quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Mercado interno de olho na Reforma da Previdência

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta quarta-feira, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar mais uma vez que deseja fechar um acordo comercial com a China.

Ontem, Trump disse que as negociações comerciais entre EUA e China que ocorrem esta semana em Washington estão indo bem e que o prazo de 1º de março para que os dois lados cheguem a um acordo não é uma "data mágica".

Teoricamente, americanos e chineses teriam até o primeiro dia de março para selar um pacto, de modo a evitar que a Casa Branca eleve tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses no dia seguinte, de 10% para 25%. Desde a semana passada, porém, Trump vem sinalizando que poderá adiar esse prazo.

Negociadores dos EUA e China retomaram o diálogo ontem em Washington, após uma rodada de conversas em Pequim que se estendeu por toda a semana passada. Amanhã e sexta-feira, as discussões passarão a envolver funcionários de alto escalão de ambos os lados, incluindo o Representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He.

Há relatos também de que os EUA estariam exigindo que a China mantenha a estabilidade de sua moeda - o yuan - como parte de um futuro acordo comercial, para evitar que movimentos de desvalorização favoreçam as exportações chinesas.

Os mercados chineses se recuperaram na última hora do pregão desta quarta. O índice Xangai Composto subiu 0,20%, a 2.761,22 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,32%, a 1.448,24 pontos.

Já o Nikkei teve alta de 0,60% em Tóquio, a 21.431,49 pontos, renovando máxima em dois meses e ajudado pela fraqueza do iene frente ao dólar durante a madrugada.

Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta quarta-feira, após os Estados Unidos preverem crescimento na sua produção de xisto. Além disso, investidores aguardam novidades nas negociações comerciais entre americanos e chineses em Washington.

Às 9h24 (de Brasília), o petróleo WTI para abril operava em baixa de 0,51%, a US$ 56,16 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para abril recuava 0,68%, a US$ 66,00 o barril, na ICE.

Na terça-feira, a Administração de Informação de Energia dos EUA divulgou seu mais recente relatório mensal sobre produtividade. A agência elevou sua estimativa para produção de xisto no país no próximo mês em 84 mil barris por dia, para 8,4 milhões de barris por dia em março.

Além disso, o petróleo mostra pouco fôlego após atingir máximas em três meses em sessões recentes, diante do otimismo de que EUA e China possam chegar a um acordo, bem como de evidências de redução na oferta global como resultado dos cortes liderados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Na agenda de indicadores, há expectativa pela divulgação do relatório semanal de estoques do American Petroleum Institute (API), às 18h30 (de Brasília).

Os contratos futuros de cobre operam estáveis em Londres e sobem moderadamente em Nova York, em meio a expectativas de que Estados Unidos e China irão eventualmente fechar um acordo comercial e à espera da última ata de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

A China é o maior consumidor mundial de cobre e de outro metais industriais.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) era negociado a US$ 6.330,00 por tonelada, se mantendo no mesmo preço de fechamento de ontem.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em março avançava 0,19%, a US$ 2,8800 por libra-peso.

Mais tarde, às 16h (de Brasília), investidores dos mercados de metais vão acompanhar a ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) referente ao mês passado.

A expectativa é que o ata reforce a postura do Fed de que será paciente antes de voltar a elevar juros. No ano passado, o BC americano aumentou juros em quatro ocasiões.

Entre outros metais na LME, os ganhos eram generalizados. No horário indicado acima, a tonelada de alumínio tinha alta marginal de 0,05%, a US$ 1.858,00 por tonelada, enquanto a de chumbo subia 0,30%, a US$ 2.027,00 por tonelada, a do estanho avançava 0,26%, a US$ 21.200,00, a do zinco tinha alta de 0,53%, a US$ 2.678,00, e a do níquel ganhava 1,07%, a US$ 12.800,00. (Sergio Caldas, com informações da Dow Jones Newswires - sergio.caldas@estadao.com)

O governo tentou ontem minimizar o mal-estar com sua primeira derrota na Câmara dos Deputados, que derrubou decreto que ampliava o número de servidores com poder de impor sigilo a documentos públicos. O decreto foi assinado pelo vice-presidente Hamilton Mourão, durante viagem do presidente Jair Bolsonaro, em janeiro, à Suíça. "Perdi, playboy", disse Mourão. "Isso aí é um decreto chulé, não é nada."

Com apoio de 367 dos 513 deputados, foi aprovado requerimento de urgência para a votação de um projeto que susta os efeitos do decreto assinado por Mourão. O projeto foi aprovado em votação simbólica. O texto segue para o Senado.

Mourão disse que o "pessoal" do Congresso não gosta dele. "Se fosse o presidente Bolsonaro tinha passado", disse o vice. "Isso é a democracia."

A Via Varejo, rede controladora das redes varejistas Casas Bahia e Ponto Frio, registrou um prejuízo líquido de R$ 279 milhões no quarto trimestre do ano passado, revertendo um lucro líquido de R$ 111 milhões de igual intervalo de 2017. No acumulado de 2018, o prejuízo líquido atingiu R$ 267 milhões, ante um lucro líquido de R$ 168 milhões em 2017.

Segundo a empresa, o prejuízo do quarto trimestre foi impactado, apesar do crescimento das vendas, pela menor margem bruta no período e por outras despesas operacionais, resultantes da reestruturação realizada pela companhia.

Em 2018, a Weg registrou lucro líquido consolidado atribuível aos acionistas de R$ 1,338 bilhão, alta de 17,2% sobre 2017.

A receita líquida consolidada cresceu 25,7% para R$ 11,970 bilhões em relação a 2017.

Por sua vez, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) encerrou 2018 com R$ 1,824 bilhão, aumento de 24,4% sobre o ano anterior, e com margem de 15,2%, abaixo de 15,4% em 2017.

A proposta de reforma da Previdência reúne as atenções do mercado financeiro no âmbito doméstico.

O gráfico diário do IBOV mostra mais uma teste de 97.940, com recuo e fechamento abaixo dessa importante barreira.

Ela é o ponto a ser vencido pela compra, que terá pela frente 98.240 e 98.590, caso tenha fôlego para pressionar as cotações.



Suportes imediatos nas médias móveis, 96.395 e LTA riscada em azul.

Na minha visão, esses são os pontos decisivos no curto prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário