sexta-feira, 29 de março de 2019

Cenário 29/03/2019


As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira, encerrando o primeiro trimestre com a maior valorização em anos, em meio a sinais de que Estados Unidos e China caminham no sentido de fechar um acordo e superar a grave disputa comercial iniciada em meados do ano passado.

Os mercados chineses lideraram os ganhos na Ásia. O Xangai Composto subiu 3,20% hoje, a 3.090,76 pontos, enquanto o Shenzhen Composto, formado por empresas de menor valor de mercado, avançou 3,38%, a 1.695,14 pontos. Neste trimestre, as altas dos principais índices chineses, incluindo também o ChiNext e o CSI 300, variaram de 24% a 35%, as maiores desde a bolha vista no meio da década.

No Twitter, o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, afirmou nesta madrugada que ele e o representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, concluíram hoje dois dias de negociações comerciais "construtivas" em Pequim.

Mnuchin disse também estar ansioso para receber na próxima semana o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, em Washington, para continuar o diálogo comercial entre os dois países.

Segundo a Bloomberg, negociadores dos dois lados discutiram minuciosamente o texto de um acordo comercial que possa ser submetido aos presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. A reunião dos últimos dois dias teria o objetivo de garantir que não houvesse discrepâncias nas versões do texto em inglês e mandarim.

Nos últimos dias, surgiram relatos também de que a China teria feito ofertas "sem precedentes" nas conversas com os EUA, inclusive para tratar o espinhoso assunto da transferência forçada de tecnologia, que está no cerne da atual rixa sino-americana.

Em outras partes da região asiática, o japonês Nikkei teve alta de 0,82% hoje em Tóquio, a 21.205,81 pontos, enquanto o Hang Seng subiu 0,96% em Hong Kong, a 29.051,36 pontos, o sul-coreano Kospi avançou 0,59% em Seul, a 2.140,67 pontos, e o Taiex registrou ganho de 0,99%, a 10.641,04 pontos.

Ao longo do primeiro trimestre, o Nikkei acumulou ganho de 5,95%, o Hang Seng, de 12% (o maior desde o fim de 2014), o Kospi, de 4,9% (o maior desde o segundo trimestre de 2017), e o Taiex, de 9,4% (o maior em sete anos).

As vendas no varejo da Alemanha tiveram alta de 0,9% em fevereiro ante janeiro, no cálculo com ajustes sazonais, segundo dados divulgados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. O resultado surpreendeu analistas consultados pela Trading Economics, que previam queda de 0,8% nas vendas.

Na comparação anual, as vendas no varejo alemão subiram 4,7% em fevereiro. Neste caso, a projeção do mercado era de ganho bem menor, de 2%.

No primeiro bimestre, houve acréscimo de 3,9% nas vendas em relação a igual período do ano passado.

O indicador de vendas no varejo alemão é volátil e sujeito a grandes revisões. Por esse motivo, economistas normalmente acompanham os números mensais com cautela e levam mais em consideração as médias em três meses.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) apurou lucro líquido de R$ 1,507 bilhão no último trimestre de 2018, cifra 146,1% maior que os R$ 612,6 milhões anotados em igual período do ano anterior. Com isso, a estatal acumulou lucro líquido de R$ 2,835 bilhões em 2018, o que representa um aumento de 12,5% em relação a 2017.

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (Taesa) reportou um lucro líquido, pelo padrão IFRS, de R$ 327,1 milhões no quarto trimestre de 2018, o que corresponde a um aumento de 17,8% frente aos R$ 277,6 milhões registrados em igual etapa do ano anterior. No acumulado em 12 meses, o resultado líquido somou R$ 1,071 bilhão, alta de 65,3% na comparação anual.

A Light encerrou o quarto trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 92 milhões, levemente acima do apresentado no mesmo período do ano anterior, de R$ 91 milhões, variação de 1,3%. A administração da companhia atribui esse ganho principalmente pela melhora do resultado financeiro. "Ao longo de 2018, a Companhia manteve o foco na estratégia da melhora do perfil da dívida a fim de reforçar seu compromisso com a liquidez", diz no informe de resultados.

A Copel registrou lucro líquido de R$ 390,8 milhões no quarto trimestre de 2018, alta de 193% sobre o mesmo período de 2017. No ano, o resultado foi de R$ 1,4 bilhão, crescimento de 29,1%.

A Kroton registrou um lucro líquido ajustado consolidado de R$ 403,418 milhões no quarto trimestre do ano passado, cifra 17,4% inferior ao mesmo período de 2017. No ano, o lucro atingiu R$ 1,944 bilhão, queda de 13,2% ante 2017. Sem as operações da Somos, venda de ativos e projetos greenfields, o lucro ajustado atingiu R$ 435,522 milhões, representando uma queda de 10,9%, enquanto no acumulado do ano passado somou R$ 2,017 bilhões, queda de 9,5% ante 2017.

O presidente Jair Bolsonaro nomeou nesta sexta-feira um militar para número 2 do Ministério da Educação (MEC). O cargo de secretário executivo estava vago desde o dia 13. Quem vai assumir o posto agora é o tenente brigadeiro Ricardo Machado Vieira, que foi do secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa e chefe do Estado-Maior da Aeronáutica. A nomeação está no Diário Oficial da União (DOU).

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12,4% no trimestre encerrado em fevereiro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2018, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,60%. No trimestre até janeiro de 2019, o resultado ficou em 12,0%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.285 no trimestre encerrado em fevereiro. O resultado representa alta de 0,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 205,416 bilhões no trimestre até fevereiro, alta de 2,0% ante igual período do ano anterior. 


O gráfico diário do IBOV poderia ser também chamado de baile dos vendidos.

Havia um dito ponto certo de suporte aos 91.240, marcado em dezembro/18.



Digamos que foi o canto da sereia para atrair a venda, como alvo provável, mas como diz a garotada: SNQ.

Houve um rompimento falso da LTA desenhada em azul, com a compra dominando o pregão de ponta-a-ponta, naturalmente fechando dentro da banda de bollinger inferior e sobre 93.305, agora suporte.

O fechamento de hoje é essencial, pois termina a semana, mês e trimestre na mesma sessão.

Últimos balanços corporativos divulgados devem apimentar o pregão.

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 28 de março de 2019

Cenário 28/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, após o juro da T-note de 10 anos atingir o menor nível em mais de um ano e à espera dos desdobramentos de uma nova rodada de negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Ontem, o juro da T-note de 10 anos chegou a cair ao menor patamar desde meados de dezembro de 2017. Investidores estão acompanhando de perto os juros dos Treasuries desde que o retorno da T-note de 10 anos ficou abaixo do rendimento da T-bill de 3 meses pela primeira vez desde 2007, na última sexta-feira (22). Esse fenômeno, conhecido como inversão da curva de juros, é visto como sinal de maior probabilidade de recessão nos EUA. Nas últimas décadas, recessões americanas anteriores foram precedidas por inversões na curva de juros.

