terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

IBOV sob espera da Previdência

As principais bolsas da Ásia fecharam em leve alta nesta terça-feira, à espera de novidades de mais uma rodada de negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que começa hoje em Washington e se estende até sexta-feira.

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto teve alta marginal de 0,05%, a 2.755,65 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,18%, a 1.443,60 pontos, ambos se recuperando de perdas de mais cedo no pregão.

Em Tóquio, o japonês Nikkei apresentou ligeira alta de 0,10%, a 21.302,65 pontos, mas algumas empresas tiveram desempenho bem acima da média, caso da fabricante de alimentos e bebidas Suntory (+4,1%) e da operadora ferroviária Tokyu (+3,9%).

Segundo comunicado da Casa Branca, EUA e China vão retomar o diálogo comercial em Washington nesta terça-feira, mas as conversas entre funcionários de alto escalão só ocorrerão na quinta e sexta-feira. A rodada anterior de negociações, na semana passada, foi em Pequim. Americanos e chineses têm até 1º de março para tentar fechar um acordo comercial, antes que os EUA elevem tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses, de 10% e 25%.

O presidente americano, Donald Trump, no entanto, admitiu na semana passada a possibilidade de estender o prazo para além de 1º de março se os dois países estiverem perto de um pacto comercial que reverta a troca de punições tarifárias que impuseram a produtos um do outro desde meados do ano passado.

Ontem, a China acusou os EUA de tentarem obstruir o desenvolvimento de sua tecnologia ao alegar que equipamentos de telecomunicação chineses representam ameaça cibernética a países estrangeiros que os adotem. No centro da polêmica está a Huawei, maior empresa chinesa do setor. Em dezembro, a diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi detida no Canadá e agora enfrenta a possibilidade de ser extraditada para os EUA. A Casa Branca acredita que Pequim usa empresas chinesas de telecomunicações para coletar informações de inteligência sobre outros países.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu de -15 em janeiro para -13,4 em fevereiro, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão ZEW. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam alta menor do indicador, a -14.

Por outro lado, o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW diminuiu de 27,6 em janeiro para 15 em fevereiro. Neste caso, a projeção era de redução bem menor, a 25.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,55% na segunda prévia de fevereiro, após ter recuado 0,01% na segunda prévia de janeiro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 0,55% no ano de 2019 e avanço de 7,24% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de fevereiro. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 0,73%, ante um recuo de 0,26% na segunda prévia de janeiro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, desacelerou para alta de 0,17% na prévia de fevereiro, depois de um avanço de 0,49% em igual leitura de janeiro. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, também teve aumento menor, de 0,29% na segunda prévia de fevereiro, depois da alta de 0,38% na segunda prévia de janeiro.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de janeiro a 10 de fevereiro. No dado fechado do mês de janeiro, o IGP-M teve ligeira alta de 0,01%.

O porta-voz do Planalto, Otávio Rêgo Barros, confirmou no início da noite desta segunda-feira (18) que o ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, foi exonerado do cargo. Em seu lugar, assume o general Floriano Peixoto de forma definitiva. Ele era o secretário-executivo da pasta.

Bebianno é o protagonista da maior crise no início do novo governo, suspeito de irregularidades em campanhas do PSL nas eleições de 2018 e chamado de mentiroso por um filhos do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro - o que foi endossado pelo próprio presidente Jair Bolsonaro. Em nota lida pelo porta-voz, Bolsonaro desejou "sucesso na nova caminhada" e agradeceu Bebianno por sua "dedicação à frente da pasta".

Os contratos futuros de petróleo operam sem direção única na manhã desta terça-feira, mantendo o padrão da madrugada de hoje, com investidores à espera de mais uma rodada de discussões comerciais entre Estados Unidos e China.

Às 9h23 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para abril caía 0,09% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 66,44, enquanto o do WTI para o mesmo mês subia 0,93% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 56,50.

Mais cedo, o Brent chegou a atingir máximas em três meses, negociado a US$ 66,65 o barril, após dados da Kpler mostrarem que as exportações da Arábia Saudita caíram para 6,2 milhões de barris por dia (bpd) na primeira quinzena de fevereiro, representando queda de 1,3 milhão de bpd em relação ao mês passado.

O cobre opera sem sinal único, na manhã desta terça-feira, com o contrato em Londres operando perto da estabilidade, enquanto o de Nova York sobe, um dia após o Dia do Presidente, feriado nos Estados Unidos.

Às 9h24 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,1%, a US$ 6.255 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), sem fôlego após subir 1,8% ao longo da última semana. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para março subia 1,02%.

O dólar valorizado ante outras moedas fortes tende a pressionar o cobre, cotado na moeda, que nesse caso fica mais caro para os detentores de outras divisas. Por outro lado, a volta do feriado nos EUA pode apoiar as compras, já que na segunda-feira a jornada foi positiva para o metal.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,38%, a US$ 1.861 a tonelada, o zinco caía 0,08%, a US$ 2.640,50 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,19%, a US$ 21.115 a tonelada, o níquel avançava 0,08%, a US$ 12.475 a tonelada, e o chumbo recuava 0,27%, a US$ 2.024,50 a tonelada.

O gráfico diário do IBOV mostra um fechamento logo acima do forte 96.395, o qual deverá ser novamente testado como suporte nessa terça-feira.

A tendência é que a briga seja forte na região.

Na minha visão, seja hoje ou amanhã, os ursos ganharão a queda de braço e haverá teste de um ponto de clímax, formado pela média móvel de 21 períodos e pela LTA riscada em azul.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário