quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

IBOV esticado, longe das médias


Bom dia, investidor!

IBOV longe da MM21 tem correção: IBOV agora às 10h40 >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam em alta apenas moderada nesta quarta-feira, uma vez que o tradicional discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Estado da União não trouxe novos catalisadores para os negócios. A liquidez na região continuou restrita, em meio ao feriado do ano-novo lunar que mantém os mercados da China, Hong Kong, Taiwan e Coreia do Sul fechados.

Em pronunciamento feito nas primeiras horas de hoje, Trump voltou a prometer a construção de um muro na fronteira dos EUA com o México e afirmou que tentativas dos democratas de lançar "ridículas investigações partidárias" prejudicam a prosperidade da economia americana.

Trump, porém, não ofereceu qualquer evidência de progresso concreto nas negociações comerciais entre EUA e China, um assunto que vem sendo acompanhado com lupa por investidores nos mercados financeiros globais.

O representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, no entanto, deverão seguir para Pequim no início da próxima semana para dar prosseguimento ao diálogo comercial, segundo fonte ouvida pela Dow Jones Newswires. A mesma fonte diz que Trump ainda não decidiu se assumirá o compromisso de se reunir com o presidente da China, Xi Jinping. Na semana passada, Trump declarou que teria "talvez um ou dois encontros" com o líder chinês.

Em Tóquio, o Nikkei teve leve alta de 0,14% hoje, encerrando o pregão a 20.874,06 pontos. O índice japonês foi impulsionado por ações de fabricantes de instrumentos de precisão.

As encomendas à indústria da Alemanha caíram 1,6% em dezembro ante novembro de 2018, segundo dados com ajustes sazonais divulgados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. O resultado frustrou a expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam alta de 0,3% nas encomendas.

Apenas as encomendas externas sofreram queda de 2,3% em dezembro ante o mês anterior. As encomendas domésticas, por sua vez, apresentaram redução menor, de 0,6%.

Na comparação anual, as encomendas totais tiveram contração de 7% em dezembro, no cálculo sem ajuste sazonal.

Os contratos futuros de petróleo exibem baixas de cerca de 1%, após oscilarem perto da estabilidade durante boa parte da madrugada, em meio ao fortalecimento do dólar e após números desfavoráveis sobre os estoques de petróleo dos Estados Unidos.

O índice DXY do dólar avança levemente nos negócios da manhã desta quarta-feira, graças principalmente à fraqueza do euro.

Já a associação de refinarias dos EUA conhecida como American Petroleum Institute (API) estimou ontem à noite que o volume de petróleo bruto estocado no país registrou aumento de 2,5 milhões de barris na última semana. O API também apontou acréscimos nos estoques de gasolina (1,7 milhão de barris) e de destilados (1,1 milhão de barris).

Mais tarde, às 13h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga a pesquisa oficial sobre estoques dos EUA, que também traz dados sobre produção. Segundo analistas, o levantamento do DoE deverá mostrar avanço de 1,4 milhão de barris nos estoques de petróleo bruto da última semana.

Às 8h59 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para abril caía 0,95% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 61,39, enquanto o do WTI para março recuava 1,06% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 53,09. 

Depois da febre registrada no domingo, o presidente Jair Bolsonaro teve melhora de estado de saúde, de acordo com o boletim médico divulgado ontem pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A equipe clínica e cirúrgica que acompanha o presidente, porém, não definiu a data da alta médica de Bolsonaro, segundo informou o porta-voz da Presidência, Otávio Santana do Rêgo Barros.

Bolsonaro permanece internado na unidade semi-intensiva do hospital e segue evoluindo sem dor e febre, com redução da coleção líquida no abdome, de acordo com o boletim, assinado pelos médicos Antônio Luiz Macedo, Leandro Echenique e Miguel Cendoroglo.

Novato na Câmara, o líder do governo na Casa, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), tem enfrentado questionamentos sobre sua capacidade de articular a base de Jair Bolsonaro e já sofre boicote a seu trabalho. Nesta terça-feira, não teve êxito na tentativa de reunir os líderes de partidos aliados pela primeira vez.

O encontro foi marcado via WhatsApp, disparado pela secretária de Vitor Hugo. Na mensagem, eram convidados os líderes da base “do apoio consistente e do apoio condicionado”. O texto irritou aliados.

O fato de Vitor Hugo não ter feito o convite pessoalmente também incomodou. “Ele não teve a coragem de me mandar uma mensagem”, disse Jesus. A insatisfação correu pelos corredores e mobilizou parte dos parlamentares convidados, que não compareceram. Outros apenas passaram pela reunião, ficando menos de dez minutos.

Quem esteve presente contou que Vitor Hugo apenas se apresentou e ressaltou a necessidade de se ter uma boa interlocução com os parlamentares.

Em conversas privadas, líderes partidários afirmam que faltaria a Vitor Hugo acesso fácil e rápido ao primeiro escalão do governo e enxergam nisso um problema. Para eles, é papel do major facilitar a conexão entre os deputados, ministros e o próprio presidente da República. Algo que, segundo eles, não está ocorrendo.

O gráfico diário do IBOV mostra uma expressiva distância em relação à média móvel de 21 períodos, a qual está levemente acima de 95.000 pontos.

Na minha interpretação, 97.940 pontos continua sendo um divisor de águas entre a compra e a venda, especialmente agora que a média móvel de 5 períodos está colada nesse suporte.

Em três das últimas quatro sessões, a mínima rodeou 97.000 pontos, cuja perda projetaria teste do forte 96.395.

Na minha visão, o caminho mais provável para essa quarta-feira seria uma baixa moderada, com fechamento no entorno da MM5 e 97.940.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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