Em Tóquio, o índice acionário japonês Nikkei teve queda de 1,61% hoje, a 21.033,76 pontos, pressionado tanto pela valorização do iene frente ao dólar quanto por uma redução nos juros dos bônus do governo japonês (JGBs), que seguiram o comportamento dos Treasuries. No mercado de JGBs, o rendimento do papel de 10 anos recuou 3 pontos-base, a -0,10%, nova mínima em dois anos e meio.

Em Pequim, uma delegação americana vai retomar negociações comerciais com autoridades chinesas durante o jantar nesta quinta, segundo o Ministério de Comércio chinês. Porta-voz do ministério, Gao Feng disse mais cedo que EUA e China avançaram em rodadas anteriores, mas ainda têm "muito trabalho a fazer".

Há relatos de que a China teria apresentado aos EUA propostas inéditas para uma série de questões, incluindo a de transferência forçada de tecnologia.

No começo de abril, possivelmente já na próxima semana, o diálogo sino-americano irá se transferir para Washington. Negociadores de ambos os lados disseram esperar que a nova rodada de discussões leve a um acordo comercial entre EUA e China até o fim de abril.

Após um breve respiro de perdas recentes ontem, as bolsas chinesas voltaram para o vermelho nesta quinta. O Xangai Composto caiu 0,92%, a 2.994,94 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,90%, a 1.639,72 pontos.

Os contratos futuros de cobre operam em alta nesta manhã, com investidores à espera de desdobramentos de uma nova rodada de negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que começa nesta quinta-feira e se estenderá até amanhã.

Por volta das 9h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,58%, a US$ 6.372,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre avançava 0,59%, a US$ 2,8800 por libra-peso.

Funcionários de alto escalão dos governos chinês e americano retomam discussões comerciais em Pequim hoje. Segundo a Reuters, a China teria feito propostas "sem precedentes" aos EUA para vários questões, inclusive a de transferência forçada de tecnologia, assunto que está no cerne da disputa comercial sino-americana.

Entre outros metais básicos na LME, não havia direção única. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio tinha alta de 0,60%, a US$ 1.914,50, e a do zinco subia 0,21%, a US$ 2,891,50, atingindo o maior nível em nove meses, mas a do o estanho caía 0,47%, a US$ 21.280,00, a do níquel recuava 0,42%, a US$ 12.995,00, e a do chumbo mostrava baixa marginal de 0,09%, a US$ 2.019,00. (Sergio Caldas, com informações da Dow Jones Newswires - sergio.caldas@estadao.com)

A Eletrobras encerrou 2018 com um lucro líquido de R$ 13,348 bilhões, revertendo prejuízo líquido de R$ 1,726 bilhão em 2017, o qual foi reapresentado. O resultado vem de lucro líquido de R$ 15,227 bilhões em operações continuadas e prejuízo de R$ 1,879 bilhão em operações descontinuadas, as distribuidoras.

No quarto trimestre, a companhia anotou lucro líquido de R$ 12,073 bilhões, ante
prejuízo líquido de R$ 3,998 bilhões no mesmo período do ano anterior. O resultado foi beneficiado por reversão de provisões para contingências no montante de R$ 1,201 bilhão no quarto trimestre de 2018, sendo R$ 563 milhões relativos a provisão para empréstimos compulsórios.

O Banco Central (BC) reafirmou hoje, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), que "cautela, serenidade e perseverança" nas decisões sobre juros, "inclusive diante de cenários voláteis, têm sido úteis na perseguição de seu objetivo precípuo de manter a trajetória de inflação em direção às metas".

O trecho do RTI retoma uma ideia que já aparecia no comunicado e na ata do encontro da semana passada do Copom, quando a Selic (a taxa básica de juros) foi mantida em 6,50% ao ano pela oitava vez consecutiva. A primeira vez que o BC citou estes três fatores como referência para a tomada de decisão foi na ata de dezembro do Copom.

O destaque dado a estes conceitos desde dezembro ocorre em meio ao surgimento de percepção, em parte do mercado financeiro, de que o BC poderia iniciar um ciclo de novos cortes da Selic - e não de elevação. Isso porque a atividade econômica segue fraca, enquanto os índices de inflação estão controlados.

Porém, ao citar "cautela, serenidade e perseverança" nas decisões, o BC tem sugerido que será criterioso ao iniciar um novo ciclo, para um lado ou para outro.

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) acelerou em março para 1,26% de uma taxa de 0,88% anotada em fevereiro, divulgou há instantes a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com o avanço de março, o IGP-M passou a acumular no ano alta de 2,16% e elevação de 8,27% no período de 12 meses encerrado neste período.



O gráfico diário do IBOV mostra um recuo previsível até 93.300, região de fundos marcados em fevereiro e março.

A surpresa, digamos assim, foi pela perda fácil dessa região de suporte.

Todavia, temos uma LTA que marcou os fundos de setembro e dezembro de 2018.

Ela foi violada e "puxou" os preços após a perda do piso supra citado.

Será que teremos o terceiro fundo sobre a mesma LTA?

Um rompimento falso dela poderia gerar um forte movimento contrário, frustrando os vendidos mais recentes, por que não...

Ou a perda da mesma seria somente o começo da baixa?

Eu acho mais provável a primeira opção, mas o mercado é soberano.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 22 de março de 2019

Cenário 22/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira, ainda que modesta, depois que os mercados acionários de Nova York subiram com vigor ontem, impulsionados principalmente por gigantes de tecnologia.

O rali "tecnológico" em Wall Street, que foi liderado pela Apple (+3,7%), influenciou empresas do setor em algumas partes da Ásia.

No Japão, o Nikkei exibiu ganho idêntico ao do Kospi, de 0,09%, terminando o pregão a 21.627,34 pontos. O mercado japonês, que ontem não operou devido a um feriado nacional, avançou 0,82% na semana, apesar da força do iene ante o dólar desde a quarta-feira (20), quando o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) surpreendeu ao indicar que não elevará juros este ano. Em dezembro, o Fed previa dois aumentos de juros em 2019.

Assim como os índices sul-coreano e japonês, o chinês Xangai Composto coincidentemente subiu 0,09% hoje, a 3.104,15 pontos, numa recuperação que veio na segunda metade da sessão. Já o Shenzhen Composto, que reúne ações chinesas com menor valor de capitalização, teve alta de 0,20%, a 1.700,94 pontos.

