segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Feriado nos EUA e altas no mercado asiático.

As bolsas asiáticas fecharam com ganhos expressivos nesta segunda-feira, em meio à expectativa de que Estados Unidos e China avancem mais no sentido de selar um acordo comercial agora que as negociações entre as duas maiores economias do mundo foram transferidas para Washington nesta semana.

Na sexta-feira (15), ambos os lados disseram que houve "progresso" durante as discussões que ocorreram em Pequim na semana passada.

Já o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou, durante coletiva na Casa Branca, que Washington está mais perto do que nunca de ter "um acordo comercial de verdade" com Pequim e que ficaria "honrado" em remover as atuais sobretarifas sobre produtos chineses se um pacto for fechado. Ele acrescentou, contudo, que as últimas conversas foram "muito complicadas".

Trump também reiterou a possibilidade de estender o prazo de 1º de março para que EUA e China cheguem a um acordo. Se não houver entendimento até essa data, Washington poderá elevar tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em bens chineses, de 10% para 25%.

Também na sexta, foi anunciado que o diálogo sino-americano terá continuidade esta semana, em Washington. Hoje, porém, é improvável que haja novidades porque os EUA comemoraram o feriado do Dia do Presidente, que manterá os mercados locais fechados.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 2,68% no pregão desta segunda, a 2.754,36 pontos, atingindo o maior nível desde setembro, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve ganho ainda mais robusto, de 3,71%, a 1.440,95 pontos.

Em Tóquio, o japonês Nikkei avançou 1,82%, a 21.281,85 pontos, renovando máxima em dois meses.

O horário de verão terminou no Brasil à meia-noite de sábado, quando os relógios foram atrasados em uma hora no Distrito Federal e em dez estados.

Com isso, Brasília ficou três horas atrás do horário universal GMT, duas horas à frente da Costa Leste dos EUA (Nova York e Washington), no mesmo horário de Buenos Aires, 11 horas atrás de Pequim e Xangai e 12 horas atrás de Tóquio e de Sydney.

A Bolsa de Xangai passou a operar das 22h30 às 4h30.

A Bolsa de Hong Kong passou a operar das 21h às 3h.

A Bolsa de Tóquio passou a operar das 21h às 3h.

As bolsas de Londres, Frankfurt e Paris passam a operar das 5h às 13h30.

A Bolsa de Nova York passa a operar das 11h30 às 18h.

No viva-voz da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de petróleo passam a ser negociados das 11h às 16h30.

Na Comex, divisão de metais da Nymex, os contratos futuros de cobre passam a ser negociados das 10h10 às 15h e os contratos futuros de ouro operarão das 10h20 às 15h30. Os horários são de Brasília.

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 variou de 2,50% para 2,48%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 2,53%. Para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de alta do PIB de 2,50% para 2,58%. Quatro semanas atrás, estava em 2,60%.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,4%. Esse porcentual foi divulgado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro.

Na última sexta-feira, o BC informou que o ndice de Atividade (IBC-Br) subiu 1,15% em 2018, na série sem ajuste sazonal. Em dezembro, a alta foi de 0,18% ante o mesmo mês de 2017 e de 0,21% em relação a novembro do ano passado (série dessazonalizada).

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2019 passou de alta de 3,04% para elevação de 3,00%. Há um mês, estava em 3,04%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,05% para 56,00%. Há um mês, estava em 56,30%. Para 2020, a expectativa foi de 58,16% para 58,30%, ante 58,16% de um mês atrás.

O gráfico diário do IBOV sugere uma formação de OCO, assim como o fez no final de 2018 e teve esse padrão frustrado, o que gerou forte alta na ocasião.

Fato é que isso traz cautela, mas não coloca em xeque a tendência de alta na minha visão, pelo menos por enquanto.


Abaixo de 97.940, o benchmark deverá ser pressionado de forma moderada pelos ursos, com espaço para ceder e testar o forte 96.395, destacando que a média móvel de 5 períodos está levemente acima desse patamar e atuará como piso intermediário.

O sinal que tivemos no último pregão é de topo.

Assim sendo, o caminho mais provável para essa segunda-feia seria de correção moderada.

Penso que que 96.395 será o divisor de águas entre a compra e a venda e deverá ser testado hoje ou amanhã.

Eu ainda apostaria que ele será perdido como suporte e a briga ficará mesmo é na média móvel exponencial de 21 períodos.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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