sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Mercado interno segue indefinido

As bolsas asiáticas apagaram perdas de mais cedo e fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, impulsionadas por fortes ganhos na China, à medida que sinais de progresso nas discussões comerciais entre Pequim e Washington se sobrepuseram a preocupações com a deterioração da perspectiva econômica global.

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto subiu 1,91%, a 2.804,23 pontos, enquanto o Shenzhen Composto teve valorização ainda mais expressiva, de 2,28%, a 1.477,25 pontos, após rali que veio na segunda metade do pregão. A semana foi a melhor para ambos os índices em três anos, com ganhos acumulados de 4,5% e 6,3%, respectivamente.

A semana de negociações comerciais entre EUA e China, em Washington, entra na reta final hoje, com o segundo dia de conversas envolvendo funcionários de alto escalão de ambos os lados.

Depois de se reunir com o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e o Representante Comercial dos EUA, Robert Lighthizer, o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, também se encontrará mais tarde com o presidente Donald Trump.

Trump vem dando sinalizações desde a semana passada de que deseja fechar um acordo comercial com a China. Na terça-feira (19), ele voltou a sugerir que poderá adiar o prazo de 1º de março para que os dois lados cheguem a um entendimento.

Em outras partes da Ásia, a maioria das bolsas se recuperou no fim dos negócios, seguindo o tom positivo das chinesas. O Hang Seng avançou 0,65% em Hong Kong, a 28.816,30 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi teve alta marginal de 0,08% em Seul, a 2.230,50 pontos, e o Taiex mostrou ligeiro ganho de 0,03% em Taiwan, a 10.322,92 pontos. Ao longo da semana, Hang Seng, Kospi e Taiex subiram 3,3%, 1,6% e 2,6%, respectivamente.

A exceção foi o mercado japonês, que cedeu à pressão de ações ligadas ao consumo doméstico. O Nikkei caiu 0,18% em Tóquio, a 21.425,51 pontos, mas se valorizou 2,5% na semana.

O bom humor prevaleceu na região asiática apesar de novas preocupações com a tendência de desaceleração da economia global. Ontem, uma sequência de indicadores fracos dos EUA levou as bolsas de Nova York a fecharem com perdas.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu de 99,3 pontos em janeiro a 98,5 pontos em fevereiro, atingindo o menor nível desde dezembro de 2014, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado, que marcou a sexta queda consecutiva do indicador, ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam redução a 99 pontos.

"A economia alemã permanece fraca", comentou o presidente do Ifo, Clemens Fuest.

O chamado índice de condições atuais do Ifo recuou de 104,5 em janeiro para 103,4 em fevereiro, enquanto o índice de expectativas econômicas diminuiu de 94,3 para 93,8.

A pesquisa mensal do Ifo envolve cerca de 9.000 empresas dos setores de manufatura, serviços, comércio e construção.

Os contratos futuros de petróleo avançam na manhã desta sexta-feira, mantendo-se em máximas de mais de três meses, apoiados pelos ganhos do mercado acionário global e pelo dólar um pouco mais fraco em relação a outras moedas fortes.

Às 9h25 (de Brasília), o petróleo WTI para abril tinha alta de 0,93%, a US$ 57,49 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para abril subia 0,76%, a US$ 67,58 o barril, na ICE.

No câmbio, o dólar um pouco mais fraco torna mais barato o petróleo, cotado na moeda, para os detentores de outras divisas. Isso apoia o apetite dos investidores.

Na agenda, às 16h a Baker Hughes informa seu relatório semanal de poços e plataformas em atividade nos EUA.

O cobre opera em alta nesta manhã, caminhando para uma semana com ganhos na casa dos 4%, diante da melhora do sentimento dos investidores em relação à economia chinesa. Investidores aguardam novidades sobre o diálogo comercial entre chineses e americanos, em Washington.

O cobre para três meses subia 1,4%, a US$ 6.463,50 a tonelada, às 9h25 (de Brasília) na London Metal Exchange (LME), ampliando seus ganhos neste ano até agora para além de 9,5%. O cobre para março avançava 1,67%, a US$ 2,9455 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Uma mudança na política de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), mais cauteloso antes de mudar a política monetária, tem pressionado o dólar, o que permite que as commodities, denominadas na moeda, tornem-se mais baratas para os detentores de outras divisas.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,39%, a US$ 1.914 a tonelada, o zinco avançava 0,36%, a US$ 2.685,50 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,16%, a US$ 23.125 a tonelada, o níquel subia 1,63%, a US$ 13.055 a tonelada, e o chumbo operava estável, a US$ 2.070 a tonelada. 

O gráfico diário do IBOV tem um padrão raro, presente em momentos de mercado complexos, desafiadores e indefinidos.

Trata-se do padrão diamante, desenhado em azul na imagem.

Ontem houve teste do tríplice suporte citado no Cenário, formado pela média de 21, LTA e 96.395.

A região foi respeitada na primeira batida.

A formação do candle semanal, naturalmente finalizada na sessão presente, será um importante sinal para o curto prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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