No acumulado da semana, o Xangai avançou 2,7% e o Shenzhen saltou 3,6%, na expectativa para a retomada de negociações comerciais entre China e Estados Unidos.

Nos próximos dias 28 e 29, o Representante do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, estarão em Pequim para retomar o diálogo comercial. No começo de abril, será a vez de o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, visitar Washington para dar continuidade às conversas.

Em meio à insatisfação de parlamentares com a proposta de mudança nas regras de aposentadoria dos militares com compensações bilionárias para a carreira, deputados do chamado Centrão decidiram rejeitar a relatoria da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e trabalham para barrar qualquer nome do bloco para o posto.

Segundo apurou o Broadcast, lideranças do Centrão ligaram para o presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), para pressioná-lo a designar um nome do próprio PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, ou até mesmo da oposição. Entre os cotados para a relatoria estão os deputados Bia Kicis e General Girão, ambos do PSL.

Além disso, os integrantes do Centrão se reuniram ontem com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e tentaram cancelar a audiência na CCJ com o ministro da Economia, Paulo Guedes, prevista para terça-feira (26), sobre a proposta de emenda constitucional (PEC) da Previdência. O discurso dos parlamentares é que eles não querem ouvir ninguém do governo, já que o governo não está ouvindo ninguém do Congresso. Nem Maia nem Francischini aceitaram desfazer o convite ao ministro, mas agora há o risco de o Centrão esvaziar a sessão em que o ministro será ouvido na comissão.

Em Santiago, no Chile, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, em transmissão ao vivo nas redes sociais, que não gostaria de ter apresentado uma proposta de reforma da Previdência. Ele declarou, porém, que propôs mudanças porque, se não tivesse feito, o Brasil iria "quebrar" sob o ponto de vista das contas públicas.

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta sexta-feira à medida que os investidores digerem indicadores que apontam para uma desaceleração mais acentuada do que o esperado da economia mundial. Além disso, continuam no radar os cortes na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e dados da produção de óleo nos Estados Unidos.

Às 9h50 (de Brasília), o petróleo WTI para entrega em maio recuava 1,10%, para US$ 59,32 por barril, no pregão eletrônico da New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o barril do Brent para entrega no mesmo mês cedia 1,34%, para US$ 66,95.

Após ficar inicialmente sob pressão nesta semana, o dólar se fortaleceu na quinta-feira e continua sua jornada ascendente em relação a moedas emergentes e a algumas principais, como o euro. Hoje, pesam sobre o sentimento dos agentes novos temores de desaquecimento da economia global após o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) medido pela IHS Markit apontar que a indústria alemã apresentou contração maior do que a esperada pelo mercado neste mês. A indústria da zona do euro como um todo e a do Japão também estão em território de declínio.

Ainda nesta sexta-feira, a Baker Hughes divulgará o seu relatório semanal sobre o número de poços e plataformas de petróleo em operação nos EUA na semana. 

Tribunal Regional Federal da 2ª Região deve julgar ainda nesta sexta-feira o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de Michel Temer. O ex-presidente foi preso ontem numa operação da Lava Jato e está detido na Superintendência da Polícia Federal no Rio. Existe a previsão de que ele preste depoimento ainda hoje.

O ex-presidente está preso em uma sala da corregedoria, no terceiro andar do prédio. De acordo com o site G1, é uma das poucas salas da sede da PF no Rio que tem banheiro privativo. A sala, de 20 metros quadrados, tem frigobar e ar condicionado. Uma televisão seria instalada.

Ainda segundo o site, o ex-presidente teria recusado o jantar na noite de quinta-feira, informando os agentes de que estaria sem fome. Ele teria também recebido a visita do ex-ministro da Secretaria de Governo e aliado Carlos Marun.


O gráfico diário do IBOV mostra pressão vendedora no curtíssimo prazo, após um rompimento falso de 98.590.





Pelo menos no início do negócios, a venda deverá pressionar fortemente as cotações, empurrando os preços próximo de 95.000 possivelmente.

O fechamento de hoje, até mesmo pela formação do candle semanal, será de suma importância como sinal de curto prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 21 de março de 2019

Cenário 21/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira, após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) confirmar expectativas de que será paciente e manterá o aperto monetário em suspenso em meio a incertezas globais.

Na China, o índice Xangai Composto subiu 0,35% hoje, a 3.101,46 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto, formado por empresas menores, avançou 0,77%, a 1.697,49 pontos.

Como se previa, o Fed manteve ontem seus juros básicos na faixa de 2,25% a 2,50%. Mas o BC americano também sinalizou que não irá elevar juros até o fim de 2019, diante de sinais de desaceleração da economia global e de outros fatores de preocupação, como tensões comerciais e o Brexit, como é conhecido o processo para que o Reino Unido se retire da União Europeia. Há apenas três meses, o Fed previa dois aumentos de juros neste ano.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi teve alta de 0,36% em Seul, a 2.184,88 pontos, e o Taiex subiu 0,55% em Taiwan, a 10.609,55 pontos, mas o Hang Seng caiu 0,85% em Hong Kong, a 29.071,56 pontos, numa virada que veio nos negócios da tarde com o fraco desempenho de ações de tecnologia e do setor imobiliário.

No Japão, não houve negócios hoje devido a um feriado nacional.

Quando os pregões chineses já haviam se encerrado, o Ministério de Comércio da China anunciou que o Representante do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, irão visitar Pequim nos próximos dias 28 e 29 para uma nova rodada de negociações comerciais. No começo de abril, sem data definida, será a vez de o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, visitar Washington para prosseguir com o diálogo comercial, acrescentou o ministério.

Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que as tarifas de Washington impostas a produtos chineses podem continuam em vigor por um "período de tempo substancial". Trump também comentou, porém, que Washington e Pequim estão caminhando no sentido de fechar "um bom acordo".

Os contratos futuros de cobre operam em alta significativa.

Por volta das 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,81%, a US$ 6.545,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio se valorizava 1,06%, a US$ 2,9520 por libra-peso.

Por outro lado, o dólar se fortalece nesta manhã em meio a incertezas sobre o Brexit - como é conhecido o processo para o que o Reino Unido se retire da União Europeia - e as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que podem demorar mais do que o esperado para ser concluídas, o que limita a alta dos metais.

Os chineses lideram o consumo mundial de cobre e de outros metais básicos.

Entre outros metais na LME, não havia direção única. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio caía 0,41%, a US$ 1.927,00, a do zinco avançava 0,19%, a US$ 2.883,50, a do estanho tinha baixa de 0,28%, a US$ 21.300,00, a do níquel cedia 0,15%, a US$ 13.320,00, e a do chumbo avançava 0,81%, a US$ 2.062,00 por tonelada.

