quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Indefinição no IBOV

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com investidores digerindo a última ata de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e aguardando o início da fase mais crucial das negociações comerciais desta semana entre Estados Unidos e China, em Washington.

Na ata de sua reunião de janeiro, o Fed mostrou ontem que seus dirigentes estão divididos quanto à necessidade de elevar os juros básicos este ano, embora persistam incertezas, como a possibilidade de uma desaceleração da economia global mais forte do que se esperava e o rápido arrefecimento dos estímulos da political fiscal praticada nos EUA.

O Fed, no entanto, reiterou que pretende ser "paciente" antes de voltar a ajustar juros. No ano passado, o BC americano elevou as taxas em quatro ocasiões.

Investidores na Ásia e em outras partes do mundo também continuam atentos às discussões comerciais entre americanos e chineses que acontecem esta semana em Washington. Funcionários de governo de alto escalão de ambos os lados vão se juntar às conversas nesta quinta e devem concluir as discussões amanhã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, vem dando sinalizações desde a semana passada de que deseja fechar um acordo comercial com a China. Na terça-feira (19), ele voltou a sugerir que poderá adiar o prazo de 1º de março para que os dois lados cheguem a um entendimento.

Os mercados chineses terminaram o pregão de hoje no vermelho, revertendo ganhos de mais cedo, após relatos de que o porto chinês de Dalian teria suspendido importações de carvão da Austrália. O índice Xangai Composto teve queda de 0,34%, a 2.751,80 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,27%, a 1.444,35 pontos.

Já o Nikkei subiu 0,15% em Tóquio, a 21.464,23 pontos, renovando máxima em dois meses. No começo dos negócios, porém, o índice japonês reagiu em queda a dados da IHS Markit mostrando que a atividade manufatureira no Japão passou a se contrair em fevereiro.

Os contratos futuros de petróleo têm oscilado nesta manhã, tentando agora se firmar em território positivo. O movimento ocorre após um relatório de estoques nos Estados Unidos com números mistos, divulgados pelo American Petroleum Institute (API), e antes do dado oficial semanal, do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).

Às 9h23 (de Brasília), o petróleo WTI para abril subia 0,49%, a US$ 57,44 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para o mesmo mês avançava 0,15%, a US$ 67,18 o barril, na ICE.

O API registrou alta de 1,3 milhão de barris nos estoques na última semana, em seu relatório divulgado na noite de ontem. Hoje, analistas preveem que o DoE mostre aumento de 2,6 milhões de barris nos estoques, que seria o quinto consecutivo, como lembra Warren Patterson, diretor de estratégia de commodities do ING Bank.

Houve no API, porém, recuo nos estoques de gasolina e destilados. Com isso, os preços mantinham os patamares de máximas em três meses atingidos na quarta-feira. Investidores ainda especulam sobre a chance de um acordo comercial entre EUA e China, que negociam nesta semana em Washington.

O cobre opera em território negativo, nesta quinta-feira, após o contrato em Londres tocar máxima em sete meses, na quarta-feira. Além disso, investidores digerem a ata de ontem do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e esperam por novidades nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Às 9h28 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 0,8%, a US$ 6.375,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), e o cobre para março tinha baixa de 0,67%, a US$ 2,9005 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,11%, a US$ 1.878 a tonelada, o zinco recuava 0,74%, a US$ 2.677,50 a tonelada, o estanho avançava 0,09%, a US$ 21.275 a tonelada, o níquel caía 0,77%, a US$ 12.810 a tonelada, e o chumbo tinha baixa de 0,46%, a US$ 2.037 a tonelada.

O gráfico diário do IBOV mostra forte volatilidade, especialmente em razão da Previdência.

Novamente rompeu 97.940 no intraday, não sustentou e cedeu.

Esse desdobramento ocorreu três vezes nas últimas quatro sessões.

Vale destacar que 96.395 marcou o piso dos últimos três pregões.

Temos um tríplice suporte, formado pela LTA (azul), o próprio 96.395 e a média móvel de 21 períodos.

Na minha visão entre hoje e amanhã ele será colocado em xeque e definirá o curto prazo do mercado doméstico.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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