quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

À espera de algo novo, Mercado segue de lado.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira, após comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, e à espera da segunda reunião de cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Em sabatina no Senado americano ontem, Powell reiterou que o Fed passou a adotar uma postura de política monetária mais "paciente" diante de sinais de desaceleração econômica. Segundo Powell, a perspectiva econômica dos EUA é "favorável de modo geral", mas há incertezas no exterior. No mês passado, o Fed decidiu manter seus juros básicos inalterados, depois de elevá-los em quatro ocasiões ao longo de 2018. Hoje, Powell falará na Câmara dos Representantes.

Investidores também aguardam o encontro de Trump e Kim Jong-un, que começa hoje no Vietnã e se estenderá até amanhã. A expectativa é que Trump procure convencer o norte-coreano a abandonar seu programa nuclear em troca de alívio nas sanções impostas pela Casa Branca a Pyongyang.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 0,42% hoje, a 2.953,82 pontos, mas o menos abrangente Shenzhen Composto, que é formado por startups com menor valor de mercado, caiu 0,57%, a 1.540,92 pontos.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei avançou 0,50% em Tóquio, a 21.556,51 pontos, impulsionado por ações do setor farmacêutico, enquanto o sul-coreano Kospi registrou alta de 0,37% em Seul, graças ao bom desempenho de papéis da indústria automotiva, mas o Hang Seng caiu 0,05% em Hong Kong, a 28.757,44 pontos, e o Taiex mostrou baixa marginal de 0,02% em Taiwan, a 10.389,17 pontos.

Os futuros do cobre operam em alta moderada na manhã desta quarta-feira, em razão da queda da oferta mundial do metal.

Por volta das 9h20 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,2%, a US$ 6.479,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para maio avançava 0,17%, a US$ 2,9555 por libra-peso.

Os estoques de cobre têm contribuído para os recentes ganhos do metal nas últimas semanas, pressionando os preços para cima a um patamar que não era visto desde julho do ano passado. A mineradora Rio Tinto, por exemplo, prometeu ontem retornos recordes aos acionistas ao anunciar um aumento de 56% no lucro líquido anual.

Ontem, um relatório do banco britânico Barclays avaliou que a demanda pelo cobre deve crescer mais do que a oferta neste ano, particularmente em função de alguns aumentos nas tarifas de mineração da África. Alguns analistas dizem que o setor de cobre está caminhando para uma crise de oferta nos próximos anos.

Entre os outros metais básicos negociados na LME, a tendência era majoritariamente negativa. No horário indicado acima, o alumínio caía 0,05%, para US$ 1.916,00 a tonelada, o zinco se mantinha estável, para US$ 2.743,00 a tonelada, o estanho recuava 0,6%, para US$ 21.485,00 a tonelada, e o níquel perdia 0,39%, para US$ 12.885,00 a tonelada. Exceção no mercado inglês, o chumbo aumentava 1,06%, a US$ 2.116,00 por tonelada.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,88% em fevereiro, em aceleração ante a leve expansão de 0,01% em janeiro, revelou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O investidor também deve acompanhar as mudanças em discussão no texto da reforma da Previdência e uma almoço do ministro da Economia, Paulo Guedes, com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) ficará no radar. 

Ontem à noite, o presidente Jair Bolsonaro reuniu-se no Palácio da Alvorada com 18 líderes de partidos com o intuito de aproximar as legendas do governo e fazer um apelo pela aprovação do texto. Bolsonaro convidou o PDT e o PSB para tentar abrir um canal de diálogo com estas siglas, mas os líderes das duas legendas avisaram que não iriam ao encontro e criticaram a ausência de convite para os demais partidos de oposição, como o PT, o PSOL e o PCdoB.


O gráfico diário do IBOV mostra a sétima tentativa em nove pregões de romper a região de 97.940, sem sucesso.

Por outro lado a média móvel de 5 períodos sustentou o mercado mais uma vez, assim como a LTA pontilhada em azul.



Mercado longe da média móvel de 21 no semanal e ao mesmo sem motivos para cair são as razões para um movimento lento, lateral e irritante há oito sessões.

Quem sabe o famoso "algo novo" aparece...

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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