A Lojas Americanas encerrou o quarto trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 272,8 milhões, o que representa uma queda de 4,2% sobre os R$ 284,7 milhões apurados no mesmo intervalo do ano anterior. O resultado do ano foi de R$ 380,5 milhões, 60,1% maior que em 2017. Os números são os mesmos tanto no critério consolidado quanto da controladora.

A B2W apresentou no quarto trimestre do ano passado prejuízo de R$ 67,7 milhões, 94,0% maior do que o de R$ 34,9 milhões no mesmo intervalo de 2017. No acumulado do ano, o prejuízo caiu 3,4%, para R$ 397,4 milhões. A receita líquida cresceu 8,9% no quarto trimestre para R$ 1,978 bilhão, e 3,2% no ano, para R$ 6,488 bilhões.

O investidor começa a quinta-feira calibrando suas posições ao clima misto no exterior, após o tom dovish de Fed e Copom, ontem, e diante das mudanças na reforma da Previdência dos militares e da percepção de perda de capital político do governo para negociar reformas no Congresso, após pesquisa do Ibope mostrar que a popularidade do presidente Jair Bolsonaro caiu 15 pontos percentuais desde janeiro (de 49% para 34%). 

Isso ocorre em um momento em que um levantamento realizado pelo Estado indica que 212 deputados votariam contra a proposta de reforma da Previdência do jeito que ela foi enviada. Em relação ao projeto de lei de mudança na carreira e nas aposentarias de militares, que prevê uma economia líquida de R$ 10,45 bilhões em 10 anos, ante uma economia total pretendia pela equipe econômica com a Nova Previdência (incluindo servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada) de, ao menos, R$ 1 trilhão, a percepção nas mesas de operação é de que o sacrifício dos militares pode ficar abaixo do esperado em relação a outras categorias, o que pode dificultar as negociações no Congresso. Também a indicação do relator para a proposta de reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça pode ficar para a semana que vem, atrasando ainda mais a tramitação das reformas.

O gráfico diário do IBOV mostra uma possível barra elefante, com volume levemente acima da média.

Ela simplesmente confirmou o sinal visto na véspera, sendo esse uma mistura de nuvem negra com harami de topo.

A sessão de hoje será decisiva, no sentido de observarmos se o candle de ontem será negado, confirmado ou se haverá a velha e boa sessão lateral na base do mesmo.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quarta-feira, 20 de março de 2019

Cenário 20/03/2019


As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações modestas nesta quarta-feira, em meio a novas incertezas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China e à espera do anúncio de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Na China, o índice Xangai Composto ficou praticamente estável, com ligeira baixa de 0,01%, a 3.090,64 pontos, depois de chegar a cair 1% no meio do pregão. Já o menos abrangente Shenzhen Composto, formado por empresas menores, recuou 0,25%, a 1.684,57 pontos.

Ontem, surgiram relatos de que o governo chinês estaria mostrando resistência a demandas feitas por Washington nas recentes discussões comerciais. No entanto, as apostas ainda são de que EUA e China eventualmente chegarão a algum tipo de acordo comercial, uma vez que autoridades de ambos os lados continuam engajadas nas conversas.
O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, devem viajar à China na próxima semana para uma nova rodada de negociações com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, segundo fontes ouvidas pela Dow Jones Newswires. Na semana seguinte, será a vez de Liu ir a Washington, dizem as fontes.

Investidores na Ásia também aguardam a decisão de política monetária do Fed, a ser anunciada às 15h (de Brasília). A expectativa é que o BC americano mantenha seus juros básicos na atual faixa de 2,25% a 2,50% e reduza sua projeção para futuros aumentos das taxas. De modo geral, a expectativa é que o Fed reforce o tom "dovish" - favorável à manutenção de estímulos - dos últimos meses, diante de sinais de desaceleração dos EUA e de outras grandes economias.

No Japão, o índice Nikkei subiu 0,20% hoje, a 21.608,92 pontos, impulsionado por ações de empresas que atendem o mercado doméstico.

Na bolsa chinesa de futuros de Dalian, o contrato do minério de ferro para maio sofreu um tombo de 3,7% hoje, depois que decisões judiciais autorizaram a brasileira Vale a retomar algumas de suas operações. 

Incertezas sobre o rumo das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e em relação ao desfecho do Brexit deixam os mercados mistos nesta manhã em meio também a expectativas pelas decisões de juros do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, além da entrega hoje pelo governo do projeto de lei da reforma das aposentadorias dos militares ao Congresso.

Após sofrer questionamentos sobre os esforços do Executivo em conduzir as negociações da reforma da Previdência com parlamentares, o presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa do projeto, destacando que as mudanças nas regras de aposentadoria são o "centro de gravidade" de seu governo. Em artigo publicado no jornal Valor Econômico nesta quarta-feira, 20, Bolsonaro garante que despenderá todo seu esforço para que a reforma previdenciária seja aprovada "o quanto antes".

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta quarta-feira, revertendo ganhos da madrugada.

Horas atrás, o petróleo exibia valorização modesta, em reação a números amplamente favoráveis da pesquisa semanal do American Petroleum Institute (API) sobre os estoques dos EUA.

Ontem à tarde, o API estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA sofreu queda de 2,1 milhões de barris na última semana. O API também apontou reduções nos estoques de gasolina, de 2,8 milhões de barris, e de destilados, de 1,6 milhão de barris.

No fim da manhã, às 11h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano divulga a pesquisa oficial sobre estoques, que inclui dados sobre a produção dos EUA. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires preveem que o DoE mostrará aumento de 800 mil barris nos estoques de petróleo bruto da semana passada.

Às 9h03 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para maio caía 0,33% na Interncontinental Exchange (ICE), a US$ 67,39, enquanto o do WTI para o mesmo mês recuava 0,93% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 58,74. 

Os contratos futuros de cobre operam perto da estabilidade nesta manhã, à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e em meio a incertezas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Por volta das 9h08 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) tinha baixa marginal de 0,06%, a US$ 6.455,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio exibia ligeira alta de 0,03%, a US$ 2,9240 por libra-peso.

Participantes do mercado também acompanham notícias da Zâmbia, onde a Glencore suspendeu ontem a produção nas minas de cobre de Mopani, depois de um acidente que matou dois trabalhadores. Mopani produz cerca de 100 mil toneladas de cobre por ano.

Entre outros metais básicos na LME, os ganhos eram generalizados. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio subia 0,13%, a US$ 1.942,00, a do zinco avançava 1,14%, a US$ 2.847,00, a do estanho tinha leve alta de 0,02%, a US$ 21.310,00, a do níquel aumentava 0,61%, a US$ 13.235,00, e a do chumbo exibia ganho de 0,32%, a US$ 2.042,00 por tonelada.


