terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O que vem primeiro, 96.000 ou 100.000?


Bom dia, investidor!

IBOV segura o suporte para ir aos 100.000? >>> LEIA MAIS >>>

A Bolsa de Tóquio terminou o pregão desta terça-feira em baixa modesta, com volume de negócios reduzido em meio ao feriado do ano-novo lunar, que mantém vários mercados asiáticos fechados. Na Oceania, por outro lado, a bolsa da Austrália teve forte desempenho, graças a um rali no setor bancário.

O Nikkei caiu 0,19% em Tóquio, a 20.844,45 pontos. Durante a madrugada, o iene se valorizou levemente ante o dólar, ajudando a pressionar o índice japonês.

Já as bolsas da China continental, assim como as de Hong Kong, de Taiwan e da Coreia do Sul, não operaram hoje devido ao feriado do ano-novo lunar.

Em Sydney, o S&P/ASX 200 avançou 1,95%, a 6.005,90 pontos. Foi o maior avanço do índice australiano em mais de dois anos e seu maior nível de fechamento desde meados de outubro.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse nesta segunda-feira (4) que o presidente Jair Bolsonaro é contra a ideia da equipe econômica de igualar a idade mínima para aposentadoria entre homens e mulheres. "Os números estão inflados. O presidente não é favorável a igualar a idade mínima entre homens e mulheres. Concordo com ele", disse Mourão.

Minuta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, obtida com exclusividade pelo Broadcast, sugere a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem no Brasil. O tempo mínimo de contribuição para se aposentar com 100% do benefício poderia chegar a 40 anos, de acordo com o texto.

Ao longo desta segunda-feira, Mourão reforçou em duas ocasiões que qualquer discussão ou deliberação sobre o assunto será tratada por Bolsonaro após sua recuperação. Internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, há uma semana, o presidente está sem compromissos oficiais desde o último domingo, mantendo descanso completo e sem visitas.

Na ausência de Bolsonaro, Mourão comandará nova reunião ministerial nesta terça-feira (5). A pauta é a organização administrativa do governo federal. O encontro acontecerá no Palácio do Planalto, a partir das 9h.

Inicialmente, Mourão fará um discurso de abertura. Em seguida, será a vez do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tratar do assunto da reunião, seguido pelo ministro da Secretaria-geral, Gustavo Bebianno, e pelo ministro da Secretaria de Governo, Alberto Santos Cruz. Os demais ministros também terão um espaço para fazer considerações.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o impacto fiscal da reforma da Previdência que será apresentada pelo governo será próximo de R$ 1 trilhão em 10 anos. Em entrevista à rádio CBN, ele declarou também que o texto final será "muito diferente" da proposta apresentada pela equipe econômica e revelada ontem pelo Broadcast.

"O impacto fiscal da reforma vai ser próximo de R$ 1 trilhão dentro dos próximos dez anos", disse Onyx. "É um impacto muito maior do que estava previsto, mas isso é obtido de uma forma muito mais tranquila, muito mais suave, no que diz respeito à transição. Não se retira direito de ninguém, ao contrário, há um olhar muito fraterno por conta do processo que está sendo construído", declarou. Em Davos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, havia afirmado que a proposta poderia render uma economia de R$ 700 bilhões a R$ 1,3 trilhão em uma década.

De acordo com o ministro, o texto relevado pela reportagem na véspera é uma das versões elaboradas e é um "ensaio", e não o "jogo final". Ele relatou que conversará hoje com Guedes e com o secretário de Previdência, Rogério Marinho, sobre o texto. A palavra final da reforma que será enviada ao Congresso, enfatizou, será do presidente Jair Bolsonaro. Onyx destacou ainda que a ideia do governo é que, para os próximos 20 ou 30 anos, o País tenha "vida resolvida no aspecto previdenciário com absoluto equilíbrio fiscal".

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que engloba os setores de serviços e industrial, subiu de 51,6 em dezembro para 52,1 em janeiro, segundo pesquisa final divulgada hoje pela IHS Markit.

Apenas o PMI de serviços da maior economia europeia aumentou de 51,8 em dezembro para 53 em janeiro. O dado veio ligeiramente abaixo da leitura preliminar de janeiro e da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 53,1 em ambos os casos.

O avanço dos PMIs acima da marca de 50 mostra que a atividade na Alemanha se expandiu no mês passado em ritmo mais forte do que em dezembro.

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O gráfico diário do IBOV marcou sombra inferior na sessão de ontem (04), respeitando a média móvel de 5 períodos, referência relevante em mercados fortes.

Vale destacar, na minha leitura, que a mínima dos últimos três pregões foi marcada entre 96.900 e 97.000.

Assim sendo, os investidores estarão atentos a essa região de suporte.

O que vem primeiro, 96.000 ou 100.000 pontos?

Eis a questão.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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