segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Alta na Ásia com expectativa de acordo China e EUA.

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta segunda-feira, lideradas pelos mercados chineses, que saltaram mais de 5% em reação a uma decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve prorrogar a trégua para aplicar tarifas adicionais à China, garantindo mais tempo para que as duas maiores economias do mundo fechem um acordo comercial.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 5,6%, a 2.961,28 pontos, registrando o maior ganho em um único pregão desde julho de 2015. Com a valorização de hoje, o Xangai entrou em "bull market", ou seja, acumulou alta de pelo menos 20% desde as mínimas atingidas em janeiro. Já o menos abrangente Shenzhen Composto, que é formado em boa parte por startups com menor valor de mercado, avançou 5,42%, a 1.557,27 pontos.

Ontem à noite, Trump publicou em seu Twitter oficial que decidiu adiar a elevação de tarifas de Washington sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses, prevista para 2 de março, após os "progressos substanciais" que americanos e chineses fizeram nas negociações comerciais das últimas semanas. Na prática, Trump prorrogou o prazo da trégua de 90 dias, que venceria em 1º de março, para que EUA e China chegassem a um pacto comercial.

A última rodada de discussões comerciais, em Washington, acabou se estendendo para o fim de semana à medida que ambos os lados relataram avanços no sentido de reduzir suas divergências. Na semana passada, surgiram relatos de que Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, poderão se encontrar para finalizar um eventual acordo comercial no fim de março, na Flórida.

O tom hoje foi igualmente positivo em outras partes da Ásia, embora os ganhos tenham sido menores. O Hang Seng subiu 0,50% em Hong Kong, a 28.959,30 pontos, enquanto o japonês Nikkei avançou 0,48% em Tóquio, a 21.528,23 pontos, o sul-coreano Kospi teve alta apenas marginal em Seul, de 0,09%, a 2.232,56 pontos, e o Taiex avançou 0,66% em Taiwan, a 10.390,93 pontos.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,53% na terceira quadrissemana de fevereiro, desacelerando em relação ao ganho de 0,58% verificado na segunda quadrissemana deste mês, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na terceira leitura de fevereiro, cinco dos sete componentes do IPC-Fipe subiram com menos força. Foi o caso de Habitação (de 0,46% na segunda quadrissemana para 0,45% na terceira quadrissemana), Transportes (de 1,10% para 0,58%), Saúde (de 0,37% para 0,30%), Vestuário (de 0,31% para 0,30%) e Educação (de 1,89% para 1,03%).

Por outro lado, o segmento Alimentação (de 0,94% para 1,13%) avançou de forma mais acentuada e o item Despesas Pessoais (de -0,41% para -0,36%) reduziu deflação.

A tramitação da reforma da Previdência segue no foco. Na Câmara, em razão do carnaval, o plenário realiza sessão extraordinária deliberativa de hoje até quarta-feira e é esperada a instalação, amanhã, da Comissão de Constituição e Justiça, que irá analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência. Assim, começaria a contar o prazo de tramitação do projeto na Casa. 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já disse acreditar numa aprovação da reforma até junho, porque os três poderes querem trabalhar juntos. Segundo ele, "o Judiciário reconhece a necessidade de reformas". No entanto, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou nota, na sexta-feira à noite, em que critica o aumento de 11% para até 22% na contribuição previdência dos servidores, para quem ganha salários acima de R$ 39 mil. A entidade afirma que as alíquotas fixadas são "confiscatórias", que a mudança poderá ser barrada no Judiciário e que levará ao Congresso Nacional propostas para aperfeiçoar a PEC. A manifestação dos juízes vem em um momento em que a equipe econômica do governo teme uma judicialização da reforma, o que poderia atrasar a sua tramitação. 

A agenda desta última semana de fevereiro traz ainda leilões de linha de US$ 3 bilhões do Banco Central, na quarta-feira, e os dados do Produto Interno Bruto brasileiro do quarto trimestre, na quinta-feira. Nos Estados Unidos, também está programado o PIB preliminar do quarto trimestre e três depoimentos do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, sendo dois no Congresso. Hoje, o presidente Trump viaja para Hanói, no Vietnã, para uma cúpula com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un.

A agenda local desta semana tem no foco a política. A Câmara deve instalar a comissão para tratar da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) amanhã. Nesse mesmo dia, o presidente indicado ao Banco Central, Roberto Campos Neto, passa por sabatina no Senado. E

PIB dos EUA é destaque no exterior - No exterior, o destaque da agenda é o PIB do 4º trimestre dos Estados Unidos (quinta-feira). Ainda nos EUA, tem gastos pessoas (sexta-feira). No mesmo dia, saem os PMI da indústria de transformação da Alemanha, zona do euro e Reino Unido. O mesmo dado sai na quarta-feira na China.

Petróleo cai moderadamente - Os contratos futuros de petróleo operam em baixa moderada nesta manhã, num possível movimento de realização de lucros após acumularem ganhos de 1,3% a 2,3% na semana passada. Em sessões recentes, o petróleo foi em boa parte sustentado por notícias de que Estados Unidos e China vêm tendo progressos nas negociações comerciais das últimas semanas. O petróleo do tipo WTI, no entanto, já subiu por oito sessões consecutivas, situação que o deixa sujeito à realização de lucros. Às 9h25 o barril do petróleo tipo Brent para abril caía 0,34% na ICE, a US$ 67,35, enquanto o do WTI para o mesmo mês recuava 0,28% na Nymex, a US$ 57,42.

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 seguiu em 2,48%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 2,50%. Para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de alta do PIB de 2,58% para 2,65%. Quatro semanas atrás, estava em 2,50%.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,4%. Esse porcentual foi divulgado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro.

No dia 15, o BC informou que o Índice de Atividade (IBC-Br) subiu 1,15% em 2018, na série sem ajuste sazonal. Em dezembro, a alta foi de 0,18% ante o mesmo mês de 2017 e de 0,21% em relação a novembro do ano passado (série dessazonalizada).

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2019 passou de alta de 3,00% para elevação de 2,90%. Há um mês, estava em 3,04%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,00% para 56,15%. Há um mês, estava em 56,00%. Para 2020, a expectativa foi de 58,30% para 58,35%, ante 58,16% de um mês atrás.

O gráfico diário do IBOV mostra o desenho de um diamante, padrão raro, que costuma aparecer em mercados erráticos, voláteis e sem direção.

A razão é muito simples: o benchmark não encontra motivos para cair, mas opera distante da média móvel no semanal, o que limita os ganhos.



Isso é visto de forma mais detalhada pela movimentação antagônica entre setores importantes na composição do IBOV.

Temos pontos de resistência ao redor de 98k, sendo esses: 97.940, 98.185, 98.240 e 98.545.

O primeiros pode e deve ser testados na abertura dessa segunda-feira, assim como a parte alta do diamante.

O desafio será sustentar a abertura positiva, o que eu acho improvável que ocorra.

Bons negócios!

Nenhum comentário:

Postar um comentário