O gráfico diário do IBOV mostra um sinal de topo discreto, porém válido.

Trata-se de um harami, com o detalhe da máxima ter sido marcada fora da banda de bollinger superior.


A perda da mínima de ontem projetaria um teste de 98.590, topo anterior.

Lembremos que a memória do mercado é altista e, somente um algo novo, traria a venda de volta aos holofotes.

Como hoje a agenda é cheia, quem sabe...

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 19 de março de 2019

Cenário 19/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações modestas nesta terça-feira, à medida que alguns investidores assumiram postura mais cautelosa antes do anúncio de política monetária do Federal Reserve, ainda que a expectativa seja a de que o banco central dos Estados Unidos permaneça "dovish", isto é, favorável à manutenção de estímulos.

Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,18% hoje, a 3.090,98 pontos, apagando parte do ganho de quase 2,5% do pregão anterior, mas o Shenzhen Composto, que é formado por empresas menores, subiu 0,18%, a 1.688,76 pontos.

Em Tóquio, o japonês Nikkei teve ligeira queda de 0,08%, a 21.566,85 pontos, influenciado pelo fraco desempenho de ações do setor varejista.

O Fed, como é conhecido o banco central americano, se reúne nesta terça e quarta-feira para rever sua política monetária. Espera-se que a instituição mantenha seus juros básicos na faixa atual de 2,25% a 2,50% e reduza projeções para futuros aumentos das taxas, assim como para o crescimento econômico dos EUA.

Analistas, porém, alertam que sempre há o risco de que o Fed seja menos "dovish" do que o esperado, o que tende a gerar cautela nos mercados financeiros.

Também no radar continuam as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que podem demorar mais do que se previa para ser concluídas, e a questão do Brexit, como é conhecido o processo para que o Reino Unido se retire da União Europeia.

Os contratos futuros de minério de ferro negociados na China subiram moderadamente nesta terça-feira, mas renovaram máxima em duas semanas, em parte influenciados pelo corte na oferta da brasileira Vale.

No fim da semana passada, uma ordem judicial suspendeu as operações da Vale na Mina de Timbopeba, em Ouro Preto (MG), mais uma consequência do rompimento da barragem da empresa em Brumadinho (MG), no final de janeiro.

Na Bolsa de Dalian, o futuro de minério de ferro para maio fechou em alta de 0,40% hoje, a 637 yuans por tonelada. Já na Bolsa de Xangai, o futuro do vergalhão de aço para julho encerrou a sessão com ganho de 0,50%, a 3.695 yuans por tonelada.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 1,06% na segunda prévia de março, após ter avançado 0,55% na segunda leitura de fevereiro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 1,96% neste ano e avanço de 8,05% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de março. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 1,41%, ante uma alta de 0,73% na segunda prévia de fevereiro.

O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, avançou 0,50% na segunda medição deste mês, depois de um avanço de 0,17% em igual leitura de fevereiro. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve aumento de 0,11% na segunda prévia de março, depois de elevação de 0,29% na segunda leitura do mês anterior.

O IGP-M é tradicionalmente usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de fevereiro a 10 de março. No dado fechado do mês de fevereiro, o IGP-M teve alta de 0,88%. 

Os contratos futuros de cobre avançam nesta manhã, ajudados pelo enfraquecimento do dólar em meio a expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) seja "dovish" (favorável à manutenção de estímulos) na decisão de política monetária de amanhã. Planos da China de implementar mais medidas de incentivo fiscal também ajudam a sustentar o metal básico.

Às 9h33 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia quase 1%, a US$ 6.496,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta de 1,13%, a US$ 2,9420 por libra-peso.

O dólar está pressionado nos negócios da manhã, tornando o cobre mais atraente para operadores que utilizam outras moedas, com a especulação de que o Fed não apenas manterá os juros básicos inalterados, como reduzirá suas projeções para futuros aumentos das taxas e também para a perspectiva econômica. Há rumores ainda de que o BC americano poderá interromper a redução de seu balanço patrimonial, estimado em quase US$ 3,8 trilhões.

Já o governo da China, maior consumidor mundial de cobre e de outros metais para uso industrial, recentemente confirmou planos de cortar impostos como forma de conter a tendência de desaceleração de sua economia. O imposto sobre valor agregado (IVA) para o setor manufatureiro, por exemplo, será reduzido de 16% para 13%.

Entre outros metais básicos na LME, os ganhos eram generalizados. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio subia 0,62%, a US$ 1.932,35, a do zinco avançava 1%, a US$ 2.801,50, a do estanho tinha alta de 0,47%, a US$ 21.230,00, a do níquel aumentava 1,35%, a US$ 13.185,00, e a do chumbo exibia ganho mais modesto, de 0,17%, a US$ 2.038,00 por tonelada. 



O gráfico diário do IBOV mostra a manutenção dos preços acima do forte 98.590 e de 99.270, topo anterior com menor força, porém mais recente.




Apenas a perda da mínima de ontem (99.140) poderia trazer cautela e correção de preços, na minha leitura, levando a um teste de 98.590 na primeira batida.

Vale destacar que a média móvel de 5 períodos protege a região, nesse momento.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 18 de março de 2019

Cenário 18/03/19

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta segunda-feira, em meio à especulação de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) será decididamente "dovish" - favorável à manutenção de estímulos - na reunião de política monetária desta semana.

Na China, os mercados ampliaram ganhos no fim do pregão, ajudando a impulsionar outras bolsas da Ásia. O índice Xangai subiu 2,47%, a 3.096,42 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,71%, a 1.685,79 pontos. Destacaram-se ações ligadas a consumo - cerca de dez fabricantes de bebidas alcoólicas atingiram o limite de valorização diário de 10% - e papéis do setor imobiliário.

Em Tóquio, o japonês Nikkei teve alta de 0,62%, encerrando o dia a 21.584,50 pontos, graças ao bom desempenho de empresas ligadas à demanda doméstica.

A expectativa é a de que o Fed mantenha seus juros básicos inalterados no encontro de terça e quarta-feira (19 e 20) e reduza suas projeções para futuros aumentos das taxas, assim como para o crescimento econômico dos EUA. Há também rumores de que o BC americano planeja parar de reduzir seu balanço patrimonial, que é formado por quase US$ 3,8 trilhões em títulos.

Investidores também aguardam novidades das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e monitoram o Reino Unido, que enfrenta dificuldades para chegar a um consenso sobre o Brexit, como é conhecido o processo para que o país se retire da União Europeia, antes da data final de 29 de março.

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro busca redefinir laços com os Estados Unidos durante visita à Casa Branca, de acordo com o jornal britânico Financial Times, que o chama mais uma vez de "Trump Tropical". Segundo a publicação, dias antes do encontro de Bolsonaro com Donald Trump esta semana, um seleto grupo de entusiastas se reuniu no Trump International Hotel, em Washington, para celebrar as ideias que ajudaram a levar os dois líderes populistas de direita ao poder.

