segunda-feira, 11 de março de 2019

Cenário 11/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta segunda-feira, em meio a esperanças de que a China ofereça mais estímulos para conter sua desaceleração, mas recentes dados fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos reforçaram dúvidas sobre a saúde da economia global.

Nos mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 1,92%, a 3.026,99 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 3,90%, a 1.667,82 pontos, atingindo máxima em nove meses, graças ao bom desempenho de ações de energia.

Ontem, o presidente do Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês), Yi Gang, prometeu ampliar as ações de apoio à economia por meio de incentivos a novos empréstimos e redução dos custos de financiamento.

Yi também comentou que a China vem cumprindo a promessa de evitar a desvalorização do yuan como forma de impulsionar suas exportações, num momento em que Pequim vem negociando para tentar superar suas divergências comerciais com os EUA e chegar a um acordo.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve alta de 0,47% hoje em Tóquio, a 21.125,09 pontos, o Hang Seng subiu 0,97% em Hong Kong, a 28.503,30 pontos, o sul-coreano Kospi ficou praticamente estável em Seul, com ligeira alta de 0,03%, a 2.138,10 pontos, mas interrompeu uma sequência de seis pregões negativos, e o Taiex avançou 0,08% em Taiwan, a 10.250,28 pontos.

Apesar do tom positivo na região asiática, investidores continuam temerosos diante de indicadores recentes que comprovam a tendência de arrefecimento da economia mundial. Na manhã de sexta-feira (08), os EUA divulgaram número de criação de empregos muito abaixo das expectativas. Horas antes, a China havia revelado quedas nas exportações e importações bem mais acentuadas do que se previa.

A 18 dias da data oficial da saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o chamado Brexit, as bolsas europeias apostam que a semana poderá, finalmente, revelar como se dará o desenho da separação. Com tantas incertezas a tão pouco tempo do prazo final, investidores já se dão por contentes ao saber para que lado as negociações penderão, tendo como perspectiva que o cenário de um não acordo entre as partes - o pior quadro para os negócios - está cada vez mais distante. 

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 passou de 2,30% para 2,28%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 2,50%. Para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de alta do PIB de 2,70% para 2,80%. Quatro semanas atrás, estava em 2,50%.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,4%. Esse porcentual foi divulgado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro.

Em 28 de fevereiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB cresceu 1,1% em 2018. No quarto trimestre do ano passado, houve alta de 0,1% em relação ao trimestre anterior.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2019 passou de alta de 2,90% para elevação de 2,80%. Há um mês, estava em 3,04%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 foi de 56,15% para 56,25%. Há um mês, estava em 56,05%. Para 2020, a expectativa foi de 58,35% para 58,40%, ante 58,16% de um mês atrás.

O petróleo opera em alta nesta segunda-feira, diante de informações de que a Arábia Saudita pode reduzir suas exportações e produção do óleo de forma mais acentuada do que o esperado.

Às 9h36 (de Brasília), o Brent para maio subia 0,75% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 66,23, enquanto o do WTI para abril avançava 0,71% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 56,47.

A Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou em relatório anual hoje que os EUA caminham no sentido de se tornar exportador líquido de petróleo até 2021 e irão logo em seguida superar a Rússia e a Arábia Saudita. Atualmente, os EUA já são o maior produtor do óleo do mundo.

Na próxima quinta-feira, a Opep divulga seu relatório mensal relativo a fevereiro. Na sexta-feira, será a vez da AIE publicar os dados mensais. 

Os futuros de cobre operam em alta modesta em Londres e Nova York nesta manhã, buscando se recuperar depois de caírem na sessão anterior em reação a dados chineses fracos e incertezas sobre o andamento das negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Por volta das 9h37 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,26%, a US$ 6.412,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio avançava 0,16%, a US$ 2,8980 por libra-peso.

O cobre acompanha a alta de outros ativos financeiros, como ações e petróleo, que também tentam se recuperar hoje após recuarem no fim da semana passada, na esteira de indicadores decepcionantes não apenas da China, mas também dos Estados Unidos.

Entre outros metais básicos na LME, não havia direção única. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio recuava 0,11%, a US$ 1.863,00, a do zinco tinha alta de 1,14%, a US$ 2.749,50, a do estanho diminuía 0,09%, a US$ 21.350,00, a do níquel subia 0,04%, a US$ 13.085,00, e a do chumbo avançava 0,57%, a US$ 2.103,50 por tonelada. 




O gráfico diário do IBOV mostra um movimento técnico, de busca por suporte ao redor de 93.425.




Vale destacar que a mínima do último pregão foi marcada fora da banda de bollinger inferior, porém o fechamento foi dentro da banda, o que mostra uma reação notável dos touros.

A memória de médio e curto prazo é compradora, curtíssimo prazo vendedora e temos um sinal de fundo, o que torna a leitura complexa e desafiadora.

A média móvel de 21 períodos, linha vermelha logo acima dos preços, seria um alvo possível e provável logo após a abertura, ou então algo muito perto dela.

Na minha visão, na primeira batida o mercado deverá sentir a região, mas algo talvez temporário, uma vez que o sinal de sexta é relevante.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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