terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Atenções voltadas a sabatina do Fed

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta terça-feira, com as chinesas apagando parte dos robustos ganhos do pregão anterior, enquanto investidores avaliam as chances de Estados Unidos e China realmente superarem suas divergências no comércio e chegarem a um acordo.

Na China, o Xangai Composto caiu 0,67% hoje, a 2.941,52 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,49%, a 1.549,71 pontos.

Ontem, ambos os índices chineses saltaram mais de 5%, reagindo à confirmação de que o presidente dos EUA, Donald Trump, irá adiar a elevação de tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses, que estava prevista para 2 de março, uma vez que Washington e Pequim fizeram "progresso substancial" nas negociações comerciais das últimas semanas.

Analistas ponderam que é preciso tomar o gesto de Trump com cautela, uma vez que, no domingo (24), o republicano disse que EUA e China poderiam fechar um pacto comercial "logo em breve", mas também mencionou a possibilidade de o acordo simplesmente não acontecer.

Outros mercados da Ásia que ontem se valorizaram de forma mais moderada também migraram para o vermelho hoje. O japonês Nikkei teve baixa de 0,37% em Tóquio, a 21.449,39 pontos, pressionado por fabricantes de eletrônicos e petrolíferas, enquanto o Hang Seng caiu 0,65% em Hong Kong, a 28.772,06 pontos, e o sul-coreano Kospi recuou 0,27% em Seul, a 2.226,60 pontos, com perdas da Samsung e LG.

 No noticiário corporativo, o banco britânico Standard Chartered é destaque negativo, com queda de mais de 2% na bolsa inglesa, após divulgar lucro líquido menor do que o esperado em 2018, de US$ 618 milhões, 20% abaixo do resultado do ano anterior.

Também no Reino Unido, há crescentes rumores sobre um possível adiamento do Brexit. Segundo a Bloomberg, May estaria considerando a possibilidade, o que ajudou a libra a atingir máximas em um mês nos negócios de hoje. Também sustenta a moeda britânica notícia de que o Partido Trabalhista britânico, de oposição, apoiaria um eventual segundo plebiscito sobre o Brexit. A premiê deverá fazer nesta terça um pronunciamento no Parlamento sobre as negociações do Brexit.

A agenda de indicadores da Europa de hoje está leve e traz apenas o índice GfK de confiança do consumidor da Alemanha, que ficou em 10,8 pontos na pesquisa de março, mantendo-se inalterado em relação ao nível de fevereiro. Na avaliação do instituto GfK, porém, os "consumidores sentem que o risco de a economia alemã entrar em recessão novamente aumentou de forma tangível nas últimas semanas".

Mais tarde, a partir das 11h45 (de Brasília), as atenções vão se voltar para uma sabatina do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, pelo Senado americano. Agora há pouco, durante audiência no Parlamento britânico, o presidente do Banco da Inglaterra (BoE, pela sigla em inglês), Mark Carney, comentou que os fundamentos da economia do Reino Unido são sólidos.

Às 9h36 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 1,18%, a de Frankfurt recuava 0,14% e a de Paris cedia 0,28%. Já as de Milão, Madri e Lisboa perdiam 0,06%, 0,40% e 0,17%, respectivamente. No câmbio, a libra subia a US$ 1,3205, de US$ 1,3102 no fim da tarde de ontem, enquanto o euro se mantinha praticamente estável, negociado a US$ 1,1362, ante US$ 1,1364 ontem.

Os preços do petróleo operam em alta na manhã desta terça-feira, em uma aparente correção da queda de mais de 3% ontem, após o presidente americano, Donald Trump, reclamar dos preços "muito altos" da commodity. Além disso, há a expectativa diante da possível aprovação de uma lei que permitiria que o Congresso americano processe a Opep por violações antitruste.

Às 9h38 (de Brasília), o petróleo WTI para abril subia 0,38%, a US$ 55,69 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para maio avançava 0,89%, a US$ 65,49 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Depois de atingirem as máximas em cerca de três meses, os contratos futuros de petróleo recuaram na sessão de ontem após Trump reclamar, novamente, dos preços do óleo e pedir que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que tem cortado sua produção da commodity, "vá com calma". Hoje, no entanto, a análise é de que o cartel não deve se submeter às pressões do presidente americano, dizem analistas.

Investidores ainda monitoram possíveis consequências da inesperada renúncia nesta segunda-feira do ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, um dos arquitetos do acordo nuclear de 2015. Sua saída poderia sinalizar uma virada para um Irã mais linha-dura, segundo especialistas.

Ainda nesta terça-feira, o mercado vai acompanhar a divulgação da estimativa dos estoques de petróleo em solo americano segundo o American Petroleum Institute (API) e a Semana Internacional de Petróleo, que ocorre em Londres. 


O gráfico diário do IBOV mostra um padrão diamante de grandes proporções, porém em vez de observar a floresta podemos olhar a árvore nessa sessão, uma vez que o mercado tem operado de forma complexa e seria importante estudar passo a passo, na minha leitura.



Até mesmo pela aversão ao risco no exterior, acho improvável que a alta seja mantida ao longo do dia.

Assim sendo, um teste da parte baixa do diamante, assim como da média móvel de 21 períodos está no script, na minha opinião, com base no sinal de ontem também.

Bons negócios!

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