, ou seja, se a proposta atende os princípios da Constituição, quando o governo enviar ao parlamento o projeto de lei que deverá alterar as regras para a Previdência dos militares. O acordo foi firmado de forma consensual entre os líderes do parlamento em reunião realizada nesta segunda-feira na residência oficial da Presidência da Câmara. A admissibilidade da PEC é votada na Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ), que será instalada amanhã (13) na Casa.

O secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que o projeto que reforma a Previdência de militares está praticamente pronto e será enviado dentro do prazo estipulado pelo governo, dia 20 de março. Ele afirmou que será enviado um só projeto para tratar de cinco leis e que não haverá fatiamento.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,71% na primeira prévia de março, após ter aumentado 0,20% na primeira prévia de fevereiro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 1,60% no ano de 2019 e avanço de 7,68% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de março. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 0,90%, ante um avanço de 0,22% na primeira prévia de fevereiro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,47% na prévia de março, depois de um avanço de 0,14% em igual leitura de fevereiro. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve aumento de 0,02% na primeira prévia de março, depois da alta de 0,25% na primeira prévia de fevereiro.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 28 de fevereiro. No dado fechado do mês de fevereiro, o IGP-M teve alta de 0,88%.

Os preços do petróleo operam em alta nesta terça-feira, ainda diante de sinais de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) poderá cortar sua produção de forma mais acentuada do que o previsto, e que poderia estender a redução por mais tempo. O mercado também monitora o prejuízo às exportações venezuelanas do óleo após o apagão no país. Com isso, o barril do Brent para maio rompeu a barreira dos US$ 67, no maior nível desde 22 de fevereiro.

O petróleo WTI para abril fechou em alta de 1,28%, a US$ 56,79 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para maio também subiu 1,28%, a US$ 66,58 o barril na ICE.

O ministro do petróleo da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, afirmou ontem que a Opep poderia continuar a cortar a produção para além do período de seis meses, terminado em junho. "Veremos o que acontecerá em abril, se houver qualquer interrupção imprevista em algum outro lugar, mas, salvo isso, acho que estaremos apenas chutando a lata para a frente", afirmou Khalid.

O Comitê de Monitoramento Ministerial Conjunto (JMMC, na sigla em inglês), órgão responsável por monitorar o cumprimento das reduções de produção, deve se reunir no Azerbaijão no dia 18 de março. Uma reunião da Opep e aliados está prevista para abril.

Além disso, um apagão maciço de energia na Venezuela paralisou as remessas de petróleo, em meio a uma crise econômica e turbulência política. "As exportações de petróleo da Venezuela estão sob pressão, em qualquer caso, devido às sanções dos Estados Unidos contra a estatal petrolífera PDVSA", lembra o Commerzbank, em nota a clientes. 

O gráfico diário do IBOV sugere um retângulo.

O que chama a atenção é a intensidade da alta, uma vez que o mercado percorreu a distância entre mínima e máxima do padrão em dois pregões.

No mês de janeiro o fez em 15 pregões, depois em fevereiro em 10 pregões.

Vamos ver até que ponto ela será sustentável acima da região de resistência que temos entre 98.190, 98.545 e 98.590.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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