O diário relata que Eduardo Bolsonaro, filho do presidente brasileiro que venceu uma eleição esmagadora em outubro, estava lá. Assim também, como Steve Bannon, o ex-estrategista da Casa Branca que criou um clube de líderes populistas nacionalistas chamado The Movement, ou O Movimento.

O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 1,00% nos 12 meses encerrados em janeiro de 2019, informou há pouco o Banco Central. O porcentual diz respeito à série sem ajuste sazonal.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2019. O Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 3,87% para elevação de 3,89%. Há um mês, estava em 3,87%. A projeção para o índice em 2020 seguiu em 4,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo nível.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos.

A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual para mais ou menos (o que resulta em intervalo de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

No início de fevereiro, ao manter a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano, o BC atualizou suas projeções para a inflação no cenário de mercado: 3,9% para 2019 e 3,8% para 2020. Na próxima quarta-feira, após nova reunião, o Copom divulgará novamente suas projeções.

No Focus de hoje, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2019 passou de 3,85% para 4,01%. Para 2020, a estimativa do Top 5 permaneceu em 4,00%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,86% e 4,00%, nesta ordem.

No caso de 2021, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 3,75%, igual ao verificado há um mês. Já a projeção para 2022 no Top 5 passou de 3,50% há um mês para 3,63% no relatório divulgado hoje. 




O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark acima do importante 98.590, ponto que eu considero um divisor de águas.



Seria a parte limite de um retângulo, padrão que guiou os preços desde meados de janeiro/19.

Acima do mesmo, teremos os touros no comando.

Abaixo, naturalmente haverá pressão por parte dos ursos.

Hoje temos vencimento de opções, a pimenta do acarajé.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 15 de março de 2019

cenário 15/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira, à medida que o sentimento na região melhorou após notícias de que houve avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Investidores também acompanharam a decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) e a aprovação parlamentar no Reino Unido do adiamento do Brexit, como é conhecido o processo para retirar o país da União Europeia.

Segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, conversou por telefone com o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e o Representante do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e os dois lados fizeram progresso significativo nas discussões comerciais.

Ontem, Mnuchin já havia comentado, durante audiência no Congresso americano, que havia participado de duas teleconferências recentes com Liu He e Lighthizer.

Mnuchin, porém, disse também que uma reunião de cúpula para selar um acordo comercial entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, não acontecerá no fim deste mês, como foi cogitado anteriormente, porque mais negociações ainda são necessárias. Os últimos rumores são de que uma eventual cúpula entre Trump e Xi ficaria para abril.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 1,04% hoje, a 3.021,75 pontos (preliminar), e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,43%, a 1.641,37 pontos. Ao longo da semana, o Xangai acumulou valorização de 1,7% e o Shenzhen, de 2,2%.

No Japão, o Nikkei teve alta de 0,77%, a 21.450,85 pontos, encerrando a semana com ganho de 2%. Como se previa, o BoJ - como é conhecido o banco central japonês - manteve hoje sua política monetária inalterada. Já seu presidente, Haruhiko Kuroda, comentou que a desaceleração da economia global afetou as exportações e produção do Japão, embora a demanda doméstica permaneça firme. Para Kuroda, é apropriado que o BoJ preserve as agressivas medidas de estímulo monetário em vigor.

Participantes dos mercados asiáticos também repercutiram a decisão do Parlamento britânico, ontem, de aprovar um projeto para que o governo da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, peça à UE o adiamento do período do Brexit até pelo menos 30 de junho. Com isso, diminui o risco de que o Reino Unido deixe o bloco de forma desordenada no próximo dia 29, que é originalmente a data final para a implementação do Brexit.

Os futuros de cobre operam em alta nesta manhã, impulsionados por planos da China de reduzir impostos para combater sua desaceleração econômica.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,42%, a US$ 6.412,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio avançava 0,57%, a US$ 2,9080 por libra-peso.

A valorização do cobre veio depois de o governo chinês anunciar que implementará cortes de impostos no dia 1º de abril, com redução do IVA de 16% para 13%. 

A China, cuja economia vem dando sinais de arrefecimento em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos, é o maior consumidor mundial de cobre e de outros metais.

O cobre também é sustentado por um atraso na retomada de operações de duas unidades de fundição em minas do metal no Chile, de acordo com o Commerzbank. "Os problemas no Chile provavelmente significam que várias centenas de toneladas não estão disponíveis para o já apertado mercado de cobre", disseram analistas do banco alemão.

Entre outros metais básicos na LME, não havia direção única. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio tinha alta de 0,42%, a US$ 1.910,00, a do zinco caía 0,39%, a US$ 2.810,50, a do estanho recuava 0,33%, a US$ 21.160,00, a do níquel subia 0,70%, a US$ 12.995,00, e a do chumbo diminuía 0,76%, a US$ 2.092,50 por tonelada.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 1,40% em março, após ter aumentado 0,40% em fevereiro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado anunciado há pouco ficou acima das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam uma alta entre 0,80% e 1,39%, com mediana positiva de 1,23%.

Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10 de março, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram avanço de 1,93% no mês, ante uma elevação de 0,40% em fevereiro. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram crescimento de 0,48% em março, após a elevação de 0,38% em fevereiro. Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve aumento de 0,07% em março, depois de um avanço de 0,41% em fevereiro.

O IGP-10 acumulou um aumento de 1,54% no ano. A taxa em 12 meses ficou positiva em 7,99%.

O período de coleta de preços para o indicador de março foi do dia 11 de fevereiro a 10 deste mês. 


O IBOV trabalhou entra a média móvel de 5 períodos e a região logo acima do decisivo 98.590 na sessão de ontem, com baixo volume.



Na minha interpretação o benchmark sofrerá muita pressão da venda nessa região, uma vez que temos um retângulo no diário e operamos na parte alta do padrão.

Um fechamento acima de 98.590 mostraria força, enquanto a perda da mínima de ontem em 97.775 provavelmente traria o mercado para testar a média de 21 períodos em uma ou duas sessões, na minha leitura.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quinta-feira, 14 de março de 2019

Cenário 14/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com as da China reagindo negativamente a dados fracos de produção industrial que reforçam sinais de desaceleração da segunda maior economia do mundo. Investidores da região asiática também continuam atentos aos desdobramentos do Brexit, como é conhecido o processo para a retirada do Reino Unido da União Europeia.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto caiu 1,20%, a 2.990,69 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda mais expressiva, de 2,31%, a 1.618,26 pontos.

