quinta-feira, 7 de março de 2019

Cenário 07/03/2019

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com investidores mantendo a cautela à espera do resultado das negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Um novo fator de tensão para o diálogo sino-americano surgiu com a decisão da gigante de equipamentos de telecomunicação chinesa Huawei de entrar com uma ação contra os EUA.

Nos mercados da China continental, o dia foi de ganhos moderados. O índice Xangai Composto subiu 0,14% hoje, a 3.106,42 pontos, ajudado por ações de corretoras, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,49%, a 1.668,53 pontos.

Por outro lado, o Hang Seng teve queda de 0,89% em Hong Kong, a 28.779,45 pontos, interrompendo uma sequência de quatro pregões de ganhos.

O tom foi igualmente negativo em Tóquio, onde o Nikkei caiu 0,65%, a 21.456,01 pontos, pressionado por ações do setor automotivo; em Seul, com baixa de 0,45% do Kospi, a 2.165,79 pontos, marcando a quinta sessão consecutiva de perdas; e em Taiwan, uma vez que o fraco desempenho de fornecedores da Apple levaram o Taiex a recuar 0,44%, a 10.311,68 pontos.

As tensões comerciais entre Washington e Pequim atingiram um novo patamar depois que a Huawei decidiu hoje processar os EUA, com a alegação de que a lei americana que a impede de vender equipamentos para agências governamentais é inconstitucional.

Nas últimas semanas, americanos e chineses vêm conversando para tentar solucionar a agressiva disputa tarifária em que as duas maiores economias do mundo se envolveram desde meados do ano passado. Analistas, porém, têm dúvidas sobre o quão abrangente será um eventual pacto comercial entre EUA e China.

Além disso, os EUA registraram déficit comercial de US$ 59,8 bilhões em dezembro, o maior em dez anos, segundo dados oficiais publicados ontem. O avanço no saldo negativo veio apesar de esforços do presidente americano, Donald Trump, de reduzir esse número. Apenas com a China, o déficit comercial dos EUA em dezembro foi de US$ 38,7 bilhões.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta na manhã desta quinta-feira, buscando se recuperar após ficarem sem direção única e não muito longe da estabilidade nas últimas sessões, à medida que uma pesquisa de 11 bancos de investimentos do Wall Street Journal mostrou que as projeções para os preços da commodity ficaram estáveis.

Segundo o levantamento do WSJ, divulgado hoje, o valor médio do barril de petróleo tipo Brent deverá subir a US$ 67 este ano, enquanto o do WTI poderá alcançar quase US$ 60. Ambas as estimativas estão em linha com projeções do mês passado.

Às 9h37 (de Brasília), o Brent para maio avançava 1,11% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 66,72, enquanto o do WTI para abril subia 0,89% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 56,72.

Os preços do cobre recuam na manhã desta quinta-feira, em seguimento aos mercados acionários globais em queda em meio à cautela com a relação sino-americana.

Por volta das 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,60%, a US$ 6.416,00 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha queda de 0,31%, a US$ 2,9095 por libra-peso.

Especialistas comentam que o Chile e o Peru, os dois maiores produtores de mineração de cobre do mundo, reportaram nos últimos dias que em janeiro houve queda na produção em relação aos recordes de dezembro. "Isto é principalmente devido a razões sazonais, no entanto", destacam.

A Comissão de Cobre do Chile espera, por sua vez, que o país produza apenas 6 milhões de toneladas de cobre este ano, um pouco mais que no ano passado, diz o Commerzbank. A produção de mineração de cobre também deverá aumentar no Peru em 2019, com a expansão de grandes minas.

Entre outros metais básicos na LME, no horário indicado acima, a tonelada do alumínio subia 0,07%, a US$ 1.862,75, enquanto a do zinco caía 0,34%, a US$ 2.775,50, a do estanho opera estável, a US$ 21.395,00, a do níquel recuava 1,50%, a US$ 13.430,00, e a do chumbo subia 0,48%, a US$ 2.113,00 por tonelada. 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,54% em fevereiro, desacelerando levemente em relação ao ganho de 0,58% observado em janeiro, mas ficando praticamente inalterado ante o acréscimo de 0,53% registrado na terceira quadrissemana do mês passado, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

No primeiro bimestre, o IPC-Fipe acumulou inflação de 1,13%. Nos 12 meses até fevereiro, o aumento do índice foi de 4,13%.

Em fevereiro, três dos sete componentes do IPC-Fipe subiram com menos força ou ampliaram deflação. Foi o caso de Transportes (de 1,16% em janeiro para 0,22% no mês passado), Educação (de 3,31% para 0,03%) e Despesas Pessoais (de -0,23% para -0,36%).

Por outro lado, avançaram de forma mais acentuada os segmentos Habitação (de 0,11% para 0,41%), Alimentação (de 1,13% para 1,64%), Saúde (de 0,26% para 0,29%) e Vestuário (de 0,09% para 0,20%).



O gráfico diário do IBOV mostra o bechmark inclinado para a venda, em um movimento corretivo previsível após várias tentativas frustradas de rompimento de 98K.



A perda da LTA (azul) acelerou a baixa, com a busca pelo suporte imediato ao redor de 94.660, 94.780 e 94.915.

Pela inversão de polaridade da análise técnica, esses pontos agora serão resistências.

O fundo marcado em fevereiro/19, aos 93.425, aparece como candidato a alvo dessa movimentação, porém a memória ainda é fortemente compradora, o que requer atenção dos que desejam montar posições compradas os daqueles que estão vendidos.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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