Números oficiais publicados no fim da noite de ontem mostraram que a produção industrial da China teve expansão anual de 5,3% no primeiro bimestre, menor do que a alta de 5,5% prevista por analistas.

Por outro lado, as vendas no varejo chinês tiveram ganho anual de 8,2% no primeiro bimestre, como se previa, e os investimentos em ativos fixos avançaram 6,1% na mesma comparação, superando a expectativa de alta de 6%.

Em Hong Kong, o Hang Seng teve leve alta de 0,15% hoje, a 28.851,39 pontos, após um pregão marcado por volatilidade.

Já em Tóquio, o Nikkei registrou baixa marginal de 0,02%, a 21.287,02 pontos, apesar de o iene ter se enfraquecido frente ao dólar durante a madrugada.

A questão do Brexit também continua no radar. Ontem, o Parlamento britânico rejeitou uma proposta para que o Reino Unido deixasse a UE sem um acordo. Mais tarde, os legisladores vão decidir sobre a possibilidade de adiar a data final para a implementação do Brexit, marcada para o próximo dia 29.

A reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, que poderia significar a assinatura de um acordo para encerrar a guerra comercial, não ocorrerá este mês e é mais provável que aconteça em abril, no mínimo, se acontecer, de acordo com três pessoas familiarizadas com o assunto. A China está pressionando por uma visita formal de Estado, em vez de uma aparição discreta apenas para assinar um pacto, disse uma das pessoas.

O Ministério da Defesa encaminhou ao Ministério da Economia, nesta quarta-feira, 13, a reforma da Previdência dos militares, com modificações em cinco leis. O Broadcast apurou que a proposta inclui a reestruturação de toda a carreira das Forças Armadas, incluindo aumento de salário para a categoria, ponto em que há divergências entre a equipe econômica e o núcleo militar.

Os deputados condicionam a tramitação da reforma da Previdência dos trabalhadores da iniciativa privada e dos servidores públicos ao envio do projeto dos militares. O texto entregue pela Defesa prevê mudanças no Estatuto dos Militares, na lei de promoções, na lei do serviço militar e na lei de pensões, assim como na Medida Provisória de 2001 que mudou a Lei de Remuneração dos Militares, ainda em vigor.

Como antecipado pelo Broadcast, a proposta da Defesa para o endurecimento das regras de Previdência prevê a ampliação do tempo mínimo de permanência na carreira de 30 anos para 35 anos. Para isso, é proposta a criação de um novo posto, de sargento-mor, com adicionais de salários que variam conforme os postos e graduações, como forma de recompensar, segundo o Ministério, a exigência, a responsabilidade e o tempo que o militar fica disponível, além de ajustar os valores dos cursos de capacitação dos militares.

Pela proposta, a contribuição previdenciária sobe dos atuais 7,5% para 10,5% e passa a ser cobrada de todos, incluindo alunos de escolas militares, recrutas e pensionistas. O desconto referente a assistência médica e pensões passa para 14%.


O gráfico diário do IBOV movimentou-se em quatro pregões o que havia feito em duas semanas na puxada anterior, entre a base e teto do retângulo.



O desafio será manter-se acima de 98.590, em meio à tensões com o Brexit e dados chineses abaixo do esperado.

O fiel da balança serão os desdobramentos da reforma da Previdência, em específico a CCJ nesse momento, além das bolsas norte-americanas, na minha visão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quarta-feira, 13 de março de 2019

Cenário 13/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, em meio a incertezas geradas pela decisão do Parlamento britânico de mais uma vez rejeitar os termos de um acordo para que o Reino Unido se retire da União Europeia, num processo conhecido como Brexit.

No Japão, o índice Nikkei caiu 0,99%, a 21.290,24 pontos, pressionado por ações de corretoras e de fabricantes de eletrônicos.

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto recuou 1,09%, a 3.026,95 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda de 2,32%, a 1.656,54 pontos, depois de ambos acumularem ganhos expressivos nos dois pregões anteriores.

No fim da noite de hoje, a China irá divulgar dados sobre produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos referentes ao primeiro bimestre.

Os últimos números da balança comercial chinesa, revelados na semana passada, vieram muito abaixo do esperado e reforçaram preocupações sobre a tendência de desaceleração da China, que há meses vem tentando negociar um acordo para encerrar sua disputa comercial com os Estados Unidos.

Ontem, o novo acordo de Brexit apresentado pela primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, foi rejeitado no Parlamento britânico, criando dúvidas sobre se e como o país eventualmente sairá da UE.

Nesta quarta, os parlamentares britânicos irão votar a possibilidade de um Brexit sem acordo. Se esta opção também for rejeitada, eles decidirão amanhã sobre o adiamento da data final - o próximo dia 29 - para a implementação do divórcio do Reino Unido com a UE.

O petróleo opera em alta nesta quarta-feira, ainda de olho em sinais da demanda e oferta global da commodity, em meio à redução nas exportações de países-chave da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Às 9h17 (de Brasília), o petróleo WTI para abril subia 1,06%, a US$ 57,47 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o Brent para maio avançava 0,79%, a US$ 67,20 o barril, na ICE.

Contribuem para o movimento desta manhã as estimativas de estoques de petróleo em solo americano divulgadas ontem pelo American Petroleum Institute (API). Segundo o órgão, o volume estocado caiu 2,5 milhões de barris na última semana. Os estoques de gasolina, por sua vez, recuaram 5,8 milhões de barris, e os de destilados tiveram aumento de 200 mil barris. Às 11h30, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga seu relatório semanal.

Ontem, em seu relatório de curto prazo para energia, o DoE apresentou projeção menor de produção média em relação ao documento do mês anterior, para 12,3 milhões de barris por dia (bpd) em 2019 e 13,03 milhões em bpd em 2020. 

Os futuros de cobre operam perto da estabilidade nesta manhã, em meio a incertezas sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit, e à espera de uma série de indicadores relevantes da China.

Por volta das 9h22 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) se mantinha estável, a US$ 6.468,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta marginal de 0,07%, a US$ 2,9305 por libra-peso.

Ontem, o Parlamento britânico rejeitou pela segunda vez o acordo de Brexit proposto pela primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May.

Nesta quarta-feira, os parlamentares vão decidir sobre a possibilidade de um Brexit sem acordo. Se esta opção também não for aceita, eles votarão amanhã o possível adiamento da data final - o próximo dia 29 - para a implementação do divórcio do Reino Unido com a UE.

Investidores dos mercados de metais também aguardam os últimos números sobre produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos da China, que serão divulgados no fim da noite de hoje. Mais adiante, na sexta-feira (15), o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, deverá discursar no encerramento do Congresso Nacional do Povo.

Os chineses são os maiores consumidores mundiais de cobre.

Entre outros metais básicos na LME, não havia direção única. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio tinha alta de 1,01%, a US$ 1.896,50, a do zinco caía 0,65%, a US$ 2.823,00, a do estanho recuava 0,33%, a US$ 21.150,00, a do níquel cedia 0,95%, a US$ 12.995,00, e a do chumbo subia 0,81%, a US$ 2.103,00 por tonelada. 

A agenda de indicadores e eventos desta quarta-feira tem como destaque a instalação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, prevista para ocorrer à noite. O novo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, receberá o cargo de Ilan Goldfajn em cerimônia na sede do BC em Brasília.

O gráfico diário do IBOV mostra uma correção na parte alta do marobuzu desenhado no pregão de segunda-feira (11).

As máximas estão praticamente justapostas, trata-se de um enforcado e o volume foi abaixo da média.

Naturalmente, acima da máxima da semana e especialmente se houver rompimento e consolidação sobre 98.190, a compra ganha terreno e impõe a sua força.

Porém a perda de 97.265, mínima de ontem, deverá jogar o mercado nas médias, região de 96.000, na minha leitura.

Bons negócios"

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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terça-feira, 12 de março de 2019

Cenário 12/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira, após o desempenho positivo dos mercados acionários de Nova York ontem e notícias de que o Reino Unido conseguiu apoio de última hora da União Europeia para mudanças no acordo de Brexit.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 1,10% hoje, a 3.060,31 pontos. Já o menos abrangente Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups com menor valor de mercado, avançou 1,68%, a 1.695,81 pontos, renovando máxima em nove meses. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,46%, a 28.920,87 pontos.

Nos negócios de segunda-feira, as bolsas americanas se recuperaram e interromperam uma sequência de cinco pregões negativos, graças a fortes ganhos de ações de tecnologia. Dados melhores do que o esperado de vendas no varejo dos Estados Unidos também contribuíram para a confiança em Wall Street, após uma série recente de indicadores decepcionantes.

No rastro de Nova York, os papéis de tecnologia contribuíram para a valorização de várias bolsas asiáticas nesta terça. Foi o caso do japonês Nikkei, que subiu 1,79% em Tóquio, a 21.503,69 pontos, também sustentado por ações financeiras; do sul-coreano Kospi, que avançou 0,89% em Seul, a 2.157,18 pontos; e do Taiex, que registrou alta de 0,91% em Taiwan, a 10.343,33 pontos, impulsionado por fornecedores da Apple.

Investidores na Ásia também acompanham de perto o noticiário sobre o Brexit, como é conhecido o processo para que o Reino Unido se retire da União Europeia. Ontem, foi anunciado que a primeira-ministra britânica, Theresa May, obteve concessões de última hora no acordo de Brexit que negociou com a UE. A revisão aumenta as chances de que o acordo seja aprovado em votação a ser realizada hoje pelo Parlamento britânico, o que evitaria uma ruptura desorganizada do Reino Unido com a UE. A data final para que o Brexit seja implementado é dia 29.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo (PSL-GO), afirmou ao Broadcast nesta segunda-feira que o Executivo liberará até a próxima semana o pagamento de mais de um R$ 1 bilhão em emendas parlamentares impositivas. A medida ajudará na disposição dos congressistas em votar a reforma da Previdência.

O montante corresponde a emendas impositivas que foram empenhadas desde 2014 até o fim do ano passado cujos pagamentos ainda não foram realizados. Serão pagos R$ 711 milhões em emendas individuais dos parlamentares e cerca de R$ 300 milhões referentes às emendas das bancadas estaduais.

A Câmara, porém, só deverá votar a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previdência, ou seja, se a proposta atende os princípios da Constituição, quando o governo enviar ao parlamento o projeto de lei que deverá alterar as regras para a Previdência dos militares. O acordo foi firmado de forma consensual entre os líderes do parlamento em reunião realizada nesta segunda-feira na residência oficial da Presidência da Câmara. A admissibilidade da PEC é votada na Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ), que será instalada amanhã (13) na Casa.

O secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que o projeto que reforma a Previdência de militares está praticamente pronto e será enviado dentro do prazo estipulado pelo governo, dia 20 de março. Ele afirmou que será enviado um só projeto para tratar de cinco leis e que não haverá fatiamento.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,71% na primeira prévia de março, após ter aumentado 0,20% na primeira prévia de fevereiro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 1,60% no ano de 2019 e avanço de 7,68% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de março. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 0,90%, ante um avanço de 0,22% na primeira prévia de fevereiro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,47% na prévia de março, depois de um avanço de 0,14% em igual leitura de fevereiro. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve aumento de 0,02% na primeira prévia de março, depois da alta de 0,25% na primeira prévia de fevereiro.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 28 de fevereiro. No dado fechado do mês de fevereiro, o IGP-M teve alta de 0,88%.

Os preços do petróleo operam em alta nesta terça-feira, ainda diante de sinais de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) poderá cortar sua produção de forma mais acentuada do que o previsto, e que poderia estender a redução por mais tempo. O mercado também monitora o prejuízo às exportações venezuelanas do óleo após o apagão no país. Com isso, o barril do Brent para maio rompeu a barreira dos US$ 67, no maior nível desde 22 de fevereiro.

O petróleo WTI para abril fechou em alta de 1,28%, a US$ 56,79 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para maio também subiu 1,28%, a US$ 66,58 o barril na ICE.

O ministro do petróleo da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, afirmou ontem que a Opep poderia continuar a cortar a produção para além do período de seis meses, terminado em junho. "Veremos o que acontecerá em abril, se houver qualquer interrupção imprevista em algum outro lugar, mas, salvo isso, acho que estaremos apenas chutando a lata para a frente", afirmou Khalid.

O Comitê de Monitoramento Ministerial Conjunto (JMMC, na sigla em inglês), órgão responsável por monitorar o cumprimento das reduções de produção, deve se reunir no Azerbaijão no dia 18 de março. Uma reunião da Opep e aliados está prevista para abril.

Além disso, um apagão maciço de energia na Venezuela paralisou as remessas de petróleo, em meio a uma crise econômica e turbulência política. "As exportações de petróleo da Venezuela estão sob pressão, em qualquer caso, devido às sanções dos Estados Unidos contra a estatal petrolífera PDVSA", lembra o Commerzbank, em nota a clientes. 

O gráfico diário do IBOV sugere um retângulo.

O que chama a atenção é a intensidade da alta, uma vez que o mercado percorreu a distância entre mínima e máxima do padrão em dois pregões.

No mês de janeiro o fez em 15 pregões, depois em fevereiro em 10 pregões.

Vamos ver até que ponto ela será sustentável acima da região de resistência que temos entre 98.190, 98.545 e 98.590.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br